• Aucun résultat trouvé

Etude des temps de relaxation de monocristaux de même

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 157-161)

3.3 Dispositif expérimental : cellule acoustique n˚2

3.4.5 Etude des temps de relaxation de monocristaux de même

De maneira que, ao tomarmos por base a estreita relação existente entre a idéia de natureza antropocêntrica, instaurada pela sociedade pós-industrial e das relações construídas a fim de se obter o seu crescimento e desenvolvimento, sobretudo político-econômico é que se compreende como as atividades econômicas foram e são geradas. Ou seja, regidas por uma lógica de consumo, em curto prazo, com retornos econômicos imediatos.

Como podemos ver a atividade turística, é historicamente muito recente, sendo instaurada no Brasil pela Embratur, há pouco mais de 40 anos. Porém, esta ação por si só não possibilita o planejamento e implementação destas atividades, sem haver a fiscalização e o devido acompanhamento de seu desenvolvimento, bem como as implicações perante o não cumprimento das normas que regem estas atividades nas localidades.

No entanto, independente do regime político que rege o país, há uma necessidade de condução destas atividades não só pelo viés de seus aspectos ideológicos capitalistas, muitas

52 vezes insustentáveis, mas também pela possibilidade de se gerar uma alternativa política, econômica, social e ambiental mais justa. Dirigidas por uma lógica alternativa que busque a minimização da exploração dos recursos naturais, da opressão de classes sociais, onde a inclusão dos atores sociais locais é imprescindível em todo o processo de desenvolvimento, sem necessariamente romper com o regime político vigente. Sendo, sobretudo, necessário poder analisar o desenvolvimento deste setor com as demais atividades econômicas dominantes no estado de Alagoas.

Nessa perspectiva, o papel do governo nacional enquanto normalizador, orientador e fiscalizador das ações e implementações turísticas reside na necessidade de através de seus macro-projetos inserir ações que possibilitem certa hegemonia através do Plano Nacional de Turismo. E, por sua vez, através do governo estadual torne imprescindível elemento condutor do desenvolvimento local das atividades do turismo sustentável, bem como a adoção dos governos municipais do desenvolvimento das atividades do turismo de natureza, sobretudo nas regiões naturais nas localidades onde estas ocorrem.

Ao discorrer sobre a formação da corrupção e pobreza no Brasil, destacando o estudo deste tema no estado de Alagoas, Lira faz-se entender de forma bastante pertinente, ao discutir sobre o padrão de crescimento excludente em Alagoas:

Pode-se afirmar que, de o processo de destruição, criação e recriação ser próprio do desenvolvimento capitalista, a forma como ele se efetiva apresenta especificidades decorrentes de diferentes formações históricas, econômicas e políticas, e de graus de modernização. Desse modo, mesmo considerando que as formas das atividades pouco desenvolvidas resultam do capital e são explicadas por esse movimento, o desenvolvimento desses sistemas de produção dá-se diferenciadamente, de acordo com determinantes políticas, estruturais e institucionais da economia local, pois um padrão de desenvolvimento constitui-se numa opção estrutural, institucional socioeconômica concreta (LIRA, 2005, p. 86).

Essa busca por entender o comportamento das atividades econômicas em Alagoas, verifica que a atividade turística nesta destinação atravessa grandes dificuldades. Dado ao fato de que:

Nenhum setor econômico de Alagoas – sucroalcooleiro, pecuária ou químico – produz um volume de renda tão alto; nem mesmo reunidos conseguem se aproximar da renda gerada pelos programas federais ao longo do ano. Ou seja, mais da metade da população alagoana depende de recursos federais para sobreviver e, sem esses programas estatais, os municípios não teriam movimento comercial; o quadro de miséria seria muito maior, a tensão social e a violência seriam explosivas (CARVALHO, 2005, p. 59).

53 Nesse sentido, é preciso entender que a analogia sobre o desenvolvimento da atividade turística em Alagoas apresenta-se numa situação ainda mais deficiente. De modo que o mesmo autor ao analisar o desenvolvimento e evolução da atividade turística alagoana afirma:

O turismo cresceu, nos anos 80, as taxas e a rede hoteleira mostrou-se dinâmica, mas a falta de investimentos infra-estrutura estancou esse crescimento. Na última década, começou a perder espaços para outros pólos nordestinos que oferecem o mesmo produto alagoano – praias bonitas, preços baratos e boa infra-estrutura hoteleira – de forma mais diversificada, atraindo os turistas que vêm para o Nordeste. A competição é muito forte, e Maceió, a principal vitrine do turismo alagoano, está com dificuldades de competir com outros destinos regionais (CARVALHO, 2005, p. 57).

