2 Phonologie et morphophonologie
2.1 UNITÉS DISTINCTIVES
2.1.2 PHONÈMES VOCALIQUES
2.1.2.3 Quantité vocalique
P2: na mesma turma… isto é muito giro a gente misturá-los, mas a verdade é que é impraticável.
20. Como fases marcantes, P2 identifica apenas a escola referindo que anteriormente residiam em Sintra e que foi lá que o M frequentou o pré-escolar. Durante essa fase, P2 afirma que o M se adaptou muito bem e que não houve problema. P2 refere que os problemas começaram a surgir quando a família se mudou para Lisboa e o M entrou para o 1º ciclo. Segundo P2 o problema surge com o facto da nova lei afirmar que as crianças com necessidades educativas especiais devem ser integradas em turmas regulares. Segundo P2, essa é uma situação impraticável.
21. Eu estou a falar do meu filho…é ter uma professora com mais 20 miúdos e estar 2 ou 3…epa, eu estou a falar do meu…ela estar a falar ou não estar é praticamente igual…ele não olha para ela… está na cadeira… manda cadeiras para o chão… ela diz, agora vão fazer não sei o quê…e ele não faz nada…houve uma…não foi uma queixa, foi um lamento…lamento que depois, pronto, ela lá…a professora dele lá transmitiu à escola que não podia ser, que ela não conseguia estar…e então…mas, é isso que se passa, o que está em vigor é que não há aulas separadas…
21. P2 relata o comportamento e o descontrolo em sala de aula regular. Passado algum tempo a professora do M relatou à escola que aquela situação era realmente impraticável.
22. I: sim, eles devem ser integrados em turmas regulares
P2: exatamente…mas a integração não existe. Como é que se integra alguém que não tem nada a ver com aquilo… ele, para ele, aquilo não tem interesse nenhum, ela estar a agarrar numa caneta, ou fazer desenhos. Para
22. P2 relata a sua frustração relativamente ao percurso escolar do M. P2 afirma que o M não tem o mínimo interesse na escola e que a situação era de tal maneira incomportável que a escola viu-se obrigada a encontrar outra solução. Desde essa altura o M frequenta, na mesma escola, uma turma de Educação
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ele, ele acha giro é ter bonecos na boca, bolinhas, mandar para o chão, brincar com água, isso é que ele acha interessante, o resto para ele é igual…e então, ela depois disse que não sei quê…e que aquilo fazia isto e depois meteu baixa…aquilo foi ali um drama…até que depois conseguimos na mesma escola metê-lo numa aula de educação especial, que são 4 ou 5 miúdos autistas e onde passam uma hora na turma correspondente regular, mas no fundo…epa, ele é meu filho… mas é impossível, ele entra na aula deve lá estar meia hora e vêm-se embora e é se o aguentarem lá meia hora, a ele e aos outros…porque ele…não pára…não…aquilo para ele não tem interesse nenhum…e pronto…e agora já tem idade, já devia ter saído de lá…a escola onde ele devia ir agora era para a escola Francisco de Arruda, mas que já tem do 9º…do 5º ano até ao 9º…epá, é impossível…não tem… onde é que ele vai…não pode…agora estamos a ver se conseguimos arranjar um sítio aqui ao pé, lá ao pé do Restelo onde ele consiga estar durante o dia enquanto as pessoas estão a trabalhar.
Especial, constituída por 4/5 elementos, também autistas, em que apenas uma hora por dia é passada na turma regular correspondente. P2 relata ainda que, de acordo com a idade do M ele já deveria estar noutra escola com mais anos de escolaridade, no entanto o pai não reconhece a necessidade do M ingressar numa escola do género, visto que ele não presta atenção a nada e não demonstra qualquer interesse. P2 está atualmente a procurar um outro local onde o deixar durante o dia, enquanto os pais trabalham.
