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Parentheses. Use these to force the order of evaluation in an expression

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No momento da avaliação sumativa, ou seja, o momento de avaliar os alunos, estes foram submetidos a uma série de exercícios no programa ADHM (software da hotelaria). Esta proposta foi aceite pelo professor cooperante. Entendemos que não faria muito sentido carregar os alunos com testes escritos, mas sim exercícios práticos, por forma a vivenciarem tarefas que iriam realizar na sua prática de contexto de trabalho, dando enfâse à componente prática.

Sendo assim, no final do módulo “Realização do Check-Out dos Clientes” realizei uma atividade prática acerca dos software ADMH. Para a realização desta atividade, cada aluno realizou individualmente os exercícios propostos utilizando a ferramenta instalada no computador, software ADMH.

Figura 12 - Logótipo do Software ADMH

Aquando da realização da ficha de conhecimentos, elaborei uma lista de perguntas objetivas e representativas da matéria a avaliar. Procurei fazer uma avaliação correta dos conhecimentos dos alunos. Fiz perguntas claras, sempre numa linguagem adequada, e iguais para todos os alunos, criando assim condições de uniformidade e igualdade na avaliação25.

Figura 13 - 1ª Página da Ficha de Avaliação de Conhecimentos

Para a correção da ficha de avaliação de conhecimentos, juntamente com o professor cooperante criamos uma tabela de correção, para que pudéssemos apontar o número da

Avaliação no Ensino Profissional

Olga Ribeiro 82

Tabela 14 - Grelha de Correção da Ficha de Avaliação de Conhecimentos

A avaliação sumativa é sem dúvida a que mais se pratica e por isso, a mais comum. Por sua vez, a avaliação formativa constitui a avaliação ideal, apesar da dificuldade na sua aplicação prática (por suscitar sobrecarga de trabalho face ao número acrescido de momentos de avaliação e por acarretar dificuldade em sistematizar a informação em situações mais informais de avaliação).

No meu caso concreto, sendo formadora há vários anos em cursos de Educação de Formação e Adultos, deparo-me com grupos de formandos sem hábitos de estudo, várias retenções no mesmo ano, abandono escolar durante 2, 3 ou mais anos e abandono do ensino oficial. Procuram nos cursos de formação profissional, uma nova oportunidade, um novo sistema de ensino e aprendizagem, uma vez que o anterior “modelo” praticado nas escolas, já é conhecido por eles, e já sabem que não têm a mesma possibilidade de serem bem-sucedidos.

Infelizmente, a avaliação sumativa ainda é, em muitos casos, a única forma avaliativa, o que a torna bastante redutor. A avaliação sumativa, regra geral é feita através de testes ou exames e exprime-se pela atribuição de uma nota, visa portanto, medir e classificar os resultados das aprendizagens realizadas pelos alunos de forma quantitativa. Pela minha experiência este tipo de avaliação isolada não surte efeito nos nossos formandos.

Agrupamento de Escolas Fernão de Magalhães

Curso de Técnico/a de Rececionista de Hotel

Formação Tecnológica: Área (811) Hotelaria e Restauração - Código 811182

Área: Realização do check-out dos clientes - 3443

Formador: José Vieira Professor Estagiário: Olga Ribeiro Qu e st ã o Cot a çã o 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Tot a l 2 1 3 1 1 3 3 3 3 N º N om e GRELH A D E CORREÇÃO DA FI CH A D E CON H ECI M EN TOS

A característica fundamental desta avaliação, na perspetiva de Bloom, Hastings e Madaus (1971: 129) é a de que é “o julgamento do aluno, do professor ou do programa é feito em relação à eficiência de aprendizagem ou do ensino, uma vez concluídos”. É essa avaliação que causa tanta ansiedade nos alunos e professores.

A importância de uma definição ponderada dos critérios de avaliação é para que os alunos saibam, como se processa a análise de competências técnicas e sociais dos alunos. Uma boa definição de critérios está numa recolha, tratamento e divulgação dos dados, para que o professor possa tornar a avaliação num processo de ações precisas de forma a reunir os dados, para julgar a atribuir um juízo de valor de forma a comunicá-lo aos encarregados de educação ou aos alunos (maiores de idade) já que todos fazem parte do processo. A clarificação dos critérios de avaliação contribui para o sucesso dos alunos, pois eles sabem de antemão como o seu desempenho e compromisso é avaliado em cada módulo.

Para além da avaliação formativa e sumativa, a utilização da avaliação diagnóstica (realizada no início de cada módulo) é crucial no nosso público-alvo, já que normalmente é necessário fazer ajustes relativamente aos conteúdos e competências a adquirir.

