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Logic Levels

Dans le document MANUAL PDP-8/A (Page 100-104)

Como já mencionado, a proposta da elaboração mensal de um relatório de atividades é uma exigência do Subprojeto de Matemática a todos os bolsistas participantes do PIBID. Este relatório tem por objetivo possibilitar o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos licenciandos nas escolas, nas reuniões com a coordenação do Subprojeto Matemática e supervisores, bem como nas formações promovidas pelo programa.

Assim, diante dos relatórios elaborados pelos 6 licenciandos selecionados para o aprofundamento das discussões sobre a experiência com o PIBID, realizamos a leitura e a análise do conjunto destes relatórios, produzidos no ano de 2014 – que apresentamos a seguir.

A primeira atividade realizada pelos licenciandos nas escolas centrou-se na observação das aulas ministradas pelo professor de Matemática para a verificação das práticas educativas aplicadas. Posteriormente, os licenciandos realizaram um levantamento dos conteúdos de Matemática em que os alunos das escolas envolvidas possuíam mais dificuldades, com a finalidade de selecionar materiais manipuláveis e/ou jogos matemáticos que auxiliassem na aprendizagem destes conteúdos.

Os licenciandos também realizaram uma análise dos resultados apresentados pelos alunos da escola envolvida nas avaliações externas e avaliações diagnósticas aplicadas semestralmente pelo governo estadual.

A partir disto selecionaram os materiais didáticos a serem confeccionados, mediante uma pesquisa para conhecer e explorar os materiais didáticos já existentes

nas escolas, tais como jogos e materiais concretos. Estas atividades deram origem à criação de jogos, os quais, quando validados, foram construídos para aplicação nas escolas. Porém, como alternativa, enquanto os jogos encontravam-se em construção, os licenciandos aplicaram jogos produzidos em anos anteriores.

Na etapa da confecção, os materiais didáticos foram produzidos em quantidade suficiente para atender todos os alunos e foram confeccionados com materiais como EVA, cartolina, papel cartão, etc., e para facilitar o uso, foi elaborado um manual dos jogos. Depois dos jogos prontos, os licenciandos elaboraram um plano de aula para sequência didática, que foi aplicado na unidade escolar com a orientação do supervisor do PIBID, na escola.

A experiência vivenciada pelos licenciandos, assim como os resultados obtidos com as atividades, foram apresentados em um evento (interno, da IES) com o objetivo de aproximar a escola da universidade. Além disso, participaram também de outros eventos promovidos pela IES, com a produção e apresentação de artigos científicos e relatos de experiência, bem como realizaram o circuito de jogos na IES, ou nas escolas.

Os relatórios revelaram uma formação pedagógica e específica contínua e complexa, que abrange várias metodologias diferenciadas para o ensino da Matemática, atendendo a legislação vigente e seguindo os documentos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (PCNs) e Médio (PCNEMs).

Notamos que os Licenciandos observaram aulas onde o professor utilizou a Informática Educativa, seja por meio de software ou programas de computador, conforme propõe o PCN de Ensino Médio.

O impacto da tecnologia na vida de cada indivíduo vai exigir competências que vão do simples lidar com as máquinas. A velocidade do surgimento e renovação de saberes e de formas de fazer em todas as atividades humanas tornarão rapidamente ultrapassadas a maior parte das competências adquiridas por uma pessoa ao início de sua profissional. (BRASIL. PCNEMs, 2015, p. 41)

Para o Ensino Fundamental a tecnologia apresenta-se como recurso imprescindível, conforme aponta os PCNs:

O fato de, neste final de século, estar emergindo um conhecimento por simulação típico da cultura informática, faz com que o computador seja também visto como um recurso didático cada dia mais indispensável. Ele é apontado como um instrumento que traz

versáteis possibilidades ao processo de ensino e aprendizagem de matemática, seja pela sua destacada presença na sociedade moderna, seja pelas possibilidades de sua aplicação nesse processo. Tudo indica que seu caráter lógico-matemático pode ser um grande aliado do desenvolvimento cognitivo dos alunos, principalmente na medida que ele permite um trabalho que obedece a distintos ritmos de aprendizagem. (BRASIL. PCN, 2015, p. 35)

Todo professor em início de carreira leva um certo tempo para apropriar-se de tantos assuntos essenciais para a docência, porém, nos parece que o licenciando do PIBID Subprojeto Matemática “sai à frente” dos demais licenciandos no tocante às avaliações externas, uma vez que seus supervisores, durante as reuniões, apresentaram as diversas avaliações externas, que têm como objetivo divulgar os números acerca do ensino e da aprendizagem da Matemática. Também conhecem a Avaliação de Aprendizagem do Processo (AAP) com a finalidade de diagnosticar o ensino da Matemática e criar intervenções para melhoria dos alunos daquela unidade escolar.

