Dentre as informações necessárias para o desenvolvimento das demonstrações financeiras, são destaques elementos associados aos resultados mencionados a seguir.
2.4.1.1 Receitas
Receita compreende a venda de mercadorias, produtos ou prestações de serviços. A receita aparece no Balanço Patrimonial através de entrada de dinheiro no caixa, que corresponde à receita a vista, ou também pode aparecer como entrada de direitos a receber, que são as receitas a prazo (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009).
Na mesma visão, Iudícibus (2010) apresenta que a receita corresponde entrada de elementos para o ativo, como a forma de dinheiro ou direito a receber, normalmente, corresponde, a venda de mercadorias, produtos ou à prestação de serviço. O autor também
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argumenta que uma receita pode derivar de juros sobre depósitos bancários ou títulos, de aluguéis, ou de outras origens.
A receita sempre aumenta o ativo, mas nem todo aumento de ativo significa receita, por exemplo, os empréstimos bancários e os financiamentos aumentam o caixa-ativo da empresa, mas não são receitas (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009).
2.4.1.2 Custos
Os custos são gastos relativos à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. O custo é também um gasto, mas é reconhecido como custo no momento em que é utilizado fatores de produção, como os bens e serviços, para a fabricação de um produto ou execução de um serviço (MARTINS, 2010).
Na literatura os custos são classificados como custos fixos (CF), custos variáveis (CV), custos diretos (CD) e custos indiretos (CI). Os custos diretos e indiretos referem-se ao relacionamento entre o custo e o produto. Os custos diretos são diretamente apropriados ao produto feito, já os custos indiretos precisam de esquemas especiais para a alocação, tais como sistema de rateio e estimativas (MARTINS, 2010). Para Leone e Leone (2010) os custos diretos são facilmente identificados com o objeto de custeio.
Complementando a ideia acima, os custos diretos são aqueles identificados com precisão no produto acabado, por meio de um sistema e um método de medição, e cujo valor é relevante. Os custos diretos mais comuns são o material utilizado e a mão-de-obra direta (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009).
Conforme Leone e Leone (2010) os custos indiretos são aqueles que não são facilmente identificados com o objeto do custeio. Santos; Marion e Segatti (2009) complementam expondo que os custos indiretos, são aqueles necessários á produção, normalmente de mais de um produto. Utilizam-se como exemplos de custos indiretos: salários dos técnicos e gerentes, produtos de alimentação, materiais de higiene e limpeza.
Os custos podem permanecer inalterados ou variar em relação ás quantidades produzidas, ou seja, pode acontecer que os custos variem proporcionalmente ao volume produzido ou que permaneça constante independente do volume (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009). Em decorrência, os custos podem ser classificados, como, custos fixos e custos variáveis.
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Segundo Leone e Leone (2010, p.39) os custos variáveis são aqueles que variam de acordo com os volumes das atividades. No entanto, “o custo variável no total é variável, mas, quando considerado como custo unitário diante do quantitativo da base de volume, ele é fixo”. Em consonância com a afirmativa acima, Hansen; Mowen (2010, p. 89) afirmam que os custos variáveis, “são definidos como custos que no total variam em proporção direta às mudanças em um direcionador de atividade”. Nesta mesma visão, Santos; Marion e Segatti (2009) apresentam que os custos variáveis são aqueles que variam em proporção direta com o volume produzido, ou com a área de plantação. Exemplos de custos variáveis: mão de obra direta, horas-máquinas, e materiais diretos, entre outros.
Os custos fixos, por sua vez, são aqueles que não variam com a variabilidade da atividade. Entretanto, os mesmos permanecem fixos em seu montante final, mas se considerar os valores unitários em face da unidade de medida da base de volume, o custo fixo é variável (LEONE; LEONE, 2010). Hansen; Mowen (2010, p. 88) classificam os custos fixos como aqueles custos que “são constante dentro de certa faixa relevante enquanto o nível do direcionador de atividade varia”.
