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DoF Analysis in the 3-user Square MIMO IC

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6.2 DoF Analysis with Static Coefficients and Distributed CSI

6.2.2 DoF Analysis in the 3-user Square MIMO IC

A liquidez de uma organização refere-se à capacidade que a empresa possui para pagar seus compromissos em curto prazo, na medida em que vencem. Assim, pode-se dizer que a liquidez corresponde à solvência da posição financeira geral da organização, ou seja, a facilidade com que a organização pode saldar suas contas em dia (GITMAN, 2010).

Na mesma linha de pensamento, Santos (2010) argumenta que esse é um tipo de indicador que permite prever a capacidade financeira da organização para pagar seus

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compromissos financeiros antes do vencimento. Em síntese, os indicadores de liquidez testam o grau de solvência da empresa (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010).

Existem três medidas fundamentais de liquidez utilizadas nas empresas, sendo, liquidez corrente (LC), liquidez seca (LS) e liquidez geral (LG).

Para Santos (2010) o indicador de liquidez indica a capacidade da organização para pagar suas obrigações financeiras no curto prazo. Quanto mais elevado for o resultado deste indicador, melhor será.

Santos (2010) evidencia que o valor ideal deste índice depende muito do setor em que a organização atua e de seu ciclo financeiro. Mas, como regra, considera-se satisfatório neste indicador, um resultado maior que 1.

O segundo indicador sugerido pelos autores Matarazzo (2010), Groppelli e Nikbakht (2010), Santos (2010), Gitman (2010) e Silva (2012) é a liquidez seca. Assim, conforme Santos (2010), este indicador avalia a capacidade da organização para pagar suas obrigações em curto prazo, sendo que considera seus ativos de maior liquidez. Quando uma empresa calcula o índice de liquidez seca, os estoques devem ser excluídos do ativo circulante, pois os estoques são a parcela do ativo circulante com menor liquidez, por isso devem ser eliminados.

Este indicador somente fornecerá uma medida melhor da liquidez geral quando o estoque da empresa não for facilmente convertido em caixa. Quando a liquidez está abaixa dos estoques, normalmente, isso é resultante de dois fatores, primeiro alguns tipos de estoques não podem ser facilmente vendidos, pois são itens semiacabados, itens com a finalidade especiais e assemelhados, e, segundo que os estoques, normalmente, são vendidos a prazo, ou seja, que se torna uma conta a receber antes de se converter em caixa (GITMAN, 2010).

Da mesma forma que acontece com a liquidez corrente, o valor ideal da liquidez seca depende do setor e das características operacionais da empresa (SANTOS, 2010). Para Matarazzo (2010) quanto mais elevado for o resultado deste indicador, melhor.

O último indicador sugerido por Silva (2012) e Matarazzo (2010) é a liquidez geral. Este índice indica quanto à organização tem no ativo circulante e no ativo não circulante para cada R$ 1,00 real de dívida total (MATARAZZO, 2010). De acordo com Silva (2012, p. 288) a liquidez geral “é um indicador que subentende que, se a empresa fosse parar suas atividades naquele momento, deveria pagar suas dívidas com seu dinheiro (disponibilidades) mais seus realizáveis, sem precisar envolver o ativo”.

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Quadro 11: Fórmulas para cálculo dos indicadores de liquidez.

Indicadores Fórmulas Autores

L

iqu

idez

Liquidez corrente Liquidez corrente=Ativo

circulante/Passivo circulante

Matarazzo (2010), Kitman (2010),

Groppelli; Nikbakht (2010), Santos (2010) e Gitman (2010).

Liquidez seca Liquidez seca= Ativo circulante

- estoques/passivo circulante Matarazzo Groppelli; Nikbakht (2010), Santos (2010) e (2010), Kitman (2010),

Gitman (2010).

Liquidez geral Liquidez geral=Ativo circulante

+ realizável a longo

prazo/Passivo circulante +

passivo não circulante

Silva (2012) e Matarazzo (2010).

