• Aucun résultat trouvé

O programa habitacional nos tratados de arquitectura oitocentistas foi fortemente dominado pela casa burguesa e aristocrática nas suas mais diversas vertentes. Até às primeiras décadas do século XX, a questão projectual da habitação simples era exterior ao ensino académico das Beaux-Arts onde o exercício da Arquitectura continuava a ser valorizado enquanto Arte através do conhecimento dos grandes monumentos históricos e da prática do desenho de edifícios institucionais ou residenciais para as classes altas.

Tomando como exemplo o caso exemplar francês, Monique Eleb afirma que, no século XIX, o “quasi-silence” sobre a habitação operária dos teóricos da arquitectura expressava sobretudo uma rejeição daquilo que era considerado simplesmente construção: não-arquitecturas, impróprias de figurar no Salon.

Traiter l’habitation ouvrière dans le champ de l´’architecture remet en question la conception de cette discipline en tant qu’art. Se mettent alors en place deux positions fondamentalement opposées. L’une marque une césure entre la conception académique de l’architecture et la production d’une habitation qui relève de principes 137 WILSON, André – Maneira de ter uma casa saúdavel. Lisboa: Typographia de A. E. Barata, 1900, p. 29

plus vulgaires. L’autre, qui modifie sa conception de l’art en la fondant sur l’utile, englobe dans son champ toute la production des habitations.138

Uma das raras personagens transversal ao problema foi o arquitecto-engenheiro Émile Trélat (1821-1907) formado na École Centrale des Arts et Manufactures. Enquanto professor de Construções Civis nessa instituição introduziu pela primeira vez a ciência da higiene no contexto do ensino das técnicas construtivas dos edifícios. A École Centrale tratou, pela primeira vez, de forma consequente e sustentada, os problemas da prática profissional da arquitectura ligada com os requisitos tecnológicos e funcionais exigidos pelos novos programas, incluindo complexos de habitação social, introduzindo metodologias de trabalho multidisciplinares. Conforme um importante estudo sobre o ensino politécnico de arquitectura e da engenharia:

[...] the nascent building assignments of that time demanded that the relationship between composition and construction be redefined: [...] utility is to be equally considered as aesthetic agreeableness; structural requirements follow the building’s function and spatial program, together they comprise the foundations for architecture, or for composition and form. The structural forms and solutions defined by function and material that were implemented in this model of industrial instruction and that are determined by circumstances of statics are the foundations upon which the modern architect rests. Modernism was built from this. 139

A partir do debate que se travou na École des Beaux-Arts entre classicistas e góticos, Trélat recusa com Eugène Viollet-le-Duc (1814-1879) a manutenção da linha de orientação pedagógica estabelecida fundando, em 1865, a École Centrale d’Architecture (École Spéciale d’Architecture). Esta escola foi inicialmente suportada por eminentes figuras como Eugène Viollet-le-Duc e Henri Labrouste (1801-1875) ou, os desconhecidos Anatole de Baudot (1834-1915) e Émile Muller (1823-1889), este último, segundo se verificará mais à frente, figura destacada no movimento das cités ouvriéres. Para Trélat a formação do arquitecto devia corresponder a uma 138 ELEB, Monique, DEBARRE, Anne – Architectures de la vie privée. - XVII XIX siècles. Paris: AAM, Hazan, 1999, p.134

139 PFMMATTER, Ulrich – The Making of the Modern Architect and Engineer. The origins and development of a scientific and industrially oriented education. Basel: Bikhauser - Publishers for Architecture, 2000, p. 146

81 conduta ética capaz de colocar as suas capacidades técnicas e conceptuais ao serviço do bem-estar social, equilibrando entre edifícios monumentais e programas domésticos menos espectaculares o protagonismo da sua acção.

