DISCUSSION ET PERSPECTIVES
C. Recrutement des complexes de modification de la chromatine par des ARN chez la
O texto é construído por uma condensação seguida de uma séries de expansões explicativas.
a. Condensação: charada
As explicações são relativas às discussões existentes a respeito do insucesso da eleição, ao longo do texto.
b. Condensação: tudo pede uma certa elevação
As explicações são relativas a uma série de sequências narrativas que expandem está condensação, explicitando o conservadorismo pela notoriedade das pessoas.
O texto 2 de Machado de Assis exemplifica o gênero crônica jornalística de notícia, ainda que seja redigido de forma literária, pois os leitores do jornal eram pessoas eruditas.
A classificação atribuída a este texto como crônica jornalística de notícia decorre das categorias semânticas Inusitado e Atualidade que caracterizam a notícia jornalística.
O Inusitado é o fato de as pessoas não terem ido votar ou por abstenção, ou por descrença, ou por encontrarem as salas de votação fechadas.
A atualidade é a do momento da eleição que produz o texto de Machado de Assis, opinando a respeito do insucesso dessa eleição.
148
Texto 03 “Variações sobre ”Tradições Populares” de Roger Bastide, 08 de janeiro de 1949 - anexo 03
Depois de belos artigos de Florestan Fernandes é inútil insistir na importância da contribuição de Amadeu Amaral para o folclore brasileiro. Seja-me permitido, entretanto. Tecer algumas variações em redor de certo número de temas...
Há cerca de um ano, a propósito de um concurso de folclore em S. Paulo, insistia eu na necessidade de alguém escrever um pequeno tratado para uso dos amadores, a fim de que sua boa-vontade não se tornasse inútil, a falta de conhecimentos técnicos. Muitos dados não podem servir devido à ausência de cuidados na coleta dos contos, dos versos, ao esquecimento de anotar a música, a não indicação do local, do informador, etc. Um guia parecia-me necessário. O livro de Amadeu Amaral, era certa medida, pode ser esse guia, pois o autor não se limita a solicitar de seus benévolos correspondentes que procurem os traços folclóricos paulistas, mas acompanha esse pedido com conselhos úteis. É de desejar, pois que “Tradições Populares” se torne o livro de cabeceira daquele que, em S. Paulo ou alhures, se entregam aos amenos prazeres do folclore. Esses amenos prazeres que Amadeu Amaral tão bem sabe pintar, como poeta que era – a com tal encanto que não duvido que a leitura de seu livro faça novos adeptos.
Mas Amadeu Amaral não se contenta de traçar os quadros do folclore ou a indicar as regras mais urgentes da coleta de fatos. Há em seu livro numerosos comentários, cantos, adivinhas, usanças populares, etc. com lucidas reflexões. Muito frequentemente, a fim de mostrar a origem de uma trova, de uma superstição, ele apresenta o paralelo francês, italiano, russo, etc. ao lado do português ou espanhol. Ora, noto que mui frequentemente, onde Amadeu apenas dá o correspondente português, espanhol ou italiano, há também correspondentes franceses. Ainda vivos quando eu era menino. Houve uma civilização latina relativamente homogênea que dominou na Edad Media o sul da França, assim como a Itália e a península ibérica. Foi esta civilização que os portugueses trouxeram para o Brasil que revive no folclore. Estou persuadido [iligível] traços desta ideia em Amadeu Amaral de que o folclore é de origem erudita e não popular; que o povo conserva mais o que
149 não foi por ele criado, que as usanças populares são antigos ritos, que os contos são antigos mitos; que na dança campesina são as antigas danças da corte e que as trovas são os restos dos cantos dos “troubadoures”. Tal qual as cavalhadas, que são restos dos jogos da cavalaria. O folclore brasileiro permite-me encontrar novamente a apurada civilização amorososa ou {iligivel} das côrtes de amor ou dos desafios dos “troubadoura” do rei René; redescobrir esta unidade espiritual dos povos latinos, que devemos defender, porque é a nossa contribuição no mundo sem dúvida, certos temas de contos podem encontrar-se para além dos [ilegível] como mostra a história de afalasarica. Mas, em conjunto, há uma homogeneidade notável no folclore brasileiro. E essa é a homogeneidade do folclore latino.
