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Estimation des coûts et calendrier de mise en œuvre du PGPP

Dans le document PLAN DE GESTION DES PESTES ET DES PESTICIDES (Page 119-148)

CHAPITRE VI. PLAN DE GESTION DES PESTES, DES PESTICIDES ET DES DECHETS

6.5 Estimation des coûts et calendrier de mise en œuvre du PGPP

A transação T4 refere-se à relação comercial entre atacadista e varejista. Como foi observado, os atacadistas ambulantes usam embalagens opacas e, como não existem normas de classificação e padronização nacionais, o processo de comercialização não é fiscalizado. Há riscos de oportunismo por parte dos comerciantes atacadistas ambulantes na venda da batata, ao colocarem batata de boa qualidade na superfície do saco e a e baixa qualidade no fundo do saco. Os varejistas dos mercados urbanos e suburbanos reclamam muito desse oportunismo.

Kherallah & Kirsten, (2002) constataram que os comerciantes (atacadistas e varejistas) com maior rede social estão em melhores condições de usar capital intensivo nas atividades de comercialização, tais como comércio atacadista e transporte de produtos agrícolas para regiões mais distantes, enquanto os intermediários com fraca rede social enfrentam barreiras à entrada em segmentos de mercado mais lucrativo. Intermediários com melhores contactos parecem que também têm mais vendas e maiores lucros brutos (KHERALLAH & KIRSTEN, 2002).

Na cadeia, os atacadistas que transacionam por confiança e amizade representam 75%, por contrato formal 4% e por encontro casual 21% (ver tabela 34). Como pode se observar existe uma tendência de as transações se efetuarem dentro da confiança e reputação, o que fortalece as relações contratuais entre os dois segmentos.

Tabela 34. Relações do atacadista com fornecedores e clientes Perguntas feitas

Repostas

Percentagem (%)

Relacionamento com fornecedores e clientes

Confiança e amizade 75 Contrato informal (reputação) 4 Encontro casual 21 Redes sociais

Número de amigos no negócio 88 Parcerias no negócio 8 Número de familiares 4

Segundo Azevedo (1997), “a repetição de uma transação possibilita, que as partes adquirem conhecimento mútuo, que se construa uma reputação em torno de uma marca e que se crie, em alguns casos, um compromisso confiável entre as partes”. Para Furlanetto (2002), “a confiança é tipicamente uma característica específica a uma relação entre uma ou mais partes. A confiança é critério que o comprador usa para avaliar o fornecedor e desenvolver relações, representando um investimento com retorno a longo prazo”.

Segundo Faulin e Azevedo (2003), o fato de ser uma característica específica faz com que a confiança não seja necessariamente transitiva, não podendo ser transferida para terceiros. As implicações desse fato sobre a análise de subsistemas estritamente coordenados baseados em confiança são profundas. A expansão, para outras regiões, de um sistema que é localmente competitivo é intrinsecamente limitada pelo fato de o principal elemento que sustenta a coordenação nesses sistemas − a confiança − não poder ser replicado com facilidade. Além disso, se algum dos segmentos do subsistema − por exemplo, seus canais de distribuição − perderem a competitividade, todo o subsistema é afetado, uma vez que não é possível substituir os canais de distribuição mantendo o grau de confiança que sustenta a relação.

7.1.4.1 Atributos das transações As especificidades de ativos

Nesta transação, o atributo frequência permanece o mesmo para o varejista. A especificidade temporal é mais elevada, uma vez que o fluxo do produto apresenta uma transação a mais. Verifica-se o aumento da incerteza associada à qualidade do produto e o aparecimento da incerteza ligada à disponibilidade do produto desejado pelo varejista. No caso do atacadista, a transação apresenta a especificidade de ativos de capital humano ativo, físico e temporal. As duas formas são idênticas às encontradas na transação T2. A relevância da especificidade temporal é menor para o atacadista em razão do giro diário do produto. A transação é altamente freqüente, pois ocorre diariamente, mas está sujeita a diferentes incertezas nos agentes. O atacadista ambulante defronta-se com o risco de interrupção de compra dos varejistas. Tendo em vista que o atacadista ambulante trabalha com giro de vendas, perder varejistas compromete de imediato seu desempenho, principalmente no caso de supermercados e de mercearias, onde há fortes barreiras à entrada para fornecimento.

