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CHAPITRE 4 : RESULTATS DE MICROSCOPIE DE FLUORESCENCE IN CELLULO

II. VALIDATION DE LA TECHNIQUE

1) Contrôle positif : mCherry-NLS-Cerulean

A designação inovação social não é nova, tem sido utilizada em diferentes contextos, algumas vezes pejorativos, outras com conotações positivas. Pode-se dizer que uma expressão

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similar, invenções sociais, foi cunhada por Max Weber no século XIX e reproduzida por Joseph Schumpeter, em 1930. Outros termos, tais como mudança, transformação, ou regulação social (Weber e Durkheim) e difusão social (Tarde, 1999 [1893]), eram tratados também como uma definição de inovação social (Moulaert & Nussbaumer, 2006; Jessop et al., 2013).

Portanto, num primeiro momento, o tema era tratado como invenções sociais e transformações da sociedade (Jessop et al., 2013). Cabe, desta maneira, compreender a visão de alguns autores clássicos que, de certa forma, trilharam por esses estudos, dentre eles, Weber, Schumpeter e Durkheim.

O primeiro autor, Max Weber, estipulou a relação entre ordem social e mudança social (Bepa, 2011). Para o autor, a “inovação social” era tida como uma mudança de algum comportamento da sociedade. Segundo ele, a mudança somente tinha sentido quando a ordem social conferia suficiente significado à inovação. Desta forma, mesmo que no começo existisse a rejeição da sociedade perante os agentes sociais inovadores, eles atuavam de forma decisiva para o desenvolvimento de novos comportamentos sociais (Jessop et al., 2013).

Já Joseph Schumpeter, em 1932, influenciado pela escola histórica germânica e os estudos econômicos austríacos, mostrava um maior interesse na inovação e empreendedorismo, constatando uma grande gama de precondições e repercussões para a geração de novas combinações da inovação. Todavia, seus estudos iam muito além da lógica econômica de desenvolvimento da inovação, e abrangiam estudos sociológicos (culturais, artísticos, econômicos e políticos) que procuravam integrar numa teoria social compreensiva, com uma análise multidimensional do desenvolvimento e da inovação (Bepa, 2011; Jessop et al., 2013). Com uma visão contrária aos outros dois autores, Durkheim desconsiderava a inovação como algo puramente bom, e por essa razão, ele enfatizava mais a sociologia da estabilidade do que a mudança sociológica. De fato, ele defendia o socialismo cooperativo como uma maneira de harmonizar o conflito social, que poderia resultar do desenvolvimento econômico e da mudança social (Jessop et al., 2013).

Desta forma, a primeira linha analítica da inovação social situa-se no contexto da sociologia política, como argumento para o debate sobre a transformação da sociedade, ao abordar o papel da sociedade civil na mudança social, e ao atuar no contra-ciclo da economia social e nas dinâmicas macroeconômicas globais. O objetivo dos primeiros autores era compreender e explicar como a inovação social satisfaz as necessidades das iniciativas coletivas e como o Estado poderia agir, como uma barreira para a inovação social na arena pública, ou como um estimulo para as inovações sociais originários do Estado e do mercado. Eles

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enfatizavam que a inovação social poderia ocorrer em diferentes comunidades (com diferentes tamanhos e culturas), sendo um processo condicional para o aumento da mobilização, aprendizagens e consciência cívica (Moulaert et al., 2005; Jessop et al., 2013).

Após 1980, há uma diminuição do interesse nas dinâmicas do processo de inovação social e um rompeimento com o pensamento clássico de transformação da sociedade. Embora essa perspectiva também esteja presente na abordagem conceitual, houve uma ressignificação do conceito e predominam as microanálises, centradas fundamentalmente no estudo de organizações do terceiro setor e da economia social/solidária, as quais se tornaram no principal foco de investigação (Jessop et al., 2013). Portanto, para Bepa (2011) a inovação social ressurge nessa época como resposta para as crises econômicas e as consequências geradas por ela, como desemprego, exclusão social e miséria.

Nós podemos considerar que o movimento intelectual francês “Temps des Cerises” (Tempos de cereja) como o momento de virada entre as “velhas” teorias de mudança social, para a “nova” abordagem da inovação social. Os intelectuais deste movimento participaram num debate alargado sobre o significado social e política das transformações da sociedade e, em particular, no papel dos movimentos estudantis, intelectuais e dos trabalhadores e ao mesmo tempo procuraram dar significado ao cenário sociopolítico da inovação social. Este debate foi noticiado no Journal Autrement com contribuições de Pierre Rosanvallon, Jacques Fournier e Jacques Attali (Jessop et al., 2013).

Até esse período, o termo não era muito utilizado no âmbito das ciências sociais (Moulaert & Nussbaumer, 2006; BEPA, 2011). O termo inovação social, tal como o como conhecemos hoje, passou a ter relevância na academia com os trabalhos de Taylor (1970) e Gabor (1970). Para o primeiro autor, a inovação social representa uma nova maneira social de se desenvolver algo, como, por exemplo, uma escola inovadora, uma nova maneira de lidar com a pobreza, um novo procedimento para (re)socializar as pessoas. Já Gabor, entende a inovação social como uma ferramenta de resolução de problemas do território (Cloutier, 2003). Concluindo esse tópico, podemos afirmar, em síntese, que a concepção e, sobretudo, o enfoque atribuído à inovação social sofreu alterações ao longo do tempo. Numa perspectiva inicial, a inovação social foi desenvolvida como argumento para o debate em torno da transformação da sociedade. Sendo, particularmente, o caso dos argumentos da ciência política acerca do papel da sociedade civil na mudança social e no contexto das dinâmicas macroeconômicas globais (Moulaert et al., 2005). Posteriormente, em particular nos anos 90, e no rescaldo das crises econômicas, o tema ganha terreno surgindo associado ao aparecimento

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de dinâmicas econômicas e sociais que ultrapassam a esfera da economia de mercado e se relacionam, em particular, com o crescimento da economia social.

Nesta última perspectiva, considera-se que organizações sociais geram processos de inovação social distintos, nomeadamente por comparação com uma concepção de inovação considerada numa lógica economicista, devendo, por isso, ser considerada na sua especificidade própria, complexidade e diferenciação. As investigações em curso (Moulaert & Ailenei, 2005; Bouchard, 2011) não excluem os aspectos econômicos na análise, mas também consideram que enfatizar em exclusivo este âmbito de análise pode facilmente levar uma interpretação reducionista do conceito e, consequentemente, reduzir o potencial explicativo dos processos de inovação, nomeadamente a vertente social (Bignetti, 2011; Jessop et al., 2013). A partir da próxima seção, iremos focar na nova visão da inovação social, pois esse conceito é o mais trabalhado atualmente. Assim, no próximo subcapítulo serão expostas algumas divisões da nova percepção da inovação social, propostas por autores da área.