Reloading of the system without activation of the user means of the specified three types (Block, Function, Module)
6.6. Local variables of modules and blocks; the means of manipulation by them in theMathematicasoftware
O autor retoma nas considerações finais de Shop Management a questão laboral, citando afirmações suas publicadas em A Piece Rate System. F. Taylor reafirma a sua
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convicção acerca do papel positivo dos sindicatos, quer para os seus membros quer para a comunidade em geral (“The labor unions [...] have rendered a great service, not only
to their members, but to the world, in shortening the hours of labor and in modifying the hardships and improving the conditions of wage workers”) e a ideia de que os
sindicatos eram frequentemente colocados (pela gestão, subentende-se) em situações, em que a conflitualidade social se tornava inevitável (“frequently the only possible
answer to encroachments on the part of their employers is a strike”).
Não haveria nenhuma razão, considerava o autor, para que os sindicatos não podessem dar um contributo ainda mais positivo (“There is no reason why labor unions
should not be so constituted as to be a great help both to employers and men. Unfortunately, as they now exist they are in many, if not most, cases a hindrance to the prosperity of both”). Porém, para que tal acontecesse os sindicatos teriam de abandonar
o maior dos seus erros – o estabelecimente de um limite ao volume de produção que os seus membros poderiam alcançar (“Forbidding their members to do more than a given
amount of work in a day has been the greatest mistake made by the English trades unions”).
F. Taylor considera ainda, que as promoções, a elevação dos salários, e até a redução do horário de trabalho, eram legítimas aspirações dos trabalhadores (“Promotion, high wages, and, in some cases, shorter hours of work are the legitimate
ambitions of a workman”). E declara também que:
“Eu tenho um profundo respeito pelo trabalhadores norte-americanos; são na sua maioria homens sensíveis - embora nem todos, claro, mas são tão sensíveis quanto os gestores. Alguns deles são tolos, tanto quanto o são os gestores das fábricas. Eles são mal dirigidos em muitos aspectos, e necessitam de uma grande quantidade de informação, que não possuem. Tal como os gestores.”91
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“I have a profound respect for the workmen of the United States; they are in the main sensible men--not
all of them, of course, but they are just as sensible as are those on the side of the management There are some fools among them; so there are among the men who manage industrial plants. They are in many respects misguided men, and they require a great deal of information that they have not got. So do most managers.”
Todo este conjunto de afirmações de F. Taylor tem como destinatários os gestores de topo e a elite empresarial norte-americana, da transição do séc. XIX para o séc. XX. Esta postura do autor, afirmada e reafirmada, não se ajusta à de alguém movido por uma vontade de instituir um sistema de relações laborais profundamente desumanizado, desígnio de que tantas vezes F. Taylor é acusado.
Duas notas finais sobre Shop Mangement. A primeira é relativa ao Welfare
Work. Discutir-se-á o tema, na sequência desta dissertação, quando se abordarem os
trabalhos dos Gilbreth, porque o tema é por eles mais desenvolvido. Por ora, fica uma breve noção do significado do conceito, e a opinião de Taylor acerca do assunto.
Welfare Work é um movimento do início do séc. XX que, nos EUA, defendia a
preocupação das empresas com as questões sociais, materializando-se essa preocupação, na criação de refeitórios, de jardins-escola, de equipamentos desportivos, e em outros acções de cariz semelhante. Considera F. Taylor que essas acções eram meritórias, mas só deveriam ocorrer após a resolução do problema da eficiência do trabalho e dos salários (“They should come in all establishments, but they should come only after the
great problem of work and wages has been permanently settled to the satisfaction of both parties”).
Uma última nota relativa ao ensino da gestão. Afirma F. Taylor que “infelizmente não há escolas de gestão”. A frase não é absolutamente verdadeira, a Wharton Scholl tinha sido criada uns anos antes. Pode, no entanto, afirmar-se que antes do aparecimento do movimento da GC o ensino da gestão era incipiente, e que é com a GC, e em particular com Taylor, que se faz a afirmação daquele ensino.
Há evidência de que o ensino da prática e das técnicas da administração é muito antigo. J.-C. Spender num artigo de 2005 refere mesmo a existência do ensino destas temáticas em Oxford (Grã-Bretanha) em meados do séc. XIII, e até antes disso em Paris
e em Lisboa ou em Itália92. Porém, o modelo contemporâneo de escolas dedicadas ao ensino da administração e da gestão tem raízes muito mais próximas. É comum a referência à Wharton School como a mais antiga escola de gestão, no modelo actual, e portanto, indica-se a data da sua fundação - o ano de 1881 - como sendo o do início do desenvolvimento destas escolas93.
Segundo P. Uselding, a Wharton Scholl é influenciada pelo pensamento de F. Taylor durante as três ou quatro primeiras décadas do seu funcionamento94.
Mas não é só na Wharton que a GC e a gestão de operações, no sentido de gestão fabril (shop management), é leccionada. A partir de 1900, Hugo Diemer ministra um curso dedicado às temáticas Shop Management e Works Administration na Universidade do Kansas; no ano de 1904 Dexter Kimball inicia o seu curso de Works
Administration no Sibley College, de Cornell95; e de 1911 a 1922 Carl Barth, uma proeminente figura do movimento da GC, lecciona em Harvard96.
Em Harvard pontificava então o reitor Edwin Gay, e são reconhecidas por diferentes autores a fortes ligações de E. Gay a F. Taylor97. E. Gay e o reitor de Amos Tuck - Harlow Person - são, no meio académico, dois dos mais convictos defensores da GC. Ambos vão participar na fundação da Taylor Society em 191298. No ano anterior (1911) H. Person tinha sido o anfitrião da primeira conferência sobre GC realizada em
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SPENDER, J.-C. (2005)
93
WREN, D. & van FLEET, D. (1983)
94
USELDING, P. (1981).
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O carácter pioneiro de Cornell viria a revelar-se novamente na década de trinta quanto atribui a Ralph Barnes o primeiro doutoramento em Engenharia Industrial.
96
USELDING, P. (1981). Harvard que tinha sido criada três anos antes e é, após Amos Turk, a segunda escola a ter formação graduada em gestão, a partir de 1908 (ver a propósito: WREN, D. & van FLEET, D. (1983)).
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Ver a propósito HOWELL, C. (1995). Ver também CUFF, R. (1996), onde se descreve o papel de A. Shaw, um industrial de Chicago, defensor das ideias de F. Taylor, e igualmente próximo do reitor E. Gay, e que esteve fortemente envolvido no lançamento da Harvard Business Review.
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Hanover (EUA.)99. É ainda H. Person quem virá a dirigir os destinos da Taylor Society, no importantíssimo período de 1919 a 1933.
Como se vê a GC tem um papel central no estabelecimento e no desenvolvimento das escolas de gestão, nas primeiras décadas do séc. XX.