VI.13 Adverbes de temps amra : maintenant amra : maintenant
4 Le suffixe -a et l’accompli résultatif
4.3 Fonction avec les différentes catégories grammaticales
Numa das linhas de investigação iniciais, focada na análise de processos percetivos de assimilação vs. diferenciação, Tajfel (e.g. Tajfel, 1969; Tajfel & Wilkes, 1963) constatou a existência de uma tendência dos sujeitos minimizarem diferenças efetivas no comprimento de linhas que pertenciam a uma mesma categoria, quando, efetivamente, a diferença de
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comprimento entre as linhas era sempre a mesma, desde a mais curta até à mais comprida. Em contraste, na perceção das linhas da categoria “curtas” ou “compridas” verificou-se a sobrestimação da diferença do comprimento entre a linha mais comprida da categoria “curtas” e a linha mais curta, da categoria “compridas”. Esta evidência deu suporte empírico à existência dos designados processos de acentuação percetiva. Em linha com estes trabalhos iniciais é proposto que que o indivíduo tem a necessidade de maximizar a diferença entre membros pertencentes a categorias sociais diferentes, ao mesmo tempo que procura a máxima similitude entre membros de uma mesma categoria social (cf. Stangor, 2009). Tal necessidade pode acarretar distorções percetivas e enviesamentos, que serão mais salientes em contextos que requerem o estabelecimento de diferenciações entre membros do endogrupo e do exogrupo. De facto, a identidade social é talvez a principal motivação por detrás do preconceito e discriminação: é a necessidade de categorizar, que conduz à criação dos estereótipos (idem).5
Existe um abrangente consenso teórico de que o processo de categorização social está criticamente implicado na estereotipagem social (cf. Oakes & Reynolds, 1997; Sherman et al., 2009), uma vez que é a partir da perceção diferenciada, decorrente da categorização, que se torna possível a estereotipagem. No quadro da teoria da autocategorização, Oakes e Reynolds (1997) propõem que o processo de autocategorização na ativação do estereótipo tem diferente impacto, consoante se processa ao nível pessoal ou social. Uma vez que os indivíduos podem agir tanto enquanto “pessoas individuais”, como enquanto membros de categorias sociais, dependendo da saliência do nível de autocategorização num dado contexto de comparação intergrupal, estes pode orientar o seu comportamento segundo critérios individuais ou critérios grupais. A um comportamento enquanto membro de uma categoria social, correspondem categorizações intergrupais e perceções estereotípicas. A um comportamento baseado numa identidade pessoal, corresponde uma categorização ao nível das diferenças individuais e uma perceção individualizada.
A abordagem essencialmente cognitivista dos estereótipos, encara a categorização como uma correspondência de dados isolados com estruturas cognitivas fixas e defende que, enquanto as perceções estereotípicas implicam a categorização (com perda de exatidão, mas economia cognitiva), as perceções individualizadas, por seu turno, não envolvem processos
5 Por seu turno, os trabalhos iniciais de Tajfel, que começaram com investigações com moedas, desenvolveram
investigações anteriores sobre o fenómeno da sobrestima percetiva, que se iniciaram com os trabalhos de Jerome Bruner e colegas, e que incidiam no estudo das diferenças entre estímulos (cf. Tajfel, 1981).
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de categorização (assegurando perceções mais exatas, mas maior dispêndio de recursos cognitivos). Em contraste, a abordagem da identidade social defende que toda a perceção humana implica a categorização (e.g. Oakes & Reynolds, 1997). Esta assunção assenta na ideia de que parte do significado associado ao estímulo deriva do contexto em que este é percecionado, e de que a categorização dota os estímulos de uma identidade contextualmente dependente. Ou seja, uma parte da representação mental dos estímulos deriva das relações interestímulos específicas ao contexto. Como tal, o processo de categorização tem por função essencial a deteção de semelhanças e de diferenças contextualmente específicas. Nesta abordagem assume-se que a “unidade básica” no processo de categorização não são os estímulos isolados, mas antes as relações comparativas entre estímulos, que são inerentemente específicas ao contexto em que ocorrem. A distinção entre perceções individualizadas e perceções estereotípicas não é feita em termos de presença ou ausência de categorização, mas antes em termos do nível de inclusividade em que o processo de categorização opera.6
Outro aspeto crucial do processo de categorização (e da consequente estereotipagem) diz respeito ao envolvimento do indivíduo na situação social: a categorização permite-lhe organizar o conjunto de estímulos em presença no contexto, de uma forma que seja consistente com as suas expetativas e teorias explicativas da realidade. Como discutimos anteriormente, em contextos grupais, estas últimas derivam em larga medida das pertenças categoriais do indivíduo, dando sustentação psicológica às funções individuais e sociais dos estereótipos.
Em suma, os processos de categorização e de estereotipia são contextualmente dependentes e a mesma informação (ou set informacional) não é necessariamente processada de forma idêntica por percipientes diferentes, nem pelo mesmo percipiente em diferentes contextos (devido a diferentes categorizações e autocategorizações, ou diferentes expetativas e teorias). Como propõem Ellemers e Van Knippenberg (1997), as pessoas procuram dar sentido ao seu ambiente social diário, selecionando as categorias e conteúdos estereotípicos que são mais informativos em cada contexto ou situação particular.
Nos múltiplos contextos sociais em que nos movemos no nosso quotidiano, temos de lidar sociocognitivamente, tanto com indivíduos “isolados”, como com grupos sociais.
6 Tal como já tinha sido referido anteriormente por Spears e Haslam (1997). Para estes autores a perceção social é sempre
intrinsecamente categórica. Por um lado, todos os construtos da perceção podem, eles mesmos, serem vistos como categorias significativas. Por outro lado, mesmo que a perceção se faça em termos mais individuais, ainda assim implica alguma referência a outros níveis de categorização social.
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Assim, a construção de uma representação “funcional” da realidade social a cada dado momento, torna indispensável a capacidade de categorizar tanto ao nível pessoal, como ao nível social.