• Aucun résultat trouvé

Solutions Parallèles basées CPU

3.2 Narrow Phase multi-cœur

O que nos propuséramos era, de fato, nada menos do que descobrir por que a humanidade, em vez de entrar em estado verdadeiramente humano, está se afundando em uma nova espécie de barbárie. Subestimamos as dificuldades da exposição porque ainda tínhamos uma excessiva confiança na consci- ência do momento presente.

Prefácio de Dialética do Esclarecimento - Adorno &

Horkheimer, pág.11

1. Professor do Curso de Comunicação Social e dos Programas de Pós- -Graduação em Mídia e Cotidiano e de Estudos Pós-graduados em Po- líticas Sociais da Universidade Federal Fluminense - UFF, pesquisador e publicitário. Doutor e Mestre em Comunicação Social pela Universida- de Metodista de São Paulo - UMESP. Coordenador do grupo de pes- quisa EMERGE – Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência. Email: [email protected].

A proposta deste texto é a de relacionar teorias de re- ferência na obra de Theodor Adorno a respeito da cultura na sociedade de massas com o imaginário a respeito do seu legado para a área de Comunicação Social, enfatizando os processos de formação profissional envolvidos. A partir de uma pesquisa bibliográfica, buscou-se identificar a im- portância das formulações de Adorno a respeito da cultu- ra na sociedade de massas, no intuito de compreender de que modo o contexto de época vem se colocando como determinante para sustentar tais formulações ao longo das décadas e do próprio desenvolvimento da Comunicação e da Cultura no capitalismo atual.

Compreende-se que sua dura descrição de cenário tenha contribuído para a definição de um pensamento crítico, identificando aspectos que necessitam ser con- tinuamente atualizados a partir de estudiosos das im- plicações de sua obra em nossa área. Sua postura crítica como pesquisador também evidencia a importância de seus estudos para o enfrentamento de questões atuais, diante das quais deveria ser rechaçada a visão apocalíp- tica, usualmente identificada a seus escritos.

Este trabalho está dividido em duas partes: na primeira, serão tratadas as principais reflexões e influências de Ador- no para a Comunicação Social, contextualizando as teorias relacionadas à contribuição do autor a partir de contribui- ções mais contemporâneas. Por fim, pretende-se esboçar uma revitalização da teoria crítica para a Comunicação, diante dos desafios da formação profissional na área.

Abordar a contribuição do legado de Adorno para a for- mação dos alunos em Comunicação é um desafio não só pela extensão de sua obra, como pelo modo pelo qual nos relacionamos com seus escritos e suas implicações. Falar dos principais textos de Adorno, majoritariamente tratados nas disciplinas de Teorias de Comunicação das faculdades

57

As Bestas do Apocalipse: a teoria adorniana da indústria cultural

de Comunicação no Brasil é, de certa forma, tratar do ten- sionamento entre teoria e prática com o qual convivem os Cursos de Comunicação no país.

As abordagens críticas, oriundas de referências que cons- tituem as disciplinas teóricas dos Cursos de Comunicação, têm nos conceitos e reflexões da Escola de Frankfurt sua principal matriz. A crítica constituída à atividade cultural em escala industrial, para atender a uma crescente sociedade de massa desde a segunda metade do século XX, coloca-se frontalmente contrária à inserção num meio profissional constituído exatamente a partir dessa lógica. Por sua vez, as práticas apreendidas no meio universitário demandam uma reflexão mais adequada sobre suas implicações sociais e sobre as políticas que as sustentam, bem como necessitam se posicionar num ambiente de experimentação e de pro- vocação do meio profissional que a universidade, em sua grande parte, ainda preserva.

Em síntese, os Cursos de Comunicação tanto carecem de uma teoria que reflita a prática com instrumentos que promovam a conscientização dos futuros formandos, como de uma prática que instigue novas reflexões e posiciona- mentos dos futuros profissionais, que possibilite ainda com- preender o papel da formação em nível superior no atual estágio da área no país e no mundo.

