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Probabilités conditionnelles .1Introduction

Dans le document Chapitre 1 Dénombrer et sommer (Page 67-72)

Événements et Probabilités

Remarque 2.6. On peut démontrer que Bor( R ) est aussi la tribu engendrée par les fermés de R, ou par les intervalles ouverts, ou les intervalles fermés, ou les semi-ouverts,

2.6 Probabilités conditionnelles .1Introduction

Tornou-se cada vez mais importante tentar controlar o parasitismo nas explorações através de medidas, para além do uso de anti-helmínticos. Isto deve-se principalmente ao aumento de resistências aos desparasitantes, mas também porque a sociedade consumidora se tornou mais exigente, na medida em que se preocupa com os resíduos nos produtos alimentares e no ambiente.

O número de produções biológicas têm vindo a aumentar e a necessidade dos produtores procurarem soluções alternativas às químicas para os parasitas internos (i.e. baseadas no maneio) acompanhou esse aumento. A procura de leite de cabra, queijos de ovelha e cabra biológicos tem vindo a crescer e os preços elevados destes produtos encorajou muitos produtores a escolher esta forma de produção (Snyder, 2007).

A tendência para adoptar métodos de maneio cada vez mais eficazes, constitui uma boa oportunidade para os médicos veterinários se envolverem neste processo. Seguidamente, serão referidas algumas práticas utilizadas para controlar o parasitismo numa exploração.

Práticas de quarentena

Os animais recém-chegados à exploração deverão ser isolados imediatamente numa área sem acesso a pastagem. Devem realizar-se análises coprológicas, e tratar-se agressivamente os animais contra os parasitas internos. Nesta situação o objectivo é a eliminação completa dos parasitas. O “follow-up”

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através de exames fecais é imperativo, de modo a certificar que o tratamento foi eficaz. Nesta altura, os animais devem ser soltos em pastos contaminados para assegurar que quaisquer parasitas resistentes que restaram no intestino, serão eliminados para o exterior e misturar-se-ão com a população de parasitas local (Snyder, 2007).

Maneio do pastoreio

Os sistemas naturais servem de óptimo modelo para um bom maneio de pastoreio. Os animais selvagens migram e o movimento contínuo deixa para trás as larvas dos parasitas, que morrem dessecadas no calor do verão, ou que são consumidas por espécies mais sedentárias, deixando os prados relativamente limpos para a viagem de regresso. Na produção animal, a tarefa é adoptar esquemas de pastoreio semelhantes adaptados à escala das explorações (Snyder, 2007).

Os animais devem ser movidos ao fim de um período de quatro a sete dias, dependendo da temperatura e humidade. Sob clima frio e seco, o período pode ser maior. O desafio para o produtor assenta na correspondência do número de animais à área do terreno (Snyder, 2007).

Se se optar por uma rotação das pastagens disponíveis, é importante que os animais não retornem à pastagem inicial em menos de três a quatro semanas, dependendo também do clima e da estação do ano. Um pasto seguro é um pasto livre ou com um número diminuto de larvas de parasitas e é muito importante para quebrar o ciclo de vida dos parasitas. Um recurso frequente é a utilização dos terrenos de onde foi cortado o feno. Estes sofreram interrupção e dessecação suficientes para eliminar a maior parte das formas larvares. Pastos que tenham passado todo o Inverno ou todo o Verão sem serem pastoreados, também constituem uma fonte de alimentação segura. A pastagem em locais posteriormente ao cultivo de hortofrutícolas é também considerada de risco praticamente nulo, e deve ser integrada em programas de controlo. Também é possível envolver os pequenos ruminantes na destruição de ervas daninhas, presentes nos terrenos da exploração (Snyder, 2007).

Pastoreio de espécies alternadas

A melhor técnica que existe actualmente no controlo de formas larvares consiste na utilização das pastagens por espécies alternadas. Os nemátodes possuem, geralmente, especificidade de hospedeiro, ainda que ovinos e caprinos partilhem a maior parte dos parasitas. Os bovinos partilham apenas um pequeno número de parasitas com os pequenos ruminantes, enquanto que os equinos, suínos e aves não têm raros parasitas em comum com estes. Utilizar estas espécies em programas de pastoreio cruzado irá reduzir drasticamente a carga parasitária. No entanto, na maioria das vezes não existem outras espécies disponíveis, para realizar este sistema. Adicionalmente, este tipo de pastoreio tende a aumentar a qualidade da pastagem, uma vez que espécies diferentes têm preferências diferentes, levando a um melhor aproveitamento (Snyder, 2007).

71 Plantas inibidoras de parasitas

Existe um certo número de plantas que demonstraram ter algum efeito na supressão do parasitismo. Só muito recentemente têm começado a surgir evidências destes efeitos, mas ainda é necessária mais investigação. A introdução destas plantas nos esquemas de pastoreio pode ser útil como parte integrante nos sistemas de controlo de parasitas. Sementes ou folhas de plantas como Alium sativum (alho), Alium cepa (cebola), Lamiaceae (menta), Juglans regia (noz), Foeniculum officinale (funcho) ou Petroselinum crispum (salsa), foram usadas com sucesso para tratar animais com parasitismo gastrintestinal. Chenopodium é usado no tratamento de céstodes em geral, e Dryopteris filix-mas e Artemisia spp têm sido usados em infecções por Moniezia spp (Githiori, Athanasiadou e Thamsborg, 2006).

Plantas contendo níveis significativos de taninos condensados demonstraram diminuir a excreção de ovos por parte dos parasitas. Apresentam um sabor amargo, o que poderá ser um problema, mas têm vindo a ser usadas com sucesso, para a produção de forragem (Snyder, 2007).

Fungos nematófagos

Os fungos nematófagos são outro potencial recurso no combate ao parasitismo. São predadores naturais de nemátodes, e o mais importante é o fungo Duddingtonia flagrans. Tratam-se de habitantes naturais dos solos, mas são facilmente destruídos por fertilizantes químicos ou outros químicos agrícolas. Capturam as larvas de nemátodes, prendendo-as com as suas hifas. Foram feitos esforços no sentido de produzir esporos comercializados como aditivos alimentares ou bolus. Os esporos estariam presentes nas fezes, onde se desenvolveriam e destruiriam as formas larvares (Snyder, 2007).

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Parte III – Parasitoses de pequenos ruminantes na região da Cova da Beira

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