CHAPITRE 2 : PRESENTATION DU LIEU DE STAGE
2.5. ESPRIT DU SERVICE DE MAINTENANCE DU CHU-MEL
2.5.1. Les attentes de la fonction maintenance biomédicale
O mecanismo RED (Random Early Detectiorí) [28] opera no sentido de evitar que ocorra a situação em que todos os fluxos TCP sofram congestionamento ao mesmo tempo com a conseqüenteperdadedados, ou seja, evita que ocorra a Sincronização Global na rede. Esse mecanismo atua no descarte aleatório de pacotes provenientes de fluxos escolhidos arbitrariamente com o objetivodeminimizarassim a possibilidade de colapso na rede. O RED também tenta forçar a sinalização utilizada pelo TCP, que se baseia no envio de ACK em
duplicataporparte do hostreceptor ao transmissor, de modo a evitar aocorrência de timeout e, consequentemente, prover uma formamenos drástica de diminuição do fluxo TCP
Para isso, o RED monitora a quantidade média de bytes na fila dearmazenamento de
modo que quando a mesma ultrapassa um determinado limiar ou nível pré-ajustado (normalmente escolhido pelo administrador da rede), este mecanismo começa a selecionar fluxos TCP aleatoriamente para descartar pacotes e assim sinalizar aos hosts transmissores
para diminuírem suas respectivas taxas de transmissão. Dessa forma, quanto maior for a quantidade de dados a chegar na fila, maior será também o número de descartes e consequentemente, mais fontes reduzirão suas respectivas taxas, resultando, portanto, numa prevenção de congestionamento mais eficiente.
Quando comparado com os algoritmos de enfileiramento com prioridade, em todas as suas variações, a abordagem RED oferece a vantagem de exigir muito menos poder computacional dos elementos da rede, uma vez que a mesma não necessita realizar re- ordenamento tampoucogerenciamentodoenfileiramento.
O fato do RED descartar pacotes aleatoriamente implica que este oferece o mesmo nível de prioridade a todosos tráfegos. Tal característica confere a esse algoritmo o controle eqüitativo sobre todas as fontes detráfego eassim uma contribuição indiscutível à qualidade de serviço. Entretanto, a fim de que se possa oferecer níveis diferenciados de QoS, faz-se necessário implementar alguma forma de diferenciação nesse algoritmo para que o mesmo possa descartar algumas classes de tráfego prioritariamentesobre as demais.
A esta modificação no comportamento do RED dá-se o nome de WRED (Weighted
RED). Obviamente, a implementação do WRED exige que alguma forma de marcação de tráfego seja realizada na borda da rede a fim de que os algoritmos WRED nos nós intermediáriosda rede possam proceder à identificação e correspondente processamento dos
pacotes a eles destinados. Essamarcação pode serrealizada através do uso dos bits ToS (Type ofService) do cabeçalhoIP, por exemplo.
Uma forma de implementação WRED de grande destaque nas redes atuais é o algoritmo RIO (RED withINand OUT) [44], Esse algoritmo se baseiano algoritmo RED e utiliza dois conjuntos de parâmetros para dois tipos de pacotes distintos, os pacotes “em conformidade” e “não em conformidade” (pacotes in-profile e out-of-profile, respectivamente). O algoritmo RIO pressupõeque os mecanismos de policiamento na borda da rede(com base na política de admissão de tráfego)marquem os pacotes que estão entrando na mesma como um dos doistipos de pacotesmencionados.
Para arealização de taltarefa, define-se um perfil de serviço,ou perfilde tráfego, para cada usuário (emfunção dautilização de banda passante solicitada pelousuário) deforma que os pacotes que estiverem de acordo com tal perfil são marcados como pacotes em conformidade e os demais como pacotes não em conformidade. No núcleo da rede, esses dois tipos de pacotes são tratados com prioridades diferentes pelo mecanismo RIO, de forma
que os pacotes não em conformidade são descartados prioritariamente. O algoritmo RIO
é parte integrante das redes de “Serviços Diferenciados” e será tratadono capítulo V
2.6 CONCLUSÕES
A QoS temporobjetivo principal manter os parâmetrosde desempenho da rede: banda passante, retardo,jitter e perda de pacotes dentro de limites aceitáveis pelas aplicações- por meio do uso eficiente dos recursos da rede ao invés da simples adição de banda passante à mesma.
Os mecanismos básicos empregados pelas redes atuais com o objetivo de prover QoS aosseus usuários, se fundamentamno princípio da proteçãoda rede contra possíveis colapsos porsobrecargaexcessiva(pverload) sobrea mesma. Para isso, tais mecanismos devem limitar (moldar) as características do tráfego que entra na rede e também atuar sobre o tráfego no
interior da mesma com o propósito de garantir um serviço fim-a-fím aceitável nesse ambiente. Nesse sentido, o controle final exercido sobrea QoS ocorre tantonoshosts como no interior darede.
A implementação de tais mecanismos otimiza a utilização dos recursos da rede, uma vez que os mesmos operam no sentido de manter a estabilidade dentro da mesma e, por conseguinte, menor quantidade de descarte depacotes é esperada. Dessa forma, oconceito de QoS possibilita vantagens não somenteao usuário, mas também aos ISPs.
Em relação às pesquisas afins, um dos grandes desafios relacionados à QoS é o desenvolvimento de métodos eficazes para se medira sua eficácia, visto que até o presente não setem registro deum mecanismo eficiente egeral neste sentido. Isso ocorre, sobretudo, em decorrência da elevada complexidade envolvida neste assunto.
Por fim, cabe salientar que QoS trata-se de uma abordagem relativamente recente (ao menoso interessepela mesma) eque, portanto, está apenas começandoa ser explorada, tanto em termos de pesquisas quanto de comercialização. Todavia, nota-se nesses setores uma preocupação geral com o tema nos últimosanos, a provaé que os mecanismosQoS não estão maisrestritosaos centros de pesquisas, mas também sendo incorporados aos equipamentos de muitos fabricantes da área. Essa tendência certamente implicará em novas aplicações compatíveiscom os conceitosde QoS num futuropróximo.