Santos; Marion e Segatti (2009, p. 33) argumentam que “normalmente os custos fixos são provenientes da posse de ativos e de capacidade ou estado de prontidão para produzir. Por isso, os custos fixos são conhecidos também como custos de capacidade”. Os exemplos de custos fixos são: depreciações de instalações, benfeitorias e máquinas agrícolas, seguro de bens, salário de técnicos rurais e gerentes.
Neste sentido, se observa que os custos fixos são aqueles que existem independentes se tiver produção ou não, porém quanto maior for à quantidade produzida, menor serão os custos fixos unitários. No que se concerne aos custos variáveis, são aqueles que variam de acordo com a quantidade produzida, portanto, quanto maior for o volume de produção maior serão os custos variáveis (BALZAN, 2014).
2.4.1.3 Despesas
Despesas são todos os gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos diretamente ou indiretamente para obter receitas, que provocam redução do patrimônio líquido. As despesas afetam diretamente o resultado do exercício. Exemplos de despesas: comissões sobre as vendas e honorários de advogados (CREPALDI, 2010).
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Santos; Marion e Segatti (2009) expõem que é justamente aqui que despesa se diferencia de perda, pois enquanto a despesa representa sacrifício no sentido de obter receita, esta perda não gera receita. Um exemplo disso é no momento em que é gerada a despesa de comissões dos vendedores teve também uma receita, ou seja, venda de bens ou serviços resultante do trabalho dos vendedores. Esta despesa é normal, sendo que foi prevista e orçada.
Despesa é todo o gasto de caráter geral, sendo relacionado com a administração, às vendas e às finanças. As despesas são dispêndio monetário consumido diretamente ou indiretamente para a obtenção das receitas. As despesas podem ser divididas em despesas administrativas, despesas com vendas e despesas financeiras (DEBASTIANI, 2016).
As despesas de vendas abrangem desde a promoção do produto até sua colocação junto ao consumidor, são despesas com o pessoal da área de vendas, comissões sobre vendas, propaganda, marketing, entre outros. As despesas administrativas são aquelas necessárias para administrar a organização. Em resumo, são gastos nos escritórios visando á direção ou à gestão da organização. Exemplos de despesas administrativas: os honorários administrativos, salários e encargos sociais do pessoal administrativo, aluguéis, seguro de escritórios, entre outros. E, as despesas financeiras são as remunerações aos capitais de terceiros, como, os juros pagos ou incorridos, comissões bancárias, descontos concedidos, entre outros. As despesas financeiras deverão ser compensadas com as receitas financeiras, ou seja, estas receitas serão deduzidas das despesas (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009).
As despesas surgem de uma necessidade de a organização obter receitas, ou, também, pela necessidade de funcionar. Dessa maneira, “as despesas são classificadas em função das áreas onde ocorrem e podem variar ou não em função do volume de receitas do período, classificando-se, assim, em fixas e variáveis” (CREPALDI, 2010 p.11).
2.4.1.4 Perdas
As perdas são gastos involuntários, anormal e extraordinário. Na prática é muito difícil prever uma perde, pelo fato de ser anormal. Como exemplo de perdas, podem ser citados os desfalques no caixa, inundações, greves, incêndios, entre outros. Uma perda com desfalque no caixa não provoca nenhuma receita. Por isso, uma perda é um fato anormal, que não foi previsto e nem orçado (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009).
A perda é um item que vai diretamente à conta de resultado, assim como as despesas, porém as perdas não representam sacrifícios normais ou derivados de forma voluntária das atividades destinadas à obtenção da receita (MARTINS, 2010).
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2.4.1.5 Ganhos
Ganho é um lucro que independe da atividade da empresa, o qual é bastante aleatório. Como exemplos de ganhos, Santos; Marion e Segatti (2009) apresentam os ganhos monetários, a venda de um imobilizado por valor acima de seu custo, entre outros.
O ganho aumenta o ativo, e consequentemente aumenta o patrimônio líquido da empresa. Portanto, a perda e o ganho refletem no Patrimônio Líquido, diminuindo ou aumentando o lucro apurado na Demonstração do Resultado (SANTOS; MARION; SEGATTI, 2009).