• Aucun résultat trouvé

Les techniques de lutte

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 40-44)

Epid´emiologie du chikungunya

2.4 Les techniques de lutte

Até ao desenvolvimento deste projeto, a manutenção executada pelos operadores estava limitada a certos procedimentos a serem cumpridos nos arranques e paragens, limpezas gerais e verificações ao longo da produção. Assim, numa linha com 3 turnos, sem um plano de ação definido e com um registo deficiente das tarefas de manutenção preventiva efetuadas, é natural que muitas das limpezas e verificações necessárias ficassem por cumprir. Por sua vez, a totalidade das verificações em falta não era assegurada pelo Departamento de Manutenção devido à sua ocupação e ao seu compromisso noutras zonas da fábrica.

Por esses motivos, o não cumprimento destas tarefas refletia-se na incapacidade de detetar ou evitar problemas que resultavam em avarias e na consequente paragem da produção e diminuição da disponibilidade.

Assim, o desenvolvimento de um plano de manutenção preventiva surge como uma oportunidade de melhoria, tendo como principais vantagens:

• Redução na ocorrência de avarias que afetam a disponibilidade da linha

• Oportunidade de reduzir a ocupação das equipas de manutenção, podendo estas desenvolver outras atividades na fábrica;

• Maior especialização e responsabilização dos operadores na linha (aprendizagem) O desenvolvimento do plano de manutenção preventiva iniciou-se com o levantamento das tarefas que podiam ser executadas pelos operadores. Assim, em conjunto com o Departamento de Manutenção e com os operadores, foi realizada uma listagem e posterior validação das operações a realizar em cada equipamento das diferentes zonas da Subertech. Uma vez que o objetivo era criar um plano de manutenção simples e realista que pudesse ser cumprido sem comprometer o tempo de produção, houve um especial cuidado na escolha das tarefas a incluir. Desta primeira fase, resultou uma lista de 182 tarefas, sendo cada uma caracterizada de acordo com 4 critérios:

• Periodicidade: diária; semanal; 2, 4, 8, 12 ou 24 semanas;

• Estado da Máquina: realizada com a linha em funcionamento ou parada; • Tipo de tarefa: Verificação, Limpeza e Lubrificação;

• Local de Realização da Tarefa: Silos; Motans; Doseadores; Misturadora; Scattering; Entrada da Prensa; Prensa; Saída da Prensa; Corte; Paletizador

Numa segunda fase, procedeu-se à distribuição das tarefas por Cartões Grandes, de acordo com 4 critérios base:

• Estado da máquina: Tarefas do mesmo cartão são realizadas com a máquina apenas num estado;

• Local de Realização da Tarefa: Cartão agrupa tarefas realizadas na mesma zona (admite-se o agrupamento de tarefas realizadas em 2 locais, desde que estes sejam próximos um do outro);

• Periodicidade: Tarefas do mesmo cartão devem ter a mesma Periodicidade; • Limite máximo de 9 tarefas por cartão.

Com a implementação destas restrições, garante-se que ao executar um cartão de manutenção preventiva, o operador não tem de efetuar grandes deslocações entre tarefas e que estas são executadas no momento certo e com a máquina no estado certo.

Assim, foram criados 38 cartões, 14 vermelhos (com a máquina parada) e 24 verdes (com a máquina em funcionamento). Finalmente, no verso do cartão encontram-se as fotografias dos equipamentos onde se vão realizar as respetivas operações de manutenção conforme a figura 24.

Figura 24 - Cartões grandes do plano de MPT

Numa fase seguinte, foi desenvolvido o quadro de manutenção preventiva, que permite aos operários saber, diariamente e semanalmente, quais os cartões que devem ser executados. Cada linha do quadro corresponde a um conjunto de cartões (ou cartões isolados em certos casos) que partilham a mesma periodicidade e o mesmo estado da máquina. Além disso, houve uma preocupação em equilibrar o número total de tarefas executadas nas várias semanas, obtendo-se um plano realista que não comprometesse a produção. Como tal, todas as tarefas executadas com a linha parada, incluídas nos cartões vermelhos, foram projetadas para serem realizadas unicamente durante o arranque do início de semana e na paragem para fim de semana. Quanto aos cartões verdes, a flexibilidade do plano permite que os operadores, ao longo do turno, intercalem as tarefas de rotina com as tarefas de manutenção.

