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De l’apport du prototype d’organisation virtuelle de gestion des risques au regard de la

5.3 La construction et l’utilisation du prototype d’organisation virtuelle de gestion des

5.3.4 De l’apport du prototype d’organisation virtuelle de gestion des risques au regard de la

Ainda que os empresários aceitem o trabalho decente como um princípio válido, entendem que não possui um teto, tratando-se de um objetivo que se deve contemplar respeitando o contexto nacional de cada nação, sua realidade econômica, seu âmbito social e seus aspectos culturais. Para eles, não existe um modelo único de trabalho decente, havendo tantas alternativas quantas forem as realidades consideradas.

A visão dos empresários é que a consolidação do trabalho decente depende de fatores que representem antes o fortalecimento da própria empresa, especialmente as pequenas e médias dos países pobres e/ou em desenvolvimento. É preciso, para os empregadores, adotar medidas que promovam o desenvolvimento da empresa, pois isto é essencial para remover as condições de trabalho abaixo dos padrões aceitáveis, tornando-as mais prósperas e mais fortes, provendo emprego em condições decentes.

A provisão do trabalho decente não se esgota somente na atuação das empresas, mas, também, no ambiente sociopolítico em que elas operam. Isto requer uma ação governamental em direção a se obter este ambiente. As empresas não podem prosperar fora de um ambiente onde os negócios empresariais se processem com mais facilidade, onde haja disponibilidade de crédito, acesso à tecnologia menos custosa, onde o governo cuide permanentemente para a existência de um ambiente institucional saudável, e onde haja investimentos buscando elevar a produtividade do trabalhador.

No que diz respeito à Seguridade Social, alertam que a OIT não deve propor um modelo único, mas, sim, utilizar seu caráter tripartite para criar regimes de seguridade que correspondam a realidades econômicas e sociais de cada nação. Um modelo único de Seguridade Social poderá gerar custos desnecessários em determinados países.

Um resumo contendo a posição dos empregadores aparece no Quadro 1 que se segue. O conteúdo deste quadro é autoexplicativo, razão pela qual dispensa maiores comentários, uma vez que expressa claramente a posição dos empregadores com relação aos objetivos estratégicos estabelecidos pela OIT para lograr a obtenção do trabalho decente165.

Quadro 1. O trabalho decente do ponto de vista dos empregadores – principais elementos a partir dos objetivos estratégicos da OIT

Objetivos estratégicos segundo

a OIT

A posição dos empregadores visando à promoção do trabalho decente

1. Aplicação das normas e realização dos princípios e direitos fundamentais no trabalho

Os empregadores entendem que a ratificação de todas as diretizes contidas nas normativas da OIT criaria uma rigidez que, por sua vez, dificultaria a criação de emprego e levaria à expansão da informalidade no trabalho. Isto seria desaconselhável numa realidade muito competitiva e desanimadora para os investimentos. Entendem, ainda, que a adoção do trabalho decente poderá promover a melhoria da produtividade.

165ORGANIZACIÓN INTERNACIONAL DE EMPLEADORES - OIE. Trabajo decente: como llevarlo

a la pratica: el punto de vista de los empleadores. Aprobado por la Junta Directiva el 16 de noviembre de 2002. Ginebra: OIE, 2002.

2. A criação de maiores oportunidades de emprego para homens e mulheres e grupos mais vulneráveis a fim de garantir emprego e renda decentes

A premissa para que a empresa gere novos postos de trabalho é que o Estado crie condições e aparato legal adequados para tal.

Políticas de emprego: Devem ser desenhadas a partir de um diagnóstico identificando os obstáculos à criação de emprego. Devem ser voltadas para a criação de empregos produtivos e devem ser integradas às políticas macroeconômicas que considerem a questão do emprego a fundo.

Outros aspectos relevantes são que o ambiente de negócios deve contar com a estabilidade institucional; na presença de regras claras e justas; baixos custos de transação (negociação) levando à criação de novas; o acesso ao capital de ser facilitado; esforço visando ao crescimento das exportações; política de juros criando ambiente propício aos investimentos; fortalecimento para o crescimento das pequenas empresas; políticas que promovam a produtividade e a competitividade; e políticas laborais que não introduzam rigidez, que acabaria por se tornar obstáculo para a criação de emprego; e facilitar o acesso a novos mercados, promovendo as vantagens comparativas.

