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La grammaticalisation des démonstratifs

VI.13 Adverbes de temps amra : maintenant amra : maintenant

6 Les démonstratifs

6.3 Les démonstratifs en siwi

6.3.5 La grammaticalisation des démonstratifs

Embora em contraste com a abordagem da teoria da comparação social de Festinger (1954) aos processos grupais, também na teoria da identidade social este é um processo psicológico nuclear. Contudo, nesta última teoria, a comparação social é conceptualizada de modo distinto: um dos pressupostos-base é o de que a comparação social decorre sempre do quadro de referência subjetivo e subjetivamente disponível para o indivíduo, quando este emite um determinado julgamento social. Segundo a abordagem da identidade social todo o conhecimento é socialmente derivado, designadamente de comparações sociais. A “certeza” que o indivíduo tem acerca da veracidade das suas crenças é obtida através do estabelecimento de consensos. Efetivamente, estas premissas gerais não são substancialmente distintas daquelas definidas por Festinger. Contudo, na abordagem da identidade social assume-se que os indivíduos também têm a motivação de “saber” (pelo menos sentir) que as suas crenças, perceções, atitudes ou comportamentos baseados nesses consensos, são mais adequados e corretos, do que os que se baseiam noutros consensos, particularmente os “consensos exogrupais”. É esta motivação que os leva a esforçar-se para manter os pontos de vista consensuais do seu grupo de pertença, avaliando positivamente essas dimensões grupais, bem como todas as características estereotípicas associadas ao grupo (e.g. Hogg & Abrams, 1992).

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1.3.1.5.1. Comparação social, diferenciação intergrupal e promoção da autoestima.

O processo de comparação social tenderá a ocorrer de forma a maximizar a distintividade intergrupal e no maior número de dimensões possíveis, que proporcionem o alcance deste objetivo. É um processo que tem por base uma forte motivação avaliativa, conducente a comparações focadas em dimensões que revertam favoravelmente para o endogrupo, procurando a maximização da distintividade positiva endogrupal e, consequentemente, a positividade da identidade social. Estes processos correspondem à designada hipótese da autoestima (cf. Abrams & Hogg, 1988). A teoria da identidade social propõe a existência de uma motivação fundamental para uma autoestima positiva (self-

esteem hypothesis), que, num contexto grupal, é satisfeita através das comparações sociais

favoráveis efetuadas (Hogg & Abrams, 1992). Assim, a necessidade de estabelecer uma distintividade intergrupal favorável, pode conduzir os indivíduos a adotarem diferentes estratégias que incrementem essa positividade.

Segundo Hogg e Abrams (1992), essas estratégias podem incluir-se em duas grandes categorias: estratégias de mobilidade social e estratégias de mudança social. As estratégias de mobilidade social são individualistas e pressupõem a crença de que as fronteiras entre grupos são permeáveis. Ou seja, a crença de que é possível a um indivíduo transitar de membro de uma categoria social subordinada, para membro de uma categoria social dominante. A crença na mobilidade social leva os membros de grupos de estatuto inferior a adotarem estratégias individualistas, que lhes permitam deixar de lado uma pertença categorial desvantajosa, para obterem uma outra socialmente mais vantajosa. Dessa forma, incrementam a sua autoestima pela associação com um grupo de maior prestígio social. A mobilidade social também pode ser utilizada por membros de grupos de elevado estatuto, quando, por exemplo, o endogrupo prescreve normas e valores que são percecionadas pelo sujeito como ilegítimas, lavando-o a procurar afiliações alternativas. Uma vez que a estratégia de mobilidade social mantém inalteradas as relações entre grupos e não contribui para a ação coletiva dos grupos subordinados, é de todo o interesse para o grupo dominante criar o mito de que é possível a mobilidade social, quando na verdade a mobilidade social é bastante difícil de ser concretizada e apenas está acessível a uns poucos (Hogg & Abrams, 1992).