A consequência a tirar é que esse folclore é essencialmente de origem portuguesa, que a contribuição do ameríndio ou do africano tem pouca importância. É o que diz Amadeu Amaral, que está observação veio apenas para o sul e para poesia, deixando em suspenso os casos das outras regiões do Brasil e o caso dos outros domínios do folclores do Brasil e o caso dos outros domínios do folclores do Brasil e o caso dos outros domínios do folclore. Não que o negro não apareça por vezes na obra que estudamos, mas é o negro visto pelo branco, por exemplo, Santo Antônio, que faz descobrir os objetos perdidos, é invocado também para descobrir os escravos fugidos e, em certas cantigas de ninar a Cuca lusitana se transforma em negro velho. Mas, como se vê, não se trata de contribuição criadora propriamente africana ou mesmo de modificação da herança latina.
É sobre este ponto que eu queria, principalmente, completar o que se diz em “Tradições Populares”. A redução do papel do negro não decorre somente do fato de ter o autor cidade sobretudo de S. Paulo, onde o negro assumiu papel importante só tardiamente, com o café, mas de que os temas mais desenvolvidamente tratados são os que pertencem no folclore oral. Ora o negro, justamente, desaprendeu sua língua, para falar a língua dos brancos e, em consequência, não podei reter seus ditos, suas adivinhas, principalmente seus poemas, todas as coisas que se prendem a trama d e sua linguagem. E mais frequentemente, como bem o percebem os que querem traduzir as línguas africanas, é quase impossível [ilegível] para o português. A observação de Amadeu Amaral é, pois justa nos domínios que ele cultivou com o maior carinho – e vemos que é fácil compreendê-lo. Não quer isso dizer, porém que, mesmo em S. Paulo a contribuição ameríndia ou africana
150 não exista nos outros domínios. Com efeito, ao lado do folclore oral, existe, se me permitem a expressão, o folclore dos gestos o qual pode manter-se independentemente do outro.
Inteiraram-se os fazendeiros de que o escravo trabalhava tanto melhor quando se lhe permitia divertir-se, repousar em seus folguedos favoritos. Ora como na França, onde, ao que se diz todo termina em canção, na África tudo acaba em dança. Amadeu Amaral não teve tempo para estudar as danças populares muitas das quais são por certo, de origem portuguesa, outras provêm de danças dos indígenas catequisados pelos jesuítas, outras, afinal, como o batuque, o samba rural são de origem nitidamente africana. A mesma razão histórica – a escravidão – exigira a um tempo porque o negro não pode conservar seu folclore oral (seus contos mas somente o gosto de contar histórias), tendo conservado, ao contrário, seu folclore coreográfico. É, pois, para o estudo das danças, como dos outros gestos (por exemplo, gestos mágicos) que devem orientar-nos se quisermos encontrar a gota de sangue negro no folclore de S. Paulo.
