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DETAILED DESCRIPTION OF THE 96 OMNIBUS SIGNALS

Dans le document MANUAL PDP-8/A (Page 106-121)

No que diz respeito às duas supervisoras participantes da pesquisa, podemos dizer que aprenderam muito com o PIBID, pois em cada uma das etapas desenvolvidas pelo Subprojeto Matemática, tal afirmação é constatada nos relatórios elaborados mensalmente.

Durante o ano de 2015 analisamos estes relatórios e podemos afirmar também que o PIBID contribuiu para a formação contínua destas supervisoras. Notamos, por meio dos relatos que, nos horários destinados à pesquisa, muitas atividades foram propostas, o que tornou necessária a preparação das supervisoras, inclusive, com a adição de referenciais teóricos de fontes externas às disponíveis em seus ambientes de trabalho.

Observa-se a preocupação com o fazer pedagógico, completando o que é ensinado nas aulas da Universidade, pois as supervisoras ensinaram os licenciandos a fazerem plano de aula, sequência didática e planejamento. Isso é especialmente importante, pois acreditamos que um professor que não planeja, não poderá ser um bom professor, como demonstra a prática e a experiência.

Os relatórios também denotam que as supervisoras trabalharam com planejamento anual, bimestral e semanal, mostrando aos licenciandos, na prática, a necessidade de flexibilidade. Em alguns momentos destinados à elaboração do plano de aula, de sequência didática e planejamento, tornou-se necessário o desenvolvimento de estudos sobre a temática, bem como a busca por autores que discutiam o assunto, de modo a acompanhar adequada e criticamente a escrita dos licenciandos, com o objetivo de esclarecê-los sobre a prática, lançando mão de consistente embasamento teórico.

Consta nos relatórios que realizaram o estudo do material didático denominado “Caderno do Aluno” e do livro didático adotado. O estudo mostrou-se necessário para que se apropriassem do material didático utilizado na escola, com a finalidade de explicar aos licenciandos como poderiam ser aplicados os conhecimentos em sala de aula. Verificamos também a busca de outras obras como bibliografia de apoio para conciliação e consubstanciação das informações.

Em outros momentos, exibiram filmes para os licenciandos, ora filmes sobre as questões de didática e metodologia, tais como, “Matemática e Arte”, ora sobre as

relações interpessoais entre os atores envolvidos no processo – professor-aluno, aluno-aluno, e demais interações –, a exemplo do filme “Bicho de sete cabeças”.

Em seus encontros, as supervisoras descreveram para os licenciandos como é a avaliação no sistema educacional brasileiro, bem como quais são os objetivos de uma avaliação formativa e processual. Para isto, pautaram-se em referenciais teóricos e outros sistemas de avaliação que destacam as formas de avaliar, do porque avaliar, para que avaliar e quando avaliar. Uma vez discutidos os temas de avaliação, foram apresentadas as avalições externas, tais como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e avaliação de aprendizagem do processo.

Juntamente com os licenciandos, realizaram leituras sobre temas relevantes para a reuniões de pais, como os que abordam a importância da parceria escola- comunidade como forma de amenizar os conflitos interpessoais, avançarem nos conceitos e resolver problemas de indisciplina em sala de aula.

Outro aspecto a ser destacado, é que muitos professores cruzam os muros da escola e se deparam com uma burocracia que leva um tempo para ser assimilada, por isso as supervisoras apresentaram aos licenciandos os documentos pertencentes ao processo de ensino-aprendizagem. Entre eles, os diários de classe, digital ou impresso, e as Fichas Individuais de Avaliação (FIAPs), que devem ser feitas em cumprimento à Deliberação CEE n. 11/96, de 27 de dezembro de 1996 (SÃO PAULO, 1996).

Observamos também a menção de muitas leituras que foram realizadas, algumas extraídas da Revista Nova Escola (“Como contornar a indisciplina na sala de aula”, “Ensinar bem é ... Saber Panejar”, “Como é ser um professor Nota 10”), e outras extraídas de sites como “Decisão em aprender Matemática”. A importância dessas leituras reside em ampliar o conteúdo literário e para que o futuro professor desenvolva a criatividade e crie muitas aulas com formas diferenciadas, bem como para estimular o professor a ler, pesquisar e inovar. A relação de sites é muito grande para um período de um ano, o que aponta um crescimento no rol de conhecimentos dos futuros professores. Os principais sites pesquisados e trabalhados foram:

 www.jogosmatemáticos.

 www.planodeaula.com.  www.revistanovaescola.  www.ensinandoagostardematemática.  www.somatematica.com  www.revistanovaescola.com  www.sojogosmatematicos.com.portaldoprofessor.mec.gov.br.  www.somatematica  www.revistanovaescola  www.jogosmatematicos.com  www.aulavaga.com.br/aulas diferenciadas  www. aulavaga.com.br  www.ojogos.com.br/jogos/matemáticos  casadamatemáticablogspot.com2008/05  www.somatematica.com.br/soexercicios/equacoes.br.  rachacuca.com.br/quis/matematica.  www.yuotube.com/watch/v=bgjnw-zdwu  www.jogosmatemáticos.  www.somatematica.com.

Com relação às metodologias de ensino, destacam-se as menções aos materiais concretos, jogos e mapas conceituais, pois os relatórios analisados demonstram preocupação, por parte das supervisoras, com as formas diferenciadas de ensinar Matemática, porém, ainda pequena diante do que é solicitado pelos PCNs.

