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Autres ennemis des cultures pluviales

CHAPITRE IV : SITUATION DE REFERENCE DE LA LUTTE ANTIPARASITAIRE, DE

4.1 Etat des lieux sur les ennemis des cultures et leur gestion

4.1.1 Ennemis des cultures pluviales

4.1.1.4 Autres ennemis des cultures pluviales

A função de distribuição e comercialização é executada por produtores, comerciantes ambulantes atacadistas e varejistas16. As mercearias, supermercados, os varejistas das feiras urbanas e os mercados centrais urbanos são os que comercializam para o consumidor.

16

Os ambulantes têm a sua ação direta em dois níveis, com funções diferentes em cada nível. Os ambulantes varejistas compram a batata para vendê-la no nível varejista, diretamente aos consumidores. O capital e as quantidades são pequenas. O produto é normalmente vendido nos mercados informais, em sacos, com 10 kg, ou em latas de 5 a 20 litros.

Os ambulantes atacadistas trabalham com um maior volume de capital. Esses ambulantes atacadistas arriscam- se, porque os riscos de mudança nos preços e de falta de transporte são frequentes. Por isso, trabalham de uma forma rápida, procurando comprar e vender tudo em menos de duas semanas. Para vender o produto, geralmente vão aos mercados formais e informais, restaurantes, lojas, mercearias e supermercados. A maioria vende em sacos aos varejistas dos mercados das zonas urbanas.

UNIDADES DE PRODUÇÃO

(Pequenos e Médios produtores)

Comerciantes ambulantes atacadistas e varejistas

MERCADO ATACADISTA RURAL (Biri-wiri em Tsangano)

68.734 toneladas.

VAREJISTAS DOS MERCADOS

URBANOS, SUBURBANOS, MERCERIAS,

FAST FOOD etc.

Zona centro: Cidades da Beira e Chimoio e,

cidade e província de Tete

Total comercializado 29.282 toneladas

CONSUMIDOR FINAL 43.662 toneladas

EXPORTAÇÃO Malawi, Zâmbia e outros

50,31 %% 38,50 % 9,15 % 24,81 % Comerciantes ambulantes atacadistas

VAREJISTAS DOS MERCADOS URBANOS E SUBURBANOS MERCERIAS, FAST FOOD etc

Zona Centro: Quelimane e Mocuba

Zona Norte: Cuamba, Nampula e Nacala –

Exportação Somália

Total comercializado 13.834 toneladas

Em geral, os ambulantes cumprem as seguintes funções nos mercados: i) acumulam (comprando aos poucos) produto dos produtores; ii) obtêm e comunicam informações sobre a oferta e procura nas zonas urbanas e rurais; iii) assumem riscos, sobretudo o risco das mudanças nos preços e o risco de roubo no processo de transporte; iv) movimentam capital no processo de compra; v) armazenam até conseguir quantidades suficientes para viajar; vi) alugam transporte, e vii) distribuem o produto pelos mercados varejistas. A partir dos mercados atacadistas (T5), a batata é distribuída para o mercado varejista, composto por mercearias, feiras, etc., responsáveis pela venda ao consumidor (T6).

A pesquisa indica que existem aproximadamente 240 intermediários, dentre atacadistas ambulantes, atravessadores e produtores verticalizados, que fazem a distribuição da batata da região do Planalto de Angónia. A província de Tete lidera com cerca de 190 intermediários (130 produtores verticalizados e 70 atravessadores dos mercados rurais). Em segundo lugar, vem a província de Nampula com 22 atacadistas, em terceiro, Quelimane, com 14; em quarto, Beira com 10, e por último estão as cidades de Chimoio e Cuamba, com 5 e 3 atacadistas respectivamente.

Os resultados da pesquisa mostram que na distribuição da batata predominam os homens. Dos 24 entrevistados, somente 4% eram mulheres. O nível de formação dos atacadistas varia entre o primário e o secundário. Os atacadistas com nível primário representam 62 %; com nível secundário 16%; e os sem formação 21%. Os atacadistas com conhecimentos básicos na gestão de pequenos negócios representam 24% do total. Segundo a pesquisa, 79% dos atacadistas afirmaram que fazem pesquisa de preços em todos os mercados de batata da região.

Os negócios de batata in natura são realizados em pequenas operações iniciadas e administradas pelos proprietários, apoiadas em média por um empregado. Entretanto, somente 42% dos atacadistas têm empregados no controle das vendas. No mercado da batata reno a proporção de pequenas empresas com gestão própria representa 96% dos intermediários que vendem a batata. Há uma especialização dentro do mercado, visto que 95% dos entrevistados se dedicam somente à venda da batata reno, e os outros 5% vendem, além de batata, tomate, alho, cebola e outras hortaliças. A tabela 18 apresenta as características dos atacadistas ambulantes.

