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THE EXPECTED IMPACT OF THE OPENING-UP OF THE VISIBLE SPARE PARTS

Dans le document Avis 12-A-21 du 08 octobre 2012 (Page 82-95)

Posto que o desenvolvimento econômico do Brasil, e assim também do Rio Grande do Sul está em constantes modificações, o estudo de como os pontos do Estado se relacionam com as suas oportunidades econômicas e agem sobre elas, pode contribuir para se compreender como são pautadas as ações públicas locais. Espera-se, com isso, compreender como acontecem as adaptações locais na questão da gestão e planejamento do espaço frente às orientações advindas de uma instância maior, o Estado, e como os indivíduos representantes do poder público local incorporam e propagam esses discursos.

O cunho complexo de tais ligações demonstra que falar de administração pública e, mais, de administração pública em espaços onde se salientam tantas lutas (de poder, de tentativa de crescimento, de reconhecimento), é uma tarefa complicada. Pode-se cair no senso-comum e considerar que as ações desenvolvimentistas são apenas positivas e visam um bem comum, mas é preciso refletir para além disso.

Uma vez que as novas dinâmicas buscadas nos espaços de fronteira demonstram toda uma alteração da lógica desses locais diversos argumentos (políticos, privados, da sociedade civil, da mídia, da academia, etc.) são colocados em jogo, demonstrando que a amplitude das ações sinaliza que não tem se dado a devida importância ao assunto.

A partir daqui, traçar uma intersecção entre as particularidades do espaço fronteiriço, a gestão administrativa municipal, o papel do Estado na construção desse

discurso faz-se essencial para compreender quais são as motivações e implicações desse processo e como ele vem se dando na micro escala local.

Organizar as falas desses atores, os debates acadêmicos, as instâncias oficiais e o que vem realmente sendo posto em prática são alguns dos desafios imediatos, tendo em mente que “os pontos de vista mais familiares são suscetíveis, por esta mesma razão, de nos escaparem” (HUME, apud DUMONT, 2000, p. 32). Com isso, pode-se pensar que não só se naturaliza uma série de situações e acontecimentos, mas também se os toma como definitivos (RODRIGUES, 2013). Isso leva a pensar-se o quanto a lógica desenvolvimentista, voltada principalmente ao desenvolvimento econômico, não está intrínseca no pensamento das administrações públicas, privadas, educacionais e de outras instituições que, a princípio, não aparentam primar por essa característica.

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