2.2 The Challenges of Obtaining CSIT
3.1.2 Precoding Schemes with Perfect CSIT
A gestão da pequena propriedade rural se caracteriza por um conjunto de atividades para o melhor planejamento, organização e controle das atividades, de modo que o gestor rural seja capaz de gerenciar suas atividades, elevar a produção, e diminuir os custos, para assim alcançar bons resultados. A partir de uma boa gestão na propriedade, o gestor se organiza e planeja suas atividades, determinando a quantidade de capital e a qualidade de seus investimentos com menor probabilidade de se ter erros (CRUZ, 2016).
Junior (2016) complementa que para obter uma boa gestão é fundamental realizar o planejamento das atividades desenvolvidas no meio rural. Por isso, é importante que os gestores fiquem atentos nos seguintes pontos de planejamento: projetar, organizar-se internamente para o trabalho, executar e gerenciar a atividade, registrar, controlar, e avaliar os resultados alcançados. Esses são pontos essenciais para o bom andamento da atividade, seja ela pequena ou grande (JUNIOR, 2016).
Ainda, Cruz (2016) afirma que para se ter um melhor controle das atividades desenvolvidas no meio rural, é importante que o gestor faça uso de planilhas no computador ou até mesmo planilhas de papel, pois, o fator essencial para a gestão rural eficiente é a organização. O gestor deve ser acima de tudo, organizado para conseguir uma gestão eficaz.
Crepaldi (2012, p. 2), salienta que “[...] na situação atual de vinculação e dependência do agricultor em relação ao mercado, torna-se indispensável aos produtores rurais o conhecimento aprofundado de seu negócio.” Um importante aspecto na gestão da propriedade rural é o conhecimento das condições de mercado, pois é possível ter informações do que está
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ocorrendo no mercado, facilitando ao gestor escolher a atividade que apresenta melhores condições para o negócio; entender as condições dos recursos naturais da sua propriedade rural; e ainda, compreender quais culturas e criações encontram boas expectativas e se adaptam ao clima e ao solo presentes em sua propriedade (CREPALDI, 2012).
O conhecimento e a utilização de técnicas de gestão, nas atividades desenvolvidas em pequenas propriedades rurais, propiciam condições para que o gestor rural seja capaz de identificar, avaliar e planejar os resultados em cada etapa do processo produtivo, facilitando a avaliação das situações para se inserir no mercado competitivo (DORR et al., 2012). Assim, Favaretto (2014) destaca que é de suma importância que os gestores rurais saibam como gerenciar suas atividades para obter o máximo de resultados. Um sistema administrativo eficiente, aliado a um bom controle, planejamento e organização das atividades, proporcionará uma análise mais realista do processo produtivo e da propriedade como um todo.
Batalha et al. (2012) complementam reforçando a importância do planejamento e do controle na gestão do empreendimento rural. Em algumas propriedades, é possível perceber uma ampliação da capacidade de gestão dos produtores, principalmente no que se refere ao planejamento e controle das atividades. Nessas propriedades, os gestores têm facilidade em definir novos cenários, possuem uma visão realista do seu negócio e estabelecem limites para cada atividade de produção e comercialização. Porém, o que se encontra em muitas propriedades rurais é a dificuldade em se fazer o planejamento e o controle das atividades de forma organizada (BATALHA et al., 2012).
Diante desse contexto, em que se percebe que muitas propriedades apresentam dificuldades em gerenciar seu negócio de maneira eficiente. Paludo (2015) aponta que gerenciar uma propriedade rural não é uma tarefa fácil, pois exige conhecimento, informações técnicas, gerenciais e de instrumentos de gestão que vão muito além do gestor rural manter os dados apenas na memória e em anotações, porém, é indispensável mensurar a produção, a produtividade e o desempenho das atividades desenvolvidas em uma propriedade rural.
Portanto, para uma propriedade rural ter sucesso, ela depende totalmente do seu grau de gerenciamento, ligada as capacidades técnicas, administrativas, e ao bom uso dos recursos que estão à disposição (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009). Complementando, Spies (2010, p.17), afirma que para uma propriedade ter sucesso,
É imprescindível que o agricultor familiar se profissionalize. Novas atividades produtivas e tecnologias requerem novas habilidades e competências; caso contrário, aumentam o risco. Melhorar a gestão das propriedades também é fundamental para
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acertar mais e errar menos nas decisões que devem ser tomadas pelo produtor. Quem não controla seu negócio não consegue administrar, e quem não planeja também não gerencia, não tem futuro, tem apenas destino. A melhoria da gestão deve ocorrer não apenas em relação à área de produção, mas também nas áreas de mercado, administração financeira e administração das pessoas na propriedade rural.
Dorr et al. (2012) aponta alguns controles e algumas ações, que os gestores devem levar em conta para alcançar o sucesso da atividade. Um dos controles é o patrimonial, sua finalidade é estabelecer condições adequadas para a gestão do ativo imobilizado, que provoca na análise de métodos factíveis à cultura e a realidade da propriedade rural, controlando a ação desenvolvida, constatando se as técnicas agrícolas recomendadas estão sendo aplicadas no tempo correto.