Tabela 18. Características dos comerciantes ambulantes atacadistas

Perfil dos intermediários na comercialização da batata reno Percentagem (%)

Nível de escolaridade

Sem formação 21,6

Nível primário 62,2 Nível secundário 16,2

Atividade principal do intermediário

Venda por atacado 54,2 Venda a retalho 16,7 Venda no atacado e a retalho 29,2 Formação em gestão de negócios Com formação 24,3 Sem formação 75,7 Pesquisa mercado e preços Fazem pesquisa de preços 79,2 Não pesquisam preços 20,8

Número de anos fazendo negócio

1 a 3 anos 12,5

4 a 5 anos 4,2

Mais de 5 anos 83,3 Número de anos no negócio da

batata reno

1 a 3 anos 16,7

4 a 5 anos 12,5

Mais de 5 anos 70,8

Fonte: Elaboração pelo autor com base em dados da pesquisa

Os atacadistas mais antigos têm meio de transporte próprio. Dentre as firmas entrevistadas, somente 12% investem em meios próprios de transporte, 84% alugam o transporte e 4% usam o transporte no retorno às cidades. No armazenamento, os comerciantes alugam espaço em armazéns existentes nos mercados, com capacidade de até 50 toneladas. A capacidade média de armazenamento dos comerciantes dentro do mercado varia consideravelmente. Os atacadistas ambulantes do mercado Kwachena têm um armazém com uma capacidade de 50 toneladas, seguido pelo armazém do mercado central de Quelimane com capacidade para 25 toneladas e, por último, o mercado Maquinino, com 10 toneladas. À exceção do mercado Maquinino, todos outros armazéns são de construção precária. As paredes são de estacas e caniço e a cobertura é feita com capim e plástico. De acordo com os entrevistados, para venderem 1,0 tonelada de batata levam em média 1 dia no período seco e 3 dias no chuvoso.

Relativamente aos meios de comunicação, a proporção de comerciantes com telefone celular é de 100%, e aqueles os com acesso ao telefone fixo representam 85 %. Em geral, todos os comerciantes ambulantes usam o telefone para o negócio. A tabela 19 mostra os ativos dos atacadistas e as formas de conservação da batata reno.

Tabela 19: Ativos dos atacadistas, fontes de informação e vias de acesso

Conservação, transporte e acesso à informação Percentagem (%)

Armazenamento

Relento 54,2

Armazém de material precário 41,7 Bancas de comercialização 4,2 Transporte Próprio 12 Alugado 84 Público 4 Telefone Celular 100 Fixo 85 Conhecimento de informação sobre o produto e os preços de outras regiões

Sim, todas as regiões do distrito 25 Sim, todas as regiões do Vale Zambeze 29,2 Sim, outras províncias 20,8 Não, somente da região onde compra 25 Fonte de informação do produto

e preços

Outros comerciantes 88,9

Estivadores 11,1

Estados das estradas rurais Estradas com condições mínimas 58,3 Estradas muito danificadas 41,7

Fonte: Elaboração pelo autor com base em dados da pesquisa

Todas as grandes cidades das regiões centro e norte têm bancos de micro-finança que apoiam os pequenos negócios. Somente 4% dos comerciantes atacadistas ambulantes tiveram acesso ao crédito. A maior parte não sabe da existência de serviços de crédito para os pequenos negócios. Os poucos que sabem da existência do crédito não estão interessados em contrair dívidas devido às exigências dos bancos.

As áreas de produção com excedentes e com deficit estão geograficamente dispersas .As zonas com deficit e as de maior consumo localizam-se nos centros urbanos das 10 províncias de Moçambique. A dispersão das áreas de produção de excedentes e das áreas de maior consumo proporciona um baixo fluxo inter-regional da batata. Na figura 19 está representado o mapa de fluxo de batata do vale do Zambeze.

Figura 19: Mapa de fluxo de batata do vale do Zambeze Fonte: Elaboração pelo autor, com base em dados da pesquisa

Os fluxos da batata reno na região do Vale do Zambeze são dispersos. Das regiões produtoras partem os fluxos para os mercados terminais rurais e mercados dos centros urbanos. A análise da distribuição realizada por atacadistas ambulantes e por produtores verticalizados mostra que o mercado de Biri-wiri é o principal local da venda da batata. Nesse mercado, foram realizadas 64% das transações, seguido do mercado de Kwachena e arredores da cidade de Tete com 15%, e na terceira posição vem o mercado de central de Quelimane, com 9% dos entrevistados. Os outros mercados foram Maquinino e a cidade de Nampula. A tabela 20 mostra os principais mercados, a quantidade e o valor arrecadado por cada mercado nas transações.

