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Procédure de demande d’EA

IV. Les dispositifs d’accès précoce à l’étranger : Europe et Etats-Unis

2.1 L’« expanded access », accès élargi ou usage compassionnel

2.1.3 Procédure de demande d’EA

De fato, o lobby é o espaço onde o afinamento de cordas do acorde do hotel chega a seu clímax. Não obstante a análise de Adams, Penner, e Robson (2013) é mais completa do que a dos autores brasileiros, pois afirma que o espaço que compreende o acesso do hotel também opera neste sentido. Um exemplo emblemático do impacto deste espaço anterior ao lobby na ambiência pretendida do hotel ocorre no caso da área de embarque e desembarque (mundialmente conhecida pelo termo inglês “drop-off”) dos Hotéis Ceasar Park e Ceasar Business em São Paulo, de autoria de Aflalo e Gasperini em 1998, ilustrado abaixo nas Figuras 2.33 e 2.34.

Figura 2.33. Drop-off do Hotel Ceasar Park, no Continental Square em São Paulo, SP. Fonte: DRAGONETTI, Victor. 2012. 1 fotografia.

Figura 2.34. Detalhe do drop-off do Hotel Ceasar Park sob abrigo de sua marquise, no Continental Square em São Paulo, SP. Fonte: MELACHOS, Felipe. 2013. 1 fotografia.

Alusões à globalização, como o mapa mundi no frontão do empreendimento, assim como o próprio nome do conjunto, Continental Square, a sofisticação almejada pelo emprego do vidro e o metal (SERAPIÃO, 2011) em estruturas marcantes como a da marquise, um emprego de detalhes em profusão superior ao

carácterístico da obra de Aflalo e Gasperini38, e a extensão da própria via interna do

drop-off, contribuem para estabelecer a ambiência cosmoplita e requintada dos hotéis do conjunto. A marquise, o destaque em ambas as figuras acima, é um elemento importante na arquitetura de hotéis centrais acima de três estrelas em qualquer parte do globo.

Vivência tanto profissional quanto enquanto hóspede revela que, em hotéis centrais upscale de São Paulo, este acesso se dá primariamente por um drop-off, unanimemente provido de cobertura, como pode ser vislumbrado no caso do Continental Square (Figuras 2.33 e 2.34). Esta cobertura, por sua vez assume uma miríade de possibilidades, condizente com as aspirações projetuais e comerciais da rede regendo o hotel. A marquise deste acesso, é um dos elementos preponderantes de seu programa de necessidades.

Tanto para Adams, Penner, e Robson (2013) quanto Andrade, Brito, e Jorge (1999), os elementos do programa de um acesso de hotel, seja ele central, resort, ou de qualquer categoria, são a marquise, a via de acesso, o estacionamento e as calçadas. A marquise é o elemento de maior importância por prover cobertura a todos os itens programáticos desta área com exceção das áreas de estacionamento, além de ter função estética através de apetrechos de sinalização e luminotécnica. Com relação as vias de acesso e calçadas, a questão mais importante é ter uma área de embarque e desembarque bem dimensionada para as necessidades do hotel, conseguindo o equilíbrio entre a administração do trânsito excessivo do espaço, mas sem dar a impressão de o empreendimento estar vazio. De acordo com esses autores, é importante de que cada acesso esteja claro, desimpedido, e devidamente sinalizado.

Uma breve análise do programa acima revela algumas dissonâncias e semelhanças entre o acesso de hotel almejado por estes autores e um hotel central upscale funcional em São Paulo. A presença da marquise é unânime em vivência profissional, como já foi explicitado pelas Figuras 2.33 e 3.34 acima. Andrade, Brito, e Jorge (1999) também são taxativos quanto ao assunto.

Entretanto, existe uma certa discordância, revelada ao longo de seu texto em afirmações de que “(...) alguns hotéis centrais logram operar tranquilamente com um

38 Esta conclusão é oriunda de conversas com colaboradores proeminentes do escritório Aflalo e Gasperini Arquitetos durante colaboração profissional do autor desta dissertação no escritório.

drop-off constituido apenas de um rebaixamento na própria calçada defronte ao empreendimento.” (ADAMS; PENNER; ROBSON; 2013, p. 344, tradução nossa). As leis do município de São Paulo (SÃO PAULO, 1992) não permitem que o drop-off de hotéis seja feito em passeio público. O alerta dos pesquisadores brasileiro com relação à via de acesso é também uma conseqüência do transito caótico na capital paulistana, e assim privar os seus requintados hóspedes deste incômodo se torna um importante diferencial para os hotéis centrais upscales paulistanos.