Num invulgar momento notado por Peter Collins, César Daly (1811-1893)140 em 1840 observava que a arquitectura doméstica foi o resultado dos hábitos sociais pelo que “a forma de modificar o efeito é começar por alterar a causa”.141 Seguidor das utopias de Charles Fourier (1772-1827) e Étienne Cabet (1788-1856),142 Daly acreditava que na reforma social deveriam estar implicados os arquitectos porque essa transformação afetaria imediatamente a própria evolução das formas arquitectónicas. Sobre esta perspectiva Peter Collins compara-a à posição das vanguardas dos anos de 1920:

[...] conceito revolucionário da denominada arquitectura doméstica ‘funcional’ dos anos vinte, em que toda a habitação para operários desenhada por Le Corbusier se compara a um atelier de artista. É duvidoso até que ponto os arquitectos têm capacidade para iniciar mudanças nos modos de vida através das suas obras; até onde podem forçar os utilizadores a adoptar hábitos sociais novos, independentemente das recomendações dos especialistas sociais e da investigação científica produzida pela sociologia.143 Se a desconfiança de Collins foi produzida olhando, fundamentalmente, para os racionalistas idealistas do século XVIII que desenhavam prisões, hospitais e falanstérios, a referência que faz a Julien Guadet (1834-1908)144 - professor da importante cadeira de Teoria de Arquitectura na École Nationale Supérieure des Beaux- Arts de Paris em 1894 – permite transportar para a transição de século a postura do 140 César Daly, arquitecto formado na Beaux-Arts, critico influente e editor entre 1839 e1888 da famosa Revue générale de l’architecture et des travaux publics.

141 César Daly, citado por Peter Collins. Cf. COLLINS, Peter – Los ideales de la arquitectura moderna; su evolución (1750-1950 ). Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1977, p. 235

142 As implicações destes socialistas utópicos na fundação de modelos de habitação serão abordadas no capítulo 3 – “O alojamento operário e a (re)formulação da cidade”.

143 COLLINS, op. cit., p. 235

144 É de notar que Julien Guadet, entre a primeira e a décima edição dos Éléments et théorie de L’ Architecture, acrescenta uma passagem relativa à habitação do operariado nas grandes cidades chamando a atenção para o excesso de zelo dos higienistas na leitura da cidade antiga, chegando a propor que se devia aumentar a rede de transportes para permitir a instalação de aglomerações de habitação económica em zonas de interface com o campo. In, DUMONT, Marie-Jeanne – Le Logement Social a Paris 1850-1930. Les Habitations a Bon Marche. Liège: Pierre Mardaga éditeur, 1991, p. 72

Fig. 13: Maison Ouvrière exposta no Salon parisiense de 1911. Anatole de Baudot, c. 1908. [Médiathèque de l’Architecture et du Patrimoine de Paris]

83 arquitecto como mero instrumento nas mãos dos reformistas sociais.145 Mas a questão também se funde com um problema paralelo estruturante que vinha sendo discutido desde Violet-le-Duc: a recusa por parte da academia sobre a comunhão de saberes entre arte e indústria, e que impedia a Arquitectura de se inscrever no “réel quotidienne”.146

Antes da dissolução da concepção aristocrática e burguesa da profissão, foram os círculos profissionais ligados às escolas politécnicas e industriais que tomaram mão destes programas habitacionais e da sua relação com o desenho da cidade. As soluções defendidas espelham uma combinação de ideais sociais, conhecimentos técnicos particulares e interesses comerciais que ecoam rapidamente através da densa rede de informação formada pela imprensa especializada, colóquios, feiras e exposições industriais. A história da arquitectura do século XIX não pode ser apurada subordinada ao estudo da art de l’ingénieur e da art de l’entrepreneur ou, à análise da arquitectura académica como foi prática generalizada da historiografia de narrativas de longa duração. A propósito da reedição da obra de Henry Roberts (1803-1886) – arquitecto pioneiro na reforma doméstica da habitação operária vitoriana, esquecido de uma forma geral pelos historiadores oitocentistas – coloca- se a hipótese da existência de um “architecte scientifique”, ideia transposta do pensamento do médico higienista Hector Gavin (1815-1855), seu contemporâneo, ao associar esse novo arquitecto ao “architecte sanitaire – un spécialiste, créé, pour ainsi dire, par les découvertes des médecins, et par leur appréciation correcte de la forte influence exercée par des agents locaux dans la cause des maladies”. 147 A dialéctica estabelecida conduziu a um reenquadramento disciplinar típico dos primeiros tempos de reacção entre a academia e a vanguarda: a definição do valor artístico da arquitectura opondo a excepcionalidade da obra fundada no cânon 145 COLLINS, op. cit., p. 234

