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Estimation de la taille du secteur informel selon l’enquête nationale auprès des

Chapitre 3 : Le secteur informel en Algérie : définition, mesures et estimation

3. Estimation de la taille du secteur informel selon l’enquête nationale auprès des

É importante, agora, realizar uma analogia entre os dois períodos, de forma a salien- tar padrões de continuidade ou de mudança. Morgenthau (1948) defende que, para tal, deve ser feito um exame intensivo da história. Assim, sustentaremos a análise histórica através de uma lente realista clássica, como temos vindo a exemplificar.

A realidade observada no século XIX, isto é, a rigidificação do sistema internacional em dois blocos, sob a forma de alianças, é em parte semelhante ao que é observado no século XX, após a Segunda Guerra Mundial, quando o sistema internacional se bipolariza. O sistema internacional tem como principais atores os Estados, que interagem em anarquia – tal como já foi supramencionado. Pretendem garantir a sua segurança e sobre- vivência, aumentando para tal o seu poderio. Realistas clássicos defendem que, ainda que os Estados tentem maximizar o seu poder, deverá sempre existir um equilíbrio de poder, para que esta maximização não culmine em conflito.

Nos dois casos em análise é notório que, tanto no período prévio à Primeira Guerra Mundial, como no período após a Segunda Guerra Mundial, os Estados se aliam às res- petivas alianças e blocos numa tentativa de garantirem a sua própria segurança e assegu- rarem a defesa nacional perante uma iminente situação de conflito. A garantia da defesa nacional e a maximização do poder estão intimamente ligados, uma vez que a primeira inclui, inevitavelmente, a segunda, para os realistas clássicos.

Este é o caso de Portugal, cujas opções de política externa foram já previamente mencionadas. No que concerne ao período que antecede a Primeira Guerra Mundial, alia-se, de forma a garantir os três eixos prioritários a nível externo (Atlântico, europeu e colonial), à Entente Cordiale. Em relação ao período da Guerra Fria, e embora a sua relutância quanto aos EUA, Salazar alinha pelo bloco ocidental, sendo que era, notoria-

mente, a superpotência que poderia fazer com que Portugal garantisse o cumprimento do eixo Atlântico e, portanto, garantir a sua segurança.

No que diz respeito às linhas de continuidade, em ambos os casos a política externa portuguesa foi moldada pelo Sistema Internacional. Assim sendo, Portugal optou em ambos os casos pela aliança com a maior potência atlântica (Grã-Bretanha e EUA, respe- tivamente). Esta aliança era vista, por parte de Portugal, como uma potenciadora da defesa do império colonial.

As linhas de rutura são as seguintes: alterações na aliança com a potência atlântica, enquanto no período precedente à Primeira Guerra Mundial essa potência era a Grã- -Bretanha, no período posterior à Segunda Guerra Mundial, eram os EUA.

7. Conclusões

Face ao analisado ao longo do presente paper, importa frisar que a política externa portuguesa, assente nos eixos europeu, Atlântico e colonial, foi sempre moldada pelo Sistema Internacional, neste caso, pela sua rigidificação em duas alianças: Tríplice Aliança e Entente Cordiale e blocos capitalista e comunista. Numa ótica realista, onde a compe- tição e a luta incessante pelo poder prevalecem, Portugal, na condição de Estado com menos capacidades materiais, viu-se sempre no meio da disputa de poder. No final do século XIX, entre a Alemanha e Grã-Bretanha; no período posterior a 1945, entre os EUA e a URSS. Deste modo, a garantia da sua sobrevivência (objetivo último), possível através da defesa nacional, dependeu nos dois casos da aliança com a maior potência atlântica, garante do Império Colonial Português. Se no final do século XIX privilegia a aliança luso-britânica, a partir de 1945, com a emergência de uma nova ordem internacio- nal, Portugal passa a integrar o bloco ocidental/Atlântico, liderado pelos EUA e, inclu- sive, torna-se um membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (1949). O garante do eixo europeu, como condutor da defesa nacional, nestes períodos, alcançou-se também com a aliança atlântica e ficou marcado por um esforço contínuo por parte de Portugal para não se subalternizar no contexto da península Ibérica, face a Espanha e às suas pretensões.

A persecução do interesse nacional foi, em ambos os casos, moldada pelos interesses das potências dominantes da aliança/bloco a que Portugal aderiu.

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