Retornar a Adorno e seu legado, buscando revisitar e recontextualizar suas reflexões e teorias no momen- to presente, torna-se importante para que, ao invés de datarmos teorias num passado intangível a não ser por abordagens históricas, nos seja possível compreender no- vas respostas e novos caminhos para a um presente que nos oferece novos desafios.

Referência crítica em perspectiva: contribuições de Adorno

A influência de Adorno nos estudos de Comunicação Social no Brasil e também por que não dizer, na América Latina, se dá pela identificação de intelectuais e movimen- tos populares organizados em países distintos com as teo- rias críticas à dominação capitalista propostas pela Escola de Frankfurt, em conexão com a indignação diante do impe- rialismo exercido pelos Estados Unidos.

O principal livro de referência nas disciplinas de Teoria de Comunicação nos currículos dos Cursos é Dialética do Esclarecimento, de Theodor Adorno e Max Horkheimer, escrito em 1947, no qual o capítulo “A Indústria Cultu- ral: O Esclarecimento Como Mistificação das Massas” as- sume especial importância no pensamento crítico sobre a Comunicação e a Cultura. Essa obra, pequena diante da contribuição filosófica e sociológica de Adorno, é suficien- te para promover um considerável estranhamento sobre a normatização reinante no pensamento sobre o fenômeno comunicacional e proporcionar a compreensão de uma densa teoria por parte de seus leitores, apocalíptica para uns, transformadora para outros.

No marco da compreensão de uma dialética do escla- recimento, relacionada a uma visão materialista histórica da sociedade, Adorno e Horkheimer, no âmbito do Insti- tuto de Pesquisas Sociais da Universidade de Frankfurt am Main, desenvolveram pesquisas em torno do que mais tarde veio a se conhecer como Escola de Frankfurt, tendo vin- culado também outros autores como Benjamin, Habermas, Marcuse, entre outros. Para Adorno e Horkheimer (1985, p. 5), “o programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo; sua meta era dissolver os mitos e substituir a imaginação pelo saber”. Ou seja, extrair da compreensão

59

As Bestas do Apocalipse: a teoria adorniana da indústria cultural

do mundo toda sua relação com qualquer processo ou me- canismo pela via do encanto, do mito ou da magia.

A formação da consciência crítica, expressão bastante usual em organizações sociais e políticas diversas nos seto- res sociais de matrizes socialistas, é oriunda da superação dessa dialética na qual se insere o esclarecimento, dentro do qual a cultura - ou sua ausência - passa a ter importan- te papel, assim como sua produção, circulação e consumo, numa perspectiva que articula relações de poder (política) e produção e troca de valor (economia).

A crítica, assumida na obra de Adorno como condição da conscientização, se faz necessária para discernir o de- sejado conhecimento para a transformação social em prol da supressão da exploração do homem pelo homem da- quele descrito pelos autores como necessário à dominação da sociedade. Desse modo, pensada como processo, a cons- cientização é incompatível com a ideia de uma aventura particular ou mesmo de privilegiados, mas de um coletivo ou mesmo do conjunto da sociedade.

Torna-se possível aqui, então, estabelecer uma necessária relação com a educação e o processo de formação para o meio profissional, bem como com a compreensão do meio profissional dentro da lógica do trabalho na área de Co- municação e, ainda, com o valor gerado por este junto à sociedade. Em detrimento da conscientização, projetos de dominação encontram espaços entre dirigentes de empre- sas de comunicação, que movem o sustento e a circulação de seus produtos em favor de projetos que acabam sendo referenciados por trabalhadores do chão de fábrica das mes- mas empresas e veículos.

