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Recursive Predicate Definitions

Dans le document Prolog and Natural-Language Analysis D (Page 29-33)

Segundo Moherdaui (2000, p. 19), a era da informação digital inicia nos Estados Unidos, no final dos anos 80, quando ―a transposição da produção jornalística para a Internet estava resumida aos serviços de notícias específicas para um segmento de público‖, em portais como o America Online. Antes disso, em meados da década de 70, o jornal norte- americano The New York Times (http://www.nytimes.com) foi o primeiro jornal a disponibilizar a assinantes o serviço New York Times Information Bank, um banco de resumos e textos completos de artigos atuais e de edições diárias, na rede mundial de computadores.

Tempos depois, em 1980, o Columbus Dispatch, periódico localizado em Ohio, alocou seu conteúdo jornalístico aos proprietários de computadores a partir de uma taxa por meio do provedor CompuServe, em que as pessoas podiam selecionar em um menu as matérias que desejassem ler (DIZARD JUNIOR apud MOHERDAUI, 2000, p. 19). Com o crescimento da Internet, este tipo de serviço tornou-se comum na Internet e os jornais perceberam, então, a necessidade de acompanhar esta tendência, seja por meio de BBSs próprias, seja a partir de

convênios e parcerias com portais digitais. Geralmente eram cobradas taxas de utilização desses serviços.

Um dos primeiros a inserir conteúdo gratuitamente (resumos de notícias) foi o San Jose Mercury News (http://www.mercurycenter.com), em 1994, pelo America Online. Já o tradicional The Wall Street Journal (http://www.wsj.com) lançou em 1995 o Personal Journal, com informações sobre negócios empresariais em que os usuários montavam suas próprias edições. Algo semelhante foi inserido na rede digital pelo Washington Post (http://www.washingtonpost.com), no serviço Digital Ink (MOHERDAUI, 2000, p. 20). Outros jornais importantes e conceituados no mundo também dedicaram esforços para disponibilizar informações na Internet desde então, como o Le Monde (http://www.lemonde.fr), principal veículo da França, que lançou seu site em dezembro de 1995. No ano seguinte é a vez do jornal argentino Clarín (http://www.clarin.com) e em 1997, o International Herald Tribune (http://www.iht.com.br) inseriu conteúdo Online.

A autora explica que a experiência brasileira de Jornalismo Online começa a surgir a partir das iniciativas do Grupo Estado, com o serviço de notícias da Agência Estado, que foi lançado na rede em 1995. ―O primeiro jornal a fazer uma cobertura completa no espaço virtual foi o Jornal do Brasil (http://www.jb.com.br), em 28 de maio de 1995‖ (MOHERDAUI, 2000, p. 21-22) . Em seguida, outros jornais seguiram o exemplo e registraram-se na Web, como O Estado de S.Paulo (http://www.estado.com.br), a Folha de São Paulo (http://www.folha.com.br), O Globo (http://www.oglobo.com.br), o Estado de Minas (http://www.estaminas.com.br), a Zero Hora (http://www.zerohora.com.br), o Diário de Pernambuco (http://www.dpnet.com.br) e o Diário do Nordeste (http://www.uol.com.br/diariodonordeste). Apesar desta corrida para conquistar seu espaço na net, os veículos não haviam percebido ainda todo o potencial comunicativo da Internet, como ressalta Elias Gonçalves:

Nenhum deles, com exceção do JB Online (que entra em acordo com a Agência JB em janeiro de 1996, para uma alimentação permanente de sua edição digital) atua com noção de tempo real. Alguns, ao contrário, nem sequer são atualizados diariamente, como o Estado de Minas e a Zero Hora, que têm caráter semanal. (GONÇALVES apud MOHERDAUI, 2000, p. 22)

Uma iniciativa que marcou a história do Jornalismo Online foi o Brasil Online, primeiro jornal da América Latina, em língua portuguesa, produzido sob o conceito de tempo real. O site concentrava informações de agências de notícias, como a Agência Folha, Reuters, Associated Press, além de matérias produzidas pela redação do sítio (MOHERDAUI, 2000, p.

22). O Brasil Online foi substituído pela Folha Online (http://www.folha.uol.com.br), mas o conceito de primeiro jornal de notícias em tempo real permanece.