146 GUERRAND, Roger-Henri – “Un art nouveau pour le peuple et les «Habitations a bon marché»”. In, CHAMBELLAND, C., coord. – Le social aux prises avec l’Histoire. Volume 3. Paris: CEDIAS, 1991, p.165 147Citação extraída da introdução à reedição de Micheal Browne do livro, ROBERTS, Henry – Des habitations des classes ouvrières. Leur composition et leur construction avec l'essentiel d'une habitation salubre. Edition revue et augmentée de 1867. Paris: Editions L'Harmattan, 1998 [1867], p. X

Fig. 14: Proposta vencedora do Concurso Fundação Rothschild. Paris, 1905. [Construção Moderna. Volume VII, nº195, Agosto de 1906]

85 clássico à racionalidade construtiva e à possibilidade da sua “reprodutibilidade técnica”.

Entre a visão Beaux-Arts e a visão politécnica da Arquitectura - Art de génie ou Art mécanique? – a habitação operária, ou económica (termo preferido na época por anular a conotação com um grupo social especialmente politizado), colocou o problema da inclusão dos programas utilitários menores na agenda dos arquitectos. De uma forma geral, isso decorre de três motivos essenciais: a consolidação de um novo estatuto de arte para o objecto arquitectónico por via da tectónica da forma como síntese dos novos materiais; uma certa atomização do paradigma da figura do arquitecto demiurgo e diletante em prol de uma clarificação dos compromissos político-sociais da profissão; e a crescente relevância económica na carteira de encomendas dos ateliers por via da dimensão que os bairros de habitação económica atingem a partir das primeiras décadas doséculo XX. São aspectos de natureza distinta: ontologia e desígnio da Arquitectura, ética profissional e metodologia projectual.

No relatório final do júri que analisou o concurso para a construção de um bairro filantrópico promovido em 1905 pela Fundação Rothschild num quarteirão de Paris, declarava-se:

Il faut bien le dire, pour beaucoup de nos contemporains, même instruits, même intelligents l’architecte est resté le bâtisseur de palais, de châteaux, d’hôtels de ville, etc. ... C’est un artiste, on lui accorde. Donc il n’est bon que pour les hautes sphères où l’on s’imagine que l’art évolue. Un artiste pour construire des maisons d’ouvrier ?

A quoi bon ! Ils vont dépenser en ornement, en toitures de chalets suisses, en tourelles, créneaux et autres fadaises les fonds, forcement restreints, dont ils disposeront, mais ils ne feront pas «du pratique». 148

Os dois primeiros prémios darão notoriedade a Augustin Rey (1864-1934)149 e Henry Provensal (1868-1934), ambos formados pela academia parisiense. Na proposta 148 Texto oficial do júri citado em, FARGE, Laurent, coord. – Les Concours publics d’architecture - Revue Mensuelle, IX Année. Paris: Libraires - Imprimeries Reunis, 1906, p. 3

149 Augustin Rey adere em 1906 à Société française des habitations à bon marché depois de chefiar a equipa de projecto para o estudo de casas económicas formada pela Fundação Rothschild. Em 1907, substituiu Emile Trélat no Conseil Supérieur des Habitations à Bon Marché.

ganhadora o diagrama sobrepõe-se ao ornato.

