III. Les dispositifs d’accès précoce en France
3. Comparaison AMM conditionnelle et AMM sous circonstance exceptionnelle [59]
[...] a unidade básica formadora do andar-tipo é o apartamento-tipo (ou módulo). (ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 109).
Esta seção se propõe a debater sobre o quarto do hotel, item programático tido como o cerne do uso hoteleiro no referencial bibliográfico consultado. Seu conceito será destrinchado, de modo a explicitar seu papel dentro do hotel, assim como muitas de suas variações e necessidades projetuais.
De acordo com Andrade, Brito, e Jorge (1999), “a unidade básica formadora do andar-tipo é o apartamento-tipo (ou módulo)” (p. 109). Os especialistas em hotelaria Jones e Paul (1993), se aproveitando da máxima do também especialista britânico Venison (1983) de que hotéis de todos os padrões e nichos de mercado tem quartos para locação em comum, eleva o apartamento como a unidade básica formadora do hotel como um todo e não apenas do pavimento tipo como expressado por Andrade, Brito, e Jorge (1999).
O pesquisador Marcel Bauman (2002) se afunila mais nesta posição concêntrica em relação à UH, também compartilhada por Rutes (2001), ao afirmar que a cama do quarto é a partícula elementar do hotel. Tanto Andrade, Brito, e Jorge (1999), quanto Adams, Penner, e Robson (2013) partilham da noção de importância do quarto do hotel, apesar de fazer-lo em maneiras divergentes. Andrade, Brito, e Jorge (1999), inclusive, ressaltam a importância máxima do quarto no hotel em função de suas implicâncias no orçamento do empreendimento:
Como se repete dezenas, centenas e até milhares de vezes, representando parcela significativa no custo total do hotel, o apartamento tipo deve ser objeto de cuidadosos e detalhados estudos para, dentro de parâmetros de economia, adequar-se ao tipo de hotel, ao segmento de mercado a que se destina e até mesmo aos padrões adotados internacionalmente. (ANDRADE; BRITO; JORGE; 1999, p. 109).
Em momento algum Adams, Penner, e Robson (2013) deixam de reconhecer o peso econômico da UH no empreendimento como um todo, porém estes analisam a importância do quarto no hotel priorizando sob a ótica sua impressão no hóspede :
Muitas operadoras de hotel acreditam que o quarto e o banheiro de hóspedes deixam uma impressão mais permanente no hóspede do que a arquitetura da fachada, o lobby, ou de qualquer outro espaço do empreendimento. (ADAMS; PENNER; e ROBSON, 2013, p. 327, tradução nossa).
Estes autores partem, indiretamente, de modelo conceitual verbal calcado na regra do silogismo hipotético (SERRA, 2006) de que se o hóspede é a raison d „ etre do hotel (ALFRED OGLE, 2009). Isto é, se o hóspede é essencial para o hotel (OGLE, 2009), e se “(...) os aspectos físicos do quarto de hóspedes são o fator determinante para o retorno do hóspede” (OGLE, 2009, p. 160, tradução nossa), pode-se concluir que os “aspectos físicos” do quarto são essenciais para o hotel. Assim, em sua análise da importância da UH para o hotel, Adams, Penner, e Robson (2013) substituem o “aspecto físico” do quarto de hóspede por seu efeito direto no mesmo: produzir satisfação no hóspede. De modo que, em caso de impressão positiva, o retorno do visitante seria provável.
Não há como discordar do patamar de importância no qual os apartamentos dos hotéis são elevados nas arguições explicitadas anteriormente. Sua importância se evidencia na prática projetual contemporânea através da simples projeção do apartamento a frente de todas as outras definições no processo de projeto de um hotel, seja este central, de aeroporto, ou um resort, e independente de seu padrão de hospedagem.
A importância da Unidade de Hospedagem, assim como sua repetição considerável no decorrer do programa, instigou a disseminação de protótipos dos quartos em escala 1:1 no desenvolvimento de projetos hoteleiros. Andrade, Brito, e Jorge (1999) fundamentam esta afirmação propondo que este protótipo pode beneficar o empreendimento através da possibiliadade de realização de muitos testes, como pode ser visto na passagem abaixo:
O projeto detalhado do apartamento-tipo, que inclui acabamentos, instalações (elétricas, hidráulicas, condicionadores de ar, detecção e combate a incêndios) e mobiliário, deve ser complementado por um protótipo idêntico às unidades a serem posteriormente construídas, onde as soluções poderão ser testadas e os eventuais erros, corrigidos. Por meio do protótipo condições similares às do local da construção poderão ser simuladas, e os desempenhos térmicos poderão ser testados, principalmente os acústicos (ruídos de tubulações e equipamentos, ruiídos entre apartamentos, ruídos provenientes de corredores e ruídos externos). Poderão ser testadas, ainda, outras condições de conforto para os hóspedes, como tipo e dimensão das janelas, iluminação geral e localizada para trabalho e leitura. Poderão ser estabelecidos procedimentos para racionalizar a execução e a montagem de elementos repetitivos com móveis, peças de arremates, etc. Finalmente poderão ser estabelecidos, detalhadamente, os custos de cada unidade completa . (ANDRADE; BRITO; JORGE; 1999, p. 109).
Adams, Penner, e Robson (2013) também apontam como estes modelos são importantes na identificação dos erros em UHs. Estes erros são tidos como “irritantes” pelos hóspedes, e demandam um esforço interdisciplinar para sua correção.
Experiência profissional indica que estes protótipos são utilizados, igualmente, ou em certos casos até principalmente, por redes hoteleiras para atrair investidores interessados em adquirir cotas de seus empreendimentos. Assim, este protótipo adquire na contemporainedade muito mais um caráter de estande de vendas, de apartamento decorado propriamente dito, do que um modelo para testes.
A conotação comercial, intrínseca na função que o protótipo do apartamento adquiriu nos dias de hoje, implica em extrema rapidez em sua execução. Isto é, sua realização implica em projetos executivos completamente compatibilizados em prazos curtíssimos, exercendo um impacto quase que unanimente negativo em cronogramas previamente estabelecidos.
Uma vez estabelecido que o quarto é a unidade básica do pavimento tipo (ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999), conclui-se que sua quantificação e dimensionamentos sejam essenciais para a consolidação da configuração de
pavimento tipo lançada. Tanto seu dimensionamento quanto quantificação são diretamente relacionados ao segmento de mercado almejado (ADAMS; PENNER; ROBSON, 2013).
Estas duas definições resultam do guestroom mix, definido por Adams, Penner, e Robson como “(...) o número de quartos mobiliados com camas tamanho king, com duas camas tamanho double ou queen, ou suites.” (2013, p. 323, tradução nossa). Vivência profissional destaca como a escolha adequada desta mescla de quartos é essencial para o sucesso do empreendimento. Adams, Penner, e Robson (2013) inclusive destacam o ponto acima afirmando que, “(...) um room mix adequado acaba por determinar a habilidade do hotel de atingir a lotação máxima de seus quartos, e assim atingir o potencial máximo de receita para o empreendimento.” (p. 330, tradução nossa).
Para um melhor entendimento das possíveis configurações de quarto, a Tabela 2.4. apresenta uma relação de tipos de acomodação. Nesta tabela fica evidenciada a relação direta entre o quarto e o tamanho da cama.
(a) (b)
Figura 2..20: (a) Unidade de Hospedagem Econômica Queen Genérica. (b) Unidade de Hospedagem de Padrão Médio King Genérica.