Fonte: A autora (2017) com base em: Matarazzo (2010), Kitman (2010), Groppelli; Nikbakht (2010), Santos (2010), Gitman (2010) e Silva (2012).

Se destaca que os indicadores apresentados são de grande importância, pois através deles é possível avaliar quanto à organização tem de recursos disponíveis para saldar suas dívidas.

2.4.2.4 Endividamento

Uma empresa pode pegar dinheiro emprestado em curto prazo, especialmente para financiar seu capital de giro, ou também em longo prazo, para comprar instalações ou equipamentos. Quando uma organização se endivida em longo prazo, ela se compromete a realizar pagamentos periódicos de juros e liquidar na data de vencimento. Para fazer isso, a organização deve gerar lucro suficiente para cobrir seus pagamentos (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010).

A situação de endividamento de uma organização indica o volume de dinheiro de terceiros utilizado para gerar lucro. Por isso, quanto mais elevado for o endividamento da empresa, maior será o risco dela não conseguir honrar esses pagamentos contratuais. De modo geral, quanto mais dívida uma organização tem em relação ao seu ativo total, maior será sua alavancagem financeira. E, quanto mais dívidas de custos fixos uma empresa tem, maior será o risco e o retorno esperado (GITMAN, 2010).

Assim, para descobrir o grau de endividamento da empresa é necessário analisar alguns indicadores de endividamento. Um dos primeiros sugerido por Groppelli e Nikbakht (2010) e também por Gitman (2010) é endividamento geral (EG), esse demonstra o percentual dos ativos totais que é financiado por capital de terceiros. (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010).

Um índice de endividamento elevado tende a exagerar os lucros e um índice baixo significa o uso ineficiente da dívida (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010). Se o índice de

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endividamento for elevado, isso indica que a organização tem excesso de capital de terceiros (SANTOS, 2010).

O segundo índice sugerido por Groppelli e Nikbakht (2010), Gitman (2010) e Santos (2010) é o índice de cobertura de juros (ICJ). “Este índice mede a capacidade da empresa em horar seus pagamentos contratados de juros” (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010 p.57). Na mesma linha de pensamento, Santos (2010), expõem que este índice expressa a capacidade da organização para saldar suas despesas financeiras, baseando-se no lucro operacional gerado. Ainda, Santos (2010 p. 108) alerta que como neste cálculo os lucros estão sujeitos à variação, “deve-se ser considerada a média dos lucros, expurgada de fatores acidentais, quando for o caso”. Quanto maior o resultado desse indicador, maior será a capacidade da organização cumprir seus compromissos de pagamento de juros (GITMAN, 2010).

Outro indicador proposto por Groppelli e Nikbakht (2010) é o índice Passivo não circulante/ativo total (PNC/AT), este índice relaciona a dívida ao total dos ativos da organização, e pode fornecer informações importantes em relação ao grau de financiamento dos ativos da organização através do passivo não circulante. “Este índice pode servir como substituto para avaliar a alavancagem financeira” (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010 p. 363).

O capital de terceiros sobre capital próprio é um indicador sugerido por Santos (2010), Groppelli e Nikbakht (2010) e Matarazzo (2010), sendo que este mostra a proporção existente entre os recursos de terceiros e os recursos próprios. Se o endividamento geral for alto este indicador também será elevado (SANTOS, 2010).

Para Santos (2010) uma informação importante para as empresas é a da composição do endividamento, pois este demonstra como as dívidas da empresa estão distribuídas entre o curto e o longo prazo.

Se este índice for um valor igual 0,5 significa que as dívidas estão distribuídas igualmente entre o curto e o longo prazo. “Á medida que este índice cresce ao longo do tempo, e o endividamento de longo prazo não se altera de forma significativa, pode indicar uma deterioração da situação financeira da empresa” (SANTOS, 2010 p. 107).

O último indicador de endividamento apresentado por Santos (2010) é o endividamento financeiro (EF). Uma parte da dívida financeira de curto prazo é representada por fornecedores, os itens como, os impostos a recolher e salários a pagar são com vencimento imediato e o valor final já é definido. Entretanto, as dívidas financeiras, por conta dos juros que podem ser flutuantes, não tem seu valor final conhecido. Em vista disso, é importante para as empresas conhecer o peso dessas dívidas sobre o endividamento total, sendo que o índice de endividamento financeiro fornece essas informações (SANTOS, 2010).

