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L’extraction de la fraction fermentescible : l’absence de solution optimale

Dans le document RAPPORT D’INFORMATION (Page 39-48)

A. LE TRAITEMENT BIOLOGIQUE DES DÉCHETS, UN ENGOUEMENT JUSTIFIÉ ?

2. L’extraction de la fraction fermentescible : l’absence de solution optimale

34Bacharel em Zootecnia, licenciada em Ciências Biológicas, especialista em Ensino de Ciências e Biologia e bolsista CAPES no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional em nível mestrado (UFT). E- mail:[email protected].

Fundação Universidade Federal do Tocantins

Nilton Marques de Oliveira35

Fundação Universidade Federal do Tocantins

Rodolfo Alves da Luz36

Fundação Universidade Federal do Tocantins

Manoel Xavier Pedroza Filho37

Embrapa Pesca e Aquicultura/Fundação Universidade Federal do Tocantins

Eixo Temático de submissão: Cultura, Economia e Desenvolvimento Regional Resumo

A pesquisa teve a finalidade de analisar a pecuária leiteira no estado do Tocantins. O recorte temporal adotado foi 1997, 2007 e 2017 e utilizou dados da pecuária leiteiro no estado do Tocantins a partir do banco de dados SIDRA/IBGE. Observou-se um crescimento da produção e do valor da produção leiteira no estado. Também houve redução no número de vacas ordenhadas indicando uma melhora na produtividade do rebanho leiteiro. A atividade acontece tanto em pequenas quanto em médias e grandes propriedades do estado. O nível tecnológico da pecuária é baixo, o uso de tecnologias como Inseminação Artificial e ordenha mecanizada são baixos e a maior parte dos produtores não recebem assistência técnica. É possível melhorar a cadeia produtiva do leite e torna-la mais eficiente, mas para isso é fundamental dar especial atenção à educação básica, formação profissional e fornecer assistência técnica aos produtores do leite do Tocantins.

Palavras-chave: Leite. Produção. Tecnologias. Tocantins.

1. Introdução

O agronegócio tem sido considerado o “braço forte” da economia brasileira. Diante da grave crise político-econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos e que tem freado de maneira expressiva a economia nacional, o gerou milhões de empregos diretos e indiretos (SIDRA, 2019).

No caso da pecuária leiteira, esta é praticada em todas as regiões do Brasil (SILVA et al., 2017). A relevância da atividade vai além do leite enquanto fonte de alimento e rendimentos financeiros regulares. Também é importante pela redução da pobreza no mundo, geração de

35Bacharel em Economia, Mestre Economia Aplicada, Doutor em Desenvolvimento Regional e Agronegócio e professor da Universidade Federal do Tocantins. E-mail: [email protected].

36Licenciatura em Geografia, Mestre e Doutor em Geografia Física pela USP, professor da Universidade Federal do Tocantins. E-mail:[email protected].

37Bacharel em Engenharia Agronômica, Mestre em Administração e Desenvolvimento Rural, Doutor em Economia pelo SupAgro/ França (2010), pesquisador em economia e gestão da inovação da Embrapa Pesca e Aquicultura e professor associado da Universidade Federal do Tocantins. E-mail:[email protected].

emprego e renda, redução do êxodo rural, arrecadação de tributos, proporcionando melhor qualidade de vida aos produtores (ACETO et al., 2017; JUNG; MATTE JÚNIOR, 2017).

Passando a ocupar a terceira posição no ranking mundial de produção de leite, o Brasil produziu em 2017 aproximadamente 33,5 bilhões, atrás apenas dos EUA (97,7 bilhões) e da Índia (83,6 bilhões) (FAOSTAT, 2019). O Brasil apresentou um crescimento de quase 400% na produção de leite da década de 1970 até 2017, o que evidencia a expressividade que a cadeia leiteira tem apresentado no país (FAOSTAT, 2019).

O estado do Tocantins possui um efetivo bovino de 8,6 milhões cabeças (SIDRA, 2019) e produção leiteira de 385,5 milhões de litros (SIDRA, 2019). São mais de 528 mil vacas ordenhadas com produtividade de 730 litros/vaca/ano. No município de Palmas, a produção de leite gira em torno de 2,7 milhões de litros (SIDRA, 2019).

