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Pipeline et Algorithmique Dynamique

6.2 Adaptation Algorithmique Dynamique

cussão de “tempos modernos” na revista do globo (1936).

Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/71019880/A-ESPI- RAL-DO-SILENCIO> . Acesso em: 26 fev. 2013.

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Espiral do Silêncio e Mídias Sociais: a participação da opinião pública no Twitter

No estudo sobre a influência que a mídia desempenha no pensamento do cidadão, há duas teorias que investigam a respeito, a agenda setting e a espiral do silêncio. A teoria consiste na hipótese científica de que há uma ideia de espi- ral de silêncio que explicita a dimensão cíclica e progressiva de uma tendência/disposição ao silêncio. Na teoria, “os in- divíduos buscam a integração social através da observação da opinião dos outros e procuram se expressar dentro dos parâmetros da maioria para evitar o isolamento” (PENA, 2006, p. 155). Via de regra, as pessoas que têm uma opinião, um ponto de vista, minoritário, tendem a cair no silêncio ou até mesmo no conformismo, diante da opinião publi- cada dos demais, considerada majoritária, buscando dessa forma a manutenção do status quo dentro do grupo. “Esse silêncio tácito mantido pelas pessoas, algumas vezes, pode- ria até esconder desejos de mudanças sociais presentes na maioria silenciosa. No entanto, esses desejos acabam sendo sufocados pela espiral do silêncio” (CARVALHO e NAS- CIMENTO, 2012, p. 9).

[...] a TES é uma teoria sociopsicológica dinâmica que pretende explicar a formação, a continuidade e a alteração da opinião pública, bem como as suas funções e efeitos. Indirectamente, é pois uma teoria dos efeitos mediáticos. No seu cerne está a tese de que após sondarem o clima de opinião sobre um determinado tema (issue), o medo da exclusão so- cial leva os indivíduos a não expressarem opiniões que os próprios percepcionam como sendo mi- noritárias ou tendencialmente minoritárias, o que leva, a termo, à afirmação, no espaço público, de uma opinião dominante (ROSAS, 2010, p. 157).

Segundo Midões (s/d, online, p. 05), há outros conceitos relacionados à Teoria Espiral do Silêncio no que diz respeito

como “pressão para o conformismo” e “medo do isolamen- to”, que são cruciais. “Entre outras coisas, os homens têm uma natureza social que lhes causa medo de isolamento, o que os influencia substancialmente no seu comportamento”. Já que o homem ficaria à mercê dos dispositivos sociais que lhe pode- riam causar o isolamento, dessa forma, ele procura se regular à normalidade social adequando-se ao seu grupo de conví- vio, pois o homem, segundo Rousseau (apud MIDÕES, s/d, online, p. 05), trava uma batalha interior entre a sua natureza individual, (a satisfação das suas necessidades, dos seus interes- ses), e a natureza social, (a necessidade de ser reconhecido e respeitado pelos outros). Valendo-se lembrar de que a Teoria da Espiral do Silêncio, segundo Rosas (2010, p. 159):

[...] repousa sobre esses dois princípios sociopsico- lógicos para ser válida – o da pressão permanente da sociedade sobre os indivíduos, no sentido de ex- cluir, denegrir ou marginalizar, as opiniões ou os comportamentos contrários, críticos, ou desviantes; e o seu reflexo ao nível individual, na forma do medo que os indivíduos têm pelo ostracismo e pela exclusão social.

