8 More Definite Clause Grammars
8.2 Extra goals
EMPRECORDE 2. Telecurso de desenvolvimento comunitário. Produção da AED (Agência de Educação para o Desenvolvimento). Brasília-DF: AED; Sebrae; Projeto DLIS; PNUD; Unesco; Arca, 2004 (?). 3 fitas para vídeocassete , VHS, son., color. Fita 1: primeiro capítulo – A rede interna do desenvolvimento comunitário (1h13’ ); Fita 2: segundo capítulo – Metodologia do DLIS (1h37’ 10” ), Fita 3: terceiro capítulo – Conectando-se à rede externa do desenvolvimento comunitário (20’ 47” )
FRANCO, Augusto de Franco. O lugar mais desenvolvido do mundo: investindo no capital social para promover o desenvolvimento comunitário. Brasília-DF: Agência de Educação para o Desenvolvimento, 2004. 244 p. (este livro integra o Emprecorde 2)
PAULA, Juarez de. DLIS passo a passo: como atuar na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável. Brasília: Agência de Educação para o Desenvolvimento, 2002. 68 p.
Escopo
A Metodologia DLIS foi desenvolvida pela AED (Agência de Educação para o Desenvolvimento) ao final de 2002. “ O Programa AED foi iniciativa pública do Sebrae, em parceria com o PNUD, com a Unesco, com o antigo programa Comunidade Ativa (substituído pelo Projeto DLIS no final de 2002) e com a ARCA – Sociedade do Conhecimento [...].” (EMPRECORDE 2. Texto do folheto que acompanha o telecurso. p. 3)
O Emprecorde 2 (palavra concebida a partir da fusão de outras duas palavras – empreender – e core – relativo a “ coração” , resultando em “ empreender com o coração” ), de acordo com o vídeo, é voltado a comunidades que estão começando o seu processo de “ desenvolvimento local” .
Escrevi este livro pensando nas pessoas que desejam fazer alguma coisa para mudar a realidade das localidades onde moram. São pessoas inquietas, inconformadas, às vezes rebeldes, mesmo quando silenciosas e discretas. Pessoas que sabem intimamente, mesmo sem verbalizar, que não há desenvolvimento sem mudança e que para mudar alguma coisa é preciso parar de repetir o passado e começar, no presente, a inventar o futuro desejado. (PAULA, 2002, p. 6)
1. Pressupostos Referências teóricas
Augusto de Franco, Amartya Sen, Muhammad Yunus, Francis Fukuyama, Robert Putnam, Fritjof Capra, entre outros.
Conceito de comunidade explicitado
O “ local” [que representa a letra “ L” da sigla “ DLIS” ] é entendido aqui como qualquer recorte sócio-territorial delimitado a partir de uma característica eletiva definidora de identidade. Pode ser uma característica físico-territorial (localidades de uma mesmo micro- bacia), uma característica econômica (localidade integradas por uma determinada cadeira produtiva), uma característica étnico-cultural (localidades indígenas, ou de remanescentes de quilombos, ou de migrantes), uma característica político-territorial (municípios de uma microrregião) etc. Enfim, o recorte do “ local” depende do olhar do sujeito e dos critérios eletivos de agregação. (PAULA, 2002, p. 17)
Modelo de desenvolvimento / mudança social explicitado
Paradigma do desenvolvimento endógeno: desenvolvimento local integrado sustentável.
O conceito de DLIS parte do pressuposto de que o crescimento econômico é necessário, mas não é suficiente para promover o desenvolvimento. Desenvolvimento é um fenômeno que ultrapassa o econômico. O sentido do desenvolvimento deve ser o de melhorar a qualidade de vida das pessoas (desenvolvimento humano), de todas as pessoas (desenvolvimento social), das pessoas que estão vivas hoje e das que viverão no futuro (desenvolvimento sustentável).
Fazer o desenvolvimento humano, social e sustentável nos desafia a pensar um novo conceito de desenvolvimento que articule a dinamização do crescimento econômico com outros fatores, como o capital humano, o capital social, o capital empresarial e o capital natural. (PAULA, 2002, p. 11)
Conceito de desenvolvimento de comunidade explicitado
O DLIS fundamenta sua estratégia em aspectos como: - a participação organizada da comunidade local; - a parceria entre Estado, mercado e sociedade;
- a capacitação continuada para o planejamento e a gestão compartilhada do desenvolvimento;
- a oferta articulada e convergente de investimentos governamentais e não- governamentais;
- a difusão da cultura empreendedora e o apoio ao empreendedorismo local;
- a oferta adequada de crédito para micro e pequenos empreendedores através de instrumentos de crédito produtivo popular (microcrédito).
