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I. INTRODUCTION BIBLIOGRAPHIQUE 1

2.   Les anticorps monoclonaux thérapeutiques 19

2.4.   L’ingénierie des anticorps thérapeutiques : les anticorps optimisés 50

2.4.2.   Optimisation des fonctions effectrices 51

Conforme referido anteriormente, foi efetuado o pedido de autorização institucional para aplicação da presente investigação no HDESPDL, o que implicou o pedido para a aplicação dos instrumentos acima referidos, tendo sido contatada, para tal, a Direção de Enfermagem, o Conselho de Administração e a Comissão de Ética para a Saúde da referida instituição.

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De acordo com o protocolo vigente, a autorização prévia da Direção de Enfermagem foi obtida através de uma reunião presencial com a Enfermeira Diretora dos HDESPDL, efetuada a 29 de Junho de 2011, a quem foram explicitados os objetivos e procedimentos da investigação, devidamente suportados por respetiva informação escrita. A autorização da Direção de Enfermagem foi prontamente concedida, sem necessidade de solicitação escrita adicional. Posteriormente, foi solicitada autorização escrita ao Conselho de Administração (Anexo II) e ao Conselho de Ética para a Saúde da instituição (Anexo III), dos quais se obteve resposta favorável.

Relativamente aos participantes no estudo, foi solicitada a autorização para participação na investigação junto do tutor legal da criança, bem como respetiva permissão para utilização e divulgação dos dados colhidos no âmbito deste trabalho. Para este efeito, e após leitura integral do documento, foi solicitado ao tutor legal da criança a assinatura do consentimento informado escrito (Anexo IV).

Em relação aos instrumentos de avaliação, foi pedida autorização ao Professor Doutor Emanuel Ponciano para a utilização da versão portuguesa do State-Trait Anxiety Inventory for Children no contexto desta investigação, a qual foi prontamente concedida. Já no que diz respeito ao QCPH, tendo em conta a inexistência de uma versão portuguesa do questionário e a sua disponibilidade para utilização livre, não houve necessidade de solicitar autorização prévia ao autor original do instrumento.

4.5.1 Procedimento de convocação para a primeira entrevista

Inicialmente estava planeado que o investigador, cerca de duas semanas antes da data prevista para a cirurgia, contactasse telefonicamente os familiares dos potenciais participantes. O objetivo desse telefonema seria conhecer a sua disponibilidade em participar na investigação, e caso concordassem, convocá-los para uma entrevista prévia a realizar na semana anterior à cirurgia. Infelizmente, devido ao complexo procedimento interno de agendamento cirúrgico do HDESPDL, tal não foi possível efetuar.

O agendamento cirúrgico é efetuado pelo pessoal administrativo dos serviços de internamento, de onde resulta o plano operatório. Este plano é disponibilizado a todos os serviços do hospital, constituindo, no entanto, um documento de carácter provisório. Perante eventuais desistências ou cancelamentos cirúrgicos, o preenchimento desses espaços operatórios é efetuado recorrendo à convocação de utentes inscritos em lista de espera. Frequentemente, os agendamentos cirúrgicos são conhecidos apenas cerca de 4 a 3 dias antes

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da cirurgia, altura em que os utentes são informados e convocados para efetuarem os exames pré-operatórios e a consulta de anestesia. Tendo em conta que este processo não nos permitia identificar atempadamente os potenciais participantes no estudo, optou-se por modificar o procedimento de convocação inicialmente previsto, passando este a efetuar-se apenas no momento da deslocação física dos utentes ao hospital.

Assim sendo, no dia da sua deslocação ao hospital, o investigador abordou os potenciais candidatos ao estudo, procedeu às explicações relativas ao âmbito e objetivos da investigação, e questionou os acompanhantes da criança e ela própria acerca da sua disponibilidade em participar na investigação.

Salvaguardando-se que o estudo foi devidamente aprovado pelo Conselho de Administração e pela Comissão de Ética para a Saúde do HDESPDL, o investigador explicou que a participação da criança na investigação implicava a autorização escrita do seu responsável legal, conforme redação lida do consentimento informado. Apesar da assinatura do consentimento informado, foi reforçado o direito dos participantes do estudo se retirarem em qualquer momento, sem penalizações ou necessidade de justificação.