Durante 1906, a revista portuguesa A Construção Moderna acompanhou em cinco artigos as soluções patentes no concurso não se poupando os elogios ao vencedor - “arquitecto particularmente conhecedor das questões operárias [que] compreendeu a imensa importância social de estes trabalhos e a influência que podiam exercer no estrangeiro”150. A apreciação deteve-se sobre as questões da ventilação dos espaços, da organização mínima do fogo e da depuração das formas empregues:

O verdadeiro futuro de todo o arejamento não pode deixar de consistir nos edifícios modernos senão em deixar penetrar o ar da rua tão completamente quanto possível no interior da casa. Para acentuar ainda a circulação do ar, que é a vida, a própria saúde do alojamento, dispôs o Sr. Rey as escadas de uma maneira particular. Dão lugar estas simples disposições a um arejamento super abundante e devem ser registadas pelos higienistas como um progresso real. Também se devem apontar neste projecto, tão minucioso e pensado, as cozinhas, cujas disposições ao mesmo tempo muito simples estão estudadas até nas suas minúcias. [As] fachadas são muito simples sem moldura alguma, são, contudo, muitíssimo alegres, graças à hábil disposição dos grupos, às proporções elegantes de cada pormenor.151

Na primeira década de 1900, um grupo de arquitectos com biografias cruzadas emerge sobre o intenso movimento cultural e cosmopolita de Paris. Dos diversos círculos intelectuais152 destaca-se a personalidade esotérica do médico Henri Cazalis (1840-1909) cuja obra literária sui generis abarca estudos sobre William Morris com incursões laterais à obra de Ruskin. Para além do livro sobre a questão das Habitation à Bon Marché, sob o pseudónimo de Jean Lahor, em 1901 edita a obra L’Art Nouveau dedicada a Félix Mangini (1836-1902), filantropo, criador do primeiro sanatório popular francês e de bairros de habitações operárias em Lyon. 150 Revista A Construção Moderna. Nº195, Volume VII, Agosto de 1906, p. 21

151 Ibidem

152 “Dans cette ville [Paris] en plein danger, on prépare des cotèges et des triomphes. La tuberculose est dans les quartiers pauvres. A quoi servent tant de trophées? Aucune revue du monde ne publie plus jamais ces oeuvres de crépuscule. Mais une nouvelle architecture est née. Expression de l’esprit de notre temps. La vie est plus forte”. Cf. LE CORBUSIER – “Introduction à la prmière édition”. In, BOESIGER, W. – Le Corbusier et Pierre Jeanneret. Oeuvre complète 1910-1929. Zurich: Les Editions d’Architecture, 1991 [1964], p.9

87 Numa passagem do último capítulo, intitulado L’Art Nouveau au point de vue social, a propósito da perda da arte primitiva e da renovação e democratização das artes decorativas, referiu o seguinte:

L’hygiène déjà, une branche encore de l’esthétique - car la santé, la propreté sont nécessairement des conditions essentielles de la beauté - l’hygiène déjà cherche à donner ou à rendre à son habitation ce qui lui manqua trop longtemps, l’air pur, et le soleil, qui tue les germes pathogènes, et la lumière, aussi nécessaire à la pensée ou à l’âme qu’elle l’est au corps. Mais je demande plus : je voudrais partout ce que nous voulons en nos intérieurs, un peut d’élégance, de beauté, avec la salubrité et avec le confort. 153

O texto citado era emoldurado com a expressão de William Morris (1834-1896): “L’art doit être fait pour le peuple – et par le peuple, ajoutait-il, ce que je crois impossible aujourd’hui”. A casa operária devia combinar indivíduos saudáveis,154 salubridade e beleza dos espaços. Foi neste contexto doutrinário que a habitação corrente económica se irá tornar suporte ideal para a deslocação da arquitectura do significado clássico de obra arte. A casa operária passou a ser lugar de testes para uma reorientação da técnica artesanal, ora aclamando-se um modelo conservador com referência à cottage inglesa, ora indo no encalço das vantagens do processo industrial construindo uma nova racionalidade baseada em formas abstractas que consagraria mais tarde o modelo funcionalista da machine-à-habiter.

