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Gestion des déchets biomédicaux

Dans le document PLAN DE GESTION DES PESTES ET DES PESTICIDES (Page 107-116)

CHAPITRE VI. PLAN DE GESTION DES PESTES, DES PESTICIDES ET DES DECHETS

6.2 Proposition d'un plan d'action

6.2.6 Gestion des déchets biomédicaux

A transação T3 envolve produtores, varejistas e empresa de refeições coletivas

(restaurantes, bancas de fast food, centro sociais da empresas, etc.) do Vale do Zambeze.

7.1.3.1 Atributos das transações a) As especificidades de ativos

Nas transações, os atributos frequência e especificidade de ativos do produtor não sofrem alterações. Porém, a intensidade do atributo incerteza se reduz, uma vez que o varejista especifica antecipadamente a quantidade e a variedade da batata. Do ponto de vista do varejista, verifica-se a existência de especificidade de capital humano (conhecimento da

atividade), temporal, locacional e marca. A perecebilidade vale o mesmo que para o atacadista ambulante. Apesar de a batata perder sua qualidade rapidamente, como o giro é diário, nem sempre ele enfrenta problemas dessa natureza.

As outras duas especificidades são muito importantes, porém, não estão associados diretamente à batata. Ambas dizem respeito ao conjunto de produtos comercializados pelos varejistas no mercado ou na feira. As altas especificidades locacional e relacionada à marca estão diluídas pelo número de produtos comercializados. A especificidade locacional refere-se à localização adequada da firma, que é um dos determinantes dos resultados das vendas dos produtos. Esse não é problema para maioria dos varejistas da batata reno, pois vendem seus produtos em mercados municipais ou mercearias, conhecidos pelos consumidores como locais de referencia para a obtenção de frutos e hortaliças. Conforme a pesquisa, todos os varejistas afirmaram que a localização é ideal. A especificidade de marca é a imagem que os varejistas desfrutam junto aos seus clientes ou, mais precisamente, a perda da reputação caso os consumidores não encontrem todos os produtos que desejam. Apesar de ser mais importante que a primeira, a especificidade de marca se dilui frente à variedade de itens disponíveis na loja, perdendo sua relevância. Os varejistas entrevistados comercializam tomate, cebola, legumes e por vezes feijões, além da batata. Nesse caso, está-se tratando do pequeno e médio varejo. No caso do grande varejo, tal especificidade é ainda menos importante devido ao número elevado de itens comercializados.

A especificidade de marca também está ligada à construção de um nome, de uma marca, de uma reputação em um determinado mercado, posicionamento de um determinado produto, marketing, promoção de vendas, etc. Nas cidades de Chimoio, Nampula e Tete, os consumidores têm preferência pela batata da região do planalto de Angónia, a variedade Rosita por ela possuir maior quantidade de matéria seca, o que reduz a quantidade de óleo usado durante a fritura (ativo físico), pelas possibilidades de produzir chips e pela resistência à perecibilidade. Em média dura 1 mês, se armazenada nas condições normais de temperatura e pressão (ativo temporal). No campo verificou-se que esta variedade é cultivada há 21 anos e os pequenos produtores resistem a substituir a semente por novas variedades mais produtivas. Ela adquiriu uma espécie de “marca” nesses mercados e dos países vizinhos (Malawi e Zâmbia). Segundo os atacadistas nas transações realizadas, 63 % correspondem à variedade local, e 37 % às variedades brancas (BP1, B3), o que mostra o caráter de marca conquistado pela variedade local. Nos mercados de Beira e Quelimane, há preferência pelas variedade de polpa branca importadas. Contudo, tem havido um aumento gradual no consumo da batata nacional.

As transações que ocorrem diariamente para o varejista dos mercados e feiras estão sujeitas a risco e incerteza quanto à qualidade. O produtor vende a batata embalada em sacos opacos e não admite que os compradores abram o saco para selecionar a batata. Ao comprar batata nessas condições, há riscos de a qualidade ser baixa. Os varejistas não podem ficar sem batata para oferecer ao consumidor e, além disso, esse produto dever ser da qualidade melhor possível. Esses riscos são baixos, pois os varejistas entrevistados compram os produtos com produtores de confiança, que são respeitados por fornecer batata de boa qualidade e a incerteza é baixa devido a maior frequência nas transações.

7.1.3.2 Formas de governança e arranjos contratuais - T3

As transações verificadas entre os produtores e varejistas apresenta duas formas de governança - uma de mercado spot e hibrido cuja as características são semelhantes a transação anterior.

Na transação de mercado os produtores que realizam a venda aos varejistas e aos consumidores. Esse grupo representante 24% dos pesquisados que fazem a comercialização da batata nos mercados e feiras rurais. O produtor utiliza baldes de 20 litros. As transações envolvem quantidades pequenas e podem levar semanas para se repetir, impedindo-o de construir sua reputação junto aos agentes que necessitam realizar compras quase diariamente. Não há nenhum planejamento para a produção ou a comercialização, visando atender o mercado com regularidade, e a área da sua propriedade é muito pequena em comparação com a de produtores, o que resulta em falta de flexibilidade para se ajustar às oscilações de demanda imposta pelo mercado. O nível de conhecimento técnico sobre a atividade agrícola é alto, visto ser tradição cultivar batata. Entretanto, o uso de tecnologia de produção é baixo. As razões para esse produtor utilizar unicamente a estrutura de mercado estão relacionadas, sobretudo, à sua incapacidade de manter uma oferta constante e regular de produtos.

Na relação entre o produtor e varejista (T3), os contratos são preponderantemente informais e a falta de monitoramento da qualidade do produto no momento da entrega pelo produtor permite o surgimento do comportamento de risco moral por parte do varejista (oportunismo pós-contratual20). Ao mesmo tempo, o produtor possui mais informação a respeito da qualidade do produto comercializado, permitindo o surgimento de problemas associados à seleção adversa (oportunismo pré-contratual)21. O oportunismo surge devido

20 Oportunismo pós-contratual refere-se ao risco moral e informação oculta. 21

O oportunismo pré-contratual surge quando uma parte possui algum tipo de informação privada que afetará negativamente a outra parte na vigência do contrato (MACHADO, 2002)

principalmente à assimetria no domínio das informações é possível que uma parte em uma negociação leve vantagem para si decorrente do desconhecimento da outra parte contratante sobre algum aspecto relacionado à mesma. O efeito reputação fornece a salvaguarda necessária ao cumprimento dos contratos.

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