O tensionamento não é estabelecido de modo tão dual, justamente porque a mitificação estabelecida em torno da profissão proporciona relações diferenciadas de aproxima- ção ou distanciamento ao processo de dominação. Adorno

e Horkheimer esclarecem que, “forçado pela dominação, o trabalho humano tendeu sempre a afastar-se do mito, voltando a cair sob o seu influxo, levado pela mesma dominação” (1985, p. 18).

A ausência de consciência crítica produz outro fenôme- no bastante recorrente a situações cotidianas no processo de formação profissional e na própria área de comunicação. Estar alienado a esta lógica de exploração é uma condição de sustentação da dominação por alguma compreensão mí- tica da correlação de poder envolvida. Ainda para os autores, Quaisquer que sejam os mitos de que se possa valer a resistência, o simples fato de que eles se tornam argumentos por uma tal oposição significa que eles adotam o princípio da racionalidade corrosiva da qual acusam o esclarecimento. O esclarecimento é totalitário (1985, p.6).

E a quais mitos se referem esta situação? Ao mito de que é preciso aprender e ter experiência para se chegar num lugar de destaque, ao mito da insuficiência ou da incapa- cidade para chegar a esse lugar de destaque, mesmo diante da compreensão de que a própria atividade profissional se constrói e afirma sim a partir de técnicas apreendidas, mas que lidam com imprecisões conceituais no seu cotidiano.

O contraponto a esses mitos, por sua vez, se situa na capacidade de uso do conhecimento para possibilitar uma determinada ascensão profissional por vias personalistas, que justifica tanto a ausência de escrúpulos nas relações de trabalho como na lida com os dados que delineiam o pro- duto do trabalho comunicacional. Conhecer para dominar implica também na perpetuação da dominação a partir da alienação da condição de explorado e da continuidade da lógica de exploração do homem pelo homem.

61

As Bestas do Apocalipse: a teoria adorniana da indústria cultural

No entanto, um movimento recente que relaciona fu- turos profissionais de Comunicação em seus diferentes processos de formação diz respeito à compreensão da ne- cessidade cada vez mais urgente de inserção no mercado de trabalho, para que tenham contato com suas atividades profissionais e possam fazer parte da população economica- mente ativa do país. O primeiro atributo proporciona aco- lhida tão imediata quanto possível ao modo de organização empresarial na prática comunicacional, na medida em que se minimiza o questionamento e se assimilam as rotinas de trabalho e produção das empresas, influenciando atividades de ensino e de relação com o meio profissional, nas quais são sublimados os espaços da universidade como produção de conhecimento experimental e questionador dentro das áreas de atuação profissional. Já a inserção na economia ati- va do país implica em viabilizar tanto a empregabilidade dentro da área de formação escolhida, quanto possibilitar o acesso ao consumo de bens e serviços relacionados a sua classe social e a sua área de atuação profissional.

O mito da objetividade vem se desconstruindo em favor da assimilação da lógica empresarial no fazer cotidiano dos profissionais. A censura não se instala apenas nas empresas junto aos profissionais, mas nas salas de aula, junto aos estu- dantes. Trata-se não de um processo de alienação por falta de conhecimento, mas pela compreensão de que a ascensão profissional se dá através desse caminho. Em função disso se estabelece desde já uma disputa, na medida em que faz parte dessa consciência a noção de que não há vagas para todos e os melhores ou mais adequados é que conquistarão seus espaços.

Consumir se torna um mecanismo de afirmação de sta- tus e reconhecimento de lugar junto a seus pares. Desse modo, o valor de uso de projetos e serviços é substituí- do ou mesmo redefinido em função de atributos adicio- nais, relacionados à afirmação social. Essa lógica aparente

de potência é desconstruída por Adorno e Horkheimer, na medida em que afirmam ser “na comunidade da mentira que os líderes (Führer) e seus liderados se reúnem graças à propaganda, mesmo quando os conteúdos enquanto tais são corretos” (1985, p.119).