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No Quadro 12, são identificados os principais indicadores de endividamento conforme exposto pelos autores Santos (2010), Matarazzo (2010), Groppelli; Nikbakht (2010) e Gitman (2010).

Quadro 12: Cálculo dos indicadores de Endividamento.

Indicadores Fórmulas Autores

E nd iv ida mento Endividamento geral

Endividamento geral = (Passivo Total/Ativo total) x 100

Santos (2010); Groppelli e Nikbakht (2010); Gitman (2010).

Cobertura de Juros Cobertura de juros = Lucro antes de

juros e imposto de renda/juros Santos (2010); Groppelli e Nikbakht (2010); Gitman (2010).

Passivo não

circulante/ativo total

PNC/AT = Passivo não

circulante/Ativo total Groppelli e Nikbakht (2010)

Capital de terceiros

sobre capital

próprio

Capital de terceiros sobre capital próprio = Exigível total/Patrimônio líquido

Santos (2010); Groppelli e Nikbakht (2010); Matarazzo (2010).

Composição do

endividamento Composição do endividamento = Passivo circulante/Passivo circulante

+ Exigível a longo prazo

Santos (2010)

Endividamento

financeiro Endividamento financeiro = Dívidas financeiras/Exigível total Santos (2010)

Fonte: A autora (2017), com base em Kitman (2010), Groppelli; Nikbakht (2010), Silva (2012) e Matarazzo (2010).

A análise desses indicadores mostra a política de obtenção de recursos da organização, ou seja, é possível analisar se a organização está financiando o seu ativo com recursos próprios ou com recursos de terceiros.

2.4.2.5 Alavancagem

A alavancagem resulta do uso de ativo ou fundo a custo fixo para multiplicar os retornos aos proprietários da uma organização. Existem três tipos básicos de alavancagem, os citados por Braga (2011) e Gitman (2010) são: grau de alavancagem Financeira (GAF), grau de alavancagem Operacional (GAO) e o grau de alavancagem Total (GAT).

A alavancagem financeira é definida como a capacidade da empresa utilizar encargos financeiros fixos para maximizar os efeitos dos acréscimos do lucro antes do imposto de renda (LAJIR) sobre o lucro líquido. Se o lucro antes do imposto de renda aumentar, o lucro líquido apresentará expansão, e se houver decréscimo no lucro antes do imposto de renda poderá converter o resultado final em prejuízo (BRAGA, 2011).

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O grau de alavancagem financeira (GAF) é o valor numérico da alavancagem financeira de uma empresa (GITMAN, 2010). Conforme Braga (2010) esse grau mede os efeitos provocados sobre o lucro líquido pelas variações no lucro antes do imposto de renda.

Se a empresa não apresenta despesas financeiras, não haverá alavancagem financeira, e o GAF será igual a 1,0. Se o valor do GAF for próximo de 1,0, isto representa que há pequena influência das despesas financeira na formação do LAIR e do lucro líquido. E se o GAF for muito alto, indica a existência de elevadas despesas financeiras, em face do nível de LAJI considerado (BRAGA, 2011).

Santos (2010) apresenta que a alavancagem financeira será positiva quando a utilização de capital de terceiros produzir uma rentabilidade do capital próprio maior que a rentabilidade do investimento. E, será negativa, quando a rentabilidade do capital próprio for menor que a rentabilidade do investimento.

Outra medida é a alavancagem operacional que “decorre da existência de custos e despesas operacionais fixos que permanecem inalterados dentro de certos intervalos de flutuação de produção e vendas” (BRAGA, 2011 p. 203).

O grau de alavancagem operacional (GAO), “mede os efeitos provocados sobre o LAJI pelas variações ocorridas nas vendas”. O GAO sempre diz respeito a um nível específico de produção e vendas (BRAGA, 2011 p 204).

