Parentheses. Use these to force the order of evaluation in an expression
7.9 DROP TABLE
Durante a prática de ensino supervisionada utilizei a avaliação formativa como forma de registo de um conjunto de atividades desenvolvidas ao longo das aulas. Como ferramentas de
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recolha de informação usei uma lista de verificação, fichas de observação e a observação não instrumentada.
Para tirar o máximo de partido da observação devemos seguir algumas regras:
• Inventariar previamente, os dados que pretendemos recolher, isto é, fazer com que a observação, seja uma técnica e não uma imposição;
• Observar discretamente, sem perturbar o aluno;
• Criar no grupo um ambiente de fraqueza, de à-vontade, propício à observação;
• Ter em conta a natureza dos alunos, de modo a não desvalorizar os mais reservados ou inibidos;
• Procurar ser imparcial e objetivo;
• Manter o bom senso e a prudência quanto ao tratamento, generalização e utilização dos dados recolhidos;
• Criar instrumentos objetivos, para não misturar factos concretos com simples opiniões subjetivas.
A observação, é uma das práticas de avaliação utilizadas pelos formadores, para tal, a recolha de informação é feita a partir da observação e posteriormente são preenchidas as grelhas que permitem registar a frequência dos comportamentos e observar a progressão dos mesmos. Uma das maiores vantagens da observação é a de permitir colher dados no momento em que estão a acontecer, sendo, portanto, reais e fidedignos. Porém, também apresenta algumas desvantagens, não possibilita a recolha de informação sobre a qualidade e/ou frequência dos comportamentos, e necessita de um registo rápido e simultâneo.
Segundo a coleção “Formar Pedagogicamente” existem 3 tipos de instrumentos na observação.
Técnica Forma Instrumento Observação Direta Indireta Ficha de observação Lista de ocorrências Escala de atitudes
Tabela 11 - Instrumento utilizado para a Observação
Tal como já referi, utilizei as listas de ocorrências, porque estas possibilitam identificar os comportamentos que se pretende avaliar. Estas listas apresentam-se em listagens de comportamentos que esperamos que venham a ocorrer sendo o seu registo fácil, rápido e objetivo.
Lista de Ocorrências
Comportamento
Aluno
Esteve atento Participou Compreendeu Aplicou Executou a
tarefa
A x x x x x
B x x x x x
C x x
Tabela 12 – Lista de Ocorrências
Para além das listas de ocorrência também fiz uso das fichas de observação. Estas fichas serviram para registar factos que vão ocorrendo durante a aula.
Ficha de Observação
Tarefa: Data:
Factos Observados Comentários
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A avaliação formativa é um instrumento de regulação pedagógica mais próxima do trabalho diário. Esta é olhada como difusa até pela dificuldade em observar isoladamente um formando num determinado curso. Esta avaliação facilita a aprendizagem dos formandos, já que recorre a uma grande variedade de instrumentos de recolha de informação que assenta na diversidade, logo contribui para que o professor e o aluno vão desenvolvendo a sua aprendizagem para adotar estratégias de superação e autorregulação.
O maior mérito da avaliação formativa é, na opinião de Bloom, Hastings e Madaus (1973): "a ajuda que ela pode dar ao aluno em relação à aprendizagem da matéria e dos comportamentos, em cada unidade de aprendizagem." (p. 142).
Atualmente, já não se entende a avaliação das aprendizagens só com uma função sumativa de medição de resultados de aprendizagem dos alunos, feita com testes e exames, cujos resultados conduzem à certificação dessas mesmas aprendizagens. Desde que surgiu a avaliação das aprendizagens de uma forma estruturada, resultante do alargamento da educação escolar a todas as classes sociais, fruto das necessidades decorrentes da industrialização (Afonso, 1998), até à década de 60 do século XX, predominou um paradigma avaliativo centrado na medição de resultados de aprendizagem. Tratava-se de uma avaliação com uma função sumativa, que, sendo realizada no final do processo de ensino e de aprendizagem.
No entanto, o significado de avaliação nos últimos anos tem vindo a ganhar nova ênfase, devido à influência das políticas neoliberais na educação e na avaliação.
Porém, a partir da década de 60 do século XX, emerge um novo paradigma da avaliação que vem enfatizar a regulação do processo de ensino e de aprendizagem como uma das principais finalidades e funções da avaliação das aprendizagens.
Neste contexto, para além da medição dos resultados, a avaliação das aprendizagens passa a assumir as funções de informação e de regulação do processo de ensino e de aprendizagem. Entende-se por regulação do ensino e da aprendizagem como “um processo deliberado e intencional que visa controlar os processos de aprendizagem, para que possa consolidar, desenvolver ou redirecionar essa mesma aprendizagem” (Fernandes, 2005: 67). Considera-se que é com a regulação estruturada pela utilização de estratégias de ensino diferenciadas e
individualizadas que se criam mais condições pedagógicas favorecedoras do sucesso escolar, porque são adequadas às dificuldades e ritmos de aprendizagem dos diferentes alunos.
Estou a lecionar desde 2004 a esta parte num Centro de Formação, onde nos chegam jovens que abandonaram o ensino oficial pelos mais diversos motivos, na sua maioria estão a um “fio” do abandono escolar, assim como os alunos da turma onde realizei o estágio. Têm algumas características comuns, como, problemas sociais, desestruturação familiar, desmotivados e com dificuldades de aprendizagem, não existe o gosto pela escola pois o estudo é desvalorizado. Das várias equipas pedagógicas das quais eu faço parte, num esforço para contrariar o futuro destes jovens, reunimos e analisamos e repensamos todos os métodos e instrumentos de avaliação. Das várias reuniões, retiramos que a avaliação deve permitir o repensar sistemático do papel de todos os elementos nela intervenientes e a permanente adequação das práticas, com vista ao desenvolvimento das capacidades dos diferentes alunos. Avaliação é um processo regulador das aprendizagens, que orienta o percurso escolar e certifica as diferentes aquisições realizadas pelo aluno ao longo desse mesmo percurso. Fornecer informações relevantes e substantivas sobre o estado das aprendizagens dos alunos, no sentido de ajudar o professor a gerir o processo de ensino-aprendizagem. Neste contexto, é necessária uma avaliação continuada posta ao serviço da gestão curricular de carácter formativo e regulador (Ponte et al, 2007, p.12).
Das várias equipas formativas das quais eu faço parte, tiramos várias conclusões, nomeadamente, que os formandos que frequentam aulas em que a avaliação formativa é a modalidade de avaliação por excelência, aprendem mais e, acima de tudo, melhor do que os formandos que frequentam aulas em que a avaliação realizada é de incidência essencialmente sumativa. Os formandos com mais dificuldades beneficiam muito significativamente do facto de serem avaliados através de estratégias de avaliação formativa; obtêm melhores resultados em avaliações externas, nomeadamente em exames, do que os alunos que frequentam aulas em que predomina a avaliação sumativa. Isto é, compreendem melhor o que aprendem e são capazes de transferir tais aprendizagens para contextos diferentes daqueles em que aprenderam. Esta é umas das características fundamentais no nosso trabalho, pois cabe ao professor preparar jovens e adultos a entrarem ou regressarem ao mercado do trabalho, qualificados ou por outro lado mais qualificados, este último na situação dos desempregados, de modo a serem profissionais mais capazes quando ingressarem novamente no mercado de
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