O segundo fator é controlar a apuração de resultados, que compreende em analisar os resultados alcançados na colheita ou beneficiamento dos produtos, identificando se obteve lucros ou prejuízos e analisando quais os motivos que fizeram com que o resultado obtido fosse diferente do esperado. O terceiro fator se refere à determinação do preço de vendas, e para se obter esse preço é preciso conhecer o custo do produto, o grau de elasticidade de demanda, os preços dos concorrentes, os preços de produto substituto, entre outros. O gestor deve ter muita atenção neste fator, pois o preço de venda deve ser um valor que cubra todos os custos envolvidos na produção, e ainda, sobrar um lucro líquido adequado (DORR et al., 2012).
E, por fim, o planejamento que é um item básico para o desenvolvimento da atividade econômica, compete a ele definir o quê produzir, fundamentando-se nas condições de mercado e dos recursos naturais da propriedade, também cabe a ele decidir o quanto produzir, considerando a quantidade de terra que possui, bem como o capital e a mão de obra que se pode utilizar, além de determinar a maneira como vai produzir, com base na tecnologia disponível (DORR et al., 2012).
É importante que os gestores fiquem atentos nesses fatores, pois garantir que a gestão da propriedade rural terá sucesso exige que o gestor rural possua clareza quanto os objetivos que se almeja, uma vez que o simples uso de instrumentos administrativos não afirma de fato o êxito da gestão. É necessário que as pessoas, os familiares envolvidos na atividade, façam o que deve ser feito, busquem as melhores escolhas para alcançar o que se deseja, com um bom controle, organização, planejamento e fundamento em dados e informações de qualidade (GODINHO, 2015).
Binotto; Nakayama e Siqueira (2013) elaboraram um estudo sobre a criação de conhecimento para a gestão de propriedades rurais no Brasil e na Austrália, neste estudo
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foram entrevistados produtores rurais do Brasil e da Austrália, e identificadas às posturas gerenciais, os conhecimentos, habilidades e competências dos produtores na gestão de cada propriedade rural. Os autores constataram que tanto no Brasil como na Austrália há a falta de hábito dos gestores rurais em formalizar os dados produtivos das propriedades, eles consideram desnecessário registrar. Os autores afirmam que os gestores não querem gastar tempo com procedimentos formais, dando mais relevância em desenvolver as atividades e em manter controles informais.
Ainda, Zanin et al. (2014) realizaram um estudo sobre gestão das propriedades rurais no Oeste de Santa Catarina, com o objetivo de identificar as características da estrutura e gestão das propriedades rurais. Neste estudo foram analisadas 210 propriedades rurais, dos municípios de Quilombo, Coronel Freitas e Cordilheira Alta. Em relação à estrutura, se verificou que 60% das propriedades rurais pesquisadas abrangem até 20 hectares, dos gestores rurais 84% têm mais de 40 anos de idade, e 72% possuem ensino básico incompleto. Logo, se referindo à gestão, os resultados apontam que apenas 28% das propriedades estudadas desenvolvem algum tipo de controle das atividades desenvolvidas, e somente 10% empregam um controle de caixa. Neste estudo, ainda se destaca a escassez de capacitação sobre gestão, e a falta de instrumentos de controle para gerir o negócio das pequenas propriedades rurais.
Em consonância, nota-se que a sobrevivência dessas pequenas propriedades rurais é muito questionável e preocupante, pois a maioria dos proprietários rurais possui pouco conhecimento e informação sobre gestão, o que dificulta a utilização de novas tecnologias e a tomada decisão de maneira empírica (KOMINKIEWICZ, 2015).
Um dos problemas existentes em muitas pequenas propriedades rurais é a baixa escolaridade dos familiares, isso dificulta o uso de tecnologias de informação e de comunicação na gestão rural. É comum os jovens agricultores deixar de estudar muito cedo, ou seja, não concluir o ensino médio, e muitas vezes estes jovens são os que gerenciam a propriedade rural, o que torna difícil analisar o desempenho da produtividade agrícola e, com isso, o acesso e o uso de novas tecnologias (DEPONTI, 2014).
Enfim, a falta de gerenciamento nos estabelecimentos rurais pode comprometer a lucratividade da atividade desenvolvida, causando o êxodo das famílias rurais e, com a saída dos jovens para os centros urbanos a procura de novas oportunidades de vida, ocasiona em mais trabalho para a família que continua na propriedade. Além disso, a ausência de conhecimento gerencial pode ainda, ocasionar em decisões incorretas, devido o não conhecimento dos resultados e não ter exatidão de todos os custos e despesas das atividades desenvolvidas (D´ ALMEIDA, 2013).
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Diante do exposto, se observa que a falta de gerenciamento pode ocasionar problemas para o gestor rural. Por isso, Bortolini (2010) ressalta a importância da administração rural. A disponibilidade de ferramentas gerenciais é essencial para os produtores entender seus sistemas produtivos. O autor, ainda, reforça a utilização de ferramentas gerenciais, destacando os indicadores de desempenho e os sistemas de custeio.