Num contexto em que produtos e serviços colocados à sociedade para potencial aquisição são tomados não pelo valor de seus atributos, mas pelo que proporcionam ou po- dem proporcionar, o fetiche da mercadoria é reconstruído pela própria sociedade, que agrega outros componentes ao que se compreende como uso e os valores que os consti- tuem. Ainda para os autores, “numa sociedade que sabia- mente impõe limites à superabundância que a ameaça, tudo o que é recomendado a todos por outras pessoas merece desconfiança” (1985, p.119).

A expansão dos cursos relacionados às Ciências Sociais e à Comunicação no Brasil e na América Latina, desde a segunda metade do século XX, passa a assumir um viés crítico diante de uma nova configuração geopolítica mun- dial e o desenvolvimento de uma nova fase do capitalismo industrial, que acolheu as reflexões propostas pelos frank- furtianos e fomentou a existência de novas leituras e apli- cações, já na relação com movimentos sociais mais diversos.

Na linha do estabelecimento de uma crítica estrutural ao modo capitalista de circulação de informações sobre empresas, produtos, serviços, ideias, Cesar Bolaño (2000, p.53) alia os conceitos de publicidade e propaganda como motores da relação da sociedade com o consumo, na me- dida em que afirma que “a forma elementar da publicidade é já também propaganda, na medida em que ao lado dos inúmeros atos de compra e venda conforma um universo simbólico de inegável poder ideológico”. Desse modo, trata da importância que passa a ter o processo comunicacional na atribuição de valor para a sociedade de massas.

63

As Bestas do Apocalipse: a teoria adorniana da indústria cultural

O desafio colocado, no entanto, para a área da Comuni- cação mais especificamente, pode ser sintetizado a partir do livro de Umberto Eco “Apocalípticos e integrados”, lan- çado originalmente em 1965 e crítico em relação ao hiato entre tais concepções. Para o autor (p.13),

a fórmula “apocalípticos e integrados” não sugeriria a oposição entre duas atitudes (e os dois termos não teriam valor de substantivo), mas a predicação de ad- jetivos complementares, adaptáveis aos mesmos pro- dutores de uma “crítica popular da cultura popular”.

Entretanto é em torno desta divisão que o debate se dá, especialmente nos Cursos de Comunicação, que envolvem desde a configuração de currículos ao encaminhamento para o meio profissional. O abismo se fez mais evidenciado entre as duas macrovisões, levando a uma teoria crítica e uma prática contemplativa, nos dizeres de Gabriel Kaplún, que condena o que chama de esquizofrenia nos Cursos de Comunicação Social, especialmente na América Latina.

Crítica estabelecida, o desafio que se coloca é: como não deixar de ser crítico sem se emaranhar pela tentação apo- calíptica das reflexões que tecem um cenário fatalista, não oferecendo alternativas ou, minimamente, modos possíveis de convívio? Nesse sentido foi que Eco propôs, dentre ou- tras pistas, a realização de uma

análise crítico-sociológica dos casos em que novida- des formais, até mesmo dignas, agem como simples artifícios retóricos para veicular um sistema de valores que, em realidade, nada tem que ver com elas (p.77).

Essas vertentes foram trabalhadas a luz de novas leituras e propostas reflexivas, que se referenciaram no pensamento frank- furtiano e também marxista para sua elaboração. Chegaram na

América Latina tanto pela via crítica da estrutura de exploração capitalista, na qual os meios de comunicação e a indústria cul- tural como um todo contribuem estrategicamente para a ma- nutenção de sua eficiência, quanto pela crítica à crítica em favor de um posicionamento mais relativizado, com base nos estudos culturais e na compreensão dos modos de como as pessoas li- dam com os conteúdos que acessam. É o que será apresentado mais detidamente a seguir.

