GALENIQUES INNOVANTES
3.4. L’inclusion dans des complexes : les cyclodextrines
Como consequência do aumento da população idosa, acresce o interesse e a importância de estudar o funcionamento cognitivo neste grupo demográfico. As elevadas taxas de depressão nesta faixa etária constituem um fator de risco para o desempenho cognitivo, sendo, por isso, importante a avaliação do mesmo com o intuito de compreender em que funções cognitivas a depressão tem maior impacto.
Vários estudos concordam com a existência de défices ao nível da memória em idosos com depressão, mas, no presente estudo, tornou-se evidente o maior comprometimento nas funções executivas, sendo, igualmente, de destacar défices significativos na atenção, velocidade de processamento e fluência verbal, o que pode ser um indicador de que as dificuldades de memória secundam as alterações nas funções executivas.
Por outro lado, as diferenças podem depender da complexidade, ou não dos testes aplicados, bem como da gravidade do quadro depressivo, havendo, contundo, um consenso claro na literatura de que quanto mais grave a sintomatologia depressiva, pior será o desempenho cognitivo.
Apesar disso, importa referir que nem todas as funções cognitivas declinam da mesma forma, quer em termos de rapidez, quer em termos de severidade, mesmo na presença de quadros depressivos, sendo de realçar o papel fundamental da estimulação cognitiva nos idosos. De facto, a ausência desta pode estar diretamente na origem de maiores e mais acentuados declínios nas funções cognitivas, sendo que a estimulação cognitiva tem um enorme impacto no funcionamento cognitivo e atua como um fator protetor contra a deterioração cognitiva.
Assim, o presente estudo alcançou os seus objetivos propostos, confirmando-se todas as hipóteses de investigação. Contudo, são de apontar-lhe três principais limitações: em primeiro lugar, trata-se de um estudo correlacional com desenho transversal, pelo que a interpretação das associações encontradas não pode ser feita em termos de causalidade, tal como é sugerido pelo seu título; uma segunda limitação diz respeito ao tamanho da amostra (n = 60), que é relativamente reduzida face à possível heterogeneidade dos participantes que a integram e que dificulta a generalização dos resultados; finalmente, não se avaliaram sintomas de ansiedade que também podem ter influenciado os resultados obtidos. Não obstante, os resultados deste estudo apontam para a importância da avaliação neuropsicológica das várias funções cognitivas na identificação de declínios cognitivos, quer em idosos com depressão, quer em idosos sem depressão.
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