Figura 25 - Quadro do plano de manutenção preventiva

Na figura 25 apresenta-se o quadro concebido e colocado na linha de Aglomeração. Conforme é possível observar, o eixo horizontal corresponde à semana, enquanto que o eixo vertical corresponde aos números do cartão. É na interação entre o quadro do plano de manutenção

Foram então criados 76 cartões pequenos (38 azuis e 38 laranja), tendo sido numerados de acordo com o Cartão Grande a que correspondem. No verso destes cartões é explicitado o local certo da linha onde o operador deve atuar.

De modo a implementar corretamente o plano de manutenção preventiva na linha, foi criada uma instrução de trabalho (Anexo J) e posicionada junto ao quadro, para ser consultada pelo operador em caso de dúvidas quanto ao procedimento.

Assim, numa determinada semana, o operador começa por retirar um cartão da coluna correspondente a essa semana. Neste primeiro momento, deve ter em atenção o estado da máquina, pegando num cartão com o botão verde caso esteja em funcionamento ou num cartão vermelho caso esteja parada.

Na segunda etapa, o operador deve memorizar o número do cartão e conferir o local onde deve atuar (no verso do cartão).

Na terceira etapa, o operador deve pegar no cartão grande com o número correspondente e verificar as tarefas que devem ser efetuadas e conferir as ferramentas/material necessários. Em caso de dúvida, o operador pode consultar o verso do cartão grande onde encontrará as fotografias do equipamento onde atuar.

Na quarta etapa, o operador recolhe as ferramentas/material necessários, desloca-se ao local onde deve atuar e realiza todas as tarefas de manutenção do cartão (verificação, limpeza ou lubrificação). O operador deve levar consigo o cartão pequeno (necessário à etapa seguinte) e o cartão grande correspondente (para consulta).

Na quinta etapa, o operador efetua a troca do cartão pequeno, que retirou do quadro do plano de manutenção preventiva, por um cartão pequeno de outra cor que está na linha.

Numa sexta etapa, o operador deve regressar novamente ao quadro, colocar o cartão grande novamente no sítio e posicionar o cartão pequeno que estava na linha no quadrado seguinte (cor do quadrado correspondente à cor do cartão pequeno).

Na última etapa, de modo a garantir que o plano de manutenção preventiva está a ser cumprido e como forma de responsabilizar os operadores, deve ser registado o nome do indivíduo que realizou as tarefas de manutenção.

Como em qualquer implementação de um plano, o envolvimento e o feedback recebido dos operadores revelam-se fundamentais no processo de melhoria contínua. Por este motivo, foi colocado junto ao quadro uma folha de registos de potenciais melhorias. O objetivo passa pelo registo das falhas, dificuldades e potenciais melhorias, pelos operadores, que encontram durante o cumprimento do plano de manutenção preventiva.

Por fim, de modo a garantir o envolvimento e a dedicação dos operadores nesta implementação, decorreu para todos os turnos um processo de formação. Assim, todos os operadores aprenderam o modo de funcionamento do plano e tiveram a oportunidade de terem todas as suas dúvidas esclarecidas.

Depois das fases de conceção e de implementação do plano de manutenção preventiva, passou-se para a fase de validação. Subsequentemente, confirmou-se que o plano cumpriu com os seguintes objetivos:

• Quadros visualmente apelativos que permite uma interação intuitiva dos operadores com os mesmos;

• Periodicidade estabelecida pelo distanciamento de cartões sucessivos de diferentes cores no quadro simplifica a gestão das tarefas do Departamento de Manutenção.;

• O desenvolvimento dos cartões, tendo por base a localização dos equipamentos, evita que o operador execute grandes deslocações entre tarefas. Tempo de execução de um cartão otimizado;

• Chefias conseguem rapidamente determinar se o plano está a ser executado pelos operadores;

• Capacidade de facilmente incluir ou modificar tarefas no plano, não comprometendo a sua utilização a longo prazo;

• Instrução de trabalho, fotos e localização do equipamento esclarecem qualquer dúvida do operador quanto à tarefa que tem de executar.

Apesar de o plano ter sido implementado com sucesso, ainda não existem dados significativos que permitam aferir o seu impacto na disponibilidade. Porém, dado que foi concebido com a preocupação de não afetar o período de produção da Subertech, prevê-se que será uma implementação benéfica a longo prazo para a AR.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 40-44)