A afirmação de Juliano (2006), de que os terrenos em áreas centrais de São Paulo são caros, faz com que estes empreendimentos hoteleiros muitas vezes sejam implantados em lotes menores, elevando ainda mais a importância de tal planejamento de tráfego. O arquiteto Miguel Juliano, aliás, através da rua interna de seu projeto de renovação do Hotel Jaraguá em 2004 (Figura 2.35), ilustra um dividendo positivo destas dificuldades, a qualidade de acesso de alguns hotéis em São Paulo. Dentre estes exemplos de drop-off excepcionalmente funcionais, é importante ressaltar além do próprio Jaraguá, o caso do Hyatt de São Paulo (Figura 2.36), assim como o do Hotel Unique.

Figura 2.35. Implantação do projeto de retrofit do Hotel Jaraguá, com a rua interna proposta por Miguel Juliano destacada em vermelho.

Figura 2.36. Implantação do Grand Hyatt de São Paulo, onde a via destacada em vermelho foi uma doação a prefeitura em troca de potencial construtivo. Esta via possibilita ao motorista um acesso desempedido ao drop-off do hotel, com múltiplas possibilidades de retorono e acumulação.

Fonte: GOOGLE, 2013. Adaptado por Felipe Corres Melachos, 2013.

A maneira como Adams, Penner, e Robson (2013) potencializam a necessidade de amplitude na largura da calçada desta via de acesso é inédita no referencial bibliográfico consultado. Porém, é possível inferir que esta negligência seja uma questão de bom senso, e que seu correto dimensionamento esteja implícito nas preocupações de dimensionamento de áreas de acesso como um todo.

Entretanto é interessante ressaltar a maneira como o material deste calçamento muitas vezes é dotado de um tratamento diferenciado, o mesmo ocorrendo com a via propriamente dita. Esta observação é fundamentada em casos como os dos hotéis Unique e Jaraguá (Figuras 2.37 e 2.38, respectivamente).

O paisagismo desta área de acesso curiosamente foi negligenciado pelos autores consultados no referencial bibliográfico desta pesquisa. A área de acesso do Hotel Unique (Figura 2.38) é um exemplo importante da maneira em que o paisagismo opera a favor do empreendimento, camuflando a retaguarda e auxiliando na integração de áreas internas com as externas. O calçamento é parte integrante deste paisagismo. Um exemplo de sua contribuição na harmonização desta área de acesso se dá na Figura 2.37, na qual Miguel Juliano especificou placas cimentícias análogas, tanto no calçamento quanto no leito da via na rua interna do Hotel Jaraguá.

Figura 2.37. Detalhe da tectônica da calçada e da via na rua interna do Hotel Jaraguá mostra uma verdadeira integração entre a área de veículos e a área de pedestres.

Fonte: MELACHOS, Felipe Corres. 2013. 1 fotografia.

Nas figuras 2.38 e 2.39, pode-se notar essa integração no Hotel Unique. A sinuosidade do paisagismo do Unique (Figura 2.38) é complementar ao partido arquitetônico do edifício. Já na Figura 2.40 é possível avistar também a utilização de material análogo tanto no calçamento quanto na via do drop-off. É também possível notar a aproximação de níveis entre as áreas destinadas a automóveis e a de pedestres com o intuito de vencer desníveis e de tornar mais segura a travessia de pedestres.

Figura 2.38: O paisagismo sinuoso do Hotel Unique em São Paulo é complementar a seu partido arquitetônico. Fonte: MELACHOS, Felipe Corres. 2013. 1 fotografia.

Figura 2.39: Tomada geral do porte cochère do Hotel Unique, em São Paulo, e seu pasagismo. Fonte: MELACHOS, Felipe Corres. 2013. 1 fotografia.