23. I: Relativamente a impactos que a doença do M possa ter causado nas vossas famílias, tanto a nível profissional, não sei se a rutura do casamento tem alguma coisa a ver…
Pai: não, não
Investigador: considera que não…
Pai: não……a nível profissional nada mudou porque não podia mudar. Houve uma altura, logo após a descoberta do diagnóstico que colocámos a hipótese da mãe do M deixar de trabalhar para poder estar mais tempo com ele e levá-lo às terapias, mas…fizemos as contas e percebemos que não era possível…
Investigador: portanto, essa fase não foi em nada determinante para…
Pai: é assim, é muito trabalhoso sempre, é muito complicado sempre…não há tempo livre quando a gente está com ele…efetivamente deixou-se de ir a um, aliás, deixou-se e ainda agora não se pode ir. Ou se tem alguém para ficar com ele, ou então… Passear de carro ele gosta muito, ele anda a passear de carro e não sei quantos, mas depois se é para estar um bocadinho no café, ou se é para estar no cinema, pronto, ele já não quer, não quer nada daquilo, vêm-se embora…ele quer é andar a correr de um lado para outro sempre, ou de carro ou ir à praia, ou à piscina…é sempre a andar, sempre a
23. P2 começa por referir que a situação do M não causou impactos, tanto a nível profissional, como na rutura do seu casamento. Reconhece, no entanto, que sentiram algum constrangimento financeiro porque a mãe queria abdicar da sua carreira para ficar mais tempo com o M, mas não houve possibilidade. Reconhece também que a situação é muito trabalhosa, que não tem tempo livre e que efetivamente deixaram de frequentar alguns locais em prol do M. P2 relata as situações em que quando não tem ninguém que fique com ele, o levam a sair. P2 afirma que o M gosta bastante de andar de carro, mas apenas andar de carro, tudo o que for feito entretanto, ir a um café, estar em algum local, é difícil, porque o M não aceita estar.
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andar…de maneira que, pronto…
24. I: portanto, não houve alteração na vossa carreira.
P2: não, não
24. P2 afirma que não houve qualquer alteração na sua carreira profissional, em consequência da perturbação do M.
25. I: a alteração de residência foi feita por causa do M ou não?
P2: isso acabou por ser, em parte. Acabou por ser porque ele saía da escola em São Pedro de Sintra às cinco horas e a gente não conseguia estar lá… sempre, sempre, trabalhamos em Lisboa. E como não conseguíamos ir, sair todos os das às 4 para lá estar os meus pais é que iam daqui de Lisboa, iam buscá-lo à escola, passear com ele, davam-lhe banho, arranjavam o comer logo e quando chegássemos a casa às 7, pronto, eles vinham-se embora, eles vinham-se embora para Lisboa. Isto foi anos, pronto, ainda foi alguns 4 anos nisto…
25. P2 assume que a alteração de residência tem a ver com a situação do M. Isto porque P2 e a esposa trabalhavam ambos em Lisboa e o M saia da escola as 16 horas. Como os pais não conseguiam estar em Sintra a essa hora era os avós paternos que estavam encarregues de o ir buscar, dar-lhe banho, o jantar e às 19 horas, quando P2 regressava a casa, os seus pais regressavam também a Lisboa.
26. I: o pai sente que, de alguma forma, ou em algum momento, o irmão mais novo, que é saudável, que possa ter sido prejudicado, esquecido….
P2: é, é. Acaba por…Eu não digo esquecido, prejudicado é sempre, acaba por ser sempre. Ainda agora eles passam comigo fins-de-semana e às quartas- feiras e não sei quê, mas é assim, os meus pais já têm 70 e tal anos, eu já não tenho irmãos, e já não conseguem agarrar o M, que tem 11 anos mas está grande, e está forte e eles não…portanto, e ele não fica em casa.
26. P2 reconhece que o filho mais novo (saudável) de certa forma, acaba por ser prejudicado e por não participar muito na vida do pai.
27. O M não consegue estar muito tempo em casa começa-se a desorientar e a partir coisas e não sei quantos…de maneira que a única forma é eu ir para a rua. Vou para a rua, ponho-o no carro, vai para os centros comerciais, vai para a natação, vai para a praia, quando pode, vai para os jardins…e o outro, como os meus pais conseguem, porque tem um comportamento normal, fica na playstation, sai da playstation vai a qualquer lado…acaba por não…
I: pois, acaba por não participar muito nas