III ABCD ADD Mnemonic ADDA
SECTION 4 INSTRUCTION SET
4.3 Instruction Summary
4.3.3 Integer Arithmetic Operations
Por fazer parte da equipe da ASSECOM, a aplicação da Análise Ambiental de SWOT serviu para diminuir a implicação do pesquisador, uma vez que, ao integrar uma instituição, o agente, queira ou não, é tomado por implicações que podem refletir no resultado final do trabalho, conforme descreve Gilles (2008, p. 21): “implicação é a relação que os indivíduos desenvolvem com a instituição”. Para amenizar esse problema, a análise se deu de forma coletiva com os demais componentes da ASSECOM, conforme orienta o autor. “Eu não posso analisar minhas implicações sozinho. Os dispositivos de análise são coletivos”, enfatiza Gilles (2008, p. 22). Na condução dessa atividade foram utilizados conceitos da intervenção psicossociológica como a escuta dos sujeitos, dos grupos, do coletivo (ARAÚJO, 2012). “As instituições não teriam vida, não teriam realidade social senão através das organizações. Mas as organizações não teriam sentido, não teriam objetivo, não teriam direção se não estivessem informadas como estão, pelas instituições” (BAREMBLITT, 2002, p. 27).
Para melhor entendimento, trazemos à tona a diferenciação entre os termos instituição e organização. As instituições são as estruturas ou mecanismos de ordem social que regulam o comportamento dos indivíduos. São as leis, as normas, a cultura etc. De forma mais simplificada, é a justiça, a linguagem, a religião, a educação, a ética, enfim, tudo que rege o comportamento do homem com outros homens, bem como a vida humana sobre a terra. As instituições são entendidas como abstratas, porém se materializam de forma concreta por meio das organizações, que são os estabelecimentos, os equipamentos, as pessoas e suas práticas cotidianas. Já as organizações, são pequenos ou grandes conjuntos de formas materiais que concretizam as opções que as instituições distribuem e anunciam. As organizações dão sentido às instituições. A esse respeito, Baremblitt (2002, p. 27) assinala que nós “humanos” somos os agentes protagonistas capazes de transformar a realidade por meio de nossas ações.
A presente pesquisa tem como objetivo geral propor caminhos para a criação de uma política de ação integrada da comunicação institucional na UFERSA, instituição a qual o pesquisador integra na função de jornalista. Aqui, como esclarece Araújo (2012, p. 457), a universidade não é vista como uma estrutura burocrática, “mas uma instituição com função social de formar profissionais cidadãos, de transmitir saber ou valores éticos. Ora, tais valores precisam ter visibilidade, ter face concreta em uma organização”.
O estudo fez um levantamento pontual da assessoria de comunicação, com as questões prioritariamente discutidas, bem como se debruçou sobre o tratamento da comunicação pública nesse ambiente. Na pesquisa, a intervenção psicossociológica aconteceu com a escuta dos sujeitos, do grupo, ao dar voz, por meio da Análise SWOT, aos nove (9) integrantes da ASSECOM. Por fazer parte da equipe, o trabalho exigiu uma autoanálise bem mais apurada.
A autoanálise consiste em que as comunidades mesmas, como protagonistas, interesses, desejos e demandas passa enunciar, compreender, adquirir ou readquirir um pensamento e um vocabulário próprio que lhes permite saber acerca de sua vida, ou seja: não se trata de que alguém venha de fora ou de cima para dizer-lhes quem são, o que podem, o que sabem, o que devem pedir e o que podem ou não conseguir (BAREMBLITT, 2002, p. 17).
Trata-se de um projeto de auto-organização para melhorar a prática no ambiente institucional. Nesse contexto, Baremblitt (2002, p. 19) conceitua a autoanálise como “produção de um saber, do conhecimento acerca de seus problemas, de suas condições de vida, suas necessidades e também de seus recursos”. Logo, cabe ressaltar, a esse respeito, que este estudo, em termos de visualização e contextualização de seu objeto, acabou sendo favorecido em virtude da aproximação do pesquisador com o ambiente da pesquisa.
Como processos psicológicos e sociais se confundem estritamente, tem-se mais chance de perceber os mecanismos do poder no lugar em que se está do que nas formas longínquas e indiferentemente das quais não se poderia fazer mais que uma descrição que não daria conta de dor e prazer que se descobrem ao interrogar sobre o que nos mantém nessas circunstâncias (BARUS-MICHEL; ENRIQUEZ; LÉVY, 2005, p. 124).
Para o autor, mesmo estando imerso na situação, a necessidade da pesquisa e a utilização de instrumentos são capazes de possibilitar um afastamento do objeto pesquisado. Na discussão da subjetividade o que vai importar é a análise da demanda a partir dos grupos, daí a importância de que a investigação seja gerida pelo coletivo formado pela equipe ou demais pessoas que tenham interesse em estudar a questão. Essa prática assimilada pela psicossociologia ameniza a unilateralidade de um único olhar, no caso, o pesquisador, para com o objeto pesquisado. A prática tem como foco o olhar do grupo. Assim, se justifica o instrumento da Análise SWOT na presente pesquisa.
Para superar a implicação é necessário que o pesquisador explicite seu papel no contexto institucional do qual faz parte o seu objeto de pesquisa, considerando que o
pesquisador é o objeto pesquisado, conforme esclarecem Barus-Michel, Enriquez e Lévy (2005, p. 129):
Ele não tem somente um lugar, mas também uma história nessa instituição. É então que a análise começa, ao se ter de formular os laços recentes ou antigos, privilegiados ou humildes, tranquilos ou penosos, todas as coisas que se sabem, que se vivem comumente sem colocar em palavras e que, ditas, provocam reações que é obrigado a levar em conta e que esclarecem investimentos que se se preferia ignorar.
Ainda de acordo com esses autores, a instituição está entregue à história, se encontra inserida em contextos econômicos, políticos, psicológicos, culturais, financeiros e materiais excedentes para ser entendida de forma definitiva. “A implicação permite focalizar um questionamento. Ali onde o ator-pesquisador é tocado, ali se pode tentar compreender do que se trata” (BARUS-MICHEL; ENRIQUEZ; LÉVY, 2005, p. 131).
A presente pesquisa de Estudo de Caso teve como pressuposto inicial a premissa de que o aperfeiçoamento na prestação do serviço de comunicação, no que diz respeito às Instituições Federais de Ensino Superior, pode e deve melhorar. Através da análise e da intervenção teórica no comportamento organizacional, a pesquisa propõe mecanismos viáveis para a afinação na prestação do serviço público, possibilitando, dessa forma, apresentar caminhos para a criação de uma política de comunicação institucional para a UFERSA, considerando que a ASSECOM, como espaço de divulgação institucional, exerce importante papel do ponto de vista institucional.
4.3 Primeira Etapa da pesquisa: autoanálise da equipe da ASSECOM/UFERSA