• Aucun résultat trouvé

Modification de la surface induite par un enrichissement en silicium

Chapitre 2 : Décapage et contrôle de la composition chimique de la surface du nitrure de

2.4 Modification de la chimie de surface en modulant la stœchiométrie du matériau

2.4.3 Modification de la surface induite par un enrichissement en silicium

De acordo com Chenhall (2003), o controle gerencial é um conceito amplo que incorpora

análise e controles financeiros, não-financeiros, possuindo foco na assistência à tomada de

decisão e, nesse intuito, engloba controles tais como os relacionados com mercado, clientes,

concorrentes e toda uma gama de informações de suporte.

Conforme Anthony e Govindarajan (2006), os sistemas de avaliação de desempenho

permitirão que os gestores tenham conhecimento de como a organização se encontra em

relação aos resultados esperados e, assim, tentem influenciar as pessoas para caminharem na

busca de alcançá-los.

A informação contábil gerencial é considerada como aquela que é desenvolvida ou adaptada

para as necessidades particulares da uma organização (SCIULLI, 2004). Nesse sentido, é

possível dizer que a contabilidade gerencial foi desenvolvida para auxiliar na mensuração e

valoração do trabalho em curso e dos bens e serviços acabados, com o intuito de auxiliar na

tomada de decisão para alocação de recursos (MODELL, 1996).

Para Groot e Budding (2004), a Nova Administração Pública, ao ter como pressupostos ideias

que alteram o ambiente público, tais como planejamentos estratégicos vinculados a resultados

sociais e a introdução de concorrência em mercados de bens público (competição entre

escolas por alunos e parcerias público-privadas), induziu a uma mudança de foco na demanda

informacional dos gestores, que, anteriormente, buscavam informações apenas para gestão de

processos, tornando extremamente importante informações capazes de auxiliar no

monitoramento e controle dos resultados, tais como indicadores de eficiência, efetividade e

eficácia das ações. Essa mudança de foco, segundo os autores, ocorre justamente pela

valorização das novas técnicas gerenciais-financeiras de contabilidade, como, por exemplo,

regime de competência puro, custo total de propriedade, orçamento por produto,

desenvolvimentos de sistemas orçamentários e de indicadores de desempenho financeiros

como instrumentos de avaliação (GROOT; BUDDING, 2004). Conforme relato de Warren e

Barnes (2003), os defensores do novo gerencialismo acreditam que políticas contábeis e

financeiras de monitoramento e avaliação impactam no desempenho organizacional do

governo como um todo. Eles argumentam que um bom desempenho econômico e

organizacional depende de decisões melhores e, para que elas aconteçam, deve existir um

bom mecanismo para medir os resultados e que os gestores o utilizem. Como exemplo e

justificativa, cita-se a capacidade da contabilidade, através de seus novos instrumentos, fazer

visíveis fatos que de outra maneira não seriam, como a construção de custos de produtos para

serviços não reembolsáveis, ou na tentativa de, através do custo de produto, calcular margens

brutas e estabelecer ponto de equilíbrio para os serviços a serem prestados (GROOT;

BUDDING, 2004).

Os mecanismos de avaliação de desempenho são uma função subjacente da qualidade da

informação e formam uma estrutura de incentivos que influenciarão as atitudes daqueles que

fazem e implementam escolhas políticas. Tudo mais constante, altos níveis de qualidade

informacional capacitam os governos a tomarem melhores decisões (WARREN; BARNES,

2003).

Desse modo, mecanismos de monitoramento e avaliação de desempenho tornam-se

componentes vitais de quaisquer sistemas de transparência e responsabilização (WARREN;

BARNES, 2003). A contabilidade, neste sentido, possibilita a criação de um domínio da ação

dos agentes, no qual agendas sociais e políticas são confrontadas por conhecimentos e

informações econômicas, permitindo o debate entre cidadãos e governo (GROOT;

BUDDING, 2004). Desdobrando esse argumento, Julnes (2006) esclarece que a concretização

dos conceitos de transparência e responsabilização, que estão ligados à tradução do termo

accountability, requer a especificação de produtos e resultados mensuráveis, ligados a metas

pré-estabelecidas. A efetividade da mensuração desses indicadores, por sua vez, está

relacionada com a capacidade de compreensão pelo cidadão de como seus impostos são

gastos, cabendo à contabilidade fazer tal intermediação.

Nesse novo contexto, a contabilidade pública deve, portanto, abandonar a visão restrita de

registro e atendimento simples das normas e se transformar, pois os seus dados serão

subsídios para a elaboração de indicadores e relatórios de desempenho, o que impactará no

governo e na sociedade. A proposta, então, não é mais de apresentação apenas das

demonstrações financeiras, mas de relatórios de desempenho mais abrangentes que

especifiquem recursos utilizados, produtos, resultados, medidas de eficiência e informações

explicativas, capazes de prover um contexto no qual os dados deverão ser interpretados

(JULNES, 2006). Essas funções caracterizam o papel da contabilidade gerencial no setor

público em um ambiente orientado pelos pressupostos da Nova Administração Pública.

