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hyl-2(gnv1) and the sensitivity to anoxia

VII. Discussion

2. hyl-2(gnv1) and the sensitivity to anoxia

A literatura apresenta uma relação das principais ferramentas de análise de riscos disponíveis, elencando suas características e destacando para cada situação ou tipo de risco qual a ferramenta mais adequada para gerenciá-los. Uma boa análise de riscos demanda respostas às principais questões que norteiam a sua gestão, pois conhecer essas questões torna-se fundamental para identificar qual a ferramenta mais apropriada a ser utilizada, uma vez que cada uma delas apresenta características específicas que as tornam indicadas para determinados momentos da análise (STONNER, 2014).

O Quadro 4 traz as principais questões fundamentais que demandam por respostas para que se obtenha uma boa análise de riscos.

Quadro 4 – Questões Fundamentais da Análise de Riscos

1 O que pode ocorrer de indesejado? 2 Por que aconteceu este evento indesejado?

3 Qual a probabilidade de ocorrência deste evento indesejado? 4 Quais são os impactos deste evento indesejado?

5 Qual o risco (probabilidade x impacto) deste evento indesejado? 6 Como se pode detectar este evento indesejado?

7 Como categorizar e priorizar os eventos indesejados?

8 Quais são as medidas de prevenção contra este evento indesejado? 9 Quais são as medidas de correção para este evento indesejado? 10 Qual a amplitude de alcance deste evento indesejado?

11 Como reduzir os riscos, e seus efeitos?

Após obter as respostas para cada uma das questões fundamentais para a análise de riscos, o próximo passo é identificar qual a ferramenta a ser utilizada para sustentar essa análise, tendo por base as características de cada uma e o tipo de cada risco. O Quadro 5 apresenta as principais ferramentas disponíveis para análise de riscos.

Quadro 5 – Principais Ferramentas de Análise de Riscos

W h at If ? AP P cin co p o rq u ês Diag ram a d e Is h ik awa Ma tr iz d e R is co FME A/FME C A HAZ OP Ár v o re d e Falh as C k ec k lis ts

Identificação de Perigos Genéricos Identificação de causas básicas (eventos iniciais) para riscos genéricos

Identificação de causas básicas (eventos iniciais) para riscos específicos

Categorizar e priorizar riscos

Propostas de medidas para diminuir os riscos Identificação de desvios relativos a boas práticas

Fonte: STONNER (2014).

A ferramenta What If é de aplicação extremamente simples, voltada para a identificação de riscos genéricos, permite a uma equipe imaginar durante seu processo de aplicação quais seriam as prováveis causas diante de uma diversidade de situações de risco, tendo por base simplesmente uma pergunta: “E se ? (“What If?” ). Essa técnica, além do seu viés principal está focado na identificação de riscos, tem ainda como ponto de destaque o fato de sua aplicação favorecer a detecção de meios de prevenção já no início da ocorrência dos riscos (STONNER, 2014).

Para Barros (2013) a técnica de questionamento “e se?” pode ter por objeto um sistema, processo, equipamento ou evento, tendo por foco tudo o que puder sair errado. O foco da técnica “e se?” é mais amplo que o de outras técnicas, porque seu método de questionamento

é mais livre, é uma verdadeira tempestade de ideias, sugerindo um encadeamento de situações que não deve e não pode acontecer, o que se faz através de medidas de controle de riscos e de emergências.

A ferramenta de Análise Preliminar de Risco (APR), é utilizada para a identificação de perigos e análise de riscos e consiste em identificar eventos perigosos, suas causas e potenciais consequências, além de estabelecer medidas de controle. A APR pode ter por objeto áreas, sistemas, procedimentos, projetos ou atividades e tem por foco todos os eventos indesejáveis. Ela age no levantamento das causas básicas de riscos genéricos, destacando os métodos de detecção disponíveis e seus efeitos sobre pessoas e meio ambiente (BARROS, 2013).

O método dos cinco porquês é utilizado para identificação de causas básicas de riscos específicos já identificados, condicionando para a aplicação imediata de medidas efetivas de correção, de modo a evitar o reaparecimento do problema em outros momentos. A sua aplicação consiste em perguntar reiteradamente o “porquê” da ocorrência de um determinado problema ou evento até o alcance de um resultado que sirva de resposta para sua causa básica. Tal método possui a capacidade de remover as camadas de causas imediatas ou superficiais que escondem as causas básicas dos problemas (STONNER, 2014).

