• Aucun résultat trouvé

System model and definitions

Dans le document This page intentionally left blank (Page 110-113)

4 Global state and snapshot recording algorithms

4.2 System model and definitions

O NE desde o início participou nas atividades organizadas pelo GREF, como o Corta-Mato Escolar, o Torneio de Basquetebol 3x3, o Paddy Papper da Alimentação, todavia, com o intuito de experienciarmos e compreendermos melhor esta relação com a comunidade escolar onde nos inserimos, é necessário envolvermo-nos mais e passarmos pela experiência de organização atividades para a nossa comunidade escolar, compreender em que consiste todo este planeamento e as dificuldades que daí podem advir. Para tal, o NE ficou responsável pela organização de umas jornadas destinadas a diversas modalidades, incluídas na Semana da Saúde (na qual o GREF estava envolvido, com estas atividades e ainda com os jogos entre padrinhos e afilhados), sobre as quais recai esta reflexão.

O objetivo do NE era levar a comunidade escolar a interagir, participando ativamente, nas modalidades com as quais estão familiarizados, como o Voleibol, mas também a proporcionar um contacto com modalidades diferentes, de forma a despertar a atenção e o gosto pelo desporto adaptado. No entanto, ainda que tenhamos tido uma grande adesão por parte da comunidade escolar, mais concretamente os alunos, o nosso público-alvo, em algumas atividades,

noutras a adesão foi carente. Este aspeto terá também estado relacionado com a divulgação.

A divulgação tardia das atividades poderá ter sido uma influência, ainda que, o torneio de voleibol tivesse tido uma grande adesão, destacando-se das restantes atividades, mesmo com a divulgação pouco antecipada tal como as restantes. Na minha perspetiva, este facto, mais do que a divulgação, está relacionado com a modalidade e a natureza das atividades realizadas. Contudo, este será um aspeto referenciado posteriormente, pois penso que sará pertinente aprofundar as três atividades de forma individualizada, uma vez que, são atividades completamente independentes e dissemelhantes.

Relativamente à apresentação da coreografia das turmas de cada EE, a qual foi denominada “Filipa Dançante”, com a ajuda dos professores do GREF, teve uma grande assistência, não só por parte dos alunos como de alguns funcionários. O facto de ter sido realizado no bar à hora de almoço, foi uma vantagem. Além das pessoas que realmente pretendiam assistir, encontravam-se também outros que, por mero acaso, se encontravam no local. Todavia, na minha opinião, o importante era ter uma grande participação por parte dos nossos próprios alunos, na realização da coreografia. Alguns dos alunos manifestaram desde início a sua intenção de não participar na coreografia. Outros, embora tenham comparecido aos ensaios, faltaram à coreografia, o que considero ainda mais grave do que aqueles alunos que desde cedo assumiram que não iriam realizar a tarefa. O número de alunos que compareceu para realizar a coreografia não foi muito extenso, o que apesar de ser algo que já sabíamos que ira/poderia vir a acontecer, desiludiu as espectativas dos EE.

Aparte da questão dos alunos e da sua participação nesta atividade, penso que a atividade decorreu de uma forma positiva. Na minha opinião, todos os alunos que compareceram, beneficiaram de um momento agradável e de um convívio mais próximo entre alunos e professores. Julgo que estes alunos deveriam ser compensados na sua classificação no final do ano, uma vez que honraram os seus compromissos.

No que concerne ao Dia do Desporto Adaptado, o nosso principal objetivo era sensibilizar os alunos para esta temática. Tenho consciência que se as atividades são pouco movimentadas, os alunos têm tendência a exteriorizarem desmotivação. No entanto, qualquer desporto em cadeira de rodas, cativa muito mais a atenção das crianças e jovens. Neste sentido, o que inicialmente se pretendia, era proporcionar aos alunos a experiência do Basquetebol em Cadeira de Rodas. No entanto, e devido à impossibilidade de levar as cadeiras para a escola, o NE preparou outras três atividades: Boccia e Voleibol Sentado (simultaneamente na parte da manhã no espaço 1) e Goalball no mesmo espaço, no período da tarde.