Tabela 20. Participação no mercado e valor da transação na safra 2007/08

Mercado de venda pelo produtor

Distância entre zona de produção e o mercado

Participação no mercado e valor da transação safra 2007/08 Estrada degradada (km) Boa estrada (Km) Total (Km) Participação no mercado (%) Quantidade média vendida por transação (ton.) Preço de venda menos custo transporte (U$S/kg) Valor médio da transação (US$) *103 Biri-wiri (Tsangano) 68 68 61,54 68.734 0,21 14.434 Khachena e outros (Tete) 20 224 244 21,62 24.152 0,39 9.419 Faina Nampula 277 503 800 5,13 5.725 0,78 4.466 Central -Quelimane 850 7,12 7.956 0,72 5.728 Maquinino - Beira 50 800 850 4,01 4.480 0,56 2.509 25 de Junho - Chimoio 50 600 650 0,58 650 0,66 429

Total 388 1.584 1.992 100 111.697 36.985

Fonte: Elaboração pelo autor, com base em dados da pesquisa

A distribuição distrital da batata reno é assegurada por meio de bicicletas, tratores e pequenos caminhonetas de até 7 toneladas. O setor de transporte que predomina nesse nível é o informal. O transporte do mercado terminal até os mercados das principais cidades é efetuado pelo setor “formal”, mais veículos estrangeiros (a operarem ilegalmente).

O Mercado da cidade de Nampula, que fica a cerca de 800 km, é o que tem o preço mais alto por kg de batata transacionada (U$S 0,78/kg). No preço foi subtraído o custo do transporte. Em segundo lugar, vem o mercado de Quelimane, com U$S 0,72/kg e o de Kwachena, com U$S 0,25/kg. Esses mercados são todos nacionais. O mercado de Biri-wiri para onde converge toda a produção, apresenta o preço mais baixo, U$S 0,21/kg. O valor médio por transação em um mercado dado é calculado como o produto dos quilos médios vendidos por transação pelo preço de venda, menos o custo de transporte. No total as transações rederam cerca de 31 milhões de dólares americanos. O mercado de Biri-wiri é o líder, tendo movimentado cerca de U$S14,4 milhões, seguido de Kwachena, com cerca de 9,4 milhões, e o mercado de Quelimane com cerca de 5,7 milhões.

Do mercado terminal de Biri-wiri partem os fluxos que levam a batata aos mercados nacionais, nomeadamente Cuamba, Nampula e Quelimane, e as exportações para Malawi e Zâmbia. Por vezes, do Malawi a batata é transportada até Nacala, donde é exportada para a Somália. A batata que fica no Malawi alimenta as fábricas de produção de chips e o consumo doméstico. Na safra agrícola de 2007/08, foram comercializadas 58,4 mil toneladas nesse mercado. A tabela 21 mostra as quantidades e os principais destinos da batata que sai de Biri- wiri.

Tabela 21. Quantidade de batata transacionada no mercado de Biri-wiri em 2007/8 Principais destinos da batata do mercado de Biri-wiri Localização em relação a Tsangano (produtor) (km) Quantidade transacionada na safra 2007/08 (Ton.) Variedades transacionadas

Cidade de Nampula 780 5.711 Rosita

Cidade de Cuamba 300 167 Rosita

Cidade de Quelimane 820 7.956 Rosita e BP1 Malawi (Blantyre) 10 a 150 44.456 Rosita Zâmbia e outros países --- 10.444 Rosita

Total geral 68.734

Fonte: Elaboração pelo autor com base em dados da pesquisa

Dados obtidos no posto fronteiriço de Biwi-biri indicam que 385 atacadistas ambulantes nacionais solicitaram documentos para atravessar a fronteira do Malawi para Moçambique. Esse número está distribuído do seguinte modo: 273 atacadistas ambulantes de Nampula; 94 da província da Zambézia e 18 da província de Niassa. Com tais dados, pode-se estimar para os mercados de Nampula, que correspondem a 22 atacadistas de Nampula, 9 atacadistas em Quelimanee e 3 atacadistas em Cuamba. As atividades comerciais desses intermediários são realizadas ao longo de todo ano (ver a tabela 22).

Tradicionalmente, os atacadistas ambulantes aguardavam que os produtores levassem a batata reno até aos mercados rurais que ficam nas margens das estradas nacionais. Devido às exigências de qualidade pelos consumidores e à existência de muitos concorrentes, os atacadistas passaram a deslocar-se das explorações agrícolas duma província para outra, à procura de batata reno, enquanto outros vão aos mercados terminais de Biri-wiri. Na pesquisa, observou-se que 63% dos atacadistas compram na fazenda e 37% no mercado de Biri-wiri. Nas transações no mercado de Biri-wiri, os atacadistas compram principalmente com o produtor 71%, e os restantes 29% com atravessadores do mercado.

