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Interaction de mCherry-RevErbα et Cerulean-NCor en absence de ligands

CHAPITRE 4 : RESULTATS DE MICROSCOPIE DE FLUORESCENCE IN CELLULO

III. INTERACTION IN CELLULO DE REVERBΑ ET NCOR PLEINE TAILLE

1) Interaction de mCherry-RevErbα et Cerulean-NCor en absence de ligands

A linha da gestão e economia entende que a inovação social tem como objetivo criar e transformar mercados para o desenvolvimento econômico e sustentável (Boons & Lüdeke- Freund, 2013), ao melhorar a coerência entre uma organização a fim de atingir seus objetivos (financeiros, éticos, de trabalho e produtos ecológicos) (Moulaert et al., 2005) e criar produtos para a sociedade, através da relação entre as empresas, os consumidores e os stakeholders (Nomura & Kubota, 2007).

Segundo essa linha de pesquisa, os produtos da inovação são os empreendimentos sociais (Boons & Lüdeke-Freund, 2013), que geram uma melhor qualidade de vida do trabalhador e, com isso, o aumento da produtividade destes e maiores lucros para as empresas, desencadeando um efeito positivo para todos (Moulaert et al., 2005). Para complementar, além dos empreendimentos sociais, nesta corrente, para Phills et al. (2008), a IS pode ser um produto, processo, tecnologia, assim como uma ideia, uma legislação, um movimento social, uma intervenção, ou uma combinação de tudo isso, podendo ser criado (dimensão atores) sob o escopo do empreendedorismo social, em grandes "nonprofit business" e governos. Desta maneira, segundo Weber (2012), o conceito de inovação social é um conceito mais amplo que o de empreendedorismo social, pois inclui ideia de empresa social e de empreendedorismo social.

Nesta corrente, portanto, a inovação social atua por meio de ações empresariais e econômicas que visa acabar com o isolamento, paternalismo, antagonismo e articular os diversos setores da sociedade (dimensão benefícios). Ressalta-se que uma inovação é verdadeiramente social, somente se o balanço está mais pesado para o valor social (benefícios para o público e a sociedade como um todo) do que para o valor privado (ganhos para empreendedores, investimentos e consumidores), ou seja, uma inovação que possui como finalidade única o lucro privado, não é considerada uma inovação social (Phills et al., 2008).

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Em relação ao objeto de estudo, pode-se dizer que essa linha visa compreender o processo de inovação social em empresas e empreendimentos sociais, ao analisar a comunicação, adaptação, aprendizagem, troca de experiência entre as organizações e o comportamento inovativo que oferecem oportunidades para a inovação social e capital social, que, consequentemente, aumentam a eficiência e eficácia econômica das organizações e geram assim efeitos positivos em termos de inovações sociais em todo o setor combinando práticas administrativas no âmbito social (Moulaert et al., 2005).

Assim, esse tipo de análise sobre o capital social em empresas e empreendimentos sociais visam ser compilados em casos de sucesso que possam ser replicados e que gerem os efeitos positivos citados anteriormente (Mulgan et al., 2007). Todavia, essa corrente é criticada por Moulaert (2009) por apropriar-se do conceito de capital social de forma ambígua, desta forma, questiona a relevância do termo nesta área.

Portanto, o capital social leva-nos a analisar outra dimensão que a rede, pois abrange a articulação dos atores com a inovação. Para Mulgan et al. (2007), esta dimensão é a mais importante nessa corrente pois:

A mudança social depende, em outras palavras, na aliança entre o que pode ser chamado de “abelhas” e as “árvores”. As abelhas são as pequenas organizações, individuais e grupos que tem novas ideias e são rápidas o suficiente para disseminarem, polinizarem. As arvores são as grandes corporações, governos, companhias ou grandes Ong’s – os quais são pobres em criatividade, mas geralmente boas na implementação, e possuem resiliência, raízes e recursos em escala para fazerem as coisas acontecerem. Ambos precisam de cada um, e a maioria das mudanças sociais vem de alianças entre as duas, assim como a maioria das mudanças nas organizações, dependem de alianças entre os líderes e colaboradores de baixo da pirâmide hierárquica formal. (Mulgan et al., 2007, p.20).

Para Datta (2011), existe uma explicação para a importância da rede nas inovações sociais. Segundo o autor, as inovações sociais utilizam demasiadamente capitais subjetivos, pois elas surgem em um ambiente onde há recursos limitados, especialmente no que tange os recursos financeiros e humanos. Desta forma, o capital social e a articulação em rede, se torna essencial para a sobrevivência dessas inovações. Logo, as inovações sociais não têm o seu lucro através do consumidor final, mas através do Estado, grandes corporações e ONG’s que financiam as inovações (Weber, 2012).

Quanto ao aspecto da relação entre a inovação social e a tecnológica, e/ou inovações organizacionais, para essa linha, a inovação tecnológica possui a característica de ter um resultado (job-to-be-done), e a inovação social é mais uma reflexão sócio-cultural da empresa. Portanto, elas coexistem, mas a inovação tecnológica é mais importante para a corrente da

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administração devido aos lucros gerados por ela e a inovação social é tratada como um apoio para o aumento deste rendimento (Boons & Lüdeke-Freund, 2013).

Complementando os aspectos relacionados a inovação tecnológica e social, para Mulgan

et al. (2007) essa diferença de tratamento da inovação social para a inovação de empresa é, de

forma geral, motivada pela maximização do lucro das organizações capitalistas. Claro que existem muitos casos e exemplos, como alguns modelos de ensino a distância (EaD) que foram primeiro trabalhados em organizações sociais, para posteriormente serem adotados pelas empresas, adicionando novas características para ajudar pessoas desabilitadas a trabalhar, ou seja, que nasceram com cunho social e mantêm parte desse objetivo nas grandes corporações. O autor também ressalta a importância da coexistência das inovações, como na propagação do carro, na qual o produto não dependia apenas da tecnologia de combustão a motor e das modernas linhas de produção, mas também das diversas inovações sociais: escolas de direção; sinalização das estradas; garagens; guarda de transito; multas de velocidade e, mais recentemente, restrições de circulações e outras leis para combate do congestionamento.

Quanto a dimensão poder, como colocam Moulaert et al. (2005), esses estudos têm como objetivo construir espaços para a troca de informação e ideias de forma horizontal, tanto no processo de tomada de decisão, quanto no sistema de comunicação da empresa. Portanto, existe uma maior articulação tanto interna quanto externa à empresa, com o objetivo de gerir e captar o conhecimento dos indivíduos e dos stakeholders (Nomura & Kubota, 2007).

Em relação ao contexto temporal da inovação social, conforme Phills et al. (2008), as inovações sociais são dependentes da realidade temporal na qual estão inseridas para serem consideradas inovações. Portanto as inovações mudam conforme a sociedade evolui.

Feita a análise da primeira corrente da gestão e economia, passaremos para a próxima seção, na qual analisamos as dimensões da corrente dos estudos das artes e criatividade.