Este artigo teve a finalidade de analisar a pecuária leiteira no estado do Tocantins. Assim sendo, alguns questionamentos podem ser levantados. Como anda a pecuária leiteira no Tocantins? Esta evoluiu nos últimos anos ou permanece estagnada? A produção está concentrada em grandes, médias ou pequenas propriedades? Qual o nível tecnológico da atividade no Tocantins?

3. Metodologia do estudo

O recorte territorial adotado no estudo foi o estado do Tocantins. A escolha dessa região para o estudo se justifica pelo fato do agronegócio ser destaque, sendo uma das unidades da federação com maior tradição pecuária desde o início de sua história. O estudo foi desenvolvido de novembro de 2018 a maio de 2019. O corte temporal aplicado na presente pesquisa foi o de 1997 a 2017. A pesquisa se caracteriza por ter abordagem quantitativa, sendo de natureza pura. Com vistas a análise regional adotou-se o Quociente Locacional (QL), relacionado a área da propriedade (pequenas, médias e grandes) na produção de leite. Este indicador foi usado decorrente de sua simplicidade e robustez. A notação do QL pode ser exposto da seguinte forma, de acordo com (ALVES, 2012).

A formula é QL = (Tij ÷ Tit) / (Ttj ÷ Ttt), em que Tij é a área usada no município i na atividade j; Tit é a área usada no município i em todas as atividades; Ttj é a área usada no estado do Tocantins na atividade j; Ttt é a área usada no estado do Tocantins em todas as atividades.O QL pode ser analisado a partir de modalidades específicas ou no seu conjunto. Quando QL ≥ 1 a proporção de áreas empregadas na bovinocultura de leite em uma unidade geográfica específica é maior que a proporção de terras empregadas na unidade geográfica de referência. A base de dados utilizada foi o Sistema IBGE de Recuperação Automática – SIDRA. Os dados foram analisados, tabelados e transferidos para o Microsoft Office Excel®.

4. Resultados e discussões

Os dados disponíveis evidenciaram uma evolução significativa da produção leiteira no estado do Tocantins. A produção de leite no estado aumentou em mais de três vezes em trinta anos, saltando de 138 milhões de litros em 1997 para 432 milhões de litros em 2017 (SIDRA, 2019). A figura 1 apresenta essa evolução da produção leiteira no estado entre 1997 e 2017.

Figura 2: Evolução da produção de leite no Tocantins de 1997 a 2017.

Fonte: Autores através de dados do SIDRA (2019).

O município de Araguaína se destacou com relação a produção de leite em 1997 e 2007. Porém, se verifica que na última década o município apresentou recuo na produção de leite e foi observado uma ascensão de outros municípios como Araguaçu, Araguatins, Arapoema, Bandeirantes do Tocantins, Colmeia e Pequizeiro. Essa elevação da produção leiteira se refletiu em elevação também em valores monetários SIDRA (2019).

O QL referente ao número de estabelecimentos que produzem leite em função do tamanho da área (hectares) apontou que existe uma concentração importante da produção de leite em propriedades maiores de quatro módulos fiscais. Foi constatada a especialização de pequenas propriedades no extremo norte e na região central do estado, incluindo a capital Palmas. Na região sudoeste houve maior especialização na produção de leite em propriedades maiores. Mas de acordo com dados do Censo Agropecuário de 2006, a maior parte do leite produzido no Tocantins, ou seja 60% (109 milhões de litros), é oriundo da agricultura familiar. Para essa variável (produção de leite da agricultura familiar) os dados do último Censo Agropecuário/2017 (SIDRA, 2019) não estão disponíveis, o que pode justificar em parte a contradição encontrada. A figura 2 apresenta resultados do QL.

Figura 3: Especialização produtiva das propriedades produtoras de leite no Tocantins em

função do tamanho do estabelecimento.

Fonte: Autores através de dados do SIDRA (2019).

