2.3.2 Description des composantes
2.3.2.1 L’exemple de Thurston
O conceito de ifnormação social, portanto, com o qual trabalhamos diz respeito ao processo de socialização humana e de construção social da realidade, em que se percebe a importância de informações presentes no dia a dia dos indivíduos por meio de horário de ônibus, matrícula escolar, declarações entre outras informações sociais, que podem contribuir para a dinâmica da vida em sociedade.
Assim, as informações sociais trabalhadas em conjunto com as tecnologias da informação e comunicação podem ser utilizadas pela sociedade para reduzir a pobreza por meio de ações conscientes e engajadas na luta pela igualdade social.
O capitalismo, em desenvolvimento, desde a primeira revolução industrial promoveu a divisão social entre aqueles que possuíam e aqueles que não possuíam bens de consumo. Agora, essa revolução informacional que amplifica a mente pode promover ou não a divisão digital, da sociedade, entre aqueles que possuem e aqueles que não possuem acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação.
Enquanto a primeira e a segunda revoluções tecnológicas ampliaram a capacidade física e a precisão das atividades humanas, esta revolução amplifica a mente. Eis o maior perigo de se chegar atrasado a ela. Essa revolução, exatamente por fundar-se nas tecnologias da inteligência, amplia exponencialmente as diferenças na capacidade de tratar informações e transformá-las em conhecimento.
[...] A ambiguidade do processo em curso permite lutar por seu direcionamento. Sem luta, é quase certo que o fosso entre info-pobres e info- ricos se alargará (SILVEIRA, 2001, p. 15-16).
As idéias de igualdade e liberdade que fomentaram revoluções na Europa em 1789 e 1848, respectivamente a Revolução Francesa e as Revoluções Liberais, sofrem pressões contrárias, mas em direção a uma nova face da exclusão social – a exclusão digital.
As mesmas revoluções tecnológicas capazes de transformar o mundo capitalista, agregando novos valores são, também, responsáveis pela desagregação de valores importantes para a construção de uma sociedade mais democrática.
Além de ser um veto cognitivo e um rompimento com a mais liberal das idéias de igualdade formal e de direito de oportunidade, a exclusão digital impede que se reduza a exclusão social, uma vez que as principais atividades econômicas, governamentais e boa parte da produção cultural da sociedade vão migrando para a rede, sendo praticadas e divulgadas por meio da comunicação informacional [...] (SILVEIRA, 2001, p. 18).
As transformações foram visualizadas em todos os espaços e tempos históricossociais, atingindo a historicidade e a totalidade da sociedade. Seu impacto provocou mudanças sem volta, que nos exigem avaliar as condições nas quais muitos seres humanos estão vivendo, à margem do sistema.
O capitalismo se metamorfoseou, mais uma vez, para adaptar-se às condições humanas existentes. E, se durante a primeira revolução industrial, o bem material recebeu valor maior na sociedade, agora, durante a revolução informacional, o bem imaterial ou intangível – a informação – recebeu valores responsáveis pela sociabilidade urbana.
Na sociedade da informação, a defesa da inclusão digital é fundamental não somente por motivos econômicos ou de empregabilidade, mas por razões político-sociais, principalmente para assegurar o direito inalienável à comunicação (SILVEIRA, 2001, p. 30).
Atualmente, caminha-se em direção à construção da sociedade da comunicação, em que o acesso à informação é de extrema importância para o engajamento e participação política e social dos cidadãos – cumprimento da cidadania.
Para Dertouzos (2002, p. 36), a etapa final da Revolução da Informação, centrada no ser humano, “é atingir mais pessoas. Muitas mais”.
[...] se aumentarmos o número de pessoas que se beneficiarão das tecnologias de informação, aumentaremos a produtividade do planeta inteiro. Novas tecnologias não só ajudarão os pobres a alfabetizar-se, aprender a cultivar alimentos e a cuidar da saúde, mas também a vender suas mercadorias e serviços em um mercado de informações em expansão (DERTOUZOS, 2002, p. 38).
O fato é que existem excluídos digitais e marginalizados do processo social e que a revolução informacional pode potencializar o número de excluídos ou o número de incluídos, dependendo das práticas políticossociais implementadas na sociedade. A revolução informacional mostra-se capaz de transformar a sociedade, tanto ao situar novos excluídos digitais quanto ao incluí-los na rede social.
Desse modo, a informação social é de extrema importância para criar oportunidades de mudança de vida para melhor e, consequentemente, de engajamento e participação na vida política.
Então, cabe compreender o que se apresenta como produto social, resultante das interações entre os homens – a informação, conforme sugere Reis (2007, p.25).
Assim, faz-se necessário, no próximo capítulo, apontar a importância de se discutirem os termos marginalidade e exclusão social.
Os Ombros Suportam o Mundo5
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ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. 12 ed. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 159.
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.