Miguel Midões (s/d, online, p. 05 e 06) apresenta ainda alguns pontos que podem ser considerados fundamentais da Teoria Espiral do Silêncio: a) Medo da rejeição pelos que o rodeiam; b) Monitorização dos comportamentos, de for- ma a observar quais são os aprovados e os reprovados social- mente, (em grupo); c) Há gestos e expressões que, sem fala, expressam a aprovação ou não de determinada ideia, com- portamento; d) Tendência para não expressar a sua opinião publicamente quando há possibilidade de rejeição, objecções ou desdém; e) Quando se conclui que a opinião é aceita, a tendência é expressá-la com convicção; f) O falar livremente de determinado ponto de vista reforça ainda mais a ideia de

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isolamento, por parte daqueles que defendem a opinião con- trária; g) Este processo apenas ocorre nas situações em que há uma questão moral forte – é a componente moral que dá poder à “opinião pública”; h) Só questões controversas podem desencadear a “Espiral do Silêncio”; i) Nem sempre o ponto de vista mais forte é o defendido pela maioria da população; há o medo de o admitir publicamente; j) Os mass media podem influenciar, e muito, o processo da “Espiral do Silêncio”, quando numa questão moral tomam determinada posição e exercem influência no processo; l) As pessoas não se apercebem do medo dos outros e da questão do isola- mento; m) A “Opinião Pública” é limitada no tempo e no espaço – a “Espiral do Silêncio” apenas se verifica durante um período de tempo limitado; este processo tende também a ser limitado pelas fronteiras geográficas e culturais; n) A “Opinião Pública” serve como instrumento de controle so- cial, mas também de coesão social.

Em contrapartida, Felipe Pena (2005, p. 156) apresenta três mecanismos condicionantes da teoria espiral do silêncio e que “juntos determinam uma forte influência da mídia sobre o público, que não chega a ser tão absoluta como na teoria hi- podérmica, mas é decisiva para consolidar os valores da classe dominante e formar nossa percepção da realidade”. São elas: a acumulação, que é o excesso de exposição de determinados temas na mídia; a consonância, que é forma semelhante como as notícias são produzidas e veiculadas; a ubiquidade, que é a presença da mídia em todos os lugares.

Antonio Rosas (2010, p. 158) sugere que a Teoria Es- piral do Silêncio repouse em três condições que a va- lidam. “O da componente normativa ou valorativa das opiniões, já que a teoria só funciona se os temas tive- rem uma forte componente moral, ou seja, se implica- rem uma forte e emocional tomada de posição entre o Bom e o Mau, ou entre o Bem e o Mal”. Outro fator

é o temporal, de acordo com Rosas (2010, p. 158) “não basta que os indivíduos percepcionem os temas, devendo percepcionar igualmente a evolução futura do seu grau de saliência”. E finaliza dizendo que os media têm re- presentado papel importante na exposição de certos te- mas, que deverão, segundo o autor “‘ser claras e unívocas’ (clear-cutpositions), além de que quanto mais divergirem das percepções dos cidadãos (drifI), mais comprovarão a validade da teoria e serão tidas como relevantes”.

Felipe Pena (2005, p. 155) diz que na teoria as pesso- as não só são influenciadas pelo o que os outros dizem, como também pelo o que imaginam que elas poderão di- zer. E que a mídia desenvolve um fator determinante na formação e aperfeiçoamento desse sentimento. Segundo Pena, “os meios de comunicação tendem a priorizar as opiniões dominantes, [...], consolidando-as e ajudando a calar as minorias, (na verdade, maiorias) isoladas”. Pena ainda pressupõe que nesse sentido a teoria se aproxima da teoria dos definidores primários.

[...] pois ambas defendem que a tal prioridade é causada pela facilidade de acesso de uma minoria privilegiada (as fontes institucionais) aos veículos de informação. Assim, opiniões que parecem con- sensuais se perpetuam, pois a maioria silenciosa não se expressa e não é ouvida pela mídia, o que leva à conclusão de que o conceito de opinião pública está distorcido (PENA, 2005, p. 156).

Quando as pessoas imaginam que pensam diferente da maioria, calam-se, e posteriormente, adaptam-se à opinião contrária, é o que Noelle-Neuman denomina de clima de opinião. Assim, a ideia que talvez não fosse majoritária acaba prevalecendo. Um exemplo são as novas mídias, em especial, a internet, que desempenham papel importante na emissão

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e disseminação do fluxo comunicacional ligado a interesses distintos, no qual todos podem ou não ter voz e vez.

