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Context free grammars with features

8 More Definite Clause Grammars

8.1 Extra arguments

8.1.1 Context free grammars with features

HILLMAN, Arthur. Organização da comunidade e planejamento. 3. ed. Tradução de Marília Diniz Carneiro. Rio de Janeiro: Agir, 1974. 356 p.

Escopo

O livro consiste basicamente da tradução da edição original norte-americana para o português, sem nenhuma adaptação para a realidade brasileira ou latino-americana. Não chega a oferecer estratégias metodológicas pari passu, mas é notadamente resultado de extensa e profunda pesquisa em livros, estudos, filmes e relatos de experiências ocorridas quase que exclusivamente nos Estados Unidos.

A justificativa para a publicação deste livro, entre muitos outros dedicados ao mesmo assunto, prende-se ao fato de que procuramos fazer uma escolha e análise das experiências mais recentes em matéria de melhoramento das condições sociais de pequenas comunidades. Através da análise dos problemas e dos processos de colaboração humana num âmbito relativamente limitado, esperamos chegar, não somente a melhor compreensão dos fatores de êxito ou de insucesso na estruturação eficiente das pequenas comunidades, vilas e cidades, como também à indicação de melhores caminhos para a nação e para o mundo. (p. 16)

1. Pressupostos Referências teóricas

Arthur E. Morgan, Robert E. Park, John Dewey, Charles E. Merriam, Carl Taylor, R. M. MacIver, Charles H. Cooley, C. J. Galpin, Henry S. Maine, Ferdinand Tönnies, Émile Durkheim, Louis Wirth, entre muitos outros.

Conceito de comunidade explicitado

A comunidade, como todo agrupamento humano, consiste nas relações entre seres humanos, com tudo mais que representa quanto à diversidade de reações individuais e a forma pela qual se manifesta a interação social. A definição de comunidade deve abranger tanto a variedade de formas físicas quanto sociais. (p. 21-22)

Modelo de desenvolvimento / mudança social explicitado:

Paradigma da modernização. Apesar de não havermos localizado uma citação que explicite o conceito de desenvolvimento e/ou mudança social que embase o livro, tudo aponta para o paradigma da sociedade dual e da modernização, uma vez que o autor propõe justamente a transferência de práticas e mentalidades da democracia norte-americanas para comunidades (urbanas e rurais) consideradas com baixo grau de desenvolvimento.

No último capítulo, apresenta a necessidade de que os projetos de desenvolvimento local, devido à limitação da ação da comunidade, estejam integrados a projetos de esferas superiores, como a estadual e a federal. (p. 313)

Conceito de desenvolvimento de comunidade explicitado

Os conceitos e práticas de “ organização de comunidade” precedem a formulação do termo “ desenvolvimento de comunidade” , constituindo uma evolução quase que linear de um para o outro.

Organização social significa que todos os grupos e instituições estão de tal maneira entrosados que constituem parte de um sistema orientado para um fim comum. A coordenação das atividades dos grupos, portanto, é o âmago da organização social, na medida em que se relaciona com o bem-estar social. O processo da organização da comunidade nunca termina. Quando se pensa que atingiu à perfeição, existirá um elemento estático que não contribuiria para a adaptação da vida comunitária às mudanças ocorridas no ambiente... A organização da comunidade é uma técnica para obter a opinião da maioria sobre os valores mais importantes para o bem comum e os melhores meios de ser este realizado. Os valores considerados fundamentais tornam-se por tal modo parte da cultura de um povo que passam a ser indispensáveis; pertencem já aos costumes. Os novos valores, que aparecem com a modificação do ambiente social, e sobre os quais as opiniões variam, estes constituem a prova do valor da organização da comunidade e dão origem à necessidade de entrosamento. (SANDERSON; POLLSON Apud HILLMAN, p. 31)

Conceito de participação explicitado

“ Podemos firmar, como princípios democráticos, o direito que todas as pessoas interessadas no resultado de uma decisão de caráter normativo, de contribuir para a sua elaboração.” (p. 181)

“ Não é suficiente uma aparência da participação. [...] nas comunidades pequenas, as pessoas – quase sempre muito ligadas – podem participar de tudo o que acontece e na realidade fazer pouco mais do que cuidar dos próprios interesses.” (p. 182)

“ A participação é em parte uma questão de hábito, em parte uma questão de aptidão. Pode constituir um meio de auto-expressão, como um passatempo preferido a outros para as horas de lazer.” (p. 188)

Razões pelas quais a participação ocorre e não ocorre. (p. 188-189)

Formas de fazer com que a participação se torne hábito numa comunidade. (p. 190- 194)

2. Personagens e espaços O agente

“ Nos conselhos comunitários, como em outros órgãos de planejamento da comunidade, há papéis importantes a serem desempenhados pelos profissionais [...] e pelos líderes da comunidade.” (p. 178)

Público-alvo

Pela abrangência das propostas, tudo indica que os públicos vão desde pequenas comunidades (rurais e urbanas) até municípios.

3. Etapas e metodologia Princípios

“ Falar em coordenação das atividades da comunidade pode parecer um modo autoritário de articular planos. Não se trata disso, mas sim de realizar com certa eficiência o planejamento da comunidade. ” (p. 136)

Etapas

Hillman propõe que as comunidades comecem a se organizar por meio da organização (com vistas à institucionalização) dos seguintes mecanismos comunitários: centros de comunidade (p. 138-144), centros sociais (144-150), conselhos de comunidade (p. 151-169) e o fomento ao surgimento de lideranças comunitárias (p. 171-180) e à participação (p. 181- 194). Mais à frente apresenta propostas de projetos específicos para as comunidades, como programas para crianças e adolescentes, programas de recreação, projetos para as relações raciais, para habitação, educação sanitária, educação de adultos, educação familiar e conselhos de igrejas.

Conforme indicamos no início deste texto, o livro não apresenta as ações passo-a- passo necessárias para a consecução desses programas e projetos.

4. Referência às ciências e/ou aos recursos da comunicação

“ As pessoas que vivem numa comunidade estável, em geral estão habituadas a considerar comuns os propósitos que alimentam.” (p. 25)

A sociedade não somente continua a existir pela transmissão, pela comunicação. Há alguma coisa mais, além da analogia etimológica entre as palavras comum, comunidade e comunicação. Os homens vivem numa comunidade em virtude de fatores que têm em comum. O que devem ter em comum para que formem uma comunidade ou sociedade são os ideais, as crenças, aspirações e conhecimentos – uma compreensão comum – enfim, semelhança na maneira de pensar, conforme dizem os sociólogos. Esses elementos não podem passar de uma

pessoa para outra, como se passa de um objeto; nem são repartidos entre as pessoas como se partíssemos um bolo e déssemos um pedaço a cada um. A comunicação que garante a participação numa compreensão comum é aquela que contém disposições emotivas e intelectuais semelhantes – maneira igual de resolver os problemas e aspirações. (DEWEY Apud HILLMAN, p. 24-25)