Em 1908, Henry Provensal escreveu na colecção Les problémes sociaux da Librairie génerale de l’Architecture et des Arts décoratifs o livro L’Habitation Salubre et à Bon Marché. No capítulo “L’Esthétique de la Maison” refere que para o desenho exterior dessas construções, ou seja, “pour l’expression dans l’espace d’un état statique de la matière, représentatif des besoins agglutinés”, e na impossibilidade de se fixar leis 153 LAHOR, Jean – L’Art Nouveau. Paris: Lemerre éditeur, 1901, p.92

154 Recorde-se que, posteriormente, Cazalis publicou “Les Risques pathologiques du mariage, des hérédités morbides et d’un examen médical avant le mariage”. No início do século a questão da eugenia, presente no livro, prende-se com a casa através da classificação de doença heriditária atribuída à tuberculose. Antes de se conhecer o antídoto, mas confirmada que estava a sua natureza viral, as boas condições de salubridade e de higiene eram encaradas como a única medida profilática juntamente com as possibilidades de purificação racial, medida extrema que acompanhava a primitiva ideia que a doença era genética.

estéticas imutáveis, exigia-se como linha orientadora para um novo pensamento da forma:

[...] un gout sûr, un doigté habile, car, ici, le détail disparait, les masses seules comptent. Les volumes seuls offrent des combinaisons multiples et variées auxquels l’architecte demandera l’expression caractéristique. C’est dans la répartition savante des cubes et leur pénétration avec d’autres volumes, qui cherchera à faire jouer les masses lumineuses.155

Depois de concluir que a ambição do operário era ter um lar reproduzido do burguês - ou seja, um caos desconcertante de objectos não adaptados, de estilos contraditórios e não harmoniosos - acrescenta o seu desejo em que os gentis, discretos e apropriados interiores ingleses se tornem modelos.156

L’art, si tant est que ce siècle de machinisme intensif n’en restreigne, pour un instant du moins, la haute virtualité, doit avant tout s’astreindre à la réalisation la plus parfaite des formes en conformité avec les besoins auxquels elles sont soumisses et l’éciment qu’elles abritent.157

Provensal vai mais longe ao questionar na construção de casas económicas a própria ossatura estrutural, a utilização à vista de novos materiais como o betão, o uso dos processos industrializados, para além de insistir numa inventiva ligada à ventilação, à disposição das zonas de água e acessos, enfim, à configuração da célula mínima. Para alargar a leitura, refira-se que Henry Provensal foi colega estudante de Marques da Silva em 1891 na academia parisiense.158 Também, quatro anos antes de editar o livro atrás citado, dedicado à habitação económica, havia escrito L’Art de demain, onde ensaiou um novo destino para a arquitectura alicerçado na abstracção da forma e no uso de volumes cúbicos luminosos. Esse texto foi lido pelo jovem 155 PROVENSAL, Henry – L’Habitation salubre et à bon marché. Paris: Librairie génerale de l’Architecture et des Arts décoratifs, 1908, p. 79

Georges Teyssot, a propósito de Rothschild, refere a coincidência entre este excerto de Provensal e a famosa frase Le Corbusier. Cf. TEYSSOT, Georges –“The Disease of the Domicile”. In, Assemblage. Nº 6, Jun 1988. Cambridge: The MIT Press, 1988, p. 94

156 Idem, p. 78 157 Ibidem

158 CARDOSO, António – O Arquitecto José Marques da Silva e a arquitectura no Norte do País na primeira metade do séc. XX. Tese de Doutoramento. Porto: Faculdade de Letras do Porto, 1992, p. 73

89 Charles-Edourd Jeanneret (Le Corbusier) em 1905 sob conselho do seu professor Charles L'Eplattenier (1874-1946) quando frequentava os últimos anos da L'Ecole d'Art de La Chaux-de-Fonds.159