4 Première partie - théorie
4.3 L’intersectionnalité des rapports de pouvoir
e um bill
Eniac, primeiro computador a válvulas, desenvolvido pelo Exército dos EUA
Da amizade com Woz e na garagem de Jobs, nascia uma máquina que revolucionaria o mercado de computadores domésticos e uma empresa cha- mada Apple. Os dois ofereceram o produto a um empreendedor, que,
de cara, encomendou 25 unidades do equipa- mento. Sem dinheiro para construí-los, eles venderam os bens mais preciosos que possuí- am, o carro de Jobs e a calculadora científica de Woz , e se enfurnaram na garagem, onde pas- saram madrugadas trabalhando e montando os computadores pioneiros. O primeiro, o Apple I, foi vendido por 666,66 dólares em 1976.
Dois anos antes, em outra ponta dos EUA, o futuro pop star da informática, Bill Gates, ou William Henry Gates III, dava os primei- ros passos. Ao contrário de Jobs, Gates nasceu rico numa família de banqueiros da cidade
industrial de Seattle, Estado de Washington. Já aos 13 anos foi ser interno numa escola para
pequenos gênios.
Em 1974, a capa da revista
Popular Eletronics anunciava o
lançamento do Altair 8800, que prometia ser o primeiro microcomputador do mundo. Só que a nova maravilha não tinha te- clado nem drive de disquete. De bate-pronto, Gates ligou para os empresários da gigante Intel – fabricante de microprocessadores para o Al- tair, fundada em 1968 – oferecendo o Basic, um software que poderia funcionar no Altair. Era um chute, ele e seu partner Allen ainda não ha- viam produzido uma só linha de código sequer. Mas um chute de gênio. Em poucas semanas, a dupla ralou sem descanso e conseguiu criar um demo do produto. Era o início do mercado de software. Era o início da Microsoft.
O Apple II foi concebido em 1977. Seu invólucro, de plástico, era raridade para a época
Gates e Jobs, ou Microsoft e Apple, só se conheceram em 1977, no lança- mento do Apple II, e
logo se tornaram inimigos. Por um bom tem- po, Jobs acusou Gates de ter copiado o sistema Mac. Dizia que o Windows era a prova disso. Gates fechara um contrato para fornecer pro- gramas para o Mac, mas abandonou o projeto no meio e logo lançava o Windows, muito si- milar ao sistema Macintosh.
A guerra hoje é das máquinas: PCs e Macs. Os chamados PCs são computadores monta- dos aos pedacinhos em milhares de lugares do mundo. Todos movidos exclusivamente por programas da Microsoft. Já os Macs, além do sistema operacional diferenciado dos PCs, são fabricados por uma única empresa, a Apple.
Mas a verdade é que a maçã da Apple foi quem inaugurou o paraíso da computação doméstica. Até então, os computado- res pessoais estavam restritos às empresas. O micro da Apple tinha monitor, drive de ar- mazenamento (na época, um revolucionário disquete), mouse e sistema operacional com interfaces gráficas.
A presença da Apple no mercado conta com outra forte influência. O design dos aparelhos da companhia é uma unanimidade mundial e facilmente reconhecido. Pesquisadores de de- sign afirmam que até mesmo programas de TV e equipamentos domésticos se inspiraram nas curvas sutis e no visual com cores fortes e efei- tos de transparência introduzidos pela primeira linha iMac.
Foi o escritor checo Karel Capek quem, em 1921, introduziu a palavra robô num texto de uma peça de teatro. Mas a palavra em si, robô, foi inventada pelo irmão Josef, outro respeitado escritor checo, e vem da palavra checa robota, que significa, olha aí, trabalho forçado...
Mas o primeiro projeto documentado de um robô humanóide foi feito, como já vimos, por Leonardo Da Vinci por volta de 1495. As notas de Da Vinci, escritas no Código Atlântico, conti- nham desenhos detalhados de um cavaleiro me- cânico que aparentemente era capaz de sentar, mexer os braços, mover a cabeça e o maxilar.
O primeiro robô funcional foi criado em 1738 pelo francês Jacques de Vaucanson. Ele fez um andróide que tocava flauta... O passo seguinte já não foi assim tão pacífico: muitos consideram que o primeiro robô segundo as definições mo- dernas foi o barco teleoperado de Nikola Tesla – o mesmo do motor elétrico –, exibido em 1898 no Madison Square Garden. Como ele mesmo descreve na patente de nº 613 809 para o teleau-
tomation, Tesla desejava desenvolver um torpe- do sem fio para fazer parte do sistema de armas
da Marinha americana. O barco teleguiado era similar a um Veículo Operado Remotamente (ROV) de hoje.
Nos anos 1930, a Westinghouse desenvolveu um robô humanóide conhecido como Elektro. Ele foi exibido no World’s Fair de 1939-1940.
Mas aquele que é considerado o primeiro robô autônomo eletrônico foi criado por Grey Wal- ter, na Universidade de Bristol, na Inglaterra, no ano de 1948.
Uma criatura quase humana, com certa in- teligência e certa independência? Um tanto assustador... Muito antes do pleno desenvolvi- mento e uso dos robôs, a literatura e o cinema começaram a refletir os pavores do ser humano em relação a esse novo brinquedo perigoso e, um dia talvez, incontrolável. Frankenstein, de 1818, é freqüentemente considerado o primeiro romance de ficção científica a abordar as per- turbadoras clonagens mecânicas.
Foi quando, poucos anos depois da peça de Capek sobre uma linha de montagem que uti- lizava robôs para tentar construir mais robôs, o tema começou a inquietar corações e mentes com questões que iam bem da além da tecnologia, da indústria e da economia. No cinema, desde o clássico Metropolis (1927) até os populares Blade
Runner (1982) e The Terminator (1984) de nossos
dias, o tema não parou de assombrar milhões de espectadores. Os desafios dos robôs inteligen- tes e uma maior compreensão da interação entre robôs e homens foram também abordadas em filmes como A.I. (2001) e Eu, Robô (2004).
Na história, aliás, de ficção científica em que se baseou o filme Eu, Robô, o escritor Isaac Asimov já em 1941 consagrava a palavra robó-