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2.3 Evaluatives from a metanormative point of view

2.3.2 Non-factualism about evaluative language

Antes de mais convém proceder à retrospetiva das grandes linhas de procedimento da presente investigação que teve como ponto de partida saber se a participação em actividades intergeracionais promove o envelhecimento activo de 8 mulheres com 65 e mais anos, residentes num território multigeracional de Lisboa Oriental. A abordagem conceptual do envelhecimento social, do envelhecimento ativo, das relações intergeracionais e da participação conduziu o estudo através da aplicação de instrumentos de análise qualitativos, tais como as entrevistas de história de vida e de focus group. A história de vida permitiu obter uma visão individual acerca do tema num contexto de uma vida. O focus goup forneceu uma visão coletiva sobre a problemática numa interacção e reacção emocional inesperada face ao assunto apresentado. A triangulação destes instrumentos admitiu uma avaliação qualitativa mais ampla do objecto em análise. Todavia, realça-se que as oito mulheres seleccionadas não são uma amostra representativa para tirar conclusões aprofundadas acerca das relações intergeracionais e o processo de envelhecimento social das pessoas com 65 e mais anos, residentes em Portugal.

À medida que a investigação avançava as ideias convergiam para uma interligação entre os conceitos. A abordagem conceptual do envelhecimento social implica analisar as relações sociais na velhice e por sua vez a atitude perante o envelhecimento que se quer ativo. O conceito de envelhecimento ativo aponta a participação e as relações intergeracionais como promotoras da solidariedade intergeracional. A participação na velhice destaca as atividades produtivas como voluntariado intergeracional e associativismo. As relações sociais intergeracionais circunscrevem a interacção social e envolvimento social produtivo entre pessoas de diferentes gerações, confiadas ao processo de envelhecimento das sociedades. Desta forma, as conclusões obtidas por via dos dados empíricos dão resposta aos objectivos através da discussão apresentada em forma de texto, sobressaindo pequenos subtítulos para facilitar a compreensão do leitor.

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Envelhecimento social ao longo da vida

Os dados empíricos resultantes da entrevista focus group corroboram com estudo sobre a autopercepção da idade de Westerhof (2003), pois a idade cronológica não corresponde à idade social por terem precisamente auto-estima elevada e uma participação social ativa ao longo do processo de envelhecimento.

Estas mulheres em entrevista individual conotaram a idade social como a idade de espirito. As expressões como sinto que tem um espirito de jovem são constantes e intensificam a importância da idade social em detrimento da idade cronológica. Em média afirmam ter menos 34 anos que a idade cronológica. Não existe correlação entre o ser mais velha e sentir- se mais nova. Vejamos, duas mulheres, de 70 e 71 anos de idade cronológica sentem que têm respetivamente um espirito jovem de 50 anos e 30 anos. Teria de ser cruzado outras variáveis que influenciam esta autopercepção da idade. Revelam que o espirito mantem-se jovem por terem adoptado uma postura ativa ao longo da vida.

Estas mulheres conseguir orquestrar a balança entre as perdas e os ganhos, próprios do envelhecimento. Não revelam ter uma progressiva diminuição dos contactos sociais, uma vez que sempre alimentaram as amizades do passado e conseguiram sempre estabelecer novas amizades, ao longo da vida. A manutenção das relações de amizade do passado é feita através de visitas domiciliárias e contactos telefónicos. Os amigos do presente inserem-se nos grupos de interesse das atividades que participam no Centro de Desenvolvimento Comunitário. A grande maioria das entrevistadas refere que foram, e são, as intuições, os locais privilegiados para estabelecer as amizades.

Na entrevista de histórias de vida percebemos que estas mulheres não têm distanciamento social, e apenas uma referiu ter mais amigos no passado, apesar de ter alguém para conversar e desabafar, nesta fase da velhice.

Os contactos sociais conferem um sentido de pertença, porém são eleitos de confiança para desabafar, elementos da família: o marido, a irmã e as filhas. A relação destas mulheres com a família foi autopercepcionada como muito boa e bastante unida.