Twitter e a polêmica sobre o horário de verão no Tocantins

Tendo em vista a discussão sobre a teoria “Espiral do silêncio”, na qual persiste a tendência de fortalecimento do discurso majoritário, em detrimento do discurso mi- noritário, foi possível identificar a aplicação desta teoria na polêmica gerada com a inclusão do Estado do Tocantins no horário brasileiro de verão, no ano de 2012, que por sua vez provocou uma discussão, sobretudo nas redes sociais – e em especial no microblogTwitter.

Nessa discussão, foi possível identificar o processo de for- talecimento de um discurso majoritário (que neste caso era contrário à inclusão do Estado no horário de verão), que intimidou e praticamente aniquilou o discurso minoritário, em meio às discussões no microblog. Por fim, seguindo a aplicação da Espiral do Silêncio, até mesmo aqueles que inicialmente se colocaram favoráveis à mudança de horário silenciaram-se e o Governo do Tocantins, autor da inclusão, reviu sua posição.

A polêmica, que tomou conta das discussões de usu- ários tocantinenses do Twitter, teve início na manhã do dia 16 de outubro de 2012, com a publicação de um decreto presidencial, que anunciava o horário brasileiro de verão, com duas alterações: a exclusão do Estado da Bahia e a inclusão do Tocantins.

O horário de verão foi adotado no Brasil pela primeira vez em 1931 e desde 1985 de forma interrupta. No entan- to, desde o ano de 2003, o Tocantins, assim como outros estados das regiões Norte e Nordeste, não adere ao novo

horário, uma vez que o intuito da alteração é a redução do consumo de energia, visto que os dias são mais longos. Contudo, a medida é eficaz nas regiões distantes da linha do equador, porque nas regiões próximas ao equador (como as regiões Norte e Nordeste no Brasil), os dias e as noites têm duração similar ao longo de todo o ano.

A inclusão do Estado no novo horário foi requerida pelo Governo do Tocantins em junho de 2012 e na ma- nhã do dia 16 de outubro foi divulgado um release (texto institucional, publicado no portal de informações oficial do Governo e enviado, via e-mail, para os veículos de Comunicação), informando sobre a inclusão do Estado ao novo horário e destacando que a medida tinha como objetivo “contribuir para a diminuição nos custos da ope- ração do sistema gerador [de energia]”, e também por “colocar o Estado em conformidade com o horário de Brasília no que se refere ao funcionamento do sistema bancário nacional e das tabelas de voos originários do Aeroporto de Palmas”.

Tendo em vista as “intenções” do Governo e o co- nhecimento que os usuários do Twitter tinham sobre o assunto, iniciou-se uma calorosa discussão, entre favoráveis e contrários ao novo horário e principalmente, sobre as razões que teriam levado a inclusão do Estado na mu- dança, ainda na manhã do dia 16 de outubro. Uma vez que havia mais descontentes que favoráveis, o primeiro grupo tornou-se logo majoritário, sobretudo porque usou de um discurso que logo se consolidou: o de que não havia necessidade de inclusão do Tocantins no horário de verão, porque não há economia de energia, uma vez que o Estado encontra-se na região norte do País e, por con- sequência, mais próximo à linha do Equador. Já a questão da “conformidade com o horário de Brasília” foi pouco discutida pelos usuários do microblog.

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O discurso contrário, que por sua vez afrontava a justifi- cativa do Governo, ganhou tanta força em meio à sociedade, que alterou o posicionamento do próprio Governo. Tanto que no dia 17 de outubro (um dia após informar sobre o novo horário) foi divulgado um novo release, anunciando um pedido de retirada do Tocantins do horário brasileiro de verão. No release, o Governo informou que: “sensível aos apelos de comerciantes, empresários e cidadãos tocantinen- ses, o Governador Siqueira Campos solicitará à presidente Dilma Rousseff e ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a desistência do Tocantins da adesão ao horário de verão”. Por sua vez, o Governo Federal, que já atendia uma solicitação do Governo do Tocantins, ao incluir o Estado no horário brasileiro de verão não atendeu a nova solici- tação e a partir do dia 21 de outubro entrou em vigor o horário de verão, para os estados do Sul, Sudeste, Centro- -oeste e o Tocantins. Para rever a situação, seria necessária a publicação de um novo decreto presidencial. Apesar de não impedir a inclusão do Estado no horário de verão, a mobi- lização, via redes sociais, provocou uma mudança na postura do Governo Estadual e possivelmente a não inclusão do Tocantins no novo horário nos próximos anos.

