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5 . PATRIMOINE , SITUATION FINANCIERE ET RESULTAT

5.2. N OTES ANNEXES AUX ETATS FINANCIERS CONSOLIDES Les montants sont exprimés en millions d’euros sauf mention contraire

5.2.2. Principes comptables

A segunda etapa do trabalho laboratorial esteve centrada na concretização das peças 3D desenvolvidas de acordo com as metodologias de hibridação concebidas.

Verificou-se nesta etapa a viabilidade e dificuldade concretas da impressão 3D em maquinas derivadas do modelo Prusa I3, principalmente no modelo 3D cloner DH33. Cabe aclarar que este tipo de modelos encontram-se entre os mais accessíveis do mercado, portanto trabalhou-se com maquinas análogas àquelas que idealmente poderiam ser adquiridas pelas cooperativas ou comunidades artesãs.

As primeiras provas demonstraram que estes tipos de impressoras, diferentes das impressoras xerox com as que as vezes são comparadas, são máquinas frágeis, sensíveis e aptas a vários tipos de problemas que podem acontecer antes e durante a impressão.

Fig 20. Processo de impressão de modelos. À esquerda, o processo em andamento. À direita, uma das primeiras impressões de teste interrompida por falhas durante o processo.

A curva de aprendizado da impressão 3D tampouco foi rápida. Precisa- se de delicada calibração, que envolve temperaturas de extrusão, tipo de material, geometria da peça e naturalmente a área máxima de impressão o que limita seriamente as possibilidades de concretização formal.

Além disto, os tempos de impressão para peças relativamente pequenas (volumes que não excediam os 12x12x12cm) eram longos, excedendo as 3 horas. A ocorrência de erros durante a impressão era um fato comum, e o processo devia ser reiniciado desde o começo, perdendo-se o trabalho realizado.

A respeito do material usado, Comprovou-se que os fornecedores de filamento de impressão se concentram principalmente no sul do País, no Estado do Rio Grande do Sul.

Portanto, se bem existem revendedores locais em São Paulo, o abastecimento de material depende principalmente do dito estado e dos tempos e custo de envio do mesmo à região onde será utilizado.

Verificou-se inesperada dificuldade na remoção do material de suporte34, sendo que às vezes as peças se estragavam no processo.

Também se observou que, nos casos em que foi utilizado o material flexível, as peças ficavam excessivamente frágeis, o que as tornava inúteis para as etapas posteriores do trabalho com os artesãos.

A pesar das dificuldades encontradas ao longo do caminho, se conseguiu imprimir peças de qualidade e desempenho aceitáveis como para a realização de testes orientados à hibridação digital-artesanal.

Segue a documentação fotográfica das mesmas, especificando o material e o tempo de impressão necessária para concretizar cada uma delas.

34 A impressão demanda, a maioria das vezes, o emprego de material e geometrias de suporte à peça principal, uma forma de “pontes” que ajudam ao sustento da estrutura durante o processo de fabricação. Posteriormente estas pontes são retiradas, mas nem sempre com facilidade.

Verificou-se a viabilidade do emprego da impressão 3D para a concretização das peças ideadas durante o processo de pesquisa, no qual se delinearam as metodologias de “esqueleto” e “parche”.

No primeiro caso, o objeto pulseira foi impresso em forma plana, e posteriormente curvado com vapor de agua. Este processo se faz com o objetivo de poupar material e tempo de impressão.

No caso segundo e terceiro, pulseira e sapato respetivamente, os objetos já foram impressos na configuração espacial definitiva, em matéria flexível FLEXgrilon3.

Sendo que o material flexível apresenta ainda maior dificuldade para a impressão, estas peças foram postergadas para o final do processo, aproveitando toda a experiência anteriormente reunida.

Porém, a grande quantidade de tempo consumido no desenvolvimento das peças de laboratório, assim como as complexidades enfrentadas não permitiu atingir os resultados esperados no laboratório dentro do marco cronológico originalmente traçado.

