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5 Seconde partie – méthodologie

5.2 La position de chercheuse

A usina nuclear Angra 1 entrou em operação comercial em 1985, após treze anos de obras

Angra 2, cujas obras foram interrompidas devido a protestos de ambientalistas e redução de recursos financeiros, foi inaugurada somente em 2000

Em meio às turbulências políticas, novas em- presas despontam ou intensificam projetos. Em 1962, surgia a Ergomat, fabricante de tornos. A Jaraguá, uma empresa de equipamentos de informática, atua com sucesso em ramos como siderurgia, óleo e gás, mineração, ferrovias e indústria alimentícia.

Outra grande empresa que surge no período é a Caterpillar, que chega ao Brasil em 1954 e começa a produzir em 1960, com sede no bairro da Lapa, em São Paulo. O investimento da Ca- terpillar no país foi o segundo da empresa fora de território americano. Uma aposta do grupo no país do futuro.

Em 1969, é fundada a Empresa Brasileira Aeronáutica S.A, Embraer, decidida a produ- zir aviões na terra de Alberto Santos Dumont. A Embraer era a concretização de um antigo projeto de militares que sonhavam em cons- tituir uma indústria aeronáutica no país. O Bandeirantes foi o primeiro avião fabricado e comercializado em larga escala no Brasil.

Na área automobilística, em 1964, foi criado um programa de financiamento de carros po- pulares pela Caixa Econômica. Nasciam aí versões de automóveis mais simples, como o Teimoso, uma derivação do já franciscano Gordini, o Pracinha, da Vemaguet, o Fusca Pé-de-boi

e as Máquinas

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O Bandeirantes, da Embraer, foi o primeiro avião fabricado e comercializado em larga escala no Brasil

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e o Profissional, da Simca. Os compradores mais exigentes saíam das concessionárias dire- tamente às lojas de acessórios para transformar os carrinhos em carrões.

Em 1969, o empresário João Augusto do Amaral Gurgel ousa uma empresa com o pró- prio nome. Traz na bagagem a experiência de estagiário da GM americana e o sonho de ter uma marca 100% nacional. Começa produzin- do jipes e utilitários em Rio Claro, no interior de São Paulo. Surge o Xavante, com mecânica básica da Volks. Gurgel também criou o Itaipu, um carro elétrico. Em 1988, nasce o BR-800. A concorrência com modelos estrangeiros e, con-

seqüentemente, a falta de dinheiro para investir anunciam a morte prematura do Gurgel. Em 1994, foi decretada a falência da empresa, após uma produção de cerca de 40.000 carros.

Não custa lembrar: foi no coração da indús- tria automobilística, o ABC Paulista – formado pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema –, que surgiu um novo personagem da política brasi- leira: a classe operária. Com as históricas greves de 1979 e 1980, os metalúrgicos afrontaram a ditadura e lutaram por condições melhores. Foi nesse ambiente que cresceu a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente do país.

Greve dos metalúrgicos em 1979 e 1980 com Luiz Inácio Lula da Silva: desponta a classe operária na política brasileira

Mas a história da Weg, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, talvez seja o melhor exemplo do quanto o talento e a coragem de empreen- der podem sobrepor-se às turbulências de uma época. No começo da década de 1960, o funcio- nário de uma empresa de escapamentos da re- gião de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Eggon João da Silva, soube que um amigo estava ten- do dificuldades com os motores que trazia de São Paulo para o frigorífico.

Eggon, outro mecânico, Geraldo Wernin- ghaus, e um eletricista, Werner Ricardo Voigt, montaram uma fábrica de motores, Weg, que em alemão quer dizer caminho. De um mo- torzinho para refrigerador e capital de 11.000 dólares nascia uma empresa que, nos primeiros três meses, fabricava 146 motores e viu que ti- nha um grande caminho pela frente.

De 1961 até 1970, o número de funcionários da Weg salta de nove para 409; e a produção pula de 146 para 45.560 motores. Na década de 1970, a empresa começa a exportar. E não pára de crescer: em 1972, montam uma fundição e, em 1973, ampliam ainda mais o parque fabril. Em 1980, já são 3.542 funcionários e 971.000 as máquinas produzidas.

No começo da década de 1980, a Weg enfren- ta turbulências, as vendas despencam e surge a idéia de diversificar. Nasce a Weg Máquinas, para produzir máquinas elétricas de grande

porte para segmentos como mineração, petro- química, usinas, papel e celulose.

A empresa compra também uma fábrica de tintas e investe em reflorestamento para uso próprio – já que a madeira é muito utilizada na produção de motores. Uma estratégia feliz: os anos 1990 ficaram marcados pela instalação de filiais em outros países; e a década de 2000 pela instalação das fábricas nos principais blo- cos comerciais.

Hoje são 15.000 funcionários, 11.000 só na unidade principal de Jaraguá do Sul, e 2.000 fora do país. São 9 milhões de motores por ano, de 30.000 tipos diferentes.

O sucesso da Weg é resultado de investimen- to em pessoas e tecnologia e de uma bem de- finida estratégia de longo prazo. Isso em todos os momentos da história. Um exemplo claro: já em 1968, a empresa investia num Centro de Treinamento, apostava na mão-de-obra local. A Weg também tem programa de participa- ção nos lucro para os funcionários. Chegou nos anos 1990 com distribuição de 12,5% do lucro para todos os funcionários, em cotas propor- cionais ao salário de cada um.

A companhia também aposta nas expor- tações, que trouxeram, além de dólares, uma experiência muito enriquecedora: clientes mais exigentes, mercados mais sofisticados e concor- rentes de peso. O processo começou em 1970, e,

Weg, de jaraguá