Quando a variação percentual do LAJIR resultante de uma dada variação percentual nas vendas for superior à variação percentual de vendas, ocorre a alavancagem operacional, ou seja, se o grau de alavancagem operacional for superior a 1, haverá a alavancagem operacional (KITMAN, 2010).

Braga (2011) argumenta que todas as organizações apresentam custos operacionais fixos, onde estão sujeitas aos efeitos da alavancagem operacional. É muito difícil encontrar uma organização que não possua despesas financeiras e esteja isenta da alavancagem financeira, pois praticamente todas as empresas apresentam efeitos conjuntos dessas alavancagens, conhecida assim como alavancagem total ou combinada.

O grau de alavancagem total (GAT), sugerido por Kitman (2010) e Braga (2011), “mede os efeitos dos custos fixos totais sobre o lucro líquido, em face das variações ocorridas nas vendas” (BRAGA, 2011 p. 207).

A alavancagem total é vista como o impacto total dos custos fixos presentes na estrutura organizacional e financeira de uma organização (KITMAN, 2010).

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Quadro 13: Fórmulas para cálculo dos indicadores de alavancagem.

Indicadores Fórmulas Autores

G ra u de a la va nca gem Grau de alavancagem financeira (GAF)

GAF = Variação percentual no lucro líquido/Variação percentual no LAJIR

Braga (2010), Gitman (2010) e Santos (2010).

Grau de

alavancagem operacional (GAO)

GAO = Variação percentual no

LAJIR/Variação percentual nas

vendas

Braga (2010), Gitman (2010) e Santos (2010).

Grau de

alavancagem total (GAT)

GAT = Variação percentual no lucro

liquido/Variação percentual nas

vendas

Braga (2010), Gitman (2010).

Fonte: A autora (2017), com base em: Kitman (2010), Braga (2010) e Santos (2010).

Se observa como os indicadores de alavancagem são importantes para os empresários, pois a parir dos resultados desses indicadores é que os empresários terão capacidade de verificar como está à situação de sua empresa no que se refere ao seu endividamento, imobilizado de capital, cobertura de juros e etc.

2.4.3 Viabilidade de investimentos

A prévia avaliação econômica das decisões de investimento é uma tarefa indispensável no meio empresarial. As decisões de investimentos são fundamentais para as empresas, pois envolvem valores significativos e normalmente têm um alcance de longo prazo (SANTOS, 2010). Por isso, Braga (2011) argumenta que “investimentos em novos ativos fixos têm efeitos prolongados sobre a vida da empresa e uma decisão inadequada poderá comprometer irremediavelmente o seu futuro”. Além disso, tais investimentos, normalmente, implicam em aumentos nas aplicações de recursos no capital de giro da organização (BRAGA, 2011).

Para elaborar uma análise de investimentos, Santos (2010) apresenta que os conceitos mais utilizados, são: projeto de investimento; fluxo de caixa; vida útil de um ativo; valor residual de um ativo e período de análise.

O projeto de investimento é uma aplicação de capital com a finalidade de obtenção de um benefício econômico compensador na forma de lucro ou na forma de redução de custos. Os exemplos de projeto de investimento são: um novo negócio, expansão de um negócio que já existe, mudanças nos processos de operação substituição de máquinas e equipamentos. Para analisar o projeto de investimentos, os dados de entradas e saídas de dinheiro são dispostos na forma de Quadro, chamado fluxo de caixa. Então, com base no fluxo de caixa líquido que se realiza os cálculos para a análise do investimento (SANTOS, 2010).

O terceiro fator a ser analisado é a vida útil de um ativo, um ativo é um bem utilizado na operação de uma empresa, como, terrenos, imóveis, máquinas, entre outros. Para um ativo

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não sujeito a manutenção, a sua vida útil é a própria duração, e para os ativos sujeitos á manutenção, a vida útil é representada pelo tempo em que é vantajoso mantê-lo em uso. O próximo fator analisado é o valor residual de um ativo, este é representado pelo valor estimado de venda de um ativo no final de sua vida útil. E, por fim, o período de análise, que segundo o autor se num projeto de investimentos todos os ativos tem a mesma vida útil, a duração deste ativo será o período de análise, e quando os ativos tiverem vidas úteis diferentes, o período de análise será o mínimo múltiplo comum das vidas úteis dos seus ativos (SANTOS, 2010).