No início de cada modalidade, foram clarificadas as principais regras da modalidade aos alunos, e também o tipo de lesões ou deficiências que os atletas possuíam, para que pudessem praticar a modalidade. O que pretendíamos era, apenas, que os alunos adquirissem conhecimentos básicos para realizar um jogo, pelo que procuramos ser sempre o mais sucintos possíveis e, posteriormente, retirar todas as dúvidas que pudessem surgir.

Uma vez que a nossa experiência com estas modalidades, na licenciatura, foi reduzida, procurámos ajuda junto de uma amiga em comum dos EE e treinadora de Boccia, que além de se disponibilizar para participar, se fez acompanhar de dois atletas do Vigorosa Sport Clube para realizarem uma demonstração e, jogarem Boccia com os alunos envolvidos na atividade. Julgo que este aspeto foi muito importante, pois o contacto dos alunos com atletas com deficiência, neste caso específico, paralisia cerebral, permite aos alunos compreenderem as dificuldades que os atletas têm, que eles não possuem ao jogar Boccia, mas também foi fundamental para que os alunos compreendessem que, apesar das suas limitações motoras, eram grandes atletas.

Relativamente ao Voleibol Sentado foi uma modalidade um pouco difícil para os alunos, porque sentiam dificuldades em deslocar-se para jogar a bola. Penso que entre estas duas atividades alguns alunos gostaram mais do Boccia, talvez pela competitividade que os atletas da modalidade proporcionaram.

A atividade do Goalball teve uma adesão significativamente maior, incluindo uma professora do GREF, que levou a sua turma a participar na

atividade. Foi nesta modalidade que senti os alunos, e até os professores, mais entusiasmados, situação que me deixou bastante satisfeita.

Por fim, o Torneio de Voleibol foi aquela atividade com a qual os alunos já estavam mais familiarizados. Mas, se por um lado, este facto torna a tarefa mais acessível, por outro a adesão é muito maior, o que leva à necessidade de uma organização igualmente maior e mais complexa. A primeira etapa da organização foi a tomada de decisões, nomeadamente número de equipas aceites, datas de inscrição e principalmente a divisão por escalões etários e por sexos. Inerente a estas tarefas, após a inscrição das equipas, houve a necessidade de definir o formato do torneio e organizar o calendário dos jogos. Todavia, existiram equipas a inscreverem-se na véspera e até no próprio dia, isto é, não de manhã (quando o torneio era apenas à tarde), mas a poucos minutos de darmos início ao mesmo. Esta foi a grande questão que colocamos no final do torneio: deveríamos ter sido rigorosos e inflexíveis, ou o nosso objetivo era garantir a participação do máximo de alunos possíveis? Por um lado entendíamos que os alunos (mais velhos) tinham de ser responsáveis e compreender que a organização do torneio dependia do número de equipas existentes, devendo portanto respeitar o prazo de inscrições. Por outro, pretendíamos ter a máxima adesão por parte dos alunos, pelo que negar inscrições das equipas, quando o nosso objetivo era que participassem nas nossas atividades e realizassem atividades desportivas, parecia ser um pouco contraditório. Deste modo, na minha opinião, não deveriam ter sido aceites inscrições fora do prazo. O prazo poderia ter sido alargado, mas nunca aceitar inscrições no próprio dia, pois desta forma compactuamos com a desresponsabilização dos alunos. Estamos a aceitar que ocorram atos de desrespeito pelas normas e regras (necessárias ao bom funcionamento quer na sociedade em geral como no contexto desportivo).

De um modo geral, apesar de todas as adversidades que se fizeram sentir durante a organização destas três atividades, o saldo é positivo. Cumpriu-se um dos seus objetivos principais, a participação dos alunos em atividades desportivas. Os aspetos que correram de forma menos positiva, serviram de

aprendizagens, que poderei utilizar numa próxima organização de eventos como estes.

Tal como referi na reflexão sobre a Semana da Saúde:

“Estes dias foram de grande aprendizagem para nós, tivemos de “sair da nossa área de conforto” e preparar-nos de uma forma completamente diferente à qual estamos habituados para as aulas. O convívio com tantos alunos da escola, de todos os anos e cursos, foi também um aspeto positivo, pois a escola é um local de “confronto” de culturas e hábitos de vida, que normalmente nos passam completamente despercebidos. O facto de sentir que estávamos encarregues de “algo maior”, de sentir mais pressão e responsabilidade fez com que me sentisse “mais professora”!”

Dans le document This page intentionally left blank (Page 110-113)