Para o estudo de caso, que por sua vez é focado no de- senrolar desta discussão no Twitter, foi analisado o desenro- lar da discussão a partir de uma figura chave do Governo, o secretário de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, que além de secretário de Estado é filho do go- verno do Estado e foi uma figura importante na defesa do argumento do Governo no microblog.

Na manhã do dia 16, por volta das 9 horas, o secretário Eduardo Siqueira, que é um usuário ativo do Twitter, com milhares de seguidores, grande parte deles pessoas chaves na formação da opinião pública do Estado (acadêmicos, jor- nalistas, advogados, servidores públicos etc.), fez uma sua

primeira postagem defendendo a inclusão do Tocantins no novo horário. Neste momento, alguns veículos de comu- nicação haviam divulgado sobre a inclusão do Estado no horário de verão, a partir das informações do decreto pre- sidencial, publicado na mesma manhã.

Como pode ser observado na figura 1, este comentá- rio, que falava sobre a “compatibilidade com Brasília” e a “economia”, foi seguindo de muitos outros comentários contrários, questionando, sobretudo a questão da economia de energia. É importante destacar, que a discussão não foi centralizada apenas no secretário de Relações Institucio- nais, porém o estudo destaca as falas envolvendo esta figura, em virtude de sua importância enquanto elemento partici- pativo do Governo.

Fonte: www.twitter.com Acesso em 22 jan. 2013

Figura 1 – Secretário fala sobre compatibili-

dade de horário com Brasília

A partir de uma pesquisa realizada nas publicações de Eduardo Siqueira Campos, no Twitter, no dia 16 de ou- tubro, é possível identificar que houve poucas postagens nesta dada e tendo em vista que o secretário comumente realiza muitos comentários, caracteriza-se uma vertente

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importante da Espiral do Silêncio, que é o enfraquecimen- to da voz minoritária, que se vê intimidada em meio à dis- cussão. Em outro comentário, ainda favorável à inclusão do Estado no novo horário, o secretário diz: “Sei do descon- forto, das nossas tradições e das desagradáveis mudanças, porém quando ficamos diferenciados de Brasília, foi ruim para nós”. Nesse momento, não há mais defesa da econo- mia gerada com a ação, questão que foi questionada pelos usuários do Twitter em sua postagem anterior.

Visto que uma discussão contrária poderia levar a um desgaste da imagem do Governo junto à sociedade, o secretário das Relações Institucionais anuncia uma soli- citação de revogação do decreto, que incluiu o Tocantins no horário de verão. Esse anúncio também é realizado, via Twitter, ainda no dia 16 de outubro e depois é rein- tegrado a partir da publicação do release, divulgado pelo Governo, no dia 17 de outubro.

No comentário do Twitter do secretário de Rela- ções Institucionais, que anuncia a nova posição do Go- verno com relação à inclusão do Tocantins no horário de verão, é possível verificar a preocupação com a opi- nião pública. “Entre a sincronia com Brasília e a sincro- nia com a população, optamos por fazer o que deseja a população”, afirmou Eduardo Siqueira, por volta das 23 horas do dia 16 de outubro, que minutos depois fala (também via Twitter), que o decreto presidencial pode ser revogado. Na ocasião, o secretário afirma que 90% da população sentiu-se prejudicada com a inclusão do Estado (ver na figura 2).