Os investimentos de longo prazo representam desembolsos substanciais de fundos que comprometem a organização com determinada linha de ação. Por isso, as organizações precisam contar com procedimentos para analisar e selecionar de maneira correta os investimentos de longo prazo. É necessário medir fluxos de caixa e aplicar técnicas apropriadas para a tomada de decisão (GITMAN, 2010).

Os gestores precisam decidir onde vão investir a renda que poupam, e evidentemente, a meta, é obter maior retorno possível. Portanto, para determinar quais ativos são rentáveis e quais não são, os gestores precisam de um ponto de referência, este ponto de referência é conhecido como taxa de retorno (GROPPELLI; NIKBAKHT, 2010).

Para análise do investimento, se utiliza métodos simplificados e métodos analíticos. Os métodos simplificados utilizam somente o valor do investimento e seu lucro projetado para realizar a análise. Para Santos (2010) este método apresenta algumas desvantagens para as organizações, pois ele pode conduzir decisões de investimentos erradas, e possui pouca aplicabilidade aos projetos de investimento com o fluxo de caixa não convencional. Os métodos simplificados são: tempo de retorno, tempo de retorno descontado e taxa de retorno contábil. Logo, os métodos analíticos são mais precisos, em virtude da sua metodologia de cálculo. Os métodos que devem ser utilizados para análise de investimentos são: taxa interna de retorno, valor presente líquido e o custo periódico equivalente. Para os métodos analíticos a variável-chave é a taxa mínima de atratividade, que varia de empresa para empresa (SANTOS, 2010).

Os principais métodos apresentados por Santos (2010), Groppelli; Nikbakht (2010), Braga (2011), Gitman (2010) e Hansen; Mowen (2010) são: taxa interna de retorno - TIR, valor presente líquido - VPL e o prazo de retorno - PAYBACK.

No entendimento de Groppelli; Nikbakht (2010) a taxa interna de retorno é uma taxa de desconto que iguala o valor presente do fluxo de caixa futuro ao investimento inicial. Para Gitman (2010) a taxa interna de retorno é uma taxa de desconto que faz com que o valor

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presente líquido de uma oportunidade de investimento seja igual à zero. Está é uma taxa anual composta que a empresa obterá se investir no projeto e receber as entradas de caixas previstas.

Na abordagem de Hansen e Mowen (2010, p. 706), este método é definido “como a taxa de juros que estabelece o valor presente dos fluxos de entrada de caixa de um projeto como igual ao valor presente do custo do projeto”.

Conforme Zanin et al. (2011, p. 5) a taxa interna de retorno “representa a taxa de juros para a qual o valor presente das entradas de caixa resultantes do projeto iguala o valor presente dos desembolsos do mesmo”. Esta medida é muito utilizada no orçamento de capital, onde se caracteriza como a taxa de remuneração do capital investido.

O método de cálculo da taxa interna de retorno é um processo interativo, uma vez que, trata de uma equação, muitas vezes de grau elevado. Para um projeto de investimento típico, o cálculo da taxa interna de retorno requer a solução de uma equação de grau 10 (SANTOS, 2010).

O segundo método, é o valor presente líquido. De acordo com Gitman (2010, p. 369) o valor presente líquido “consiste no retorno mínimo que um projeto precisa proporcionar para manter inalterado o valor de mercado da empresa”. No entendimento de Hansen e Mowen (2010) este método mede a rentabilidade de um investimento.

Para Zanin et al. (2011, p. 5) o valor presente líquido é “uma medida de quanto valor é criado ou adicionado hoje, realizando determinado investimento. Para tanto, faz-se necessário trazer a valor presente todos os fluxos de caixas esperados, utilizando uma taxa de desconto e após reduzir estes valores do desembolso inicial do projeto”.