O progressivo esvaziamento dos papéis sociais é revelado a partir do momento que estas mulheres viveram em contextos familiares compostos por mais de três elementos, terminando agora na velhice, duas a viverem sós, uma a viver em casal e com descendentes e as restantes apenas em casal.

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A reforma foi enfrentada com algum choque, choro, desgosto, sensação de inutilidade e de mau estar. O Centro de Desenvolvimento Comunitário ajudou-as na adaptação a esta nova etapa da vida, arranjando formas participativas de ocupar o tempo livre. Para as mulheres que foram domésticas, foi vivenciada positivamente, uma vez que a autonomia financeira deu-lhes uma sensação de poder nunca experienciada. Por outro lado, a reforma por invalidez foi vista como a salvação económica para quem a saúde já não permitia produzir meios económicos de subsistência.

Relativamente à possível perda de decisão e autonomia financeira, esta não se verificou na grande maioria das mulheres entrevistadas que mencionaram ter poder de decisão hoje e no passado. Quatro mulheres referiram ter sido a dona da carteira, no que diz respeito à gestão doméstica e duas nunca tiveram poder de decisão, devido às características pessoais e à dependência financeira.

Os dados revelam que estas mulheres nunca pensaram na velhice afirmando que viveram e aceitaram o dia-a-dia, ao longo da vida. No entanto, estas mulheres manifestam que daqui a 15 anos não estarão vivas e se estiverem vêem-se com uma patologia ou demência que as impede de ser autónomas. Receiam depender de terceiros e fazer sofrer os familiares. Ao idealizarem o desejado, todas referenciam gostar de ser amanhã, o que são hoje, independentes e ativas.

Na entrevista focus group, todas as participantes exteriorizaram não estar arrependidas de não terem pensado na velhice. Contudo, explicam que nos deveremos preparar desde a infância. Para tal, através da participação activa concorrem para os benefícios que advém da melhoria da qualidade de vida, da independência e do bem-estar individual e colectivo.

Os resultados revelam que duas mulheres ganharam a independência, após falecimento do marido. De igual forma o papel que cada mulher desempenhou no seio da família contribui para a sua aquisição da independência. O fato do marido trabalhar fora permitiu que assumisse autonomia nas tomadas de decisão. No entanto, três mulheres alcançaram a independência ao longo da vida e demonstram a marca do regime autoritário que Portugal vivenciou durante anos.

As oito mulheres entrevistadas referiram sentir-se livres nesta fase da velhice e uma realça que alcançou a liberdade após falecimento do marido.

Os dados referem que a perda de autonomia está relacionada com o processo de envelhecimento biológico. Num determinado momento da vida, quase todas as mulheres

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sentiram-se ameaçadas pela deterioração física. Ao nível das doenças, surgem problemas de depressão, de câncer, de diabetes, reumáticos, urinários, coronários, asmáticos.

Não se obteve respostas negativas face às impossibilidades financeiras para cuidar da saúde, contudo algumas revelaram não ter recursos financeiros para viajar, por ter de pensar em apoiar os filhos.

A grande maioria revela ter cuidado na alimentação no que diz respeito a evitar as gorduras e os fritos preferindo estufados, cozidos e grelhados.

Metade das entrevistadas mencionou já ter vivenciado um momento que as fizesse ver que estavam a envelhecer. É sobretudo a idade biológica que se manifesta e o medo da velhice associada à dependência.

A outra metade refere não ter pensado que estava a envelhecer e revela ter uma auto-estima elevada nesta fase da velhice.

Os resultados empíricos desta investigação revelam que todas as mulheres dizem ter qualidade de vida valorizando a saúde, as relações sociais intra e extra familiares, a participação social, os prazeres de ter uma casa limpa, de viajar e poder financeiro. É de realçar que o conviver com outras pessoas e o ter saúde foi nomeado por unanimidade. Neste sentido, conclui-se que o processo de envelhecimento social destas mulheres numa perspectiva de vida passou pela ocupação dos tempos livres através participação ativa em todas as actividades que se envolviam. Atualmente, ocupam o tempo em actividades da vida diária (higiene pessoal e limpeza da casa) e em actividades de tempos livres (conviver com outros, facebook), exercícios físicos (Tai Chi, Yoga, dança, hidroginástica, ginástica e caminhadas) e voluntariado (actividades intergeracionais).