A experiência de trabalho conjunto com os artesãos por esta ração houve de ser postergada, e reproduzida de forma análoga no espaço laboratorial.

10.4 Testes de hibridação no laboratório.

Pela impossibilidade anteriormente descrita de visitar os artesãos da região do Jalapão, precisou-se buscar maneiras alternativas de testar as metodologias orientadas à hibridação de “parche” e “esqueleto”, já descritas.

Após de pesquisar intensivamente, soube-se da existência de um comercio que especializado em capim dourado, localizado na zona comercial da rua 25 de março.35

Casual e felizmente, o espaço não revende os produtos. O mesmo e ministrado por pessoas oriundas de Tocantins, e reúne a produção de vários produtores. Tivermos a oportunidade de falar e compreender melhor as técnicas produtivas a través de entrevistas pessoais com as vendedoras que também tinham trabalhado como artesãs na região do Jalapão prévio a mudar para a cidade de São Paulo.

A través da compra, desarmado e estudo dos objetos e das fibras do Capim, tivermos também oportunidade de conhecer, indiretamente, aos artesãos.

Se bem isto nunca poderia substituir ao trato físico e pessoal, o estudo das técnicas e das fibras a través dos objetos nos permitiu compreender as razões e a própria lógica que os artesãos empregam no trabalho do capim, a través de uma linguagem comum entre estes dois tipos de designers, os acadêmicos e os de profissão.

Havendo desmontado vários objetos, e compreendido as caraterísticas físicas da fibra do Capim e a lógica segundo a qual os artesãos trabalham a mesma, procedemos a fazer um teste, aproximado, orientado à hibridação em função duas metodologias propostas, a metodologias de “parche” e de “esqueleto”. Amostramos, a continuação, os resultados obtidos.

A metodologia de “esqueleto” forneceu resultados positivos, porém resultou farto complexa de ser trabalhada. A fibra de Capim utilizada geralmente possui cumprimentos diferentes, portanto é preciso costurar a mesma em forma constante durante a conformação do objeto, fazendo difícil a manipulação de ambas peças (fibra e impressão em 3d) juntas.

Além disto, a fibra de Capim é quebradiça, portanto se faz difícil que a mesma acompanhe superfícies complexas com mudanças abruptas no angulo das normais da superfície.

Mesmo assim, confiamos em que esta dificuldade pode ser superada com a expertise dos artesãos, expertise que nos carecíamos em forma absoluta.

Fig 23. Peças de teste de hibridação por “parche”.

Já a hibridação baseada na metodologia de “parche” forneceu ainda melhores resultados do que a anterior. A diferença da técnica de “esqueleto”, que precisa ser ulteriormente desenvolvida, a metodologia de “parche” parece mais apta é desenvolvida para ser trabalhada em forma imediata com os artesãos.

Tanto as peças de capim quanto a geometria impressa em 3D podem ser projetadas para encaixar perfeitamente, o que permite trabalhar com vários níveis de alturas no objeto, assim como cheios e vazios. A peça amostrada era uma tentativa de pulseira, com vazios incluídos para receber os aviamentos e ferragens para realizar o fechamento.

Se observa também, um forte contraste material e cromático que realça o brilho metálico do Capim.

Infelizmente, peças de maior tamanho tais como as carteiras não conseguiram ser impressas, mesmo contando com a modelagem 3D definitiva. As áreas de impressão das máquinas às quais tivemos acesso não permitia a construção de volumes de escalas semelhantes.

Continuaremos na procura de novos espaços de fabricação digital onde possamos concretizar as mesmas.

Somos cientes de que o trabalho feito no laboratório não alcança a maturidade e coesão que poderia ter sido atingida se a ação de trabalho conjunto com os artesãos tivesse sido realizada, confiamos que estas tentativas laboratoriais contribuirão de forma positiva aos futuros intercâmbios com os grupos artesãos.