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OBSERVATIONS

Dans le document Avis 12-A-21 du 08 octobre 2012 (Page 160-164)

Baixo Mé dio Alto

Fonte: Elaboração própria

Os dados de perfil dos estudantes apresentados a partir desses indicadores sociais ratificam a ideia de que se tem uma heterogeneidade de perfil de estudantes nessa escola. Quanto à escolaridade dos pais, por exemplo, predomina índices de baixa escolaridade, no entanto é significativo também a presença de pais e mães com ensino superior completo, 9% e 12%.

Passemos agora a apresentar a variação de perfil desses estudantes a partir dos dados individuais. Há uma discrepância quanto à questão do sexo dos respondentes, dos 72 respondentes, 45 (63%) são do sexo feminino e 27 (37%) são do sexo masculino. São jovens de 17 a 19 anos (36 alunos com 17 anos, 27 alunos com 18 anos somente 9 alunos com 19 anos). Dos 72 alunos respondentes desse questionário, 26 (35%) alunos declararam ter reprovado ou evadido da escola pelo menos uma vez.

É representativo o número de alunos que já estão inseridos no mercado de trabalho, como é possível visualizar no gráfico abaixo.

Gráfico 3 – Distribuição dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio Politécnico da escola Instituto Estadual Rio Branco em Dezembro de 2015 de acordo com a entrada no mercado de trabalho

Fonte: Elaboração própria.

A pesquisa também levantou que os jovens que ingressam no mercado de trabalho tem como vinculo principal o estágio (66,67%), seguido de carteira assinada (16,6%), 14% dos jovens declararam ter trabalhado de maneira informal.

Outro dado levantando pelo questionário e que foi importante para o reconhecimento do perfil dos alunos e para a escolha daqueles que seriam entrevistados individualmente, assim como para a construção do roteiro da entrevista, é a expectativa que esses alunos têm em relação ao que fazer após terem concluído o Ensino Médio.

Gráfico 4 Distribuição dos estudantes do Ensino Médio Politécnico na escola Instituto Estadual Rio Branco em dezembro de 2014 de acordo a expectativa pós Ensino Médio

Fonte: elaboração própria

Como era esperado, predominou a expectativa que os jovens têm de que irão acessar o ensino superior após o Ensino Médio. No entanto, também é significativo o número de alunos que declaram que tem como expectativa pós Ensino Médio fazer um curso de qualificação ou profissionalizante (26%). Outro dado importante que podemos tirar do gráfico é que 85% dos estudantes pretender dar continuidade aos estudos.

Para a preparação das entrevistas, também foi importante saber qual é a avaliação que esses estudantes fazem do currículo Politécnico. Isso pode ser verificado a partir do gráfico abaixo:

Gráfico 5: Distribuição dos estudantes do terceiro ano do Ensino Médio Politécnico da escola Instituto Estadual Rio Branco em dezembro de 2014 de acordo com avaliação que eles fazem do currículo do politécnico

Fonte: elaboração própria.

Nessa questão também existe uma alta variedade de opiniões. Conforme demonstra o gráfico, podemos verificar que menos da metade dos respondentes avaliaram de forma positiva o ensino politécnico, 30% dos respondentes. Por outro lado, 44% dos respondentes avaliaram de forma negativa.

7.Considerações Finais

Foram selecionados e agrupados, em diferentes dimensões, alguns casos exemplares das avaliações feitas pelos jovens acerca do Ensino Médio Politécnico:

1 - Responsabilização dos professores;

“A proposta em si é boa, mas os professores não sabiam aplicar.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

“O seminário integrado nunca teve uma definição exata para todos os professores em minha escola. Cada professor de

seminário realiza suas aulas do modo que interpretou o funcionamento.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico) “Bom, mas os professores na sua maioria são desqualificados.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

2 –Percepção de que o politécnico inseriu novas dinâmicas no contexto escolar.

“Eu avalio como uma experiência boa, eu trabalhei em cima do tema que eu escolhi.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

“Muito bom, podemos conhecer novos métodos de aprendizagem.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico) “É bom, mas é muito cansativo porque quando há trabalho da área é enorme e quem trabalha o tempo é curto.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

3 - Percepção de que o politécnico prejudicou as disciplinas tradicionais e a preparação para o vestibular.

“Foram períodos que não foram bem utilizados e tomaram tempo e conteúdo que poderiam ser utilizados para o vestibular.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

“Uma matéria desnecessária que atrapalha as essenciais.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

“Confuso. Acredito que o seminário Integrado não acrescenta muito e ainda tirou os espaços de outras matérias.” (estudante egresso do Ensino Médio Politécnico)

Ao analisar esses dados, temos como conclusões parciais que a implementação do Ensino Médio Politécnico por um lado possibilitou aos jovens contato com experiências, aprendizados e dinâmicas distintas do Ensino Médio “tradicional”, valorizando o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento. Por outro lado, os estudantes relatam que o politécnico prejudicou as disciplinas tradicionais e a preparação para o vestibular.

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