Desta forma, reconheço com maior naturalidade, uma visão mais formativa da avaliação centrada no formando e no ato de saber fazer, valorizando todos os caminhos e processos que a isso conduzam. De facto, muitos dos formandos que normalmente constituem estes cursos, têm dificuldades de aprendizagem, a maioria não tem hábitos de estudo, têm várias retenções e pouca dedicação à escola. Isto significa que o modelo de avaliação formativa é o mais adequado para este tipo de alunos.

Ora a compatibilização entre o nível de motivação dos formandos e a aprendizagem exige uma particular atenção para a forma como se conduz o processo de ensino e aprendizagem. Pode dizer-se que a avaliação formativa favorece uma avaliação continuada. Este tipo de avaliação surge como um instrumento fazendo um balanço real do aluno, ajudando o professor a tomar decisões a diversos níveis, tais como, ao nível da gestão do programa, criando assim melhores condições para que a aprendizagem se realize. Considero assim que será esta a melhor forma de avaliar este tipo de formando, porque a avaliação formativa tem por intenção abordar todos os tópicos de uma determinada matéria, sendo portanto os alunos

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avaliados em todos os objetivos pré-definidos, ao passo que a avaliação sumativa é menos abrangente, testando tipicamente apenas a uma amostra dos objetivos.

Sintetizando, avaliar competências obriga a um acompanhamento dos alunos o mais próximo possível na realização de atividades, aproximando-o de situações reais, que possivelmente terão de enfrentar, tendo sempre como linha orientadora que a avaliação tem de refletir as aprendizagens e o empenho na sua execução.

Reflexão sobre a avaliação de competências

Como profissional da educação confirmo que, avaliar competências implica observar os alunos, direta ou indiretamente, na realização de atividades. Estas deverão ser tão próximas quanto possível de situações verdadeiras (da realidade que é a própria interação didática ou da realidade exterior recriada em sala de aula), usando para tal um conjunto de instrumentos pedagógicos que permitam a recolha de evidências sobre o desenvolvimento (parcial ou geral) das competências do aluno ou sobre a sua demonstração em situação.

Convirá não esquecer, que as formas e os modos de avaliação têm de refletir não só as aprendizagens realizadas pelos alunos e os resultados, mas também o empenho, motivação e atitude na realização de atividades.

Como profissional de educação, elaboro os meus próprios instrumentos de avaliação, mas para além disso tento sempre diversificar através de várias modalidades de avaliação, nomeadamente, fichas com preenchimento de espaços, fichas de escolha múltipla, fichas de resposta curta e longa, fichas de associação e fichas de respostas verdadeiras e falsas.

Para a elaboração dos instrumentos de avaliação, primeiro identifico qual o tipo de avaliação que pretendo, e de seguida adequo os instrumentos à finalidade da avaliação escolhida, selecionando os objetivos gerais e objetivos específicos a serem avaliados.

Os resultados escolares que se têm verificado nos alunos portugueses têm constituído uma preocupação aos diversos níveis da sociedade portuguesa. Existe uma corrente, que se faz ouvir em diversos meios de comunicação social, que aponta para a solução deste problema o reforço de momentos de avaliação sumativa.

Os resultados escolares dos alunos é um dos campos mais problemáticos do sistema educativo, tornando-se na face visível de um complexo edifício em permanente construção valorativa, através da recolha formal e informal de dados, com vista a uma tomada de decisão (Pacheco & Zabalza, 1995)

A avaliação pedagógica é encarada neste documento nas suas duas vertentes; formativa e sumativa; contudo, é a primeira que é destacada, a avaliação não deve ser feita sobre o aluno, mas para o aluno de forma a aumentar e orientar a sua aprendizagem.

Ora, é fundamental interrogar a avaliação do ponto de vista ético, isto é, para quem se faz, qual o seu sentido avaliativo de agir no contexto pedagógico. À medida que a investigação vai entrando nas salas de aulas, percebe-se melhor como esta se pode tornar num poderoso alicerce para a construção de uma escola organizada, sobre o aprender e as suas práticas e instrumentos, para que os alunos tenham aqui um papel ativo e participativo, tornando-os responsáveis no processo, vendo-os como elementos interativos e responsáveis pelos seus percursos que, por vezes, podem definir toda uma vida, acompanhar as mudanças de forma positiva enriquecendo todo o contexto avaliativo escolar, para que se atinjam metas cada vez mais ambiciosas para todos.

A aquisição de saberes não é o fim a atingir, mas sim apenas um meio. Pretende-se que a escola faça a formação do indivíduo, enquanto ser social e enquanto futuro profissional. Já não se faz apelo à memorização pura e simples, pretende-se que os alunos desenvolvam a capacidade de aprender a aprender, devendo estes formular e resolver problemas.