As relações sociais intergeracionais

Os dados obtidos na entrevista focus group conseguimos perceber que ao longo da vida, estas mulheres sempre conviveram com várias gerações. Contudo, revelam que as relações intergeracionais eram mais vividas no passado porque surgiam de forma espontânea na comunidade onde estavam inseridas.

Na entrevista focus group, estas mulheres manifestaram que trazem memórias de aprendizagens com pessoas mais velhas. As redes familiares (tias, madrinhas) e as redes de vizinhanças desempenharam um papel de suporte educativo, complementar ao dos pais. Porém, nas entrevistas individuais revelaram que ao longo da vida aprenderam actividades espirituais e de lazer com os avós.

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As duas mulheres que saíram de casa com 6 anos para ir servir afirmam ter como referencia uma figura adulta. A directora do Colégio das Criadas e os patrões serviram de modelo positivo que ainda hoje guardam na memória.

Nas relações intergeracionais com pessoas mais jovens estas mulheres admitem aprender muito com os netos. Através desta relação sentem-se mais jovens e acompanham as evoluções tecnológicas e aprendem a lidar com a diferença.

Apesar de reconhecerem aprender com os netos, têm uma admiração pelo que os mais jovens conseguem fazer e sentem prazer durante esse convívio.

O facto de conviver com pessoas mais novas faz com que acreditem na capacidade em aprender coisas novas. No entanto, há quem revele que a memória já não é igual e que o ritmo dos mais novos requer muita paciência da parte delas.

A relação entre o convívio intergeracional e a construção de projectos de vida na velhice depende de factores intrínsecos à personalidade de duas mulheres e de factores externos. Duas mulheres referiam não ter projectos a longo prazo durante a vida, por maneira de ser. Uma afirma que todas as pessoas conseguem ter projectos se estiverem mentalizadas para isso. As restantes mulheres, por se assumirem socias voluntárias da Associação Intergeracional, vêem nos jovens o futuro e os projectos são edificados em função deles.

Conflitos intergeracionais

Estas mulheres afirmam existir alterações nos valores educacionais das famílias e da sociedade que levam os jovens a tomarem atitudes discriminatórias face aos mais velhos. Se antigamente as pessoas mais velhas eram tratados com carinho e respeito, hoje são vistos como cotas desatualizados.

Reconhecem que, embora elas não sejam descriminadas pelos jovens, os estereótipos continuam a perpetuar.

Tal fato, não as afasta da juventude pois deixam emergir a necessidade de assumirem um papel preponderante na educação dos jovens.

Para estas mulheres foi importante conviver com diferentes gerações ao longo da vida porque não gostam de estar isoladas; não gostam de gente mole; ficam a saber mais um pouco e gostam de ver as ideias das pessoas mais novas e das pessoas mais velhas; gostam de se auto-avaliarem e não gostam de pessoas com síndroma de velhice. O conceito de síndroma de velhice foi referido por uma das mulheres, de 69anos, e atribui-o as todas as pessoas, de diferentes idades, que não têm um processo de envelhecimento saudável.

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Estas mulheres destacaram as actividades de tai Chi, Yoga, dança, festas, passeios, pinturas, arraiolos e culinária como espaços de convivência intergeracional, promovidos pela Junta de Freguesia e pelo Centro de Desenvolvimento Comunitário. A dança foi mencionada como uma actividade que permitem às crianças do primeiro ciclo relacionarem-se com os seniores. A comemoração dos dias festivos decorre no Jardim de Infância da Associação de Moradores. A culinária, promovida pela Associação Intergeracional, aproxima os jovens dos seniores. O Tai ji, os passeios, as pinturas e os arraiolos contam com a presença de várias gerações.

Benefícios das relações intergeracionais

Para a grande maioria das mulheres entrevistadas em focus group, as pessoas deveriam relacionar-se com todas as gerações no sentido de renovar ideias e assimilar novas aprendizagens. Na entrevista individual, evidenciam a relação entre as preferências etárias e o tipo de actividade a partilhar.