No que se refere a caracterização regional da atividade, outros pontos importantes foram diagnosticados neste estudo. Conforme resultados encontrados, atualmente quase 18% (11284) dos produtores não sabem ler e escrever, habilidade básica para realizar essa atividade (SIDRA, 2019). Além disso, mesmo o percentual que sabe ler e escrever, geralmente apresenta baixo grau de escolaridade. Esses são fatos que impactam negativamente a bovinocultura leiteira no estado (SIDRA, 2019).

Dados de 2006 do SIDRA (2019) mostraram que 76% (43194) dos produtores não recebem assistência técnica. Apenas 7,9% (4439) recebem assistência técnica regular e 15,8% (8934) recebem assistência técnica ocasionalmente. Em 2017 os resultados encontrados foram ainda piores, quando atingiram a marca dos 86% (43323) dos produtores não receberam assistência. Esses resultados explicam o baixo desempenho em muitos estabelecimentos produtivos. Ao associar esse déficit de assistência técnica à baixa escolarização dos produtores se tem um cenário que dificulta o desenvolvimento efetivo da cadeia do leite.

Quando se avalia o uso de tecnologias, verifica-se um baixo nível tecnológico. Em 2006 pouco mais de 1% dos estabelecimentos tinham adotado a ordenha mecanizada (SIDRA, 2019).

Apenas 0,2% (22) dos estabelecimentos realizavam a Transferência de Embriões (TE) e apenas 1% (150) Inseminação Artificial (IA) (SIDRA, 2019). Os dados de 2017 não estão disponíveis mas provavelmente houve uma melhora no nível tecnológico das propriedades leiteiras, acompanhando o aumento da produção, valor da produção (possivelmente pagamento por qualidade) e produtividade leiteira. Porém, como os dados de 2006 foram extremamente baixos, acredita-se que por mais que tenha havia uma melhoria expressiva provavelmente ainda precisam ser haver uma evolução mais acentuada. A TE e a IA são grandes ferramentas para o melhoramento genético dos rebanhos e, consequentemente, a produção e produtividades além da qualidade, uma vez que algumas raças e/ou linhagens produzem leite com características superiores e que agregam maior valor

5. Considerações finais

A cadeia apresentou crescimento da produção de leite de 1997 a 2017. Também houve melhora nana produtividade, representada pelo número de vacas ordenhadas. Também houve uma melhora significativa na infraestrutura de transporte e logística do estado, o que favoreceu a pecuária de leite e balizou seu desenvolvimento no estado.

A cadeia na região sudoeste do estado apresenta maior especialização das grandes propriedades na produção de leite e na região central e extremo norte maior concentração de pequenas propriedades na atividade leiteira.

Ainda persistem o analfabetismo, o baixo nível de escolaridade e a deficiente assistência técnica. Em um mundo globalizado é de suma importância para a pecuária leiteira que seus atores estejam preparados para uma nova forma de produção. Mais pesquisas são necessárias para se conhecer melhor a pecuário a nível regional e municipal.

Referências

ACETO, M. et al. Role of lanthanides in the traceability of the milk production chain. Journal

of Agricultural and Food Chemistry, 65, p. 4200-4208, 2017.

ALVES, L. R. Indicadores de localização, especialização e estruturação regional. In: PIACENTI, C. A.; FERRERA DE LIMA, J. (orgs.). Análise regional: metodologias e indicadores. Curitiba: Camões, 2012.

FAOSTAT. Livestock primary. Disponível em: <http://www.fao.org/faostat/en/?#data/QL>. Acesso em: 23 mar. 2019.

JUNG, C.F.; MATTE JÚNIOR, A.A. Produção leiteira no Brasil e características da bovinocultura leiteira no Rio Grande do Sul. Ágora. Santa Cruz do Sul, v.19, n.01, p. 34-47, 2017. Disponível em: <https://online.unisc.br/seer/index.php/agora/article/view/8446>. Acesso em: 23 jan. 2019.

SILVA, A.M. et al. Bovinocultura leiteira, cadeia produtiva, agronegócio. Nutritime Revista

Eletrônica, on-line, Viçosa, v. 14, n.1, p. 4954-4958, 2017.

SISTEMA IBGE DE RECUPERAÇÃO AUTOMÁTICA – SIDRA. 2018. SIDRA 2019. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/territorio>. Acesso em: 9 jan. 2019.

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