Nos mercados varejistas das cidades de Quelimane e Beira, os comerciantes varejistas adquirem a batata a crédito e pagam depois da venda de 50% do produto. Em alguns casos existem varejistas que vendem a produção do comerciante atacadista em troca de comissão

por cada saco transacionado. Nesse caso, podem ser chamados de “corretor do mercado”, por venderem a produção em troca de comissão.

Em relação ao oportunismo dos varejistas para com os comerciantes atacadistas, as divergências estão entre as diferenças de preços da batata recebidas pelo atacadista e aqueles pagas pelos consumidores. Esse fator leva os atacadistas a desconfiarem de que os varejistas estejam se apropriando de forma oportunista, não repassando os mesmos percentuais de preço à batata. A ampliação da racionalidade do atacadista por meio da troca de informações em todos os níveis e pelo estabelecimento de padrões e normas funcionaria como um redutor de diferenças cognitivas, fazendo com que se ampliem a cooperação entre os agentes e se reduziram os custos da transação.

Como redutores de incerteza para os atacadistas, existe idoneidade dos varejistas compradores que cumprem com os contratos informais. Em casos de falhas, a existência de muitos mercados suburbanos, que garantem a aquisição do produto devido ao preço baixo em relação ao importado, reduz também a incerteza da venda do produto.

Os varejistas têm na qualidade a maior incerteza, o que faz com que adotem mecanismos de controle da batata para garantir a qualidade do produto nas transações posteriores. Os varejistas, assim como supermercados, mercearias, restaurantes e centros sociais, compram geralmente a batata selecionada. Assim, os atacadistas com contratos com essas instituições selecionam a batata ainda estando na exploração agrícola para reduzir os constragimentos devido à devolução do produto.

7.1.4.2 Formas de governança T4

A batata é comercializada sem classificação e padronização, resultando em baixa especificidade associada à marca, e com muitos atributos passíveis de diferenciação, caracterizando um produto de alta especificidade física. Por ser um produto perecível, sua especificidade temporal é significativa, e sua comercialização deve ser efetuada num prazo relativamente curto (poucos dias), sem o que o elo passe a apresentar alterações nas suas características, levando à perda do seu valor comercial.

Nesse sentido, as transações observadas apontam para duas formas de governança: transações com distribuidores, tais como supermercados e mercearias, que ocorrem por contratos implícitos, e transações com os demais distribuidores, o que ocorre via mercado.

Como foram observadas em transações anteriores, as formas híbridas de governança ocorrem entre os agentes nas transações envolvendo batata da variedade BP1, de qualidade superior. A necessidade de obtenção de maneira contínua de batata de alta qualidade, visando

atender principalmente às necessidades do consumidor, faz com que os atacadistas busquem novos arranjos contratuais que permitam reduzir a incerteza quanto à qualidade e à disponibilidade do produto. A presença de risco associado à perda de reputação surge como a principal salvaguarda contra quebra contratual associada à não entrega do produto ou à entrega de produto com qualidade inferior à estipulada.

A forma do mercado governa as transações que envolvem contratos informais entre os parceiros. A parceria ocorre entre os atacadistas ambulantes e os varejistas de feiras e mercados municipais. Os comerciantes varejistas recebem a batata a crédito como condição de vender parte do produto do atacadista ambulante. O varejista tem a vantagem de obter mercadoria a crédito enquanto o atacadista tem vantagem de voltar de imediato aos mercados rurais para a compra de nova mercadoria sem esperar que acabe toda a batata.

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