Na sua formação inicial os licenciandos conhecem as diversas metodologias de ensino, mas, quando entram em sala de aula, acabam, muitas vezes, reproduzindo o que viram algum professor fazer e que deu certo. Os relatórios analisados garantem que os licenciandos entraram em contado com diferentes metodologias, materiais concretos e jogos, por meio de leituras de revistas, artigos e livros, ao mesmo tempo que estavam inseridos na escola, podendo colocar em prática algumas destas metodologias.

Na Secretaria Estadual de Educação, na qual este PIBID está inserido, há um material didático intitulado “Caderno do Aluno”, muito rico e complexo e que exige do professor de Matemática muito estudo. Muitos dos recém-formados somente entram em contato com este material quando já estão em sala de aula, frente aos alunos e sem o menor preparo antecedente. Registra-se, nos relatórios, que os supervisores reservam momentos para a apresentação deste material didático, garantindo que o futuro professor estude, conheça e ministre uma boa aula para os alunos.

Outro dado significativo nos relatórios é a utilização do Recurso da Resolução de Problemas, proporcionando ao futuro professor fundamentos para trabalhar a interpretação, argumentação, verificação e finalmente resolver bem uma situação- problema, conforme apontam os PCNEMs.

uma prolongada atividade sobre a resolução de problemas de diversos tipos, com o objetivo de elaborar conjecturas, de estimular a busca de regularidades, a generalização de padrões, a capacidade de argumentação, elementos fundamentais para o processo de formalização do conhecimento matemático e para o desenvolvimento de habilidades essenciais à leitura e interpretação e de outras áreas do conhecimento (BRASIL. PCNEMs, 2015, p. 42).

Destacamos, ainda, que a ênfase dos supervisores em trabalhar a metodologia da resolução é devido à necessidade emergente de fazer o aluno do Ensino Fundamental II pensar e refletir antes de dar uma resposta, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino fundamental II:

Resolver um problema não se resume em compreender o que foi proposto e em dar respostas aplicando procedimentos adequados. Aprender a dar uma resposta correta, que tenha sentido, pode ser suficiente para que ela seja aceita e até seja convincente, mas não é garantia de apropriação do conhecimento envolvido. Além disso, é necessário desenvolver habilidades que permitam pôr à prova os resultados, testar seus efeitos, comparar diferentes caminhos, para obter a solução. Nessa forma de trabalho, o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução. O fato de o aluno ser estimulado a questionar sua própria resposta, a questionar o problema, a transformar um dado problema numa fonte de novos problemas, evidencia uma concepção de ensino e aprendizagem não pela mera reprodução de conhecimentos, mas pela via da ação refletida que constrói conhecimentos. (BRASIL. PCN, 2015, p. 33)

Consta, na maioria dos relatórios, a participação dos licenciandos em Reuniões de Pais e Conselho de Classe – eventos importantes e significativos não só para a familiarização do futuro docente, mas também para o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem do aluno da Educação Básica – e sabemos que são poucas as oportunidades que os licenciandos têm para conhecerem e discutirem sobre os mesmos no próprio curso. A experiência no PIBID promove a participação e discussão, com os supervisores, sobre estes eventos, o que pode significar um preparo melhor para o futuro professor.

Mesmo com a exigência do estágio supervisionado, sabemos que nem sempre é possível o conhecimento e a participação do licenciando em todas as atividades na escola.

Com o Subprojeto Matemática, segundo os relatórios, os licenciandos participaram e vivenciaram muitas ações/atividades, conhecendo na prática como se elabora e se executa, por exemplo, um projeto. Vivenciaram dois projetos – o

“Projeto Vida” e o “Projeto Lilavati17” –, e acreditamos que isso irá permitir que, futuramente, possam propor outros projetos, com mais segurança. Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio:

O critério central é o da contextualização e da interdisciplinaridade, ou seja, é o potencial de um tema permitir conexões entre diversos conceitos matemáticos e entre diferentes formas de pensamento matemático, ou, ainda, a relevância cultural do tema, tanto no que diz respeito às suas aplicações dentro ou fora da Matemática, como à sua importância histórica no desenvolvimento da própria ciência. (BRASIL. PCNEMs, 2015, p. 43)

Outra análise relevante dos relatórios está nas horas destinadas à pesquisa, apresentando um acervo de artigos sobre indisciplina, ensino e aprendizagem, planejamento, entre outros temas e que favorecem, a este futuro professor, esclarecimentos, ampliação e aprofundamento de temas variados.