Segundo Julnes (2006), Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia podem ser citados como

países que aderiram à reforma gerencial nos moldes apregoados pela Nova Administração

Pública e apresentaram-se mais responsivos, inovando na entrega dos serviços para os

cidadãos, sendo esses exemplos da aplicação dos conceitos de transparência e

responsabilização. Além disso, gerencialmente, esses países demonstraram indicadores

positivos relativos a ganhos de eficiência, melhora na transparência dos gastos financeiros,

além de aprimoramento do controle fiscal

5

.

Outro papel importante desempenhado pela contabilidade gerencial no setor público são as

análises de custo-benefício para determinação da terceirização de serviços ou efetivação de

parcerias público-privadas. Neste caso, a contabilidade gerencial é utilizada para auxiliar os

gestores com uma visão mais técnica a respeito da viabilidade em transferir a execução de

determinados serviços públicos para a iniciativa privada, no intuito de elevar a qualidade da

prestação dos serviços. Em relação às parcerias público-privadas, os estudos de retorno sobre

o investimento são cruciais para que o setor privado decida investir em obras, para as quais o

setor público não dispõe de recurso, principalmente gastos de infraestrutura (SCIULLI, 2004).

Sistemas de custos no setor público também representam um melhora na qualidade das

informações, que serão utilizadas para decisões a respeito de alocação de recursos. Dentro de

uma visão analítica da eficiência e eficácia de programas, importada do setor privado, a

5 Ver BURRITT, R.L.; WELCH, S. (1997); MOYNIHAN, D.P. (2006); AFONSO, A.; SCHUKNECHT, L.;

análise de custos é um incentivo para uma aplicação de recursos mais coerente com a

perspectiva de resultados (VERBEETEN, 2011).

Sistemas de custos, mundialmente, são, cada vez mais, utilizados pelos gestores públicos, já

que a capacidade dos entes públicos, tanto nacionais quanto subnacionais, de gerarem e

ampliarem receitas é atualmente muito reduzida (VERBEETEN, 2011). Existem estudos que

demonstram a utilização desses sistemas no setor público, sendo possível citar o trabalho de

Paulsson (2006), que informa a utilização de informações de custo pelo governo central

Suécia para planejamento, elaboração do orçamento e avaliação de desempenho de programas

e entidades. Arnaboldi e Lapsley (2005) indicaram o uso das informações de custo para

decisão de precificação e alocação de recursos no sistema de saúde do Reino Unido. Geiger e

Ittner (1996) identificaram a utilização de informações de custo para gerenciamento de

programas, avaliação de desempenho, planejamento orçamentário e controle de gastos em 95

entes governamentais americanos. Existe, portanto, evidência empírica da importância da

utilização da informação gerencial para os gestores públicos.

Hall (2010) destaca que características como compreensibilidade e objetividade das

informações devem ser respeitadas, para que a contabilidade gerencial cumpra seu papel

informacional, uma vez que existem estudos (HANAWAY, 1989; ISENBERG, 1984;

LANDAU; STOUT, 1979) que comprovam a importância de que a informação disseminada

seja de fácil entendimento e absorção pelos gestores, já que ela não será utilizada como fonte

exclusiva para a tomada de decisão, mas sim irá compor um arcabouço de conhecimento que

permitirá ao gestor escolher o melhor caminho a seguir em situações de turbulência, dúvida e

incerteza que caracterizam a vida real.

O autor esclarece que relatórios gerenciais bem elaborados, com análises claras, de forma a

contribuir com a internalização das informações relevantes, são os principais instrumentos

utilizados pelos contadores gerenciais para efetivamente contribuírem na tomada de decisão.

Isso devido à preferência dos gestores em utilizar a comunicação verbal para absorção de

informações que comporão sua base de conhecimento, a qual será utilizada para a tomada de

decisão no seu dia a dia (HALL, 2010).

A relevância da contabilidade gerencial dificilmente pode ser contestada, contudo, é

importante ressaltar as principais críticas à aplicação no setor público. Os argumentos

desfavoráveis estão estruturados sobre falhas, como a existência de metas ambíguas, de

produtos que nem sempre são realmente mensuráveis e a dificuldade de compreensão das

técnicas contábeis (GROOT; BUDDING, 2004).

A amplitude da aplicabilidade das informações contábeis gerenciais no setor público não é

contestada, entretanto, é possível identificar um problema mais estrutural e que pode, sim,

minar a efetividade da utilização das informações. A literatura acadêmica (PURDY; GAGO,

2002; SCIULLI, 2004; HALL, 2010) destaca que sem um treinamento adequado,

conhecimento básico e ambiente propício dificilmente os gestores utilizarão a informação

provida pela contabilidade gerencial para a tomada de decisão, ou o cidadão a utilizará para

monitoramento das atividades de governo. Consequentemente, isso inviabilizará o alcance dos

resultados pretendidos, tais como realização de metas, efetivação da transparência e da

responsabilização, causando, por vezes, até o efeito contrário, o aumento da corrupção, já que

deixa o gestor sem um arcabouço técnico para suas decisões e não há ninguém apto para

questioná-las.