Os dados conferem que para estas mulheres as relações intergeracionais não deveriam ser forçadas, deveriam nascer de forma espontânea na comunidade, nos centros de dia, na família e nas escolas, pois só assim a sociedade seria um espaço aberto ao diálogo e a promoção de redes de solidariedade.

O sentido de utilidade não está directamente relacionado com o convívio com outras gerações, mas sim com as actividades produtivas que estas mulheres desenvolvem no seu dia-a-dia. O ir buscar os netos à escola e dar-lhe de jantar, o fazer o bem pela comunidade, o ajudar o outro foram actividades mencionadas pela grande maioria que se se útil nesta fase da velhice. As mulheres entrevistadas referem que gostam de pertencer aos grupos de interesse das atividades que realizam no Centro de Desenvolvimento Comunitário e apenas três referiram que programam encontros fora desses momentos.

O exercício de voluntariado permite dar sentido de pertença e de utilidade. A realização pessoal e desenvolvimento individual, das quatro mulheres que afirmam ser voluntárias, está relacionado com o ser prestável e o contribuir para o desenvolvimento da comunidade em que vivem.

As relações intergeracionais Familiares

Todas as mulheres responderam encontrar-se com todas as gerações dentro da família. As festas de anos, a comemoração dos dias festivos, os almoços e jantares semanais com os filhos e os netos e os encontros esporádicos com irmãos e primos e a férias na terra, conferem

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a intensidade dessas relações. Nos encontros semanais as mulheres experienciam sensações de felicidade e alegria.

Nas relações intergeracionias familiares, todas as mulheres referiram que estão incumbidas de desempenharem sozinhas, o papel de cozinheiras. No que diz respeito à entreajuda familiar são os netos que ocupam o lugar central.

Os elementos da família que recorrem a estas mulheres para resolverem os seus problemas ou tomar grandes decisões são: maridos e irmãs, filhos e netos e filhas. Algumas focaram que as questões financeiras motivam o pedido de orientação ou auxilio.

Os dados empíricos revelam que estas mulheres sentem que são uma peça importante na família, sobretudo para os filhos e netos que precisam delas. Também associam serem peças importantes pela maneira como são respeitadas e acaricidas.

As mulheres referiram que as aprendizagens advindas das relações intergeracionais permitiram reagir melhor em momentos de luto e perda e permitiram que a comunidade as conhecesse pelo envolvimento com os mais novos.

Quando abordadas na entrevista focus group acerca das relações sociais intergeracionais na sociedade actual, a grande maioria manifestou haver falta de tempo para diálogo e manutenção das redes de vizinhança.

A Participação Social

A referência familiar que contribuiu para a acepção do conceito de participação social, é do género masculino. Para metade das entrevistadas o pai foi a figura de referência para o exercício da cidadania, foi com ele que aprenderam adoptar uma atitude participativa na comunidade onde se inserem, hoje. Estas mulheres têm comum o modelo positivo e participativo da figura masculina. Surge um avô e um tio presidentes da junta e um pai músico da Banda de Mateus; um pai que pertencia aos bombeiros e ao sindicato dos tipógrafos; e um pai encenador, ensaiador, poeta das Marchas do Beato.

Duas mulheres referem que aprenderam com elas mesmas e com a vida tendo instituições (Casa de Sta Zita e o Centro de Desenvolvimento Comunitário) servido de catalisadores para a sua emancipação.

Uma, traz um apontamento curioso quando refere que deve ter adquirido esta atitude por herdamento genético, uma vez que referencia que talvez venha do pai a rabiteza perante a vida, apesar de nunca ter vivido com ele.

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Na vida adulta algumas mulheres manifestam ter sido reivindicativas face ao que lhes era proposto pelos chefes em contexto de trabalho. Apenas duas mulheres referiram ser sócias do sindicato, mas não dirigentes. As outras, apesar de não serem sindicalizadas sempre defenderam os seus direitos e dos restantes colegas. Estas mulheres destacam a frontalidade e a determinação como característica da personalidade, necessária para a participação efectiva.