LOBBY

A definição do lobby aparece como universal para hotéis de todas as categorias e segmentos do mercado, não exisitindo muita heterogeinedade acerca do assunto no referencial bibliográfico consultado. Adams, Penner, e Robson (2013) atestam para sua importância ao afirmar que:

Dentre as muitas áreas públicas de um hotel, o lobby produz o maior impacto em hóspede e visitantes. Seu projeto [...] estabelece a ambiência do hotel [...]. Os projetos mais bem sucedidos conciliam cuidadosamente os dois seguintes fatores: impacto visual e função. (ADAMS; PENNER; ROBSON , 2013, p. 344, tradução nossa).

Por outro lado, Andrade, Brito, e Jorge (1999) complementam esta noção afirmando que: “Nesse sentido, o lobby deve refletir a própria imagem do hotel, que através da decoração, do conforto, e da eficiência de serviços irá proporcionar ao hóspede uma sensação acolhedora.” (ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 119, grifo do autor.). Essa complementação é providencial neste caso, e associa a temática recorrente de que o lobby deve refletir a imagem do hotel, assim como seu grande impacto nos hóspedes justamente com uma das essências do estabelecimento de hospedagem desde seus primórdios: o acolhimento, inerente ao conceito de hospedar.

Exemplos de maneiras em que o lobby contribui para emanar a imagem do hotel seguem abaixo na Figura 2.40, onde os lobbies do Hotel Unique, Hotel Renaissance, e do Hotel Jaraguá aparecem como modelos. O Lobby do Hotel Unique, em São Paulo, de autoria do Arq. Ruy Ohtake, proporciona ao hóspede uma mescla de elementos de design e móveis tradicionais. Esta mescla também corrobora com o conceito por trás do Unique, um hotel central que também é design, e que visa um público oriundo do turismo de negócios.

(a) (b)

(c)

Figura 2.40: (a) Lobby do Hotel Unique, em São Paulo e de autoria do Arq. Ruy Ohtake, onde a mescla de elementos de design e móveis tradicionais corrobora com o conceito por trás do Unique, um hotel central que também é design. (b) O balcão do lobby do Renaissance em São Paulo, também de Ruy Ohtake, conserva elementos de design atraente porém menos arrojados, e mais sóbrios, condizente com um hotel central com forte apelo ao turismo de negócios como o Renaissance. (c) Tomada de área de estar do Jaraguá, onde móveis de desenho remetente a meados do século XX e o painel original ao fundo remetem aos tempos aureos de sua inauguração.

O balcão do lobby do Renaissance em São Paulo, também de Ruy Ohtake, conserva elementos de design atraente, porém, menos arrojados, e mais sóbrios, condizentes com um hotel central upscale, com forte apelo ao turismo de negócios como o Renaissance. Já o lobby do Jaraguá apresenta um forte apelo aos anos cinquenta, conforme exemplificado pela área de estar do Jaraguá, onde móveis de desenho remetente a meados do século XX e o painel original ao fundo remetem aos tempos aureos de sua inauguração, quando este hotel era o mais luxuoso da cidade.

Por constituir justamente o principal acesso ao hotel por parte do hóspede, não é de se surpreender como a centralidade deste espaço faz com que as outras áreas públicas e sociais do hotel tendam a orbitar ao seu redor. Esta análise, extraída por meio de visitas a diversos hotéis paulistanos dos mais diversos segmentos e categorias, não deixa de ser imperativa, tanto em hotéis centrais upscale de São Paulo, quanto no referencial bibliográfico consultado. Adams, Penner, e Robson (2013) são partidários desta noção de disposição concêntrica do lobby, afirmando que assim os hóspedes tendem a se orientar mais facilmente nas áreas públicas e sociais do hotel.

Uma conclusão importante sobre as justificativas desses autores é a maneira como a sobreposição de usos e funções deste arranjo de espaços possibilitam áreas de apoio mais eficientes, como será visto na seção posterior pertinente. Saídas de alimentação agrupadas, por exemplo, possibilitam uma segregação adequada do fluxo de funcionários e hóspedes.

O diagrama abaixo (Figura 2.41) indica a concordância de Andrade, Brito, e Jorge (1999) com relação aos benefícios deste agrupamento de funções em volta do lobby. Porém nota-se que eles não são exatamente partdiários de uma disposição concêntrica, pois seu diagrama indica que basta que algumas áreas públicas estejam dispostas em torno do lobby. O dividendo de tal agrupamento sería também a “(...) ampliação significativa da sensação de espaço disponível.” (ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 219).