As estratégias de mudança social assentam na crença que as fronteiras entre grupos são fixas e impermeáveis, o que leva os membros dos grupos subordinados a terem de utilizar

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outras estratégias. Desta feita, estas estratégias são de carácter coletivo e têm como objetivo último a melhoria do estatuto social do grupo de menor estatuto. Existem dois tipos de estratégias de mudança social: a criatividade social e a competição social. A criatividade social é uma estratégia que é utilizada quando os indivíduos não conseguem conceber, subjetivamente, alternativas sociocognitivas ao status quo. Esta estratégia permite a manutenção da positividade comparativa através da redefinição dos parâmetros de comparação, de modo a que estes contribuam para a obtenção de uma vantagem comparativa para o endogrupo. Por exemplo, os membros de grupos de elevado estatuto podem socorrer- se desta estratégia para legitimarem uma dimensão ate aí percecionada como ilegítima.

Entra as estratégias de criatividade social utilizadas encontram-se, por exemplo, (1) a tentativa de ganhar reconhecimento em dimensões de comparação nas quais o grupo subordinado possa obter uma valoração positiva, (2) a redefinição de características tradicionalmente negativas (por exemplo, “black is beautiful”), ou (3) a escolha de um outro grupo de comparação social que tenha, preferencialmente, um estatuto social ainda mais baixo. Por norma, estas estratégias de criatividade social também não contribuem para a alteração do status quo, mas podem propiciar os desejados efeitos coletivos de incremento da positividade da identidade social dos membros de grupos minoritários.

Quando os membros de grupos minoritários concebem subjetivamente alternativas ao status quo, podem utilizar estratégias de competição social. Isto é, a legitimidade do modelo dominante é colocada em causa, em que este já não é percecionado, nem aceite como estável e imutável. Esta conceção do contexto intergrupal pode levar os membros de grupos subordinados a empreenderem ações para alterarem a estrutura social em si mesma, de forma a deixarem de ser subordinados. Entre este tipo de ações podem elencar-se a politização da reivindicação, atos terroristas, guerras civis, revoluções ou resistência passiva (e.g. Hogg & Abrams, 1992).

No entanto, das três principais estratégias utilizadas para aumentarem favoravelmente a distintividade intergrupal, a competição social é aquela que, com maior probabilidade, pode conduzir ao preconceito intergrupal. Nesta estratégia, tanto os membros dos grupos dominantes, como os membros dos grupos não dominantes competem em dimensões que são igualmente valorizadas por ambos. Para que tal ocorra é necessário que exista uma perceção coletiva acerca da insegurança do sistema social. Ou seja, é preciso que exista a possibilidade de mudança no sistema instituído (pelo menos, os indivíduos têm a perceção dessa possibilidade). Neste caso, os membros do grupo de menor estatuto

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aumentam o nível de identificação e de compromisso com o endogrupo e os membros do grupo de estatuto mais elevado, ao percecionarem uma ameaça ao seu estatuto (ainda que este seja legítimo), podem adotar posturas altamente etnocêntricas e discriminatórias face aos membros do exogrupo de menor estatuto.

Reynolds e Turner (2001), chamam a atenção para o facto de apesar disto, ser possível existirem diferenças no estatuto grupal, sem que isto conduza à manifestação de etnocentrismo e discriminação, quando os grupos estatutariamente diferentes aceitam a sua posição hierárquica numa dada dimensão.

Resumindo, a teoria da identidade social propugna que as pessoas se categorizam em termos de identidade social, avaliam as suas pertenças grupais através de processos de comparação intergrupal e procuram alcançar ou manter uma distintividade positivamente valorada para os seus grupos. No entanto, estes julgamentos e avaliações e a quantidade de preconceito e discriminação que desencadeiam, são sempre determinados por crenças e teorias compartilhadas acerca da estabilidade e legitimidade das diferenças de estatuto entre os grupos (Reynolds & Turner, 2001).

1.4. As Novas Formas de Preconceito: O Preconceito Enquanto Fenómeno Dinâmico e