MARCO CONCEPTUAL
2.4 LAS ÁREAS PROTEGIDAS COMO ESPACIOS DE CONSERVACIÓN CONSERVACIÓN
Da forma como foram elaboradas, com bases nas propostas das agências multilaterais, essas políticas educacionais para formação de professores segmentam, no ensino superior, características de ensino utilitarista e preparação apenas para o mercado de trabalho. A universidade acaba por fragilizar a formação e a criação do pensamento, desconstituindo a curiosidade e a admiração que levam à descoberta do novo. Quando não abre espaço ao debate político, a universidade não contribui, na dimensão que lhe é possível, com a formação política dos educadores. É no debate, nas conversas, nas socializações discursivas que Arendt (1990) chamou de senso comum, que nos tornamos mais humanos e mais políticos. A própria fala, expressão singular, é participação política e indício de interdisciplinaridade.
Entendemos que é possível pensar e possibilitar uma formação política balizada pela perspectiva interdisciplinar, tanto nos cursos de licenciaturas, quanto na educação básica, socializando conhecimento e saberes.
A interdisciplinaridade se deixa pensar, não apenas na sua faceta cognitiva – sensibilidade à complexidade, capacidade para procurar mecanismos comuns, atenção a estruturas profundas que possam articular o que aparentemente não é articulável – mas também em termos de atitude – curiosidade, abertura de espírito, gosto pela colaboração, pela cooperação, pelo trabalho em comum. (Pombo, 2005, p. 13)
Para a universidade o desafio é articular no tripé formativo – ensino, pesquisa e extensão – alternativas que possibilitem o compromisso com a realidade social e política. Para os cursos de licenciatura, o desafio é desenvolver em seus projetos político-pedagógicos, práticas curriculares e projetos de pesquisa e extensão, numa perspectiva de formação humana, ética e política.
Um dos caminhos, que é um tanto desafiador e necessário aos professores, é vencer as barreiras para entender e atuar sobre o conhecimento de forma não tão compartimentalizada. Esse movimento, que acompanha o movimento próprio dos saberes e conhecimentos, já imprime na formação docente características de uma formação política. Entendemos que a própria atitude interdisciplinar na prática docente já é um exercício da ação política, pois pressupõe um projeto coletivo, com preocupações éticas e sociais.
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Introdução
Questões sobre ensino e como ensinar vem conduzindo os educadores a reflexões cada vez mais profundas sobre as finalidades da educação, seus valores e intenções. Com as inovações tecnológicas, aberturas econômicas e quebra de barreiras, observa-se um grande incremento de ideias e pensamentos, culminando em grande aporte de material humano e tecnológico em todos os continentes. Em vista deste processo irreversível, todos os setores da sociedade devem se atualizar e acompanhar as tendências deste novo milênio.
Diante dessa tendência, a comunidade vem cobrando das instituições de ensino a definição do perfil dos profissionais que teremos no mercado de trabalho. Este é um dos grandes desafios a serem superados. Somente a participação de todos garantirá a construção de um Curso Superior que tenha como característica ser um espaço educativo com compromissos políticos, econômicos e sociais que atendam as demandas da sociedade atual.
Um curso que atenda a essas demandas terá maiores chances de sobreviver em um meio no qual todos estão sendo continuamente avaliados. As instituições de ensino são periodicamente examinadas pelo Ministério de Educação (MEC) e Secretarias de Educação. Tudo que está ligado ao bom andamento do curso e a excelência dos profissionais que são formados é analisado. As instituições precisam passar por profundas transformações em suas práticas e cultura para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.
Essas transformações atingem também o profissional da educação, que precisa de competência do conhecimento, de sensibilidade ética e de consciência política para superar esses desafios. Sendo assim, o trabalho que o docente desenvolve deve ser repensado periodicamente.
A proposta é que se ensine a física mostrando sua importância na tomada de decisões de um agrônomo, sem perder seu caráter formal e em acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Engenharia, nas quais uma das competências e habilidades exigidas deve ser a capacitação para aplicar