O Diafragma de Ishikawa, conhecido também por diagrama de causa e efeito, basicamente busca identificar a partir de um risco específico suas causas básicas, através da elaboração de um diagrama, categorizando essas causas entre os elementos máquina, material, meio ambiente, método, mão de obra e medida (STONNER, 2014). A Figura 4 traz um modelo de construção do diagrama de Ishikawa.

Figura 4 – Diagrama de Ishikawa

A ferramenta FMEA/FMECA é tradicionalmente utilizada para redução do risco no desenvolvimento de novos produtos e processos, pois em razão de suas características peculiares, o FMEA se adéqua muito bem à avaliação dos fatores de risco dentro da metodologia para gerenciamento do risco corporativo (BERTOLUCCI, 2013).

Para Stonner (2014) estas ferramentas, são aplicáveis para a identificação de causas básicas de riscos genéricos em componentes de um sistema e para cada um dos riscos tratados, busca-se identificar ações preventivas ou corretivas com o objetivo de diminuir os riscos.

Para Barros (2013), a FMEA trata-se de uma técnica bastante objetiva e com foco localizado, pois se concentra nas falhas e seus efeitos sobre os componentes de um sistema. Analisa detidamente o funcionamento de cada componente, suas possibilidades de falhas e os efeitos decorrentes.

A Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE), do inglês Failure Modes and Effects

Analysis (FMEA), é uma técnica para análise de riscos que consiste no exame de

componentes individuais, com o objetivo de avaliar os efeitos que eventuais falhas podem causar no comportamento de um determinado sistema; é, portanto, uma análise sistemática com ênfase nas falhas de componentes, não considerando falhas operacionais ou erros humanos (AMORIM, 2013).

Hazop é a técnica de identificação de perigos e operabilidade que consiste em detectar desvios de variáveis de processo em relação a valores estabelecidos como normais. O objetivo do Hazop são os sistemas e o foco são os desvios das variáveis de processo (BARROS, 2013). Para Sella (2014) a execução do método consiste em utilizar palavras-guia combinadas a parâmetros de processos com o intuito de encontrar possíveis desvios das intenções de projeto ou operabilidade.

O principal objetivo de um Estudo de Perigos e Operabilidade (HAZOP) é investigar de forma minuciosa e metódica cada segmento de um processo, visando descobrir todos os possíveis desvios das condições normais de operação, identificando as causas responsáveis por tais desvios e as respectivas consequências. Uma vez verificadas as causas e as consequências de cada tipo de desvio, esta metodologia procura propor medidas para eliminar ou controlar o perigo ou para sanar o problema de operabilidade da instalação. Esta ferramenta enfoca tanto os problemas de segurança, buscando identificar os perigos que possam colocar em risco os operadores e aos equipamentos da instalação, como também os

problemas de operabilidade que embora não sejam perigosos, podem causar perda de produção ou que possam afetar a qualidade do produto ou a eficiência do processo (AGUIAR, 2011).

Por sua vez a Análise de Árvores de Falhas (AAF) é uma técnica dedutiva que tem por objetivo identificar as causas potenciais de acidentes e de falhas num determinado sistema, além de permitir a estimativa da probabilidade ou frequência de ocorrência de uma determinada falha ou acidente. Assim, a AAF consiste na construção de um processo lógico dedutivo que, partindo de um evento indesejado pré-definido, busca as suas possíveis causas. O processo segue investigando as sucessivas falhas dos componentes até atingir as chamadas causas básicas, que não podem ser desenvolvidas, e para as quais existem dados quantitativos disponíveis. O evento indesejado é comumente chamado de “Evento-Topo” (AMORIM, 2013).

A análise de árvore de falhas é uma metodologia dedutiva, portanto que parte do geral para o específico, do evento-topo para baixo, permitindo visualização das interdependências entre componentes, e identificando quais conjuntos de fatores podem levar ao evento topo indesejado (STONNER, 2016).

A AAF é uma técnica de identificação de perigos e análise de riscos que parte de um evento topo escolhido para estudo e estabelece combinações de falhas e condições que poderiam causar a ocorrência desse evento. A técnica é dedutiva e pode ser qualitativa e quantitativa. O método consiste em selecionar um evento topo identificado por qualquer técnica de identificação de perigos e construir os níveis subsequentes ou ramos, identificando falhas que podem causar a ocorrência do evento topo. Podem ser falhas aleatórias de componentes, falhas de modo comum, falhas humanas ou indisponibilidade de equipamentos. A AAF possibilita o cálculo da frequência e de probabilidade de ocorrência de eventos básicos, cuja frequência é conhecida e geralmente obtida de banco de dados ou outro registro (BARROS, 2013).