Tendo obtido a concordância dos próprios em participar no estudo, verificou-se o cumprimento integral dos critérios de elegibilidade da amostra e procedeu-se ao preenchimento do Questionário de Caraterização Sociodemográfica.

Posteriormente, explicou-se que a investigação previa a distribuição dos participantes por dois grupos, e que apenas o grupo experimental seria submetido ao PIPCirurgia. Reforçou- se a importância de ambos os grupos na investigação, e que a distribuição dos participantes pelos grupos estava previamente determinada, não sendo possível a transição entre grupos. Prosseguiu-se com a atribuição do número de caso por ordem cronológica de identificação e a distribuição pelo respetivo grupo; os casos ímpares foram colocados no Grupo Experimental, enquanto no Grupo de Controlo ficaram os casos pares.

4.5.2 Considerações éticas

No sentido de assegurar o direito à autodeterminação dos envolvidos, os sujeitos que participaram no estudo foram informados dos pormenores relativos à investigação, sendo-lhes assegurado o direito de dele se retirarem a qualquer momento, independentemente de qualquer consentimento prévio, sem necessidade de justificação ou prejuízo do seu tratamento. O respeito pela autonomia individual foi garantido através do direito de tomada de decisões

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esclarecidas e ponderadas, por decisão própria, e sem pressões de qualquer ordem. O consentimento informado escrito foi obtido por via da assinatura de um dos pais ou tutor legal.

Para assegurar o direito à intimidade, anonimato e confidencialidade dos sujeitos, os dados colhidos foram apenas os absolutamente necessários, servindo exclusivamente para o efeito do estudo em causa, não podendo ser divulgados ou partilhados sem autorização expressa dos envolvidos. Procedeu-se à codificação das identidades dos envolvidos através da atribuição de um número a cada participante. Todos os dados obtidos são considerados sigilosos e confidenciais, pelo que serão guardados em lugar seguro durante cinco anos, período após o qual serão destruídos por processo de incineração.

Com o objetivo de salvaguardar o direito à proteção dos indivíduos contra o desconforto e prejuízo, assumiu-se e informou-se que o estudo presente representou um risco temporário para os envolvidos, correspondente a um risco mínimo de sentir desconforto (apenas e durante o período da investigação), nomeadamente, desconforto físico, fadiga ou tensão muscular associados ao processo de entrevista e preparação. No entanto, assume-se que estes eventuais prejuízos são largamente compensados com a inclusão dos participantes no estudo e pelos benefícios dele resultante. Entre os benefícios figuram o acesso ao programa pediátrico de preparação operatória proposto para o HDESPDL, a aquisição de conhecimentos complementares no domínio estudado, e o contributo para o desenvolvimento do conhecimento que permitirá ajudar futuras crianças em situação similar. De forma a garantir a não- maleficência e beneficência do estudo, não foram realizados procedimentos de que resultassem dor, medo, desconforto ou dano direto dos sujeitos envolvidos, estando salvaguardado que todas as intervenções efetuadas foram no interesse e para benefício futuro de crianças e familiares, sempre na melhor defesa dos seus direitos.

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Ao longo deste capítulo apresentámos a metodologia utilizada no decorrer da investigação Ansiedade Infantil em Contexto Cirúrgico: Estudo Experimental, a qual se efetivou através de dois estudos, o Estudo I: Ansiedade infantil e caraterísticas sociodemográficas e o Estudo II: Efeitos do PIPCirurgia na redução da ansiedade infantil e nas alterações comportamentais pós-hospitalização. Ao longo do capítulo retomou-se, de forma sucinta, o estado da arte sobre a ansiedade infantil em contexto cirúrgico, levantaram-se as questões de investigação, definiu-se o design do estudo, identificou-se a população e as

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amostras, e descreveram-se os procedimentos metodológicos utilizados, incluindo um ponto para considerações éticas.

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CAPÍTULO V – ESTUDO I: ANSIEDADE INFANTIL E