Aos pesquisadores recomendo Amadeu Amaral que não escolham, mas apanhem os traços folclóricos no complexo integral em que são tomados; que descrevam os fatos em sua complexidade e em sua ambiência social e não separados. Nada mais justo como diz ele, a dança, a música e o canto não podem separar-se. Ora, é justamente este caráter dominante do folclore dos paulistas de cor. É um folclore de festa – e a festa abrange os elementos mais diversos. O samba rural acompanha-se de uma espécie de desafio: o batuque como o jongo, compreende duas partes alternadas, uma dança e uma justa literária. Essas duas partes são de procedência oposta: a primeira é africana, a segunda portuguesa, como todo o seu ar de corte de amor. Elas se reúnem, porém, de tal maneira que formam um todo indissolúvel, permitindo o canto aos dançadores que repousem e permitindo a dança aos cantores que preparem seus novos versos. O que faz que se exista ai agora qualquer coisa nova, nem africana, nem portuguesa, mas autenticamente afro-brasileira. Vemos melhor quando a dança deixar de ser a dança amorosa da África para se tornar, ela mesma, uma espécie de justa erótica, quando o elemento do combate de concorrência, de prestigio, toma o lugar do elemento propriamente voluptuoso – enquanto reciprocamente a justa literária assume um acento malarminiano de adivinha simbólica, muito afastado da adivinha erudita do desafio ordinário e que é bem da tradição de poemia preciosa de
151 certas nações africanas. Em todo o caso há nesta combinação de dois elementos, não uma simples justaposição – e é o ponto a que desejo chegar - mas uma unidade de espirito, constituída pelo elemento de luta, em que o público toma parte, pois é ele quem com seus gritos ou aplausos ou suas vais, assinala o vencedor e os vencidos. Quem estudasse somente os passos de dança ou a música, ou os poemas, a pretexto de fazer um estudo mais sério, porque mais especializado não veria o principal, que é a festa em sua rica complexidade falaria de África ou Portugal, não do Brasil, pois a originalidade consiste exatamente na estrutura própria da festa, que é bem afro-brasileira. Assim como a sonata se constitui por uma elite de danças assim a festa se constitui primitivamente pela especificação de divertimentos populares no terreiro da fazenda, numa tarde de domingo. Mas a sonata de hoje tem unidade com seus temas expostos que em seguida se casam. Assim, a festa afro-brasileira viu seus diversos elementos reagirem um sobre os outros e de seu interior nascer uma estrutura nova.
A morte de Amadeu Amaral veio cortar esses notáveis trabalhos. Ele foi o pioneiro paulista. Mario de Andrade depois dele, levou o folclore a enorme progresso. Muito ainda há por fazer e com urgência, antes que o passado morra a sombra gigantesca das maquinas e dos arranha-céus, o livro “Tradições Populares” suscita novos buscadores, que se juntem à turma dos discípulos de Mario, a dos antigos alunos de nossa Faculdade de Filosofia e a desses pesquisadores do interior, que trabalham com muito zelo. Assim, os gestos de Paulo Duarte será mais que uma simples homenagem ao grande desaparecido e que assumirá toda a sua significação que é uma convocação ao trabalho.
4.3.1 Os contextos
152
4.3.1.1 O contexto cognitivo
O contexto cognitivo está relacionado às cognições sociais, a partir do vivido e experienciado socialmente e que compõe a memória social, ou seja, o marco das cognições sociais.
A conjuntura brasileira, no início do século XX, era de total atraso, em todas as áreas sociais; o Partido Republicano manteve, durante anos, seu domínio de forma dura e centralizadora, o que levou o país ao atraso social, político e econômico devido à corrupção eleitoral e à a má administração pública. Como consequência, o baixo nível de educação e saúde afetava a população. No intuito de combater a corrupção e ineficácia estatal, partidos políticos foram criados e os jornais posicionavam-se contra ou a favor do governo.
Amadeu Amaral foi um dos fundadores da Liga Nacionalista que defendia o voto secreto, livre e universal. Como, também, foi candidato pelo quarto distrito eleitoral de São Paulo, encampou na sua luta a não abstenção ao voto. A fim de modificar a sociedade para que ela participasse das eleições, intensificou seus estudos do folclore brasileiro. Amadeu Amaral acreditava que os estudos do folclore brasileiro poderiam ser aliados das políticas públicas de saúde e educação, na medida em que possibilitaria a melhor compreensão da sociedade e propiciaria a transformação dos costumes. Amaral (1948, p. 119) afirmou “...os costumes das populações rurais [...] são a infra-estrutura da nacionalidade”.