Análise do papel social destas mulheres

As oito mulheres entrevistadas são sócias da Associação Intergeracional do Bairro, três constituem os órgãos sociais (Vice Presidente da Direcção, 66anos; Presidente da Assembleia Geral, 65anos; Vogal do Conselho Fiscal, 67anos), e uma de 85 anos é sócia voluntária. Apenas duas mulheres (66 e 85 anos) referiram ter sido responsáveis pela organização de um grupo social que contribuiu para o desenvolvimento local ou comunitário no Bairro (Associação de Moradores e Grupo EcoEstilistas).

Nesta fase da velhice, estas mulheres continuam a ter um papel ativo na comunidade onde vivem. Estão atentas às necessidades e explicam que estão disponíveis para a mobilização dos moradores acreditando nos princípios do desenvolvimento comunitário. No entanto, os dados referem que existe a figura do mobilizador proactivo e o mobilizador que espera a iniciativa de outros para se juntar na luta. Apenas duas referem não ter iniciativa para a mobilização mas contribuem para alcançar o bem comum. As restantes mulheres envolvem-se em diferentes tipos de mobilização associado ao papel de voluntárias da Associação Intergeracional que são fundadoras; à organização da gestão dos condomínios (aumento das rendas e limpezas dos prédios) e à recolha de assinaturas para o Orçamento Participativo). Uma, de 85anos, sugere a criação da resposta de centro de noite no Bairro, por ver a sua necessidade uma necessidade colectiva dos mais velhos.

Nível de participação destas mulheres nas actividades intergeracionais

Todas as mulheres conferem a participação colectiva (Mass e Lampert ,2002) e ou orientada para a união (Haak et all 2008) quando se envolvem ativamente com vista alcançar objectivos comuns. As actividades intergeracionais são do interesse comum a todas as entrevistas. O grau de envolvimento social, a que Golden (2009) chamou de motivação natural de pertencer a um grupo e ser aprovado socialmente, através do desempenho de determinadas actividades, é inquestionável. Todas elas estão no processo de tomadas de decisão, organização, execução e avaliação, evidenciando que não se limitam ao que outros decidem, respeitando a decisão

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tomada pela maioria. Uma das mulheres (69anos) foi nomeada pelo grupo de dança como representante em reuniões do Grupo de Gestão das actividades do Espaço GerAcções, do Centro de Desenvolvimento Comunitário.

As motivações, expectativas e aprendizagens que surgem na participação Robbins e Metzner (1982) referem o nível de participação social elevada produz efeitos ao nível da saúde física e mental e retarda o risco da mortalidade. Na entrevista focus group as sensações de bem-estar, de sentido de utilidade e força para caminhar associados a sensações de juventude, levam estas mulheres a envolver-se, no mínimo há 7anos, em atividades intergeracionais que ocorrem no Bairro, através de projectos em parceria ou iniciativas espontâneas informais.

Por sua vez, este envolvimento em ativiadades intergeracionais atribuem um novo estatuto na comunidade alcançando um prestígio social na velhice. Aquando a colocação da pergunta todas em simultâneo confessaram que lhes dá reconhecimento social e confiança por poderem caminhar sem medo por prédios e ruas até então não frequentadas.

Termo atribuído pelas mulheres à categoria social da velhice - Idoso, Velho ou

Sénior?

As mulheres entrevistadas em focus group elegeram por unanimidade a palavra senior para categorizar as pessoas com mais de 65anos. A questão colocava a hipótese de serem chamadas pela comunicação social por idosas, velhas ou seniores. A palavra idosa e velha estão conotadas de ideias depreciativas, daí não terem sido escolhidas para contextos sociais. A palavra sénior é mais suave e a mais correta para traduzir o sentimento do espirito jovem que há nelas.

Conclusão

Nas histórias de vida relatadas por estas oito mulheres constata-se que são um exemplo da nova imagem da velhice não confiada apenas a demências e patologias. São visionárias ancestrais de espirito jovem, que abrem novas portas para a construção social da velhice nas sociedades neoliberais e desafiam os humanistas quando afirmam que as actividades