As reuniões realizadas na IES proporcionaram formação pedagógica acerca do tema “A identidade do professor” e formação específica na área da Matemática, por meio de oficinas de dobraduras e de materiais concretos. A metodologia de jogos tem um destaque neste Subprojeto de Matemática para a confecção de jogos pautados em diagnósticos realizados pelos licenciandos em suas escolas. Conforme os PCNs sinalizam:

A participação em jogos de grupo também representa uma conquista cognitiva, emocional, moral e social para a criança e um estímulo para o desenvolvimento do seu raciocínio lógico. Finalmente, um aspecto relevante nos jogos é o desafio genuíno que eles provocam no aluno, que gera interesse e prazer. Por isso, é importante que os jogos façam parte da cultura escolar, cabendo ao professor analisar e avaliar a potencialidade educativa dos diferentes jogos e o aspecto curricular que se deseja desenvolver. (BRASIL. PCNs, 1998, p. 36)

Tanto nas reuniões com os supervisores nas escolas, quanto na IES, foram exibidos filmes sobre a História da Matemática, com o objetivo de fazer o resgate da identidade cultural de um povo, para justificar alguns conceitos matemáticos que hoje estão sendo construídos pelos alunos:

A História da Matemática, mediante um processo de transposição didática e juntamente com outros recursos didáticos e metodológicos, pode oferecer uma importante contribuição ao processo de ensino e

17 O “Projeto Vida” e o “Projeto Lilavati” foram criados pela própria unidade escolar de forma

aprendizagem em Matemática. Ao revelar a Matemática como uma criação humana, ao mostrar necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos históricos, ao estabelecer comparações entre os conceitos e processos matemáticos do passado e do presente, o professor tem a possiblidade de desenvolver atitudes e valores mais favoráveis do aluno diante do conhecimento matemático. Além disso, conceitos abordados em conexão com sua história constituem-se veículos de informação cultural, sociológica e antropológica de grande valor formativo. (BRASIL. PCN II, 2015, p. 34)

Ao analisarmos os relatórios notamos que os licenciandos aprenderam a confeccionar jogos matemáticos e a construir regras com base no diagnóstico previamente realizado, enquanto necessidade da escola.

É muito importante o docente participar de eventos acadêmicos para seu aperfeiçoamento profissional, que reflitam na sua atuação, em sala de aula. Podemos afirmar que no período de um ano os sujeitos desta pesquisa obtiveram muitos ganhos nesta área, uma vez que participaram do Simpósio do PIBID promovido por uma instituição na região onde atuam e em um Congresso na IES onde estudam.

Segundo descrição dos relatórios, alguns licenciandos escreveram artigos de cunho científico e, outros, painéis que foram submetidos ao Simpósio e Congresso. Tiveram a oportunidade de apresentar comunicações orais, painéis ou mesmo participaram como ouvintes. Tal fato destaca o quanto este subprojeto, neste pequeno prazo de tempo, incentivou este futuro professor a investir na produção acadêmica, sendo que, muitas vezes, nem no curso de licenciatura e nem no dia a dia da sua ação docente, seria possível realizar.

Os licenciandos também destacaram, nos relatórios, dois eventos importantes que ocorreram na IES, de incentivo à prática docente, onde puderam apresentar jogos por eles confeccionados no formato de um circuito de jogos, que marcaram o exercício de uma prática docente com formas diferenciadas de ensinar a Matemática. Segundo os licenciandos, estes eventos os estimularam, despertando o desejo de permanecer na rede pública, após formados, para fazerem a diferença, visando um ensino público de qualidade.

Podemos afirmar que o conjunto de atividades desenvolvidas pelos seis sujeitos possibilitou a construção de muitos conhecimentos teóricos e práticos que poderão subsidiá-los no futuro, caso façam a opção pela carreira docente.

3.5 ANÁLISE DOS “RELATÓRIOS DE ATIVIDADES” ELABORADOS PELAS 2

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