5. CHAPITRE 5 : MODELISATION DE LA TOITURE EN BANCO ET METHODE DE CALCUL DES
5.6. Etude des murs porteurs
Ainda que estejam sendo rapidamente destruídos florestas tropicais, pastagens, recifes de coral, mangues e outros habitats, conforme as evidências expostas, verifica-se uma sutil alteração na consciência social em lidar com este tipo de dificuldade, buscando nas mudanças implementadas pelo homem, maximizar os benefícios, gerando o mínimo de impacto possível ao meio ambiente. Como conseqüência, compreende-se hoje, pelo menos, de maneira mais clara, embora ainda não satisfatória, que as florestas são parte integrante da biosfera, essenciais à estabilização do clima global e ao gerenciamento da água e da terra. São o habitat de inúmeras aves e plantas e elementos
vitais nos sistemas de sustentação da vida de milhões de pessoas que nelas vivem. Produzem bens de consumo direto (inclusive atividades de lazer), terra para cultivo de alimentos, além de representarem capital quando beneficiadas produzindo inúmeros materiais de infra-estrutura, entre outros. De acordo com SHARMA & ROWE (1992), os países que tentam estabilizar as florestas existentes e aumentar os recursos florestais, vêem-se diante de duas questões muito importantes: uma destas seria, como especificar dentro das metas econômicas os limites de preservação florestal, conciliando-o com as necessidades sociais e ambientais planejadas? Uma outra, repousa na identificação do padrão exato de pensamento global, necessário para ajustar-se às tomadas de decisões para reflorestamentos e manejo. Estes fatos são bastante comuns, trazendo perdas financeiras e sociais às regiões atingidas, sem mencionar a dimensão dos efeitos dos impactos indiretos, que podem atingir proporções ainda mais graves. Geram-se diferentes formas de relacionar-se economicamente com o ambiente, caracterizando transformações desnecessárias dos elementos da natureza e recursos naturais florestais (faixas de solo não adequadas a um plantio eficaz), culturais (sítios históricos são descobertos nas etapas de implantação dos projetos, pelos operários), sociais (confrontos futuros com núcleos urbanos, após expansão dos empreendimentos) etc., em situações criadas ou alteradas pelo homem, que em muitos casos geram perdas, impactos negativos, consideráveis para uma determinada região.
Portanto, as respostas às questões acima apresentadas, não se restringem à economia ou ao mercado - mas, evidentemente, o problema envolve importantíssimas considerações ecológicas, éticas, sócio-políticas e de justiça social. Embora a probabilidade de ocorrência de um evento indesejável, possa ser quantificado através de medidas estatísticas (áreas atingidas por incêndios, quantidade de efluentes depositados em rios, perda de solo, etc.) além de visualizada a distância, por outro lado, suas implicações subjetivas, seus riscos inerentes, dependem de uma avaliação individual sobre a situação, sendo portanto de difícil mensuração as suas várias possibilidades de danos ou problemas potenciais. Por exemplo, podemos chegar a um número probabilístico determinado (estatisticamente), sobre incêndio florestais, mas, sua extensão e impactos negativos de modo geral, possuem uma área de abrangência ainda indeterminada, ou melhor, a possibilidade de associação dos múltiplos efeitos destes danos é bastante precária, seja pela pouca quantificação obtida, como pela ausência de melhores indicadores para esta mensuração.
O ideal seria deixar intocadas todas as florestas naturais ainda existentes. Mas não seria uma possibilidade realista, uma vez que todos os países necessitam - de modo real ou perceptível - de progresso econômico e social. A maioria dos países acabará optando por soluções que tentem conciliar objetivos conservacionistas e desenvolvimentistas, para utilizar de várias maneiras as florestas mantidas intactas. Mas caberá a estas nações mostrar à comunidade global, ou seja, arcar com o “ônus da prova”, de que tal utilização é necessária e ecologicamente harmônica.
Tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, os governos vêm investindo cada vez mais em medidas de conservação (como proteção de bacias fluviais e projetos de reflorestamento), por meio de reformas na política ambiental, refletida de modo geral na busca da “gestão prudente dos recursos naturais” e de modo mais específico, na avaliação de impactos e riscos ambientais, fortalecendo as instituições ambientais e introduzindo dispositivos regulamentares ou legais adequados (SERAGELDIM, 1996). No Brasil, o IBAMA (Instituto Nacional do Meio Ambiente), por meio de órgãos específicos como CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), segue também esta tendência, via decretos legais, buscando aprimorar o controle dos recursos naturais e seus impactos sofridos pela ação humana de um modo geral e contínuo.
Percebe-se que a introdução de novas técnicas de manejo florestal, considerando alguns exemplos brasileiros de consorciação, que trabalham com as características da flora nativa, possuem ainda como objetivo maior, o aumento da produtividade, aumento da competitividade via queda dos custos unitários de produção. Porém, com estas alterações, os resultados, apesar dos imensos investimentos realizados, tem se mostrado bem menos agressivos quando comparados as antigas práticas de monocultura de Pinus ou Eucaluyptus.
Assim, devido a curta experiência das empresas, assim como dos órgãos governamentais envolvidos em assuntos de gerenciamento ambiental, comprometem-se florestas ou muitas vezes destroem-nas, pela ausência de integração de todas as partes envolvidas em determinado processo de produção, intimamente relacionadas com o processo de tomada de decisão, gerando impactos indesejáveis a certas áreas de solo, à demanda social, hídrica, etc... O processo de implantação industrial dos complexos florestais, é um bom exemplo disso. Os plantios são realizados apenas em função das áreas disponíveis das empresas, quando poderiam seguir um planejamento prévio de aquisição destas, baseado em informações bem mais valiosas, por serem equilibrantes
em relação ao impacto social. Assim, o SIG surge como uma ferramenta capaz de contribuir para a diminuição dos impactos negativos e proporcionar maneiras novas de planejamento do uso do solo para o setor.