Verificamos que registros sobre o estudo de materiais manipuláveis, bem como a construção de material concreto para desenvolver alguns conteúdos específicos, foi uma ação contínua das supervisoras, e que exige pesquisa e leitura para conhecer o conteúdo matemático que está implícito naquele material concreto, além da literatura sobre o papel do professor frente a este material – como, por exemplo, “O relógio do sol” que resgata a história e utiliza a trigonometria de forma prática.

Como afirma Nóvoa (1995):

Tentar diversificar o trabalho, procurar dimensões mais criativas e enriquecedoras para a atividade cotidiana, talvez contribuir para recompor a imagem diminuída da profissão – mostrar que se é capaz de fazer outra coisa – são objetivos confessados desta para a fuga às rotinas do espaço escolar. (p. 181)

Matemática, as supervisoras relataram que foi apresentada a teoria sobre os jogos matemáticos, bem como a sua respectiva construção, para aplicação nas unidades escolares. Observamos que a teoria e a prática contribuíram muito para o crescimento profissional das supervisoras, visto que muitos desconheciam tal metodologia ou, se a conheciam, não a aplicavam.

Com relação aos mapas conceituais, percebemos que as supervisoras procuraram ensinar os futuros professores a elaborarem estes mapas com o objetivo de auxiliá-los na organização de suas estruturas mentais para a construção de uma rede de conhecimentos.

Encontramos nos relatórios destaque para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), visto que as supervisoras incentivaram a participação dos licenciandos na resolução de situações-problemas e que, posteriormente, desenvolveram esta técnica com os alunos das unidades escolares. Este processo motivou as supervisoras a buscarem a metodologia de Resolução de Problemas de George Polya18, por meio das quatro etapas, para melhorar o desempenho dos alunos. Os supervisores consideram que a OBMEP valoriza os bons estudantes, conforme afirma Druck (2016).

Talvez uma das maiores contribuições da OBMEP seja apresentar uma visão mais ampla e atraente do aprender e ensinar Matemática, propiciando às escolas um ambiente efervescente para a mobilização de alunos e professores em torno da disciplina, trazendo algo verdadeiramente interessante para as salas de aula, e estabelecer um vínculo direto entre as escolas públicas e 53 universidades (das quais 50 públicas).

O modelo bem sucedido da OBMEP está baseado nas seguintes premissas: “[...] motivar e reconhecer o mérito independente de avaliações, oferecer Matemática de excelente qualidade e ser totalmente executada pela parte da comunidade acadêmica realmente compromissada com a qualidade do ensino público” (DRUCK, 2016, p.177).

Com base nessa afirmação, podemos notar que o PIBID e a OBEMP são políticas públicas preocupadas com um ensino público de qualidade e que

18 Metodologia de Resolução de Problemas de George Polya – Apresentada no livro “A arte de

resolver problemas”, tem o objetivo de ensinar o aluno a resolver situações-problemas por meio de quatro etapas: (1) Ler o enunciado, entender o que é dado e o que é pedido; (2) pensar o que se conhece sobre os dados, o que é pedido, e o que pode ser feito com os dados; (3) executar o plano, seguindo a estratégia montada; (4) escrever a resposta e confirmar se atende efetivamente ao requerido.

incentivam a tão importante e necessária parceria Escola e Universidade.

Outro dado interessante observado nos relatórios, foi o interesse em pesquisar estratégias de ensino, dentre elas a gincana e as charges – e para isso as supervisoras tiveram que se dedicar aos estudos de conteúdos, bem como com a sua elaboração, e isso colabora com mais conteúdos para subsidiar o ensino na sala de aula:

O valor da teoria se revela no momento em que ela é transformada em prática. No caso da educação, as teorias se justificam na medida em que seu efeito se faça sentir na condução do dia-a-dia na sala de aula. De outra maneira, a teoria não passará de tal, pois não poderá ser legitimada na prática educativa. (D’AMBRÓSIO, 1996b, p. 43)

As supervisoras afirmam reconhecer a sua importância como mediadoras neste processo, como coformadoras, estimulando o aluno da Licenciatura em Matemática a usar diversas estratégias de ensino.

Nota-se que, embora seja uma exigência dos PCNs trabalhar as novas tecnologias, este item aparece muito pouco nos relatórios, o que pode marcar um déficit na formação contínua do supervisor, pois encontramos no relatório apenas um relato de um supervisor que acompanhou aula no Laboratório de Informática. Portanto, apresenta-se necessário desenvolver atividades, utilizando as novas tecnologias como propõe os PCNs.

Essa é uma realidade que precisa mudar em curto espaço de tempo, em virtude da necessidade da escola acompanhar os processos de transformação da sociedade, atendendo às novas demandas. É premente que se instaure o debate, a implantação de políticas e estratégias para o desenvolvimento e disseminação de propostas de trabalho inovadoras, utilizando os meios eletrônicos de informação e comunicação, já que possuem um enorme potencial educativo para complementar e aperfeiçoar o processo de ensino e aprendizagem (BRASIL, 1998, p. 113).

Para finalizar, pelo exposto, percebemos uma forte e destacada formação continuada das supervisoras, pois os relatórios demonstram também a participação em vários eventos científicos, tais como, congressos, simpósios, encontros de professores e oficinas pedagógicas.

A integração Escola e Universidade aproximam a teoria e a prática, contribuindo para que as supervisoras tenham uma prática docente reflexiva, desenvolvendo o processo de ensino-aprendizagem, avaliando os resultados e elaborando-os novamente.

3.6 ANÁLISE DO CONTEÚDO DAS ENTREVISTAS REALIZADAS COM OS 6

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