Outro elemento importante se refere ao gasto público produtivo, a fim de sustentar o desenvolvimento econômico e elevar os padrões de vida. As seguintes áreas são importantes para o investimento público desta natureza: infraestrutura física, desenvolvimento humano, as instituições de mercado e desenvolvimento de espírito empreendedor. Ademais, devem existir Instituições de mercado que sejam compatíveis com as condições locais e que reduzam gastos excessivos de transação, assim como os desequilíbrios em matéria de informação. Desenvolvimento de recursos humanos, onde o perfil do trabalhador esteja em sintonia com as necessidades do mercado.

3. O fortalecimento do Tripartismo e do Diálogo Social

O fortalecimento do tripartismo e o diálogo social são atividades transversais.

Um pré-requisito para o tripartismo e o diálogo social eficaz é a existência de componentes tripartites que são autônomos e representativos.

Diálogo social é um instrumento importante para alcançar as relações de trabalho harmoniosas, definir os termos e condições de trabalho, melhorar o desempenho empresarial, discutir questões relacionadas com a produtividade, configurar o ambiente de trabalho, melhorar a satisfação no trabalho, proporcionar um ambiente seguro de trabalho e, assim, avançar em direção à realização do trabalho decente.

4. Melhora da cobertura e da eficácia da Proteção Social para todos

Ainda que se deva aumentar a participação da sociedade civil, cabe ao Estado a responsabilidade de desenhar sistemas de proteção social. A introdução ou expansão da seguridade social não deve se tornar um obstáculo para o trabalhador, reduzindo a competitividade das empresas, levar a déficits fiscais ou causar ou criar um estado de dependência que enfraquece o emprego permanente. Redes de segurança social devem destinar-se para fornecer suporte, a fim de capacitar as pessoas para a obtenção de emprego.

Uma política e um sistema de segurança social sustentável exigem uma avaliação de seus impactos sobre o mercado de trabalho e sobre a criação de emprego, bem como suas implicações fiscais.

Fonte: Elaboração própria, com base em OIE (2002) e Chahad (2011)

Os empregadores foram além das questões conceituais, filosóficas e doutrinárias, detalhando as condições operacionais para facilitar a obtenção do trabalho decente.

a) Medição do trabalho decente: é preciso medir o trabalho decente, e criar um indicador de déficit, o qual deve ser integrado ao próprio conceito. Como não existem normas universalmente aceitas para medi-lo, apontam um indicador de déficit, para avaliar um nível “ótimo” de decência.

b) Viabilidade econômica: o trabalho decente representa um programa social desejável, devendo contribuir para elevar o nível de vida e diminuir os índices de pobreza. Logo, ele somente pode ser implementado se resultar sustentável do ponto de vista econômico e combater, de fato, os determinantes da pobreza. Devem-se focar os resultados econômicos para avaliá-lo.

c) Mercados e empresas competitivas: o conceito de trabalho decente deve se vincular expressamente à competitividade, indispensável para o crescimento e o desenvolvimento socioeconômico.

d) Boa governança: trata-se de outro requisito indispensável para o sucesso em termos de trabalho decente. A boa governança deve buscar a criação de instrumentos institucionais que facilitem aos que desejam

dirigir sua própria empresa, evitando-as de caírem na informalidade, em si um obstáculo ao trabalho decente.

e) Eliminação gradual da pobreza: como o trabalho decente é praticamente impossível de ser alcançado onde impera a pobreza, é necessário reduzi-la por meio de políticas nacionais.

f) Vontade política: é preciso haver coerência política que perceba as implicações fiscais e a necessidade de mobilizar recursos para um programa de trabalho decente, que tem que apresentar sustentabilidade econômica. Sem a vontade e coerência política, o trabalho decente será um objetivo desejado, mas inalcançável.