O último método sugerido pelos autores é o prazo de retorno, chamado de Payback. Conforme Groppelli e Nikbakht (2010) o payback é o número de anos necessários para as organizações recuperar um investimento inicial. Nesta mesma visão, Gitman (2010, p. 366.) expõem que o payback “é o tempo necessário para que a empresa recupere o investimento inicial de um projeto, calculado a partir das entradas de caixa”. Braga (2011) complementa que quanto mais amplo for o horizonte de tempo, maior a incerteza nas previsões. Os investimentos com menor prazo de retorno apresentam maior liquidez, e consequentemente, menores serão os riscos.

Para fins de cálculo, no Quadro 14 serão apresentadas as fórmulas e os respectivos autores para cada método.

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Quadro 14: Cálculo da análise de investimento.

Métodos Fórmulas Autores

Taxa interna de retorno (TIR)

TIR = ∑FCt / (1 + i)t

Santos (2010); Groppelli e Nikbakht (2010); Braga (2011); Gitman (2010); Hansen e Mowen (2010)

Valor presente líquido (VPL)

VPL =∑ FCXj/(1+k)j

Santos (2010); Groppelli e

Nikbakht (2010); Braga (2011); Gitman (2010); Hansen e Mowen (2010)

Prazo de retorno (PAYBACK)

Payback=Investimento original/Fluxo de caixa anual

Santos (2010); Groppelli e Nikbakht (2010); Braga (2011); Gitman (2010); Hansen e Mowen (2010)

Fonte: A autora (2017), com base em Santos (2010); Groppelli e Nikbakht (2010); Braga (2011); Gitman (2010); Hansen; Mowen (2010).

Com estes indicadores realizados é possível identificar a viabilidade e a expectativa de lucros, além do tempo necessário para recuperar o total investido.

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3 METODOLOGIA

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

O presente estudo se caracteriza como de natureza qualitativa, uma vez que contempla aspectos subjetivos; e, embora por vezes trate de elementos objetivos e quantificáveis, os mesmos não recebem tratamento estatístico - afastando a perspectiva de caracterização quantitativa. Segundo Michel (2009 p. 37) a pesquisa qualitativa “se fundamenta na discussão da ligação e correlação de dados interpessoais, na co-participação das situações dos informantes, analisados a partir da significação que estes dão aos seus atos”. O autor também afirma que na pesquisa qualitativa sua interpretação não pode se reduzir a quantificações frias e descontextualizadas da realidade.

Gonsalves (2011) argumenta que a pesquisa qualitativa é aquela que se preocupa com a compreensão, interpretação e com os significados dos fatos. Souza; Fialho; Otani (2007) ressaltam que a pesquisa qualitativa não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas, apenas consiste na interpretação dos fatos e a atribuição de significados.

Neste sentido, os dados não são comprovados por meio de dados estatísticos, mas pela experimentação e análise conforme a realidade. Flick (2009) salienta que a pesquisa qualitativa refere-se à análise de casos objetivos em suas peculiaridades, a partir das expressões das pessoas e das atividades em seus locais. Dessa maneira, embora o emprego de quantificação esteja presente na pesquisa, o tratamento dos dados e a exposição dos resultados é fruto também de análise que considera a subjetividade dos contextos envolvidos, remetendo necessariamente sua classificação como qualitativa.

Pode se caracterizar como exploratória, uma vez que foi desenvolvida uma pesquisa ainda não realizada em relação ao objeto de estudo (caso). Assim, “explora” a realidade específica do caso em estudo, utilizando do procedimento de pesquisa de campo, realizando verificação e coleta de dados in loco, por intermédio de pesquisa documental e participante – uma vez que a pesquisadora possui ligação e conhecimentos acerca da propriedade rural objeto do estudo de caso. Severino (2007) aponta essa possibilidade de classificação, ao ressaltar que a pesquisa exploratória busca colher informações de um determinado objeto. Michel (2009), por sua vez, indica que a pesquisa exploratória tem como finalidade ajudar na

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