Fonte: www.twitter.com Acesso em 22 jan. 2013

Figura 2 – Secretário escreve sobre o desejo

da população em relação ao horário de verão

Na madrugada do dia 17, ao responder um questiona- mento de um jornalista, o secretário de Relações Institu- cionais diz que “não esperava” a reação da sociedade, com a inclusão do Estado no horário brasileiro de verão. Por volta das 10 horas do mesmo dia, o secretário reafirma a importância das redes sociais na discussão e na nova tomada de decisão. Segundo ele, as manifestações contrárias vieram “via redes sociais”.17

Logo, é possível verificar a importância das mídia/re- des sociais, e de maneira especial do microblogTwitter, nas

17. Matéria publicada no site de notícias portal CT, publicada no dia 15 de fevereiro, confirma a manifestação da população via redes sociais, falando sobre a polêmica adesão do Tocantins ao horário de verão: “Após grande manifestação nas redes sociais e a reação de políticos locais, o governador solicitou à presidente Dilma Rousseff e ao mi- nistro de Minas e Energia, Edison Lobão, a desistência do Tocantins da adesão ao horário de verão, sem sucesso”. Disponível em: http:// www.portalct.com.br/estado/2013/02/15/52132-apos-polemica- -adesao-do-tocantins-horario-de-verao-termina-neste-fim-de- -semana. Acesso em 20 fev. 2013.

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Espiral do Silêncio e Mídias Sociais: a participação da opinião pública no Twitter

discussões que culminaram numa mudança de postura do Governo e que possivelmente terá impacto nos próximos anos. Ao estudar o caso, ainda é possível verificar a aplica- ção da teoria Espiral do Silencio, que trata da tendência de fortalecimento do discurso majoritário, em detrimento do discurso minoritário, mesmo nesse caso sendo o minoritá- rio em favor dos interesses de um Governo.

Através das publicações relacionadas a uma figura chave desta discussão, o secretário de Relações Institucionais, que representava o Governo nas discussões, é possível identificar o enfraquecimento de seu discurso em detrimento dos questio- namentos sobre a economia gerada com o horário de verão no Tocantins. Por fim, é importante destacar que o secretário não refaz sua posição quanto à economia de energia, mas deixa de debater o assunto uma vez que surgem os questionamentos e passa a defender apenas a questão da sincronia com Brasília que, em si, é um argumento fraco. Em seguida apresenta um novo posicionamento do Governo, caracterizando o silenciar do discurso minoritário, assim como prevê a teoria.

Considerações finais

A teoria “Espiral do silêncio” aplicada, sobretudo, em estudos focados em pesquisar sobre a influência dos veícu- los de comunicação, na construção da opinião pública so- bre diversos assuntos, ganha uma possibilidade de aplicação diferenciada, através das redes sociais. A partir do exemplo apresentado neste trabalho, focado nas discussões, via redes sociais a despeito da inclusão do Tocantins no horário de verão, compreende-se as redes como de fato, espaços que possibilitam a circulação de informações, na qual é possível gerar mobilizações e discussões focadas justamente no an- seio dos próprios grupos sociais.

Contudo, a partir desta análise focada numa discussão ocorrida em mídias sociais – de uma forma mais intensa no Twitter – percebe-se um percurso habitual de discussões que culminam na formação de uma opinião pública (discurso ma- joritário que engloba diversas opiniões e conceitos), sobre de- terminados assuntos. No caso sobre a inclusão do Tocantins no horário de verão, percebe-se que o discurso minoritário seguiu a tendência do silenciar, frente ao ponto de vista majo- ritário, o que é justificado na teoria Espiral do Silencio, como uma tentativa de fuga à exclusão do grupo majoritário e a possibilidade de manter-se o status quo dentro do grupo.

Logo, ao analisar as discussões sobre a inclusão do Tocantins no horário de verão, a partir das discussões que ocorrem via rede social, é possível considerar determinado avanço em ter- mo de discussão e formação da opinião pública, uma vez que o discurso majoritário não dependeu necessariamente da in- fluência dos veículos de comunicação, munidos de sua credi- bilidade e preferências, mas do poder de influência de discurso das vozes contrárias à medida.

É importante reconhecer que se trata de uma medida, que