Dessa forma, ao desnudar a realidade para os intelectuais, médicos, políticos e educadores teriam subsídios para intervirem com o saneamento e com a educação, melhorando os costumes locais, e por conseguinte, de toda a sociedade.
153
4.3.1.2 O contexto discursivo
No início do século XX, quando foi publicado este texto, com a mudança social devido ao capitalismo os jornais, no Brasil, tornaram-se empresas que visavam a lucros. O contexto discursivo pode ser descrito por:
Poder - jornal empresa, participantes que tomam decisões;
No Controle, participantes que executam as decisões: os donos do jornal empresa (poder) editor, pauteiro, redator chefe, repórteres. O Acesso que faz circular o jornal para um auditório erudito,
também designados leitores “austeros”.
Roger Bastide constrói um texto a partir da proposição de um problema, ou seja, uma Circunstância em relação às cognições sociais. No texto analisado, o problema é proposto pela palavra “contribuição” que é retomada coesivamente pela remissão lexical “convocação ao trabalho” sobre os estudos do folclore nacional de Amadeu Amaral.
4.3.1.3 Contexto de Linguagem
O texto é escrito por Roger Bastide, sociólogo francês que integrou a missão de professores europeus, na recém criada Universidade de São Paulo, para ocupar a cátedra de Sociologia, no Brasil, dedicou-se a estudar as religiões afro-brasileiras e foi membro das sociedades de Sociologia e Psicologia de São Paulo, Antropologia, no Rio de Janeiro e de Folclore, no Rio Grande do Norte. Ele escreveu, também, diversos textos no jornal O Estado de S. Paulo fazendo análises de obras científicas, críticas e afins, com estilo requintado e formal, usando a linguagem acadêmica.
154
4.3.2 O gênero crônica do jornal e a incrustação das sequências
Os resultados obtidos da incrustação das sequências indicam que o gênero crônica do jornal participa do sistema de gêneros jornalísticos opinativos. Sendo assim, a sequência argumentativa é a mais hierárquica, na qual estão incrustadas as demais sequências.
4.3.2.1. A sequência argumentativa
O referente textual é a obra de Amadeu Amaral nos estudos do folclore paulista, orientando a metodologia de pesquisa e análise do material coletado, apresentando como resultado a origem latina do folclore paulista.
a. O tema
A obra de Amadeu Amaral como ponto de partida a ser complementado para se dar continuidade aos estudos folclóricos, interrompidos devido a sua morte, dando continuidade à sua proposta.
b. A opinião do cronista
A necessidade em dar continuidade aos estudos
Estrutura argumentativa
Premissa Justificativa Conclusão
(tese 1) (Tese 2)
A insistência do autor da necessidade de alguém escrever um pequeno tratado para uso dos amadores, preenchendo a
1. Amadeu Amaral não se contenta em traçar os quadros do folclore e indicar as regras da coleta de fatos, apresenta numerosos comentários com
Dar continuidade aos estudos de Amadeu Amaral publicados em “Tradições populares”, o guia teórico e metodológico, em certa
155 falta de conhecimentos
técnicos da pesquisa. Em razão do concurso de folclore de São Paulo, em 1948.
lúcidas reflexões a respeito da origem do folclore paulista.
2. Os estudos posteriores de Mário de Andrade e Florestan Fernandes não apresentam o tratamento dado por Amadeu Amaral.
3. A colocação de Paulo Duarte é mais que uma simples homenagem à Amadeu Amaral é uma convocação ao trabalho de pesquisa.
medida, para os iniciantes do estudo do folclore.
Marco das Cognições Circunstância Sociais
1. Cantos, advinhas, usanças, danças em festas populares;
2. A participação do português, do negro e do índio na constituição do folclore brasileiro;
3. A participação de Roger Bastide na formação da Universidade São Paulo e em sociedades científicas; 4. As questões sócio-políticas que buscavam o nacionalismo.