Tabela 22: Estrutura e relações no mercado nas transações do atacadista

Estrutura de mercado Percentagem

(%) Batata mais consumida no Vale do Zambeze Variedade local (Rosita) 60

Variedades brancas (BP1, B3, etc.) 40 Local de aquisição da batata Fazenda 63 Mercado do Biri-wiri 37 Principal fornecedor no mercado terminal Produtor 71 Atacadista do Biri-wiri 29

Principal mercado de venda da batata pelo atacadista

Mercado Kwachena (cidade de Tete) 25 Mercado da Faina (cidade de

Nampula) 21

Mercado central (cidade de

Quelimane) 17

Mercado Maquinino (cidade da

Beira) 17

Mercado Biri-wiri 8 Mercado 25 de Junho (cidade de

Chimoio) 8

Mercearia (cidade de Cuamba) 4

Principais entraves na aquisição e comercialização do produto

Falta de capital 83 Vias de acesso destruídas 8 Falta de armazenamento 5 Baixa qualidade do produto 4 Problemas de transporte Transporte regular 69

Transporte deficiente 31 Número de dias à espera de transporte Menos de 2 dias 74 Entre 2 e 5 dias 26 Existe dificuldade de oferta do produto no mercado Sim 54

Meses com maior número de transações

Setembro 13

Novembro 21

Dezembro 33

Número médio de cliente nos centros urbanos das cidades 5 (pessoas) Número médio de clientes nos centros urbanos dos distritos 2 (pessoas)

Fonte: Elaboração pelo autor com base em dados da pesquisa

Os atacadistas indicaram novembro e dezembro como sendo os melhores meses para as transações, seguidos do período de junho e setembro, com 33,1% do volume das transações. No período chuvoso, a variedade mais transacionada é a local, por ser a mais resistente às variações de temperatura e umidade. Segundo a pesquisa, 54,2% dos atacadistas vendem somente por atacado, 29% vendem também no varejo e os outros 17% vendem somente no varejo.

O perfil das cidade da Beira e Chimoio está mudando. Segundo os atacadistas que no início adquiriam somente variedades brancas, com o passar dos anos foi sendo introduzida a

variedade Rosita. Atualmente, existem consumidores que só preferem essa variedade. Os atacadistas têm como clientes os varejistas dos mercados formais, dos mercados informais, supermercados, restaurantes e bancas de fast food. No grupo dos varejistas dos mercados e feiras, cada atacadista tem em média 5 clientes fixos locais e 2 clientes de regiões distante do mercado terminal da cidade do intermediário.

Do mercado de Kwachena e das explorações agrícolas de Banga partem os fluxos que levam o produtos até aos mercados de Biri-wiri, para as vilas dos distritos produtores e toda a província de Tete, para os mercados urbanos das cidades de Tete, Beira e Chimoio. Cerca de 65 atacadistas ambulantes fazem essa distribuição o que representa 27% dos intermediários do mercado. Os mercados da Beira, Chimoio e Quelimane além de receberem batata de Angónia e Tsangano, também recebem batata da variedade BP1 do distrito de Gorongosa (Vale do Zambeze), produção local e a importada da África do Sul. Essa variabilidade da oferta de batata sugere a existência de classes sociais com exigências diferentes e com consumos distintos.

Os intermediários de Quelimane compram 90% da variedade BP1 e 10% da Rosita; as da Beira e Chimoio, 80% da BP1 e 20 % da Rosita; os de Cuamba e Nampula compram somente a variedade Rosita, e os da cidade de Tete compram 70 % BP1 e 30% da Rosita. A diferença nas preferências dos consumidores é histórica. Enquanto as cidades da Beira, Chimoio e Quelimane, antes do início da produção em escala, sempre foram abastecidas por variedades BP1 e outras brancas importadas da África do Sul e Zimbabwe, os outras sempre consumiram batata nacional do planalto de Angónia para Tete, e Niassa para Cuamba e Nampula (ver a tabela 23).

Tabela 23. Quantidade de batata reno transacionada nos mercados nacionais na safra 2007/08

Mercado Localização em relação à unidade produção (Km) Quantidade transacionada safra 2007/08 (ton./ano) Quantidade de variedades transacionadas (ton./ano) Número de atacadistas por mercado BP1 Rosita Nhennha (Ulóngué) 60 3.582 537 3.045 ND Mercados rurais (Tsangano) 40 6.560 328 6.232 ND Kwachena (Tete) 250 14.010 4.203 9.807 50 Maquinino (c. Beira) 850 4.480 700 280 10 25 de Junho (C. Chimoio) 650 650 360 290 5 Total 1.850 29.282 6.128 19.654