Há de se compreender que nos recentes levantamentos de pesquisa realizados no estado revela-se o grande potencial apresentado apenas pelo quadro paisagístico do estado, havendo, portanto, certo retrocesso na análise e condução de desenvolvimento dos aspectos político- econômico e cultural. Pois a população alagoana, em geral, parece ceder às pressões do poder público e privado, resistindo e permitindo as situações abusivas por parte de seus grupos dominantes. Havendo, portanto um descaso tanto com o compromisso nas escolhas, inclusive de seus representantes e/ou gestores na esfera estadual e municipal.

Alagoas registra, portanto, duas grandes e importantes fontes de desigualdades nos rendimentos. A de maior importância são os elevados desvios dos recursos públicos e a segunda, diz respeito a falta generalizada de educação da população residente, que diferencia muito as pessoas e leva o nível de desigualdade dos acessos aos meios básicos de sobrevivência, que por sua vez contribuem para aumentar a concentração de renda na população como um todo (LIRA, 2005, p.82).

De maneira que, os diferentes investimentos na infra-estrutura, no estado de Alagoas, nas formas de empreendedorismo do setor de viagens da região podem ser observados enquanto prioridade, através dos Indicadores do Turismo, com dados respectivos a década de 80. Onde as prioridades nos investimentos econômicos, mais precisamente da atividade turística, através do setor público, podem ser verificadas quando da apresentação de alguns dados emitidos pelos Indicadores de Turismo de 1990 (ALAGOAS, 1990).

A exposição destes dados vem com o objetivo de operacionalizar o Programa Nacional de Regionalização do Turismo em Alagoas. Demonstra-se de certa forma, a convergência no direcionamento dos investimentos nos empreendimentos turísticos tanto pelo setor público quanto pela iniciativa privada, na região do litoral norte.

54 Apesar da situação exposta acima, em 2002 o Plano Estadual de Turismo foi elaborado e mapeado, apresentando nove Zonas de Interesse Turístico (ZITs) através de parceiros dos setores públicos e privados. Atualmente, o governo estadual estabeleceu oito regiões turísticas no estado de Alagoas (Figura 03), que são as seguintes regiões turísticas: Sertão Alagoano, Canyon do São Francisco, Celeiro das Tradições, Foz do Velho Chico, Quilombos, Região Costa dos Corais, Metropolitana e Lagoas dos Mares do Sul, contemplando um total de 102 municípios (ALAGOAS/SETUR, 2005b). PERNAMBUCO SERGIPE BAHIA Traipú Girau do Ponciano Lagoa da Canoa Penedo Piaçabuçú Feliz Deserto Igreja Nova Porto Real do Colégio Coruripe São Sebastião Junqueiro Teotônio Vilela Campo Alegre Limoeiro de Anadia Igaci Craibas Palmeira dos Índios Estrela de

Alagoas JacintoPaulo

São Miguel dos Campos Roteiro

Barra de São Miguel S. Luzia do Norte Satuba Pilar Boca da Mata Anadia

Rio Largo Paripueira Barra de S. Antônio

Passo de Camargjibe São Luiz

do Quitunde

São Miguel dos Milagres Porto de Pedras Japaratinga Porto Calvo Matriz do camaragibe Flexeiras Maragogi Chã Preta Ibateguara Colônia Leopoldina Novo Lino Jundiá Jacuípe Joaquim Gomes União dos Palmares Branquinha Capela Cajueiro Viçosa Murici Messias Atalaia Pindoba Mar Vermelho Maribondo Tanque d’Árca Belém Taquarana Coité do Noia Jaramataia Pariconha Olho d’Água do Casado Piranhas Palestina Água Branca Delmiro Gouveia São José da Tapera Pão de Açúcar Belo Monte Olho D'Água Grande Campo Grande Feira Grande Arapiraca São Brás Mata Grande

Canapi Ouro Branco Inhapi

Senador

Rui Palmeira RiachosDois Olivença Major Isidoro Batalha Cacimbinhas Maravilha

Poço das Trincheiras Santana do Ipanema Carneiros Olho d'Água das Flores Monteirópolis Jacaré dos Homens

Minador do Negrão Quebrangulo Santana do Mundaú

São José da Laje

Campestre

Jequiá da Praia

Região das Lagoas e Mares do Sul Região Costa dos Corais Região Foz do Velho Chico

Região Canyon do São Francisco

Região dos Quilombos Região do Sertão Alagoano

Regiao Celeiro das Tradições Região Metropolitana

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 157-161)