Figura 2.41: Diagrama exemplificando arranjo concêntrico de outras áreas de hotel central com relação ao lobby.

Fonte: ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 123 / Adaptado por Felipe Corres Melachos, 2013.

Tanto Adams, Penner, e Robson (2013) quanto Andrade, Brito, e Jorge (1999) consideram o programa do lobby semelhante para quaisquer tipo de hotel, categoria, e segmento de mercado. Esta uniformidade de posições não é de se espantar tendo em vista a função homogênea presentes na definição, uso, e importância do lobby. O programa de necessidades de um lobby de hotel é sintetizado em área de estar, área de balcão ou front desk, área de circulação, e área de comércio.

Vivência profissional em projeto de hotéis centrais upscale paulistanos revela que ocorre maior demanda para os três primeiros itens, isto é, áreas de estar, área de balcão, e área de circulação. A demanda por áreas para lojistas fica muito condicionada a disponiblidade de espaço, e como os terrenos em localidades centrais em São Paulo estão cada vez mais exíguos, conforme atestam Juliano (2006) ou até mesmo Andrade, Brito, e Jorge (1999), sua presença acaba por ser relegada nos estudos de viabildiade realizados para o segmento nos últimos anos.

As preocupações de Adams, Penner, e Robson (2013) sobre entrada do lobby proprimente dita tem como temática inerente a organização espacial e de fluxos, uma vez que a definição do conceito acima define a consideração ou não de entradas adicionais. Andrade, Brito, e Jorge (1999) também são bastante enfáticos na importância da organização dos fluxos, mas delegam esta discussão anterioremente, em suas considerações sobre as áreas de acesso do hotel.

Entretanto, no Brasil há uma preponderância de portas automáticas ao invés de giratórias como escolha para esta entrada principal. Não obstante, vivência enquanto hóspede em hotéis centrais upscale norte-americanos indica uma preponderância de portas giratórias, e suas antecâmaras tem de resistir a amplitudes térmicas e adversidades climáticas muito mais hostis que em São Paulo, como nevascas por exemplo.

Em São Paulo, vivência enquanto hóspede indica que mais do que proteção climática, a principal preocupação destes hotéis centrais upscales com relação a antecâmara deveria ser com relação a acústica. A poluição sonora da capital paulista é estarrecedora em áreas centrais, e sua neutralização é imperiosa para um lobby dotado de confoto ambiental.

A afirmação da necessidade de visibilidade do balcão frontal de hotéis centrais, tanto por parte de hóspedes quanto por parte de funcionários, por parte de Adams, Penner, e Robson (2013), tem grande respaldo na arquitetura paulista de hotéis. Esta é uma exigência quase que unânime em inúmeros estudos de viabilidade realizados nos últimos cinco anos de atuação profissional, especialmente em estudos de viabilidade destinados a cadeia Accor.

As considerações sobre áreas de circulação e de estar de Adams, Penner, Robson (2013) são bem similares as de Andrade, Brito, e Jorge (1999). Ambos autores defendem espaços livre e fluidos:

(...) espaços para livre circulação de hóspedes, desimpedidos de obstáculos, entre a entrada, o balcão de recepção, e os elevadores sociais (...) [e] áreas livres para circulação de pessoas que se destinam aos bares, restaurantes, e eventos em hotéis em que o acesso a essas áreas tenha que ser feito através do lobby. (ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 121-122, grifo nosso).

Entrentanto, ao analisarmos a afirmação inicial de ambos autores acerca da maneira como o lobby do hotel deva estabelecer a ambiência do hotel como um todo, é curioso a maneira como Adams, Penner, e Robson (2013) relegam a importância do design de interiores no lobby a uma posição sem tanta importância. Os autores brasileiros são enfáticos neste quesito, e logicamente embasam seu raciocínio no conceito de que todo lobby deve ter seu projeto de interiores esboçado para agir além da funcionalidade, e clamar por total harmonia entre espaço e segmento de mercado e ideais da rede hoteleira.