Pontos de Fato partida
1. O concurso de folclore de São Paulo, em 1948.
2. A notoriedade e homenagem ao pioneiro, nos estudos sobre folclore, Amadeu Amaral
3. Os estudos de Mário de Andrade e Florestan Fernandes.
As lacunas existentes nos estudos folclóricos brasileiros, devido à ausência de postulados teóricos e metodológicos
Argumento Argumento
de reforço de legitimidade 1. Comentários sobre os cantos,
156 2. A fim de mostrar a origem de uma
trova, de uma superstição ele apresenta o paralelo francês, italiano, russo etc.
3. Houve uma civilização latina relativamente homogênea que dominou na Edad Media o sul da França, assim como a Itália e a península ibérica.
revive no folclore.
2. o povo conserva mais o que não foi por ele criado.
3. o folclore brasileiro permite-me encontrar novamente a apurada civilização amorosa ou satírica das cortes de amor ou dos desafios.
4. A redução do papel do negro não decorre somente do fato de ter o autor cuidado sobretudo de S. Paulo, onde o negro assumiu papel importante tardiamente.
4.3.2.2 Sequências narrativas
Este texto é composto por várias sequências narrativas que estão incrustadas na Justificativa da opinião do cronista.
a. Sequência narrativa 1
Situação Inicial Fazer Transformador Situação Final
Ausência de pesquisadores em São Paulo Fundação da Universidade de São Paulo Amadeu Amaral e outros acadêmicos atuando no ensino e na pesquisa em São Paulo.
Esta sequência narrativa está incrustrada nos pontos de partida da justificativa, construindo argumentos de reforço
b. Sequência narrativa 2
Situação Inicial Fazer Transformador Situação Final
Amadeu Amaral desenvolve pesquisa sobre o folclore paulista. Publicações da obra “Tradições Populares” Pesquisas folclóricas com orientação teórica e metodológica, além
157 de estudos de Mário
de Andrade e
Florestan Fernandes.
Esta sequência narrativa está incrustrada nos Pontos de partida da justificativa, construindo argumentos de legitimidade.
c. Sequência narrativa 3
Situação Inicial Fazer Transformador Situação Final
Lacunas nas pesquisas folclóricas. Concurso para a publicação de um guia sobre o folclore Resgate da obra de Amadeu Amaral
Esta sequência narrativa está incrustrada nos Pontos de partida da justificativa, construindo argumentos de legitimidade.
d. Sequência narrativa 4
Situação Inicial Fazer Transformador Situação Final
Resgate a Amadeu Amaral. As homenagens prestadas. A necessidade da continuidade aos estudos de Amadeu Amaral.
Esta sequência narrativa está incrustrada no Fato(s) da circunstância que justifica a opinião do autor.
158
4.3.2.4 Sequências explicativas
O texto 03 é organizado por condensação seguida de expansões explicativas que estão incrustradas na categoria Justificativa da opinião do autor.
a. Condensação: contribuição
As explicações são relativas às discussões existentes a respeito das contribuições do estudo de Amadeu Amaral, no que concerne ao folclore e à cultura brasileira, ao longo do texto.
b. Condensação: há em seu livro inúmeros comentários
As explicações são relativas à explicitação do rigor técnico de coleta e, principalmente, dos comentários e dos resultados das análises realizadas sobre as tradições folclóricas paulistas.
O texto de Roger Bastide selecionado para exemplificar crônicas produzidas no começo do século XX as quais eram relativas a opiniões críticas de obras acadêmicas, literárias e artísticas, entre outras. Atualmente, este tipo de texto vem sendo denominado como coluna-comentário “ver próximo capítulo.”
Texto 04 “Campanha de silêncio” de Luís Martins, 08 de janeiro de 1969 – anexo 04
CAMPANHA DO SILÊNCIO
L.M.