I FTD I ICE I
CASE 4: Finally, in the case where there is no tag match and both sets' cache lines contain one or more valid packets, the replacement bit determines into which set the newly fetched instruction is
3.7 hyperSPARC Signal Descriptions
3.7.3 hyperSPARC CPU Bus Timing Waveforms
Pereira et al (idem:42) defendem que o modelo do ensino online assenta em dois pilares que se entrecruzam: a aprendizagem autodirigida e a aprendizagem colaborativa. Explicando cada um dos conceitos, os mesmos autores afirmam que “a aprendizagem autodirigida pressupõe que o estudante é autónomo e responsável por autodirigir o processo de aprendizagem pessoal” (idem, ibidem) e a aprendizagem colaborativa “perspetiva uma aprendizagem que resulta da circunstância dos indivíduos trabalharem em conjunto (…) colocando as competências individuais ao serviço do grupo” (idem, ibidem).
Seguindo este modelo pedagógico, elaborámos o contrato de aprendizagem, neste caso denominado o Contrato de Formação (anexo II), e disponibilizámo-lo aos formandos, na Plataforma Moodle, para que tivessem conhecimento, desde o início, das linhas orientadoras da formação. O Contrato de Formação organizou-se a partir dos seguintes princípios: i) “flexibilidade na gestão do seu percurso de aprendizagem; ii) autonomia na sua realização; iii) uma noção concreta do volume de trabalho ao longo do
módulo e por temática, permitindo a organização do seu tempo; iv) uma melhor gestão e organização do trabalho individual” (Pereira et al, 2003:44).
Como documento orientador de todo o curso, explicitámos os objetivos a alcançar, as competências a desenvolver e o roteiro de conteúdos a cumprir.
Assim, no primeiro ponto estabeleceu-se como Objetivos do Curso levar os formandos a: i) refletir sobre a promoção de boas práticas com as tecnologias digitais na escola; ii) desenvolver competências para o uso de tecnologias digitais; iii) conhecer e utilizar ferramentas da web 2.0; iv) produzir cenários de colaboração online para as práticas pedagógicas, com recurso aos dispositivos da web 2.0.
Ao definirmos estes objetivos para a Formação, pretendíamos que os professores formandos chegassem ao final a serem capazes de: i) utilizar ambientes digitais; ii) aplicar regras básicas de comunicação online; iii) aplicar diferentes ferramentas colaborativas da web 2.0 em contexto escolar; iv) usar o blogue como espaço de colaboração e de aprendizagem conjunta da turma. Deste modo, no segundo ponto, ficavam definidas as competências.
Se por um lado se pressupunha a aquisição individual de conhecimentos, por outro lado essa aquisição era facilitada pelas interações desenvolvidas na sala de aula virtual. Neste contexto, Valadares (2011:90) acredita que “um bom ensino em comunidades de aprendizagem funcionando cooperativamente favorece, de facto, a reflexão e o discurso crítico e torna possível um contexto educativo dinâmico e frutífero”.
No terceiro ponto do Programa, definimos o Roteiro dos Conteúdos: i) Boas Práticas com as Tecnologias Digitais na Escola; ii) Regras de comunicação online; iii) Potencialidades dos blogues em contexto de sala de aula; iv) O blogue enquanto espaço de colaboração da turma.
Com este Roteiro, começámos por dar a conhecer reflexões teóricas sobre a noção de Boas Práticas na Escola com as TIC e exemplos dessas práticas educativas, para a seguir se refletir sobre os blogues na aprendizagem e terminar com a construção de um blogue, pois um aspeto que o professor “deve ter em conta, ao pretender criar um ambiente construtivista e investigativo de aprendizagem, é o facto de serem necessárias atividades que desafiem as suposições dos alunos” (Valadares, 2011:102).
Torna-se, pois, imprescindível que os formandos além de conhecerem as fontes teóricas sejam desafiados a aplicar nas suas práticas esses novos conhecimentos, pelo que “é importante que os alunos reconheçam relevância nos problemas com que são confrontados” (Valadares, idem:103).
Também identificámos as características da metodologia do regime e-learning, pelo que foram indicadas as três dimensões básicas em que se baseia: i) a formação está centrada no professor-formando, o que significa que este será o principal responsável pela sua formação; ii) a formação desenvolve-se em sessões assíncronas, dominantemente em fóruns de discussão; iii) a formação é sustentada nas múltiplas interações entre os vários participantes e, ainda, entre os participantes e determinados recursos educativos e ferramentas digitais.
Basicamente, partimos do princípio ser fundamental que os formandos conheçam previamente o contexto de ensino-aprendizagem em que vão trabalhar. A este propósito, Valadares (2011:100) defende, baseando-se na experiência de investigação que tem tido nesta área, “que para se criar um ambiente construtivista e investigativo de aprendizagem quer o professor quer os alunos têm que estar conscientes dos seus papéis que têm que desempenhar”.
Além dos vários itens já mencionados, no Contrato de Aprendizagem está explicitada a localização dos recursos e a indicação do ambiente onde decorre o curso. Assim, a plataforma Moodle é apresentada como o ambiente de trabalho privilegiado para a promoção das aprendizagens, contudo é sugerido como comunicação complementar a comunicação por correio eletrónico, pois o conhecimento pode ser construído a partir das várias modalidades de interações. Daí, Passarelli (2007:28) defender que “o importante é propiciar aos indivíduos uma disposição para a aprendizagem que seja intrinsecamente motivada”.
No ponto sete do Contrato é explicada a forma de avaliação, ficando definido que é realizada com base na avaliação contínua dos trabalhos realizados e das discussões em fóruns numa percentagem de 70%, sendo realçado que estas participações devem constituir produções individuais e em grupo no âmbito dos temas a tratar. Como trabalho final do curso é pedido um relatório crítico individual correspondendo a 30 %. O resultado da avaliação é expresso numa escala qualitativa (Insuficiente, Suficiente,
Bom, Muito Bom). Neste item da avaliação, também, são transmitidos os critérios de avaliação da participação nos fóruns de discussão e do trabalho final.
Esta definição exaustiva de como o formando é avaliado é defendida por Pereira et al (2004:220), que consideram “um dos princípios básicos para o sucesso na avaliação em qualquer contexto”, pelo que os formandos devem “saber exatamente o que será avaliado, quando será avaliado, como será avaliado, qual a finalidade da avaliação e qual o peso relativo de determinada avaliação na classificação final” (idem: ibidem).
Por fim, é apresentado o roteiro do contrato com a calendarização das várias unidades temáticas e respetivas atividades, recursos e tipo de avaliação a que os formandos estão sujeitos em cada unidade.
Por tudo aqui apresentado, o Contrato de Formação revela-se um documento imprescindível, pois permite a cada formando “conhecer o que se espera dele em cada momento ao longo do período que dura o módulo, facilitando-lhe a gestão do seu tempo e a organização atempada de um plano de trabalho pessoal” (Pereira et al, 2004:203).