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Quel premier bilan pour la tarification incitative ?

Dans le document RAPPORT D’INFORMATION (Page 99-183)

C. QUELLE(S) FISCALITÉ(S) POUR LA POLITIQUE DES DÉCHETS ?

2. Quel premier bilan pour la tarification incitative ?

DIFICULDADES SOFRIMENTO PRAZER

% % %

Finaceira 35 Falta de tempo 17 Amizades (colegas e professores) 47 Não/ Nenhuma 14 Excesso de trabalhos 11 Conhecimento/ Aprendizado/

Novas descobertas/ Experiências 23

Sim 14

Conciliar: vida acadêmica, social, familiar, trabalho e demais responsabilidades

11 Encontrar pessoas bem- sucedidas/ Inspirações 6 Familiar 14 Prazos e horários 9 Sentir-se capaz (ao entregar os

trabalhos) 3

Saúde 14 Cansaço 7 Atlética 3

Problemas de saúde

da mãe 3 Pressão 7 Eventos universitário/Projetos 3

Conflitos pessoais 3 Estresse 4 Estar próximo de finalizar o curso 3 Obesidade 3 Ansiedade/Nervosismo 4 Ser graduado em uma

Universidade Federal 3 Aula sábado 4 Estar numa sala de aula em

sintonia 3

Acordar cedo 4 Férias 3

Apatia 2 Nenhuma 3

Falta de foco 2

Noites mal dormidas 2 Críticas e julgamentos 2 Medo quanto ao futuro profissional e pessoal 2 Incapacidade em produzir texto

científico 2 Falta de motivação 2 Arrogância de professores 2 Professores despreparados 2 TCC 2 Falar em público 2

Fonte: Silva e Ghizoni (2019).

Desta forma, com relação a primeira pergunta analisada: “Está passando por alguma outra dificuldade específica? (financeira, familiar, conjugal, de saúde...)”, é possível observar na primeira coluna, intitulada “Dificuldades”, que são os percalços que aparecem na vida do estudante/ trabalhador e que podem a vir a levar a um sofrimento ou agravar algo que já exista, que a maioria doa alunos consideram os “problemas financeiros” em dos maiores empecilhos

durante a faculdade e gerador de sofrimento, seguidos de conflitos/ problemas familiares e das resposta “sim”, todavia sem especificar o problema e da resposta “não/nenhum” afirmando que não há alguma dificuldades específica. Infere-se haver um sofrimento ético, pois ao mesmo tempo em que são estudantes, também trabalham e mesmo assim tem problemas financeiros que geram sofrimento.

Com relação a segunda pergunta analisada: “Na UFT, enquanto estudante de Graduação, qual o seu principal sofrimento?”, na segunda coluna, destacam-se a “falta de tempo”, seguido de “conciliar: vida acadêmica, social, familiar, trabalho e demais responsabilidades”, “excesso de trabalhos” e “prazos e horários”. Dialogando com a Psicodinâmica do Trabalho observa-se que a fonte de sofrimento dos estudantes está ligada com o adoecimento do trabalhador contemporâneo, que não tem tempo para viver, somente sobrevive trabalhando, sem tempo para o lazer ou o ócio. É como se o mundo do consumo os fizessem entrar na roda vida de estudar, trabalhar, gastar, mas com isso se sobrecarregam e não tem tempo suficiente para fazerem os afazeres que a universidade demanda. Deste modo o fato de 3 pessoas terem colocado a obesidade como uma dificuldade, pode-se inferir que é reflexo deste excesso de estudo+trabalho, sem o devido cuidado com a saúde como um todo.

Com relação a terceira pergunta: “Na UFT, enquanto estudante de Graduação, qual a sua principal fonte de prazer?”, na terceira coluna, a resposta “amizades”, tanto de colegas, quanto de professores, destaca-se em disparada, seguido por “conhecimento/aprendizado/novas descobertas/experiências” e “encontrar pessoas bem-sucedidas/inspirações”, como forças mobilizadoras à saúde mental do estudante/ trabalhador. Observa-se que o prazer está no afeto, nas relações, nas trocas. Algo que valorizam e reconhecem, mas que pouco vivenciam, devido a sobrecarga já pontuada.

5. Considerações finais

Conclui-se que apesar das dificuldades e sofrimentos vivenciados pelos estudantes de graduação ainda há fontes de prazer que os impulsionam a continuar na universidade, persistindo na realização de sonhos e em busca de uma vida melhor.

A descoberta de novas amizades, aprendizados, experiências, bem como o contato social bem sucedidos e inspirações demonstraram ser a fonte de prazer mais importantes no período da graduação, embora alguns alunos ainda afirmam não haver prazer na universidade.

Com relação ao sofrimento, a falta de tempo, excesso de trabalhos acadêmicos e a conciliação entre responsabilidades, apareceu com grande destaque, levando-se a refletir sobre as exigências e cobranças a este sujeito que não apenas necessita dispor de tempo para assistir a aulas, fazer trabalhos, estudar para provas e seminários, mas também precisa dispor de tempo para o seu próprio sustendo e de seus familiares através de um trabalho remunerado, bem como de tempo para estar com a família e amigos.

Além dos sofrimentos, a maior dificuldade neste trajeto é o impasse financeiro, que parece corroborar com a falta de tempo, pois a maioria dos estudantes pesquisados trabalham concomitantemente a faculdade.

Pretende-se, em outros trabalhos, realizar a análise das demais questões do questionário aplicado a esta turma, de modo a ampliar a perspectiva com relação ao prazer-sofrimento nas universidades.

Devido a importância da temática deste estudo e pelo aumento da verbalização sobre o sofrimento e suicídio no ambiente universitário, sugere-se outros estudos com essa temática, seja replicando as mesmas perguntas em outros curso e universidades ou ampliando o foco para outros contextos e análises.

Referências

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EMPREENDEDORISMO: ESTUDOS ACERCA DOS DESAFIOS AO SEU

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