Este assunto já foi abordado anteriomente, e um dos exemplos mais explícitos da importância do tratamento de interiores na obtenção de funcionalidade e idenfiticação do hotel com a imagem almejada por sua rede e segmento de negócios é o caso do Hotel Unique, um hotel tanto central como de design, e certamente upscale. A Figura 2.40. ilustra alguns lobbies de hotéis centrais em São Paulo, enaltecendo a relação dos interiores deste espaço com sua imagem almejada.

A questão do dimensionamento no lobby de um hotel central suscita discussões tanto no referente a dimensão do espaço como um todo, quanto no tamanho do front desk. Experiência enquanto arquiteto do segmento em São Paulo indica que cada rede tem padrões específicos de dimensionamento, variando consideravelmente até em produtos bastante similares. Assim, estudantes do assunto tendem a compilar tabelas generalistas com médias de dimensionamento para determinadas áreas e espaços de hotéis.

Adams, Penner, e Robson (2013) por exemplo, usaram sua ampla gama de conhecimento no assunto, assim como seus recursos consideráveis oriundos de financinamento pela prestigiosa Cornell University de Nova Iorque, para conceber uma média nacional americana de dimensionamento. Assim, seus registros indicam que hotéis centrais upscale americanos possuem lobbies com 0,55 a 0,93 m² por UH.

Andrade, Brito, e Jorge (1999) intentaram fazer o mesmo, porém resguardadas as devidas proporções de recursos de levantamentos, e chegaram a conclusão que hotéis centrais upscale paulistanos possuem lobbies com mais de 1 m² por UH. De acordo com o levantamento dos pesquisadores paulistanos, a média levantada pelos autores americanos se encaixou em lobbies de hotéis centrais de categoria intermediária em São Paulo.

Com relação ao dimensionamento do balcão, os escritos de Rutes (1985) determinam que este deve ser composto por módulos de 1,80 metro para registro e caixa, sendo “(...) dois módulos para os primeiros 150 apartamentos, mais um módulo para cada cem apartamentos adicionais, além de um posto de informações e correspondência para cada seiscentos quartos ou fração.” (RUTES, 1985, p.320, tradução nossa). Já para o especialista em hotéis Fred Lawson, “(...) para hotéis que possuem entre cem e duzentos apartamentos, são necessárias uma ou duas posições de atendimento para o registro de hóspedes (...) e outras tantas para a liberação na saída (...) (LAWSON, 1995, p. 230, tradução nossa).

Entretanto vivência profissional no segemento paulista deste mercado, revela que cada rede hoteleira proporciona um dimensionamento próprio para cada um de seus produtos. Raramente arquitetos do setor são incubidos de sistemas de dimensionamento semelhantes, pois a natureza do balcão muda rapidamente. Por exemplo, com o impacto da implementação de monitores de tela plana, ou até de tablets e a conseqüente eliminação de teclados, houveram mudanças na seção destes balcões.

Esta discrepância dimensional se repete no referente ao comprimento destes balcões. Existem padrões no referencial bibliográfico consultado, mas cada cadeia e produto tem suas preferências particulares, muitas vezes indecifráveis e resultantes das experiências próprias de cada hotellier. Lawson (1995), por exemplo, indica, através da tabela 2.11., suas determinações do comprimento de balcões. No entanto, a cadeia Choice estabelece o comprimento mínimo de 3,60 metros para hotéis de até 120 apartamentos, com acréscimos de 30 centimetros para cada dezena de UHs a mais, porém limitando sua extensão máxima a 6 metros.

Algo interessante a se notar na Tabela 2.11 é a maneira em que esta estende seus parâmetros de análise até hotéis de 400 UHs. Este índice, embora relativamente raro para hotéis centrais upscales paulistanos, certamente se enquadra nas dimensões dos hotéis centrais upscales dos Estados Unidos da América, tornando assim estes índices um tanto quanto enviesados para a realidade hoteleira norte-americana. A conclusão mais coesa acerca deste tópico é que cada produto e cadeia certamente tem suas preferências particulares, como pode ser verificado na aparente discrepância de lógica entre as concepções dos lobbies do Hotel Ceasar Park e Fasano, ambos hotéis centrais upscale em São Paulo (Figura 2.42.).

TABELA 2.11 – DIMENSIONAMENTO DO COMPRIMENTO DE BALCÕES DA FRONT DESK