O legado construído a partir da obra de Adorno

Se não há dúvidas da atualidade das questões trabalhadas por Adorno, Horkheimer e seus colegas da primeira gera- ção da chamada Escola de Frankfurt ainda hoje, nos anos 1960 ainda era mais evidente a clareza a respeito de sua importância. Publicado originalmente em 1947, Dialética do

Esclarecimento proporcionou aos leitores um manancial ar-

ticuladamente crítico para compreender as movimentações recentes do capitalismo à época e seus desdobramentos ge- opolíticos em regiões distintas, afetando a comunicação, a cultura num modo mais amplo e o consumo de bens des- tinados à crescente sociedade de massas.

Para o que nos anos 60 e 70 do século passado se com- preendia como terceiro mundo, se adequada de modo exemplar uma teoria crítica que proporcionasse uma compreensão histórica de questões sociais e filosóficas, aplicada a uma sociedade que, em seus modos organiza- tivos de diferentes contextos, buscava se mobilizar diante do que se compreendia à época como no contexto de uma dominação imperialista.

Para Máximo Grimberg, referindo-se ao modo de como se estabeleceram mobilizações e práticas alternativas na América Latina, sobretudo na área de Comunicação,

65

As Bestas do Apocalipse: a teoria adorniana da indústria cultural

o discurso autoritário sempre surge a partir de posi- ções de poder: posições de poder políticas e econô- micas com seu correlato ideológico, por parte dos adictos ao status quo, posições de poder políticas e inclusive econômicas no campo dos opositores ao sistema (1987, p.23).

Assim, tornou-se necessário uma teoria crítica que ofe- recesse elementos para fomentar posicionamentos críticos a um sistema que se impôs política e economicamente junto à sociedade, assumindo um papel da então sustentação de países cujo papel era o de constituir uma periferia subdesen- volvida em relação ao capitalismo avançado de base impe- rialista. Ao mesmo tempo, ao invés de acolher a inviabilida- de de alternativas compreendida pelos autores da Escola de Frankfurt, intelectuais acadêmicos e ativistas de movimentos sociais acolheram tais reflexões, mas incorporadas e revita- lizadas a uma práxis de mobilização, conscientização e luta contra processos ditatoriais em vários países na América La- tina. Esse processo também teve reflexo na compreensão dos espaços de ensino e pesquisa nos Cursos de Comunicação e, em paralelo a um mercado que se expandia sob a susten- tação de outros referenciais teóricos de caráter funcionalista, também contribuiu para a motivação do hiato entre teoria e prática no processo de formação profissional.

Do ponto de vista da construção teórica, tanto no âm- bito acadêmico e ativista, buscou-se trabalhar com a for- mulação de uma teoria contra-hegemônica, que se pautasse na crítica frankfurtiana tanto quanto na compreensão da construção de alternativas à comunicação como compo- nente estratégico de sustentação, legitimação e expansão da indústria cultural. Uma disputa entre projetos de poder pressupunha tanto a formulação da crítica aos processos econômicos, políticos e sociais de afirmação do domínio,

quanto a conscientização popular em torno da necessidade de oferecer alternativas independentes e contrapostas à ló- gica do mercado. Essa mobilização acionou a existência de diversos movimentos de ativistas e militantes por experiên- cias e políticas de comunicação em toda a América Latina. A área da educação e sua vinculação com a comunicação, pelo viés da leitura crítica dos meios de comunicação, mere- ce um particular destaque, na medida em que se conseguiu trabalhar com referenciais críticos no âmbito do processo educacional de formação para crianças e adolescentes, bus- cando transcender a postura de acolhida normativa às expli- cações de como se estabelece o funcionamento do mundo, em prol da incorporação de processos históricos e políticos no seu aprendizado. Uma série de autores latino-americanos desenvolveram sua trajetória nessa linhagem crítica, sendo referências mundiais ainda hoje nos estudos da área: Paulo Freire, Juan Dias Bordenave, Antonio Pasquali, entre outros.

No entanto, é com Jesús Martín-Barbero e sua proposta de estudo das mediações que a perspectiva crítica assume nova guinada. Ele formula uma crítica ao elitismo por parte