Já o primeiro jornal concebido e especialmente produzido para a Internet no Brasil surge em 2000, o Último Segundo (http://www.ultimosegundo.com.br), disponibilizado no provedor de acesso IG (Internet Grátis), também com parcerias com agências de notícias e redação interna. Moherdaui (2000, p. 24) ressalta outras experiências relevantes do Jornalismo Online brasileiro, como o site de informações financeiras Dinheiro Vivo (http://www.advivo.com.br), o site de mídia e publicidade BlueBus (http://www.bluebus.com.br), o serviço de informações em tempo real da Gazeta Mercantil InvestNews (http://www.investnews.com.br), e o Terra Networks (http://www.terra.com.br), provedor de acesso que disponibiliza informações e notícias.

Em agosto de 2001, nasce o portal de notícias Globonews, que recentemente, em setembro de 2006, passou a chamar-se G1. O site reúne todo o conteúdo produzido pelos diversos veículos das Organizações Globo (emissoras Rede Globo de Televisão, Globo News, jornais O Globo, Diário de São Paulo, Revistas Época e Globo Rural, Rádios Globo e CBN). Atualmente, o portal possui três redações, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, contando com mais de 100 jornalistas (PORTAL..., 2006, www).

O número de veículos com versões Online vem crescendo ano a ano. Segundo estudo do instituto American Journalist Review News Link, em 2001, o número de jornais Online no mundo registrava 4831, em 2001, segundo dados do site www.mediainfo.com (PALACIOS, 2005, p. 7). Outro dado acerca deste crescimento é a audiência dos veículos informativos na Internet. Um estudo da Newspaper Association of América41 (NAA) indica que a visita às páginas de jornais Online cresceu 21% em 2005 em comparação ao ano anterior e um terço dos internautas nos Estados Unidos acessa essas páginas informativas ao menos uma vez por mês. O levantamento revela ainda que dos 25 sites de notícias e informações com maior audiência nos Estados Unidos, 11 são de jornais (AUDIÊNCIA..., 2006, www).

Dados da NAA mostram que mais de 59 milhões de pessoas (ou 37,3 % dos usuários ativos na Internet) visitaram os portais dos jornais Online no segundo trimestre de 2007 (abril a junho), o que representa um aumento de 7,7 % em relação ao mesmo período em 2006. Além disso, os internautas criaram 2,7 bilhões de page views42, acima dos 2,5 bilhões

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Disponível em http://www.naa.org/.

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Pinho (2003a, p. 258) esclarece que o índice page view é o ―número de páginas HTML de um site vistas em determinado tempo‖ e ainda, o ―número de vezes que um banner exposto em uma página foi visto em

registrados em 2006 (NEWSPAPER..., 2007, www, tradução nossa), o que demonstra uma tendência de crescimento na utilização do recurso digital para acesso à informação.

Se a informação é o ―produto‖ principal desses sites de jornais Online, outros recursos também são disponibilizados aos usuários para garantir a fidelidade e, conseqüentemente, um maior tempo de navegação dentro do sítio. Isto vem transformando muitas páginas de veículos online no que conceituam-se como ―portais‖.

Ferrari (2006, p. 17-18) esclarece que o ―termo ‗Portal‘, com o significado de ‗porta de entrada‘, começou a ser usado em 1997‖. Já nessa época, os portais buscavam agregar recursos e serviços, principalmente às páginas iniciais (ou home pages), forçando a entrada dos usuários em seus sites e, dessa forma, conquistando maior número de acessos.

Os portais tentam atrair e manter a atenção do internauta ao apresentar, na página inicial, chamadas para conteúdos díspares, de várias áreas e de várias origens [...] O conteúdo jornalístico tem sido o principal chamariz dos portais. Pela possibilidade de reunir milhões de pessoas ao mesmo tempo, os sites do gênero assumiram comportamento de mídia de massa. A estruturação de um portal exige a organização dos dados e exige um código visual, tarefas desafiadoras o suficiente para deixar de cabelo em pé qualquer jornalista sem experiência na área (FERRARI, 2006, p. 30).

A autora aponta que os portais geralmente possuem serviços como ferramentas de busca, comunidades, comércio eletrônico, e-mail grátis, informações sobre entretenimento, esportes e comportamento, notícias, cotações financeiras, previsão do tempo, serviços de chat, discos virtuais, home pages pessoais, jogos Online, classificados, mapas e outros itens que podem ser personalizados pelo usuário. Esta personalização pode ser resumida em três palavras: interesse, interação e envolvimento (em inglês: interest, interaction e involvement). Ferrari revela que ―a empresa que dispõe de informação individualizada despertará o interesse do visitante, que aumentará o tempo de navegação em seu site e estudará como poderá aproveitar seus produtos‖ (FERRARI, 2006, p. 35).

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