[...]
O centro da estratégia de promoção do DLIS está na constituição de um colegiado (fórum, conselho ou agência de desenvolvimento local) capaz de planejar e gerenciar, de forma participativa e compartilhada, o desenvolvimento local. Para isso, o colegiado precisa ser plural, representativo, legítimo e democrático, reunindo todas as lideranças locais, formais
e não-formais, de todos os segmentos, setores, movimentos e organizações. (PAULA, 2002, p. 17-18)
Conceito de participação explicitado
O desenvolvimento, sobretudo se o queremos humano, social e sustentável, exige protagonismo local. Os maiores responsáveis pelo desenvolvimento de uma localidade são as pessoas que nela vivem. Sem envolvimento, interesse, compromisso e adesão da comunidade local, nenhuma política de indução ou promoção do desenvolvimento alcançará êxito.
Para obter esse nível de participação da comunidade local, é preciso adotar estratégias de planejamento e gestão compartilhada do processo de desenvolvimento [...]. Tais estratégias permitem à comunidade local, através da experiência prática, o aprendizado necessário para que ela seja capaz de identificar potencialidades, oportunidades, vantagens comparativas e competitivas, problemas, limites e obstáculos ao seu desenvolvimento, a partir dos quais poderá escolher vocações, estabelecer metas, definir estratégias e prioridades, monitorar e avaliar resultados, enfim, obter a capacitação requerida para planejar e gerenciar, de forma compartilhada, o processo de desenvolvimento local. (PAULA, 2002, p. 15-16)
2. Personagens e espaços O agente
A Metodologia DLIS foi desenvolvida para a implementação em comunidades via técnicos externos à comunidade, mas sempre com a participação ativa da comunidade. Ao final do trabalho, espera-se que o protagonismo local impere, e a recorrência a auxílio externo ocorra somente em situações especiais.
Público-alvo
Comunidades, bairros.
3. Etapas e metodologia Princípios
A estratégia de promoção do DLIS é um aprendizado coletivo, um método de aprender fazendo, pelo qual a comunidade local vai aos poucos se capacitando em planejamento estratégico, planejamento executivo, negociação e gestão de projetos, monitoramento e avaliação de resultados etc. Para isso, é preciso proporcionar condições para uma capacitação continuada e, se possível, permanente. (PAULA, 2002, p. 18)
Etapas
A Metodologia está dividida em três grandes momentos: Formação da rede interna do desenvolvimento comunitário; Aplicação da Metodologia do DLIS; e Conectando-se à rede externa do desenvolvimento comunitário. Para a finalidade que cumpre este capítulo, nos
ateremos exclusivamente à etapas propostas pelo segundo momento: a Metodologia DLIS em si.
1. Rede do desenvolvimento comunitário
2. Fórum de Desenvolvimento Local e a Equipe Gestora Local
3. Seminários de Visão de Futuro e de Visão de Passado
4. Diagnóstico Participativo Local
5. Plano de Desenvolvimento Local
6. Agendas de Prioridades Locais
7. Pactos de Cooperação pelo Desenvolvimento Local
8. Capacitação prática para a gestão empreendedora do desenvolvimento
9. Fundação da OSCIP de Apoio ao Fórum de Desenvolvimento Local
10. Conexão à Rede Externa do Desenvolvimento Comunitário
11. Início da Realização das Agendas de Prioridades Locais
12. Continuidade sócio-econômica e sócio-política
13. Fim do primeiro ano e a Primeira Avaliação de Impacto, o Acompanhamento e o
Monitoramento
14. Início do segundo-ano e a continuação da Realização das Agendas de Prioridades
15. Fim do segundo ano e a Segunda Avaliação de Impacto, o Acompanhamento e o
Monitoramento
16. O terceiro ano e a conclusão da Realização das Agendas e Prioridades
17. Terceira Avaliação de Impacto
18. Balanço da Realização das Agendas
19. Revisão do Plano de Desenvolvimento Local
20. Repactuação
21. Formulação das Novas Agendas de Prioridades
22. Início da Realização de Novas Agendas
4. Referência às ciências e/ou aos recursos da comunicação Não há nenhuma menção de forma explícita.