PROTECTION DE LA PROPRIÉTÉ
1. PROTECTION DE LA PROPRIÉTÉ INTELLECTUELLE
Dentro do contexto de AEE o professor analisa a necessidade de cada aluno de forma individual, produzindo recursos focados, relacionados às barreiras enfrentadas pelo aluno no ambiente escolar. Neste cenário, surgiu o problema da ocina: como construir uma tecnologia que se adapte às necessidades do aluno e ao contexto escolar?.
A ocina planejada teve como objetivo identicar características necessárias para que a tecnologia fosse inclusiva. Adicionalmente buscamos, através das dinâmicas planejadas, proporcionar mecanismos para o desenvolvimento da criatividade discutindo e suge- rindo novas ideias e iniciar o processo de análise crítica das participantes, por exemplo identicar benefícios na utilização de uma nova tecnologia.
Ao construir o protótipo para a realização da atividade, optamos por não criar um mo- delo totalmente diferente de interface tangível, mas aproximar essa interface à realidade dos recursos utilizados nas Salas de Recursos Multifuncionais. Por isso, decidimos conti- nuar utilizando o modelo de prancha de comunicação para a realização da atividade. Com isso, queríamos que elas primeiro identicassem como a Interface Tangível poderia ser in- serida de forma positiva nas suas atividades e só então, iniciar o processo colaborativo de criação de interface tangível.
O segundo protótipo desenvolvido teve como inspiração o jogo de quebra cabeça, cri- ando uma nova alternativa para a interação do aluno com a atividade, além do tradicional apertar e soltar. Considerando a avaliação do primeiro protótipo, corrigimos os proble- mas destacados pelas participantes. Assim, para possibilitar uma melhor interação, este modelo foi confeccionado em maior escala. Para solucionar a necessidade de acoplar o o terra no usuário durante a interação com o protótipo, construímos um circuito interno na prancha, eliminando a necessidade de incluir o usuário como parte da interface. A Fi- gura 5.4 apresenta o protótipo criado, juntamente com seus cartões. As partes em papel alumínio são responsáveis por fechar o circuito e produzir a interação.
(a) Novo modelo da prancha de comunicação
(b) Modelo das chas
Figura 5.4: Protótipo do novo modelo. confeccionados possuíam uma área para customização do conteúdo.
A dinâmica planejada foi baseada na atividade de contação de história, na qual o professor utiliza diferentes chas contento imagens de uma história e pede ao aluno para organizar, de acordo com a sequência lógica. As chas do nosso protótipo se assemelham às chas utilizadas pelo professor, a diferença era a possibilidade de adaptar o conteúdo da cha a outras atividades.
Na aplicação desenvolvida no Scratch, ao encaixar a cha em seu devido lugar, a imagem referente surgia na tela, compondo a história que estava sendo contada (g. 5.5). Essa modicação buscava atender um dos pedidos da participante, na qual possibilitava ao aluno ter controle sobre as informações da atividade.
(a) (b) (c)
(d) (e) (f)
A dinâmica consistiu em pedir que as participantes interagissem com o protótipo apresentado, considerando os alunos por elas atendidos. Durante a interação zemos uma chuva de ideias de possíveis adaptações para que atendesse ao público do AEE. Foi utilizado uma cartolina para a escrita das ideias sugeridas. A Figura 5.6 mostra a interação das participantes durante a realização da atividade.
Figura 5.6: Participantes realizando dinâmica utilizando o protótipo durante segunda ocina.
5.2.1 Resultado
Durante a realização da atividade, as participantes buscavam analisar o comportamento do protótipo considerando os alunos por elas atendidos. Uma das participantes elaborou um cenário de aplicação por um aluno com deciência visual; para ela, utilizando objetos táteis e retornos sonoros o aluno conseguiria se adaptar àquele modelo de prancha.
Comentários como o recurso em si é a pranchinha de isipô, que está ali. O que a gente vai colocar aqui dentro, é dependendo do que você quer. ou aqui é que ta a novidade, pois vai ter criança que vai querer encaixar [peças que não se encaixam]. É bem interessante, isso. Trabalha a percepção do aluno. mostram que as professoras já conseguiam imaginar a adaptação do recurso a diferentes conteúdos de ensino e exploravam os potenciais oferecidos pela tecnologia, para testar as habilidades dos alunos.
A principal característica , mencionada por uma das participantes é que a tecnologia deve sempre buscar promover o enriquecimento eu acho que na aplicação do computador vai ter que está sempre coisas que não são contempladas aqui na prancha ou coisas que quem mais dinâmicas, mais interessantes.
Outra característica informada foi a possibilidade de escolha do professor, permitindo trabalhar diferentes aspectos de um conteúdo, como a leitura de texto escrito, a utilização de sons, o trabalho com vídeos e animações, explorando o desenvolvimento de diferentes habilidades do aluno.
5.2.2 Discussão
Observamos durante a realização desta ocina que as participantes participaram mais ativamente da atividade, sentindo-se mais seguras para propor novas ideias. Consideramos
como ponto positivo a forma como elas questionam as ideias propostas buscando identicar os benefícios da utilização de tal tecnologia e criando cenários de aplicação, considerando o contexto real existente.
Através das discussões após a realização da dinâmica, consideramos que as participan- tes começaram a se questionar como superar as tradicionais formas por elas utilizadas, não considerando a deciência do aluno.
O que a gente deve ter como plano de fundo como todas as tomadas de decisão que é, não é porque a pessoa não escuta que não deve ter o som no recurso; não é porque a pessoa não enxerga que não tem que ter a imagem. A lógica deve ser sempre o enriquecimento. Que a gente nunca caminhe pela linha do `se ele não enxerga, nem dou', `se ele não escuta, nem dou', `se ele não mexe eu nem ponho'. Se ele quiser usar, ele usa.
O uso do Makey Makey como tecnologia para a criação do recurso se mostrou eci- ente, possibilitando a criação de um recurso funcional de forma rápida. A utilização da abordagem de encaixe de objetos dispensou a necessidade do Grounding acoplado ao corpo do usuário.
Consideramos a utilização de protótipos de baixa tecnologia como fator positivo para proporcionar uma participação mais ativa. Imaginamos que, se tivéssemos apresentado uma solução perfeita passaríamos a mensagem de que aquela ideia é boa e não poderia ser modicada.
Sobre a utilização de uma cartolina para anotações das ideias levantadas, observamos que as participantes transmitiram possuir receio ao realizar tal ação, talvez por terem suas ideias expostas ou por pensarem estar propondo uma ideia que não faça sentido.
Consideramos ter alcançado o objetivo dessa ocina, identicando aspectos impor- tantes que possibilitam a criação de tecnologias que proporcionam maior inclusão. As propostas que surgiram ao longo da dinâmica contribuíram para o nosso processo de troca de conhecimento entre os participantes, fortalecendo os laços desse relacionamento. Essa atividade também nos auxiliou a entender como as participantes pensam e como tra- balham com seus alunos, além de fornecer, de um modo informal, os primeiros requisitos para a criação do recurso.