O checklist é uma ferramenta para ser utilizada quando, após identificados os riscos, avaliadas as medidas corretivas, preventivas, mitigadoras ou de controle, é preciso certificar- se de que estas medidas efetivamente foram implementadas, ou seja, é uma técnica útil para identificar desvios relativos a boas práticas. Sua maior contribuição está restrita a riscos já identificados em processos anteriores e que, portanto, sua maior e mais frequente utilização se concentra nas medidas recomendadas ao longo do processo de análise de riscos no sentido de verificar se as mesmas foram aplicadas (STONNER, 2013).

Entre as ferramentas utilizadas para a avaliação dos riscos encontra-se também a chamada Matriz de Riscos, utilizada com a finalidade de priorização do tratamento dos riscos. Para Bicalho (2012) a matriz de risco constitui-se numa fonte estratégica de seleção de ações a serem realizadas, com prévio enfoque na materialidade, na criticidade, na relevância e em outros elementos julgados essenciais.

Bergamini Junior (2005), afirma que a tabulação dos riscos em uma matriz permite a clara e ordenada identificação dos riscos que podem afetar as organizações, tanto em termos de frequência quanto de impactos. Em geral, adota-se uma classificação qualitativa para os níveis de frequência e de impacto, que poderá variar em função do processo avaliado, da cultura organizacional, entre outros fatores. Para Stonner (2014), cada situação de risco tem possíveis consequências e probabilidade de ocorrência e a matriz de riscos serve para conjugar estes dois fatores, de forma a categorizar e priorizar os riscos.

Esta metodologia possibilita a análise qualitativa dos riscos, que são classificados a partir da relação entre sua probabilidade e impacto. Para classificação dos riscos, é atribuída uma escala de valores de acordo com o grau de impacto e probabilidade de ocorrência de cada risco identificado, como exemplo, pode-se adotar a escala 1 para probabilidade muito baixa, a escala 2 para probabilidade baixa, a escala 3 para probabilidade média, a escala 4 para probabilidade alta e a escala 5 para probabilidade muito alta. O Quadro 6 demonstra o modelo da estrutura de uma Matriz de Risco. A partir das combinações de probabilidade e impacto classifica-se o risco em: Risco Baixo: < 4, Risco Médio: 4 ≤ 12 e Risco Alto: >12 ≤ 25.

Quadro 6 – Matriz de Probabilidade X Impacto

1 2 3 4 5 1 1 2 3 4 5 2 2 4 6 8 10 3 3 6 9 12 15 4 4 8 12 16 20 5 5 10 15 20 25 Risco Baixo Risco Médio Risco Alto Probablidade Im p a ct o

Fonte: adaptado de Okamoto (2002).

realizada dos riscos, considerando sua probabilidade e impacto, no âmbito do componente avaliação de riscos, onde os mesmos são apresentados sob forma de tabela (matriz) ou gráfica (mapa), com o objetivo de facilitar ao analista enxergar quais e quantos são os maiores riscos enfrentados pela organização no atendimento de seus objetivos. Deve ser construída de acordo com a conveniência de cada caso, sendo possível a partir dela, definir os diferentes grupos de risco que deverão receber diferentes respostas, considerando o apetite a risco da organização.

Diante da existência de um grande número de ferramentas utilizadas para análise e identificação de riscos, no presente trabalho pretende-se utilizar a matriz de riscos, pois conforme informa Bertolucci (2013), algumas das qualidades da matriz de risco são um grande poder de comunicação visual e simplicidade de elaboração e gestão. Além disso, justifica-se a escolha pela matriz de riscos por se tratar de uma ferramenta apropriada para categorização e priorização dos eventos de riscos, o que coaduna com os objetivos dessa pesquisa.

3 METODOLOGIA

Este capítulo traz o método empregado para a realização da pesquisa, onde, inicialmente, é apresentada a sua caracterização, contendo o tipo e a estratégia de pesquisa adotados (seção 3.1); na sequência traz-se a descrição do procedimento para coleta dos dados e os protocolos da pesquisa (seção 3.2); e por último, as orientações para confecção do relatório dos estudos de caso (seção 3.3).

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